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31 de outubro de 2007

Mossoró mobilizada para sediar jogos da Copa

mossorocopa2.jpg Sertão - Depois do anúncio oficial por parte da Fifa de que o Brasil será a sede da Copa do Mundo de 2014, os governadores dos Estados que pleiteiam ter cidades sedes no evento voltaram da Suíça dispostos a tudo para abrigar jogos. Entre os políticos que vieram da Europa estava o vereador mossoroensse Khrysthyanno Jequitinhonha, o "Verdurinha". Já em solo potiguar, Verdurinha (PV-RN) voltou a garantir que a metrópole da caatinga é sim uma das maiores concorrentes para sediar partidas.

"Lá no estrangeiro eu mostrei pra todo mundo, do porteiro do hotel ao dono da Fifa, que Mossoró tem tudo para ser sede de alguns jogos. A pedra fundamental do estádio Capitão João Maria Cristina Poços (Poção) já foi fincada no bairro (antiga invasão) Reino de Etérnia, e promete ser o mais moderno dos três hemisfério", comentou Verdurinha, que em bom tempo lembrou da simpatia com que foi recebido na cidade suíça. "Num é pra menos, já que por lá eles chamam Zurique de a Mossoró européia devido o alto grau de avanço daquela cidade".

Poção - Devido a problemas com a verba oficial e a estiagem, a capacidade do Poção, originalmente projetado para abrigar 450 mil pessoas, diminuirá. A partir do novo projeto apenas 446 mil poderão entrar no estádio. "Não tem problema não. Fica só o pessoal daqui mesmo. Aliás, é até melhor porque esses gringos fedorentos não vão mais se misturar conosco", comentou Dúlia Sguaçaba, presidenta do Comitê pela Copa em Mossoró (Cocoró).

30 de outubro de 2007

BRASIL 2014 – Mossoró divulga mascote e camiseta baby-look

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Mossoró (Cidade-Bola) – A Confederação Mossoroense de Futebol e Bola de Praia (Confemofubola) antecipou-se à CBF e divulgou na manhã desta terça-feira (dia 42 do calendário tibetano) o mascote e a logomarca oficiais da Copa do Mundo de 2014, que deverá acontecer nos estádios potiguares se as águas do vizinho rio São francisco já tiverem sido transpostas, banhando todo o Oceano Atlântico e inundando territórios como Nova York, Ottawa, Groenlândia e dois continentes à sua escolha. A iniciativa faz parte dos esforços da Cidade-Bola – nome pelo qual a cidade é carinhosamente conhecida desde às duas da manhã de hoje – para sediar jogos do mais importante evento esportivo desde o advento da bocha no oeste da Irlanda no limiar do século 18, pelas hábeis mãos de Sir Wilfrid Graas Graas.

Em nota oficial, a equipe de tecnólogos do MIT (Mossoró Institute Of Technology) explica que a logomarca “parte de um conceito imbuído de todo um processo de jogar bola”. Para tanto, os especialistas fizeram referência à bola de praia, paixão local do cidadão mossoroense e item utilizado como salva-vidas por Jeffrey Montgomery no verão de 1963, quando um avião caiu em sua piscina de fibra, matando-o por afogamento. Num gesto habilidoso e famigeradamente interessante, a organização da Mossocopa 2014 convidou o jornalista Tylon Maués, colunista de Ressaca Moral e campeão de Cinco Cortes, para ser o mascote do evento. “Eu nunca imaginei que um dia faria parte desse time de estrelas”, disse Tylon em sua primeira propaganda de um produto à base de glitter. Tylon foi escolhido por reunir características de diversas minorias ao mesmo tempo e é peça-chave na luta para que a Cidade-Bola seja a sede única da Copa 2014.

A bola de praia representa ainda os cinco continentes mais a Antártida, além de imitar o formato do planeta Marte, onde os cidadãos mossoroenses acreditam haver vida inteligente. “Lá o pessoal só ouve Lenine e lê ‘O Livreiro de Cabul’ ”, argumenta Paulinho Truta, estudante de Sociologia e vendedor de erva da PUC de Mossoró. A logomarca também representa o esforço humano para carregar grandes problemas - a exemplo dos que passam o Brasil e particularmente Mossoró, onde apenas 3% da população têm acesso ao Marcos Frota. Para chamar a atenção da comunidade mundial sobre a campanha, a comissão organizadora do evento convidou o ator mexicano com cara de jardineiro Gael García Bernal, mais conhecido por ter interpretado o guerrilheiro Ernesto em "Diário de Bridget Jones".

