Estados da música
A revelação gaúcha
Também conhecida como “a promessa que vem dos pampas”, a revelação é um mal que assola o país desde que os primeiros Gessingers tiveram seus cabelos tingidos após a meia noite e passaram a aterrorizar a população civil com rimas-bomba esquecidas em discos sem alça. Os gaúchos prometem continuar lançando bandas-ruins sistemáticas na direção do Brasil até conquistarem sua independência e, finalmente, poder exercer o seu orgulho provinciano em paz sem nordestinos metidos a besta fazendo a bunda das gurias chacoalhar ao som de batuques africanos.
O suíngue carioca
Reflexo do “jeitinho brasileiro” em forma de música, o suíngue carioca estende seus tentáculos por todas as vertentes musicais produzidas no país (isso quando não é a própria origem da coisa - casos do Samba, da Bossa Nova e do Funk de Latrina). Mesmo que você crie um estilo ultra-revolucionário de rock no Acre ou música eletrônica de vanguarda no interior da Paraíba, não adianta fugir: na hora de “estourar no país” algum produtor mequetrefe vai meter uns pandeiros no meio da sua música ou, mesmo que você faça sucesso sem esse toque ‘ishperrrto’, alguma nova cantora-revelação surgirá fazendo uma versão de uma música sua “meio sambinha, meio eletrônico, com uma pitada de Tom e um cheirinho de D2”.
Os mineiros do
A história musical mineira é intrinsecamente ligada à política. Tiradentes ainda arrancava molares quando os filhos das Gerais já tentavam, sem sucesso, fazer música. O alferes teria se suicidado e esquartejado a si próprio após não agüentar mais ter os mineiros do Inconfidência Quest ensaiando ao lado do seu consultório. Já a ditadura militar acabou graças às ameaças dos mineiros do Clube da Esquina, que declararam: “ou o regime acaba ou haverá uma roda de violão para cada boteco deste país”. Pior ainda quando não se decidem entre inventar uma nova luta marcial ou fumar um, caso dos mineiros do Pato Fu e do Skank.
O furacão baiano
Sacudindo o país mais ou menos a cada 10 anos, o furacão baiano não poupa ninguém e costuma inundar as zonas costeiras, balançar as traseiras e reverter as estomacais sem dó nem piedade. Apesar de manter constante o seu nível musical potencialmente nocivo às regiões escrotais, o fenômeno nordestino ao menos vem aprimorando seu lado estético-visual ao longo do tempo. Estima-se que em 2030 um furacão baiano poderá ser, inclusive, mais bem pago que Gisele Bundchen e quem sabe engatar um romance com Roberto Justus.
Comentários
Só porcaria!
Em relação ao que vem do Rio de Janeiro, costumo dizer que nosso estado é como uma grande fazenda, cheio de galinhas, mulas, jegues, muita merda (dos animais que aqui vivem) e um monte de piranhas molhadas!!
escrito por: Leonardo em 18/05/2008 às 13:56
Cantores como caetano veloso, gal costa e outros bem como grupinhos baianos são um lixo!!!
escrito por: TOTAL ALIEN em 28/04/2008 às 13:39
Ficou bem a pampa essa denominação de funk de latrina.
Gessinger!!!
Esse desastre voce tirou da tumba!!
E por falar em bandas patéticas do rio grande do sul, tem mais uma que se chama bide ou balde.
Bem horrível o nome assim como o grupelho.
Desses 4 estados só sai LIXO musical!!!
escrito por: TOTAL ALIEN em 24/04/2008 às 17:49