

Este grupo sergipano se propõe a fazer aquele rock psicodélico dos anos 60, e as letras denunciam, propositadamente, um conteúdo lisérgico que por vezes beira o exagero. A referência mais imediata que vem à cabeça é a do trabalho de Júpiter Maçã (fase inicial), sobretudo “Sua Casa é o Seu Paletó”, que mais parece um cover do gaúcho. Identificado o formato, resta verificar se, nesta demo, há boas músicas. A melhor delas, sem dúvida, é “Próxima Parada”, que não por caso dá título ao disquinho. Não que a insistência temática recue, mas pelo ótimo riff que permeia toda a música. “Cínico Arrependido” é uma baladinha feita pra encerrar o disco, mas ele ainda vem duas músicas escondidas. E muito boas. A primeira delas bem poderia ter sido incluída “oficialmente”. Mesmo como os vocais de Daniel Torres parecendo com os de Fred Zero Quatro, a música surpreende pela elaboração, que inclui uma mini-jam no final bem interessante, e tem mais de sete minutos de duração. Um pouco mais de estrada e a assinatura de um contrato com a Baratos Afins será uma questão de tempo.