Brasil - Com a escolha do Brasil para sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014, autoridades e dirigentes de todo o país iniciam uma corrida contra o tempo para estruturar estádios e cidades inteiras, a exemplo de Crato (CE), onde todos os moradores foram expulsos para a construção do "Cratão", estádio que lembra o formato do Ricardo Teixeira. Em Belém (PA), 512 trabalhadores foram contratados em regime de semi-escravidão para a construção do "Tacacão", estádio em forma de cuia de tacacá, iguaria típica da região. Em Manaus (AM), um índio morreu depois de saltar de pára-quedas.

gaelfofo.jpg Gael García Bernal é Che Guevara no filme mais emocionante dos centros acadêmicos. O clique revolucionário e que estampa camisetas ao redor do planeta é do camarada Messias Jardan.

Copa 2014 – Mossoró anuncia que está no páreo

Mossoró (ESPN) - Com a confirmação do Brasil como sede da Copa de 2014, Mossoró agora luta para ser uma das cidades do país que receberão jogos do torneio em seus gramados. Apesar de não ter sido visitada pela comissão da Fifa que andou em terras tupinambás comendo de graça e assistindo apresentações folclóricas, a metrópole nordestina receberá grandes investimentos para se adequar às exigências da entidade máxima do futebol mundial (nota: este blog sempre quis usar a expressão "entidade máxima do futebol mundial").

O Comitê pela Copa em Mossoró (Cocoró), presidido por Dúlia Sguaçaba, síndica profissional e gente como a gente, prepara já para o próximo domingo uma grande caminhada de Mossoró até Zurique, na Suíça, onde está localizada a sede da Fifa, entidade máxima do futebol mundial. "Todos os participantes da caminhada deverão vestir verde, formaremos um imenso gramado humano que atravessará o mundo em busca dessa Copa pra nossa cidade", relata Dúlia. "Caso a Fifa, [entidade máxima do futebol mundial] não nos escolha como cidade sede, vamos colocar o nome deles na boca do sapo, rsrsrs", diverte-se Sguaçaba, fazendo referência à Sapo Magro, mossoroense eleito Pistoleiro Padrão 2007 pela Confederação Nordestina dos Pistoleiros, Jagunços e Malfeitores (Copisjamal).

Na infraestrutura, a vedete do plano mossoroense chama-se Estádio Municipal Capitão João Maria Cristina Poços, o Poção. O novo estádio será uma arena multiuso para 450 mil torcedores e que depois da Copa será utilizado como poço artesiano. Os mossoroenses mais otimistas inclusive já pensam no Poção como palco da grande final da competição.

Outra obra pronta para sair do papel é o Calangão, o metrô de Mossoró. Os responsáveis pelo projeto são os engenheiros do MIT - Mossoró Institute of Technology, responsáveis pelo ecologicamente correto sistema de locomoção do trem urbano mossoroense que é movido por jegues geneticamente modificados.

O setor hoteleiro da cidade também está em polvorosa. Dona Cotinha, proprietária da "Pensão Bem-Estar e Laser" já está ansiosa pela chegada dos estrangeiros. "Quero hospedar uma daquelas seleções em que os nomes dos meninos terminam com pascowich, dizem que eles são ótimos para o fígado".

*Ressaca Moral cobre com exclusividade a campanha Mossoró na Copa 2014.


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Cotados para o número musical de abertura da Copa 2014, Cleison e Ethielly já ensaiam uma versão punk forrócore de Morango do Sudeste, antigo sucesso de Romário dos Teclados nos Jogos Universais da Juventude Filatelista de 1976. O clique simbiótico e pra lá de aveludado é de Messias Jardan.

29 de outubro de 2007

PM de Mossoró prende arruaceiros e impede Spams

Mossoró ("imbigo" do mundo) - Sete feridos, dois em estado grave, e 43 presos. Esse foi o saldo de uma briga generalizada ocorrida no último sábado (27) no Centro Internacional de Convenções de Mossoró Coronel Herculano Tangerina (Cicorogina). A confusão começou por volta das 13 horas entre participantes de duas convenções que eram realizadas no local: O III Encontro Sul-americano de Apreciadores e Colecionadores de Ursinhos Carinhosos e a 17ª Convenção Nordestina de Produtores de Spam.

