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30 de agosto de 2007

Inteligência do meu Brasil

Os metidos a sábio estão em toda parte, espalhados em variados grupos sociais. Ressaca Moral continua firme em seu propósito de ir fundo na catalogação das espécies e não desiste, assim, tão facilmente.

Urbano Descolê
Pensa que Renan Calheiros é uma rua ou nome de bairro periférico. Teme que a crise aérea prejudique a vinda do Arctic Monkeys ao Brasil. O último disco brasileiro que ouviu foi do Jota Quest em 1998, quando ainda não havia formado sua personalidade ultradescolada. Jamais admite que freqüentou churrasco com pagode na adolescência. Acha-se no direito de espetar maldosamente quem julga estar mal vestido, discrimina os donos de MP3 Player genéricos e faz questão de acentuar seu inglês com sotaque britânico, apesar do diploma ser do Yázigi. Leu On The Road duas vezes, mas o livro da vida é Please Kill Me (Mate-me Por Favor, título em português que ele finge não existir). Não perde a oportunidade de formular comentários e piadinhas cheias de referência à cultura pop ("a Lú acha que a vida é um romance do Nick Hornby, mas vai acabar em um conto do Bukowski, rsrsrs").

Playboy praiano
Por algum motivo que a razão não explica, a cultura beira-mar conseguiu criar um tipo de inteligente padrão. Aqui a regra é buscar a sabedoria em letras do Armandinho e outros artistas da cena praiana. É importante saber extrair alguns trechos e travesti-los de filosofia para citar naquele puta por-do-sol ao lado da gata. Nas rodinhas de conversa, é importante conhecer os nomes, geografia e dicas de lugarzinho escondido do maior número de praias possível ("Jerê? Puutz, melhor baseado da minha vida! Chega lá e pergunta pelo Camarão, é um pescador que casou com uma gringa e abriu uma pousada"). Gostar de Jack Johnson já foi visto como diferencial, mas hoje é tão básico quanto conhecer o vocabulário básico dos surfistas. O playba praiano gosta da Trip, mas só lê as matérias que contenham fotos de ondas ou mulheres de biquini. Sabe tudo sobre a Austrália ("puta meu, lá cê num vê criancinha vendendo comida na praia, não"), morou lá 8 meses e agora pensa em uma aventura na Nova Zelândia ou África do Sul ("meu, mó vizú, aquilo é Deus cara, é Deus!").

Direitoso Bicudo
Não cansa de repetir que é um absurdo um presidente não ter diploma. Acha Diogo Mainardi um corajoso por dizer o que pensa e não perde uma entrevista de FHC, soltando um sorriso irônico quando o ex cutuca o atual. Acha que "vagabundo tem que apanhar", mas ligou rapidamente para o amigo Delegado quando o filho da dona Laura, do 401, foi pego com maconha em uma blitz ("ele é um bom menino, só anda com o pessoal errado"). Odeia programas de auditório e a banda Calypso, votou no Collor e ficou muito puto quando confiscaram sua poupança. Nunca deixa de comprar o disco do Roberto Carlos no final do ano. Pensa que para diminuir os engarrafamentos a cidade deveria ter menos ônibus. Finge que tolera homossexuais, mas não consegue conter as piadinhas quando uma biba entra no mesmo restaurante onde ele almoça com o pessoal do escritório. Morre de rir com Jô Soares e nas conversas sobre cinema diz, em tom imperioso, que o melhor filme de todos os tempos é Cidadão Kane e fim de papo.

Universitário particular
A sigla da sua faculdade inspira tanta confiança quanto a masculinidade de George Michael, mesmo assim, o universitário particular enche o peito de orgulho quando diz que faz "direito na Flum" ou "administração na Farpa". Acha-se herói por "estudar e trabalhar", mesmo que o trampo seja um estágio de meio-período no marketing de um plano de saúde e, sua principal atividade, seja combinar no MSN a farra depois da aula. Aliás, nos raros momentos em que está na sala de aula, naquelas chatíssimas disciplinas onde o professor dá uma de esperto e deixa a turma debater, o Universitário Particular adora opinar sobre a atual conjuntura. Segundo ele, os problemas do Brasil são basicamente culpa do governo - "que não dá educação e saúde pros mais pobres - ou culpa da mídia - "que esconde a verdade e manipula a opinião das pessoas". Logo após proferir suas certeiras palavras, ele sai no meio da aula para atender o celular e desce direto para o boteco, onde comentará que "o novo disco do Seu Jorge/Lenine/Los Hermanos tá muito bom". Há meses, está querendo comprar "o livro do Nelson Motta", mas não lembra o nome. Tem duas temporadas completas de Friends e A-M-A Woody Allen, do qual viu dois filmes, "desses mais novos".

