
Nos shows, o grupo tem conquistado a simpatia do público não só pela originalidade, mas também pela forte presença de palco dos integrantes. No repertório estão covers de “Be My Baby”, das Ronetes, girl group dos anos 60, e de “souvenir”, do OMD, grupo tecnopop da década de 80. As letras trazem altas doses de deboche e cinismo. As principais são “Carinha Triste”, “Catchy Chorus” e “Fale Mal de Mim”, uma verdadeira ode à inveja. “Tento sempre fazer coisas diferentes do que já fiz. Busco idéias novas, como a inveja, a vingança e o preconceito”, diz Gabriel. A instrumental “Motocross” ganhou um clipe rodado na Inglaterra, mas sem a presença dos integrantes da banda. A ponte foi feita pelo diretor de fotografia André Schultz, que queria produzir um clipe com seus amigos no exterior e estava à procura de uma música instrumental. “Motocross” será lançada em um compacto pela Monstro Discos, de Goiânia, especializada em lançamentos em vinil.
Além do circuito de shows do Rio, o Autoramas tocou no Festival Porão do Rock, em Brasília, em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. A banda começa a gravar seu primeiro álbum este mês, pela gravadora Natasha Records. Com a experiência de quem já passou por várias bandas, o grupo, que rejeitou propostas da Universal e da Sony, preferiu “ser grande” dentro de uma gravadora pequena. “O Autoramas sabe o que quer, o que é ser profissional. O Bacalhau é o técnico de som, a Simone é a assessora de imprensa, e eu sou o empresário”, finaliza Gabriel.