"Positivo. Foi uma confusão dos diabos. Tinha uns viadinhos com uns ursinhos carinhosos que eram umas pragas na briga. Eles só pararam quando o Clébson, um taxista que trabalha de motorista pra gente, passou por cima de uns três com nossa viatura... eheheheh... Qualquer dia vou multar o Clébson pra ele tomar vergonha na cara e renovar a carteira dele... eheheheh", disse e divertiu-se o Hyroshi das Dores, chefe da briosa Polícia Militar de Mossoró.

Segundo testemunhas e funcionários do Cicorogina, a confusão toda começou quando os produtores de spam viram que entre os colecionadores de Ursinhos haviam pelo menos umas cinco mulheres e endoidaram. "Positivo. Segundo o que as investigações nos mostraram esses porras desses caras que mexem com computador parece que nunca viram uma mulher de verdade pela frente. Quando isso aconteceu eles perderam o controle, pareciam um piauiense na frente de um prato de feijão com arroz... eheheheheheh", explicou e divertiu-se mais uma vez das Dores.

Hermes "Naruto21" do Livramento, 34 anos, um dos presos do lado dos "Spamnishers" (como eles gostam de ser chamados mas ninguém o faz), tentou se esquivar dos jornalistas, mas, teve que se explicar e admitiu que houve excessos. "Não sei o que acontece comigo quando vejo uma mulher, bonita ou não. Eu perco o controle. Minha mãe, com que eu moro, diz que é da idade".

Lisbela do Rosário, 61, do lado os Ursinhos Carinhosos e um dos alvos de assédio dos Spamnishers confirmou o constrangimento que passou. "Foi horrível. Parecia o malvado do Coração Gelado quando ia para cima do Coração Veloz, Brilhante e a Caridosa. Felizmente o 'carinhômetro' nos alertou do perigo", contou dona Lisbela, estranhamente vestida com uma roupa felpuda da cor marrom e com um coração na barriga.

Quem for considerado culpado após a investigação da Polícia Civil mossoroensse terá que arcar com os prejuízos no Cicorogina. Devido o quebra-quebra o local teve que adiar em dois dias o começo da mais importante comemoração gastronômica da região, o Encontro Anual de Degustadores de Calango e Mandacaru (Endecu).

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Adepto do Cosplay (Cooperativas de Playgrounds), o Cãozinho Rogério Flausino ficou injuriado com o adiamento da festa que o grupo "Yu-Gi-Oh! 4 Ever" faria no próximo fim de semana. O click customizado é de Messias Jardan.

25 de outubro de 2007

Mercosul estuda adotar Banda de Pífanos de Caruaru já em 2009

Nova Iórque (PI) - Em reunião na sala do cafezinho ontem, no final da tarde, os presidentes das 4 ou 5 nações mais poderosas do Mercosul riram bastante relembrando como era gay aquele ursinho do encerramento das olimpíadas de Moscou.

Na despedida, o presidente da Guiana questionou como ficaria a história da moeda comum a ser adotada pelo bloco econômico. O negão, cujo nome nos foge nesse momento, foi prontamente posto pra fora do recinto assim que os outros presidentes se tocaram que a Guiana não faz parte do Mercosul. Em todo caso, o Argentino Existem mil maneiras de preparar Neston Kirchner, gostou do assunto e propôs a adoção da moeda já para 2009.

O projeto, altamente secreto e guardado debaixo do colchão por uma velhinha lúcida e bem disposta, atende pelo nome de Banda de Pífanos de Caruaru e deve ser colocado em prática ainda em breve. O real brasileiro, o peso argentino e o dólar americano - moeda dos outros países do Mercosul, serão substituídos pela Banda de Pífanos de Caruaru já em 2009, se depender da vontade dos presidentes.

Se a nova moeda entrasse em vigor hoje, R$1,00 (um real) valeria aproximadamente PC$2,53 (duas bandas de pífanos de caruaru e cinqüenta e três sivucas ou hermetos pascoais – a definir).

A empolgação com a nova moeda é tanta que este final de semana várias programações festivas estão agendadas pelo Brasil. Em São Paulo, no começo da noite de sexta-feira, bem no horário do rush, está programada uma enchente comemorativa do rio Tietê. No Rio, a Secretaria de Promoção, Compreensão e Banalização de Catástrofes prepara uma série de deslizamentos de terra de parar a cidade. Também na cidade maravilhosa, Marquinho Raspa Toco, governador do Morro do Fusível Queimado, avisou a reportagem que prepara um grande fechamento do comércio de toda a região que administra, "num teressa, real ou bando de bicha de Caruaru, seje lá o que for, a gente tamo continuano a faze nosso papel social", declara animado com as gravações de um novo filme nacional que se passa na sua favela. "A gente pedimo a Juliana Paes, se mandarem negócio de Selton Moura pra cá geral vai perdê!", completa Raspa Toco.

