

O trabalho de Peter Saternus é uma espécie de crônica urbana, onde a principal referência é, claro, sua cidade natal, São Paulo. Este é o terceiro disco dele (não é um álbum ao vivo, embora o título sugira), todos produzidos de forma independente, e é no qual uma temática mais pessoal é adotada. As exceções são a intensa “Menino Radiativo”, a versão muito bem feita para “Construção”/“Deus Lhe Pague”, de Chico Buarque, quase metal, que casa bem com a parte autoral do trabalho, e ainda “Rapsódia Paulistana”.
O som que Peter pratica é um pop rock, às vezes mais pesado, noutras mais leve, mas sempre com certa densidade, sobretudo nas letras, apresentadas por seu vocal, de timbre firme e bem impostado. Algumas músicas, como “Rainha do Mundo”, “Qualquer Outro Idiota” e “Corra Baby” têm um bom apelo pop, sem deixar de lado as boas guitarras ao fundo, e poderiam tranqüilamente pleitear uma oportunidade no mercado. Mas isso depende do olhar do mercado fonográfico, tema inclusive abordado na boa “Gravadora”, que abre o disco. Talvez o tom autoral de seu trabalho dificulte o encaixe nas tendências do mercado, o que é uma pena. Não lhe tira, no entanto, o mérito de buscar um caminho original dentro da música.
Soy amiga de Peter, necesito comunicarme con él
Ganhei o cd de um amigo, sonzinho gostoso para ouvir com a gatinha, ou com os brothers na baladda super versatil RECOMENDO