Programas criados pelo movimento do software livre que ninguém nunca vai usar
Giotto – Aplicativo criado em substituição ao Photoshop pelo norueguês Gnörd Ruffstmünsen (pronuncia-se “Grrrhts”). Tem apenas 345 kb e, na verdade, limita-se a uma tela branca na qual o usuário pode girar a foto para cima e para baixo e diminuí-la de tamanho. Além de só rodar no Aragorn, sistema operacional derivado do Linux tibetano, o Giotto produz arquivos na extensão .T&R@, que não abre em lugar nenhum, só nele. Em uma pesquisa no Google, nossa equipe descobriu apenas três sites de usuários do Giotto. Um não abriu por incompatibilidade com o explorer, outro era um fórum onde o único post era de um anúncio de venda de viagra via internet e o terceiro não conseguirmos ler porque estava em finlandês.
Arcanjo – É o browser criado pelos alunos do Mossoró Institute of Technology (MIT). Roda em Linux e não abre site em Flash e em Java e todos os comandos são feitos a partir do teclado. Para clicar em um link o usuário deve digitar “control + jogo da velha + enter + @666”. Para voltar à página anterior só fechando todas as outras janelas de programas e digitando “& + del + KKK + {g}”. Apesar disso, Márcio Picolé, Beto Cenoura e “Bestial” (que não quis dar seu nome verdadeiro, apenas o nome de seu avatar em Elfquest) comemoram a aceitação do programa pelas ONGs “Fundação Gero Camilo”, que cuida da preservação de gabirus no sertão nordestino, e “Traficart”, que prepara traficantes para o mercado de trabalho através da arte-educação. Durante uma passeata antiglobalização, que reuniu 13 pessoas no centro de Mossoró, o trio de desenvolvedores reafirmou o seu comprometimento com o movimento do software livre ao quebrar a fachada de uma loja de recarga de cartuchos de impressora enquanto gritavam “REVOLUÇÃO!”.
Orpheus – É o MSN do movimento pelo software livre. Tem 347 usuários em todo o mundo, 170 deles somente na Eslovênia e sem falar inglês. Para utilizá-lo, o usuário precisa configurar um firewall utilizando o comando “com:port/324.ip://345.961.0728” e depois fazer a partição do HD em 117 clusters de 74 kb cada. O Orpheus funciona no UPMART, que é o DOS do Arcádia, a versão alemã do Aragorn, que é um sistema operacional baseado no Linux tibetano. Atualmente, existem 47 equipes de software livre trabalhando em aprimoramentos do Orpheus. A menos popular dela é o H’wan, criado pelo coreano H’jn Kn Hw e que conta com apenas um usuário, o próprio H’jn.
Durante o IV Encontro de Software Livre de Mossoró (Encoró), o desenvolvedor tcheco Olvf Tskrv dá um trato em Aritana, filha de hippies, assanhada e presidente da Sociedade Mineira para a Apreciação de Programas Autorais (Somepau). "Infelizmente a gente na mundo não poder tuda que quer. Eu vir parra cá atrás do mulata brasileirra e acabei assim. Mas tuda bem, porque eu também querrer uma Macintosh e só ter uma PC com a Linux e um bando de prrogrrama que não servir parra nada", afirmou Olvf. De bem com a vida, Messias Jardan não deu bola para o gringo e preferiu caetanear o que há de bom.




