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Abalado pela péssima estréia de seu novo filme de temática rural - Roça de Elite - Selton Melo procurou relaxar no litoral do Mato Grosso no último final de semana. Messias Jardan estava com prisão de ventre, mas pediu para o cocê sair, sentou o dedo na porra da câmera e, magistralmente, nos acalentou com este belo clique.

20 de outubro de 2007

Bandas politicamente corretas que não deram certo

Por Paulo Guedes & Rafael Guedes

The Ianomâmis - A primeira banda indie indígena tem formação multiétnica - cada integrante vem de uma tribo diferente. Akerê (vocal), U'hunrú (guitarra, zarabatana), Kurumã (baixo, chocalho), Ybity-Exá (bateria, curimbó) e Jefferson (filmadora) alcançaram sucesso instantâneo no final dos anos 90, quando fechavam rodovias no Norte do País para protestar contra a falta de verbas para invadir terras improdutivas. Hits como "Yumamamanãa Ko Toteruaçu" ("Sting, vai procurar tua turma") e a divertida "Uyumarãka Nhe'engatu" ("Vovô aposentou o arco-e-flecha") levaram platéias ao delírio em shows que invariavelmente terminavam com o sacrifício de um curumim para o Deus Sol. No início da década, a banda mergulhou em uma sombria atmosfera de alcoolismo e drogas como a ayahuasca e o caroço de jerimum. A experiência transcendental deu origem a "H'uananaã" ("O lado preto da lua"), primeiro e último álbum conceitual dos Ianomâmis. Executado sobre o filme "O Mágico de Oz", o disco revela a receita da farinha de tapioca. O grupo encerrou as atividades pouco depois de gravar o disco por não conseguir pagar em dia os carnês do ECAD, do Ibama e da Funai.

Cansei de Ser Explorada - Sete simpáticas mães paulistanas fundaram a banda para cantar as angústias de trabalhar fora, limpar a casa, cuidar dos filhos e ainda ter tempo para seus maridos. Formado por Estela (vocal e roupas), Edilene (guitarra e almoço), Elizete (baixo e baralho), Marli (bateria e passeios no domingo), Dona Sônia, Rosângela e Fátima (backing vocals, reuniões de pais), o septeto inovou subindo aos palcos sem jamais ter ensaiado. "Nunca tivemos tempo", explica a líder Estela. Seus shows tinham duração máxima de quinze minutos, porque as integrantes ainda precisavam pegar dois ônibus e um metrô pra voltar pra casa. Fátima revela curiosos bastidores do clipe de "Panela de Pressão", hit em que protestam contra a correria do dia-a-dia: "Aquele feijão que aparece era de verdade. Quando acabou a gravação do clipe levei pros meus filhos comerem. Tava todo queimado, meu marido armou uma confusão", diverte-se. O ritmo frenético do mainstream acabou por decretar o fim da banda: as mamães roqueiras vinham se sentindo cada vez mais exploradas pelo circuito do rock'n'roll.

Renato e Seus Green Peaces - Quem disse que amor não combina com devastação, sequestro de carbono e efeito estufa? Embalados pelo derretimento das calotas polares e com um discurso engajado, os caras do Renato e Seus Green Peaces chamaram a atenção da comunidade mundial para o fato de serem muito chatos. Realizado a bordo de um helicóptero alvo de bombardeios de uma empresa produtora de soja da Amazônia, o primeiro show da banda virou hit na Polícia Federal, que prendeu todo mundo e utilizou métodos práticos de fazer falar a verdade.

E na semana que vem!

- O pessoal do Arctic Mico Leão invade São Paulo
- O trágico final do Que Fim Levou o Mogno?
- Bonde do Rolê diz não ao transporte clandestino
- Marcos Frota: "Quero conhecer Bono Vox"
- Cidadania: Engenheiros do Hawaii tiram o CREA 20 anos depois
- Inimigos do Rei desmentem desentendimento com Roberto Carlos

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Presidente do Txutxucarramães, maior fã clube do The Ianomâmis, Ynhangerê ameaçou devorar a cabeça de um pássaro dócil e visivelmente entediado durante apresentação da banda na reserva Xingu, caso o grupo fosse realmente terminar por falta de grana. Desesperado, Ynhangerê vendeu uma picape e doze aparelhos de DVD que mantinha em sua oca e doou todo o dinheiro para os músicos. Poucos dias depois, os integrantes se mudaram para a casa de praia de Sting. O clique inconsolável é de Messias Jardan.

17 de outubro de 2007

Programas criados pelo movimento do software livre que ninguém nunca vai usar

Giotto – Aplicativo criado em substituição ao Photoshop pelo norueguês Gnörd Ruffstmünsen (pronuncia-se “Grrrhts”). Tem apenas 345 kb e, na verdade, limita-se a uma tela branca na qual o usuário pode girar a foto para cima e para baixo e diminuí-la de tamanho. Além de só rodar no Aragorn, sistema operacional derivado do Linux tibetano, o Giotto produz arquivos na extensão .T&R@, que não abre em lugar nenhum, só nele. Em uma pesquisa no Google, nossa equipe descobriu apenas três sites de usuários do Giotto. Um não abriu por incompatibilidade com o explorer, outro era um fórum onde o único post era de um anúncio de venda de viagra via internet e o terceiro não conseguirmos ler porque estava em finlandês.

Arcanjo – É o browser criado pelos alunos do Mossoró Institute of Technology (MIT). Roda em Linux e não abre site em Flash e em Java e todos os comandos são feitos a partir do teclado. Para clicar em um link o usuário deve digitar “control + jogo da velha + enter + @666”. Para voltar à página anterior só fechando todas as outras janelas de programas e digitando “& + del + KKK + {g}”. Apesar disso, Márcio Picolé, Beto Cenoura e “Bestial” (que não quis dar seu nome verdadeiro, apenas o nome de seu avatar em Elfquest) comemoram a aceitação do programa pelas ONGs “Fundação Gero Camilo”, que cuida da preservação de gabirus no sertão nordestino, e “Traficart”, que prepara traficantes para o mercado de trabalho através da arte-educação. Durante uma passeata antiglobalização, que reuniu 13 pessoas no centro de Mossoró, o trio de desenvolvedores reafirmou o seu comprometimento com o movimento do software livre ao quebrar a fachada de uma loja de recarga de cartuchos de impressora enquanto gritavam “REVOLUÇÃO!”.

Orpheus – É o MSN do movimento pelo software livre. Tem 347 usuários em todo o mundo, 170 deles somente na Eslovênia e sem falar inglês. Para utilizá-lo, o usuário precisa configurar um firewall utilizando o comando “com:port/324.ip://345.961.0728” e depois fazer a partição do HD em 117 clusters de 74 kb cada. O Orpheus funciona no UPMART, que é o DOS do Arcádia, a versão alemã do Aragorn, que é um sistema operacional baseado no Linux tibetano. Atualmente, existem 47 equipes de software livre trabalhando em aprimoramentos do Orpheus. A menos popular dela é o H’wan, criado pelo coreano H’jn Kn Hw e que conta com apenas um usuário, o próprio H’jn.

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Durante o IV Encontro de Software Livre de Mossoró (Encoró), o desenvolvedor tcheco Olvf Tskrv dá um trato em Aritana, filha de hippies, assanhada e presidente da Sociedade Mineira para a Apreciação de Programas Autorais (Somepau). "Infelizmente a gente na mundo não poder tuda que quer. Eu vir parra cá atrás do mulata brasileirra e acabei assim. Mas tuda bem, porque eu também querrer uma Macintosh e só ter uma PC com a Linux e um bando de prrogrrama que não servir parra nada", afirmou Olvf. De bem com a vida, Messias Jardan não deu bola para o gringo e preferiu caetanear o que há de bom.

11 de outubro de 2007

O Encontro 2 - Panqueique, Mengão e o indefectível som de fritura

Ronsley era uns dois anos mais velho que eu e uma espécie de ídolo de todos na passagem Coelhinho. Bom de bola, bonitão, gente da melhor qualidade, era muito querido, em especial pelas meninas. Curiosamente, nunca se viu com nenhuma delas por mais de uma noite. "Esse aí não quer compromisso, quer apenas 'cortir'", diziam os mais velhos. O único defeito do mancebo é que não era afeito aos estudos. Achava que a esperteza lhe bastaria para ganhar a vida.

Lá estávamos nós dois, frente à frente num banco desconfortável de ônibus. Eu com a cara melada de um dia de trabalho. Ele com o rosto branco de tanto pó compacto e os lábios cuidadosamente contornados por um batom magenta-tropical. Ronsley mirava a mim com um espanto poucas vezes visto num homem maquiado. Confesso que o sentimento era o mesmo do meu lado. Ao mesmo tempo em que não conseguia desviar o olhar das marcas de chupões do pescoço dele, as reminiscências da juventude vinham a mim como uma pá de panqueique de baixa qualidade.

O Ronsley fazia o tipo magrelo, mesmo assim as meninas se encantavam. Ele, tal como um Chico Buarque que teve o bom senso de não se meter a cantar, era dito como um bom entendedor do sexo oposto e tinha um olho verde - era de vidro, mas verde. Ele passava horas com elas. Nunca ninguém desconfiou dele, nem quando foi ao show do Information Society num estádio de futebol aqui perto. Lembrei de uma época em que ele desapareceu por uns dois meses e voltou diferente. O nariz, antes achatado e parecido com uma bola, voltou que era uma beleza, fininho como o de um cantor pop que deixasse a negritude de lado.

Eu já não tinha mas nenhuma dúvida de que era meu velho conhecido e ídolo de juventude. Aquela tatuagem quase apagada do Mengão não tinha igual. Beque central de responsa nas peladas e torcedor fanático do rubro-negro carioca, ele costumava dizer que nada no mundo era mais refinado que o Moser. "Esse aí joga bonito. Repara só na posição das pernas dele. É um cara que anda ereto. Muito bem", Ronsley era dado a comentários mais profundos quando assistia a TV.

- Errr..aahhh... - não conseguia puxar papo com ele.

Não era para menos. Outrora orgulho viril da Coelhinho, ele agora era uma caricatura mal feita de uma mulher sofrida. E, amigos, vou lhes contar, ele não tinha muito bom gosto para as combinações. Usava uma saia mais justa que o Altíssimo e que deixava a bochechinha da bunda para fora, o que denotava uma vulgaridade que em nada deixa alguém atraente. O salto era tão alto e fino que uma desequilíbrio equivaleria a uma queda do segundo andar. O top era de um tecido de nome engraçado como tafetá e parecia mais uma sobra de cortina de motel barato, tudo com muita cor e brilho. Era uma combinação que tinha tudo para dar errado e deu. Mesmo assim ele não devia estar desprovido de algum atrativo. Antes de conversar com ele dois outros caras passaram ao lado e fizeram com a boca aquele indefectível som de fritura para demonstrar cobiça. Ele estava quase irreconhecível e mal sabia o que falar. Quando o estupor inicial passou eu consegui puxar um papo para quebrar o gelo.

- Ronsley, tu tá diferente mas não sei no quê.

Conclui na próxima quinta-feira.

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"Fiz um desenho novinho pra vocês", não sei quem o Waldez tenta enganar. Tá na cara que ele só recortou e colou o desenho antigo. Mas, como ele não ganha nada aqui no blog, nem bom dia, não podemos reclamar.

8 de outubro de 2007

Você vê na novela, mas não no vizinho

O diário
Não importa que ninguém na vida real com mais de 15 anos escreva um diário. Vira e mexe, após a morte de um personagem importante, do nada aparece o seu diário secreto com senhas de cofre, confissões de assassinato e os detalhes da chegada do anticristo. Quando um dos mocinhos bota a mão no volume literário é sinal de que estamos na última semana da trama.

As legendas
A direção da emissora, o autor e o diretor da novela acham que a imensa maioria do público é idiota (er...ok, eles estão certos), então tudo em uma novela precisa ser detalhadamente explicado entre os personagens para que nós, imbecis, não tenhamos dúvida alguma sobre o que está ocorrendo.

- Ana, você já viu quem está na capa da revista Gente Bonita dessa semana? O cara que você beijou ontem na boate! Ele deve ter muita grana, porque sair na capa da maior revista de celebridades do país não é para qualquer um, viu filha?

- Uau, Maria Eliza, não acredito! Ele, o cara que eu beijei, é o Caio Pinto Ferraz, tá dizendo aqui nessa matéria da Gente Bonita que ele é o maior exportador de gado do Brasil. Nossa, quando a Clara - aquela minha amiga jornalista – descobrir essa história ela vai me perseguir pra dar uma entrevista...

- Ah, verdade, viu? Aquela ali quando coloca uma coisa na cabeça é difícil de tirar, ela sempre foi assim.


Os acionistas
Figurantes que costumam surgir nos últimos dois meses da novela, os acionistas geralmente são uma turminha de 7-8 senhores na faixa dos 45-60 anos cuja única função é permanecer sentados em uma mesa de reunião enquanto os atores de verdade trocam acusações sobre o destino "do grupo". Muito de vez em quando, o autor resolve dar voz a um dos acionistas, que geralmente pronuncia para um protagonista uma decisão tomada em conjunto com "o conselho".

Os participantes da festa
Diferentemente dos protagonistas – sempre discutindo, chorando ou mandando os outros à merda, os participantes extras de qualquer ambiente de festa permanecem em estado de eterna alegria, conversando, trocando sorrisos e dançando fora do ritmo. Apesar de toda a felicidade que compartilham, eles sabem que a qualquer momento da cena poderão ser convocados para correr às pressas, caso aconteça uma briga ou a dona da mansão resolva dar um pití e expulsar todo mundo porque pegou o maridão de olho na boutique de outra.

O médico amigo da família
Geralmente interpretado por ator semi-desconhecido que só interpreta papéis de médico, o doutor amigo da família é uma figura confiável, séria, porém doce. O ápice de sua participação é quando anuncia que um importante personagem é portador de uma grave doença. Com alguma sorte, pode até consolar uma gostosa em cena, mas geralmente acaba abraçando uma Regina Duarte.

A competência da polícia
Retratando sabe-se lá que país, os policiais novelescos são atenciosos, dedicados e eficientes. Mostrando toda o excelente aparato de segurança de que dispõem, os agentes da lei dos folhetins trabalham em delegacias bonitinhas e bem decoradas, contam com modernas viaturas e não medem esforços na resolução rápida dos mais intrincados delitos, mesmo que para isso precisem prender empresários, políticos e milionários diversos.

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Chico César nunca se interessou em saber quem matou Flávio, na novela O Gato, mas pelo cheiro de mofo, acredita que uma de suas canções foi a responsável. A foto caramelada e praticamente gratinada é do absolutamente afável Messias Jardan.



6 de outubro de 2007

Intervalo - Grandes Jabás de Ressaca Moral

"Devorados", novo clipe da Madame Saatan, banda criada nos becos metaleiros de Belém do Pará. O cenário é a Vila da Barca, símbolo do crescimento desordenado da capital, atualmente em processo de demolição e aterramento para a construção de um conjunto habitacional. O que você vê aqui, meu/minha camarada, não existe mais. O clipe, dirigido pela metaleira enrustida Priscilla Brasil, só existe graças aos esforços voluntários de uma equipe de 40 pessoas (creditadas no link direto do Youtube) e a uma torção no pé da vocalista Sammliz - nas palavras do jornalista Alex Antunes, a Ivete Sangalo do mal. A versão final do clipe, que sai até novembro, mergulha na atmosfera do lugar.

Priscilla é diretora de Filhas da Chiquita, que tem a co-direção de Gustavo Gozinho e do confortável Vladimir Cunha, colunista deste site e desordeiro.

5 de outubro de 2007

O encontro - Um ônibus, um olhar e uma brecada

Todo dia tomava aquele ônibus em direção ao estágio. Nem lotado, nem vazio. Nunca, nem na hora do rush. Certa feita fui chamado para auxiliar um serviço que varou a madrugada. Ganhei uma diária que era maior que a ajuda de custo. Uma moleza. Seis horas da manhã e lá estava eu voltando pra casa. O bolso recheado e o dia de folga. O coletivo estava quase vazio. Quase. Duas cadeiras à minha frente havia uma moça com traços até atraentes, embora quase que escondidos sob pesada maquiagem. Trocamos um olhar. Aliás, ela me olhou. Não dei muita confiança, juro. Há tempos tinha olhos apenas para Gleice. Olhou-me de novo, mas dessa vez rapidamente e virou o rosto como quem quisesse escondê-lo. Foi então que me veio a idéia fixa de que a conhecia de algum lugar.

Passei para a cadeira seguinte e fixei olhar. Ela já não mais se virava. Debaixo daqueles blush, glóss e outros produtos da Avon com nomes engraçados, sob aqueles cabelos esticados, maltratados e descoloridos eu poderia jurar que era uma conhecida. Lá no meu setor, a Passagem Coelhinho, tinha muitas meninas e as conhecia todas, no entanto, não conseguia lembrar daquele rosto. Seria irmã de algum amigo? Ex-namorada não era. Não sou dado à bebida, portanto não esqueço dessas coisas. Mas, quem?

A viagem até em casa ainda demoraria demais e não passaria todo o trajeto com essa dúvida. Pior, veio-me a lembrança da possibilidade dela sair do ônibus antes de mim. Não poderia ficar com essa angústia. E, não poderia deixar de dizer que tal rapariga tinha lá seus atrativos. Se não nos conhecêssemos poderia ao menos tentar puxar papo com o fato dela ter me olhado primeiro. Tomei coragem, coisa rara em minha trajetória, e sentei-me ao lado dela.

- Olá. Tudo bem?

Não obtive resposta, fui ignorado. Mas já estava o lado dela e continuei. Respirei fundo – quase tive uma viagem lisérgica devido à quantidade de perfume barato que ela usava – e fui em frente. Apresentei-me, disse onde trabalhava e onde morava. Contei a ela sobre os colégios que freqüentei e do nefasto período em que fui membro da Juventude com Cristo é Mais Legal (Jucrimal). Ela permanecia calada e isso já me irritava. Quando já me preparava para voltar ao meu lugar uma curva mal feita e todos se segurando não caírem me deu a revelação esperada. Ela teve que se virar e pude ver bem melhor aquele rosto que tanto me intrigava. Lembrei-me! É claro que conhecia a quem pertencia aqueles olhos gateados, aquelas maçãs de rosto salientes e a tatuagem mal feita do escudo do Flamengo no ombro direito.

- Ronsley?!

Continua na próxima quinta-feira

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Reconstituição fiel aos fatos acima descritos feita pelo Waldez, o desenhista mais prafentex que existe.

2 de outubro de 2007

Tendências da vida que em breve mudarão seu futuro ou algo assim

A divisão de tecnologia e ciências urinológicas de Ressaca Moral acaba de concluir seu relatório de 2007 apontando tendências para o futuro, até porque, se fosse para o passado, não seriam mais tendências.

Carro de soja
A busca por uma solução ecologicamente viável de transporte individual para as grandes cidades passará, inevitavelmente, pelo carro de soja. Totalmente construído em grãos, o automóvel, movido a paciência, é descartável e comestível. Ainda não há previsão de lançamento, mas rumores afirmam que a Elma Chips prepara um concorrente, e lançará seu carro híbrido de Doritos com Baconzitos já em 2009.

Insetos higiênicos e decorativos
Pesquisadores do MIT – Mossoró Institute of Technology planejam substituir todos os atuais insetos do mundo por novos exemplares livres de doenças, venenos e aparência nojenta. “As baratas do futuro, além de capazes de sobreviver a uma guerra nuclear como as atuais, serão encontradas em branco, tabaco e marfim, combinando com qualquer ambiente mesmo em vôo”, afirma Edeílton Greenfield, chefe de pesquisa do MIT, designer de interiores e gente como a gente.

Telefones celulares fixos
Visando acabar com os problemas de perda e roubo que tanto afligem os usuários de telefonia móvel, os celulares do futuro serão grandes, pesados e fixos. A Motorola já desenvolve em parceria com a Caterpillar o V33, aparelho de flip com câmera, MP3, cerca de arame farpado e 33 quilos.

Reconhecimento de Ânus
Ainda mais avançado que o reconhecimento de Íris, os futuros sensores anais óticos serão capazes de captar com 100% de precisão o mapa de pregas de qualquer ser humano. Ana McFinger, pesquisadora da Unicâmp (Universidade do Cu, Ânus e do Meu Pau), afirma que a nova tecnologia é impossível de ser burlada, pois “cu cada um tem o seu”. Os caixas eletrônicos do Itaú devem ser os primeiros a possuir o novo sistema já em 2008. “Agora sim todos entenderão porque as pessoas fazem aquele sinal de rodinha em nossos comerciais”, diverte-se Áureo Capslock, diretor de marketing do banco.

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Alcebíades é forte tendência para o futuro, mas não conta pra ninguém por medo de olho gordo. Ontem, saiu para jantar com uma garota pela internet, pediu pato e camarão com salsicha. Hoje pela manhã posou para as lentes do generalizado Messias Jardan.

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