Esquerdóide Festivo
Enquanto sonha com uma viagem à Cuba, o esquerdóide gaba-se por saber enrolar um fino com uma das mãos, explicando que aprendeu a técnica em Pernambuco, quando participou de um encontro de estudantes e conheceu o maracatu, ritmo pelo qual se apaixonou. Não passa mais de 15 minutos sem falar mal dos EUA e critica os amigos que deixam os filhos assistirem Cartoon Network ("compra uns livros do Monteiro Lobato pro Pedrinho, vi toda a coleção baratinha em um sebo ali na Augusta"). Acha-se desprendido de valores capitalistas, mas sonha em morar na Vila Madalena em um apartamento de móveis rústicos e decorado com peças de barro do mestre Capiruto de Sertãozinho Duro. Ao contrário dos colegas mais radicais, gosta de tomar banho, mas só usa sabonete artesanal. Ainda ama Chico, mas acha que Caetano ficou estrela demais. Adora externar seu ódio ao McDonald's, mas intimamente, lembra com carinho da madrugada onde se acabou em um Quarterão com batata frita e coca-cola. Não terminou, mas amou Grande Sertão: Veredas. Só bebe cerveja grande e acha o máximo as adaptações de Ariano Suassuna na Globo ("finalmente um pouco de cultura na TV, né?!").

mamaenoelbritney2.jpg

Britney Spears foi flagrada lambendo sabão e deixou-se fotografar sem calcinha para o ensaio de capa do folder informativo da Conferência Internacional dos Sabichões de Final de Semana. Nas fotos, preferiu esconder os peitos pois está desenvolvendo com a dupla, em segredo, um novo reality show sobre a felação enquanto diversão proibida entre as patricinhas ripongas da PUC. O clique, meticuloso e particularmente empanado é do irrefutável Messias Jardan.

27 de agosto de 2007

Coisas com as quais não sei lidar - Parte I

Talentos infantis da tevê
Meu tempo para o almoço se resume a alguns minutos diários em que, invariavalmente, em casa ou no trabalho, há uma tevê ligada no Videoshow - e fatalmente com uma criança carioca de seis/oito anos artista da Globo que dá conselhos aos pais na novela e soluciona tarefas aparentemente complexas do cotidiano com mais habilidade que os adultos. Não raro, esses garotos têm poderes sobrenaturais, prevêem mortes e fazem reflexões e questionamentos inverossímeis que colocam em saia-justa medalhões globais mais rodados. A reprise de "Da Cor do Pecado", novela com um moleque envolvido numa trama que eu ainda não consegui decifrar, decidiu aloprar e nos obrigou a aturar esse aqui também. De fato, o único orgulho palpável que essa turma traz é aos seus próprios pais, que estão enchendo a poupança dos guris e se livrando da responsabilidade sobre uma mensalidade caríssima que teriam de pagar para uma faculdade de esquina no futuro.

Confraternizações do trabalho
"Ei, Ferreira, parece que vão rolar umas demissões e vai ter uma reunião lá no salão às 18h30. O doutor Afrânio mandou te avisar ". E lá vai o Ferreirinha, aniversariante do dia, fingindo dificuldade mental para entender o contexto todo e se deparar com uma grande surpresa - um bolo (de farinha e sem cobertura), salgadinhos (frios, porque comprados de manhã) e refrigerantes (de marcas cuja credibilidade a humanidade desconhece). Enquanto cumprimenta efusivamente pessoas com quem nunca manteve contato além do visual (dependendo do caso, focado apenas na bunda), ouve piadinhas sobre sua nova idade e percebe que o público da festa diminui à medida que os pratos vão sendo cheios.

Pessoas do meu prédio com quem encontro na rua
Você e seu vizinho vivem há dez anos sob a mesma antena e sua amizade se restringe a comentários sobre o clima quente no elevador. Mas há uma linha tênue que separa a vontade de fingir que não o viu da culpa por não cumprimentá-lo quando vocês se encontram por aí - e não tenha dúvida: ele vive o mesmo dilema ao ver você. Minha tensão ao me ver nessa situação é tamanha que resulta em um curto-circuito na área que controla meu poder de decisão e acabo ficando sem ação por alguns segundos, sem sequer ter percebido o que fiz ao certo.

Músicas do Lenine
Preste atenção à letra: "Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma / Até quando o corpo pede um pouco mais de alma / A vida não pára". Na parte de cima do meu guarda-roupa, enfiado num saco plástico úmido dos Supermercados Jumbo, tenho um uniforme de escola de final de ano desses que os amigos assinam 'te dólo!' com caneta esferográfica e acredite: há frases com o mesmo teor, conceito e efeito lírico que a poesia de Lenine nesta canção. Não tenho nada contra este senhor se não tiver que encarar seu olhar perturbador - e talvez Lenine tenha produzido coisa bem menos apavorante. Mas, vale ressaltar, essa música tocou exaustivamente numa novela e preenche até hoje about me’s do Orkut. Não por acaso, seu nome é "Paciência".

Etiqueta
Do Bahrein a Cingapura, passando pelas Ilhas Maurício, nações possuem códigos de etiqueta específicos que precisam ser respeitados. Dicas de como evitar determinadas gafes nesses lugares sempre vêm estampadas em tips de revistas de turismo, companhias aéreas e afins – mas, reflita-se, qual é a etiqueta do brasileiro? “Olha, evita falar mal do Djavan e também do Los Hermanos, uns barbudos que lembram o Fidel doente”. Quando o filme "Turistas" propagou que “num país onde vale tudo, tudo pode acontecer”, muita gente se ofendeu. Mas eu bato palmas pro estagiário que bolou essa frase pros caras, porque não consigo vislumbrar um manual de etiqueta mínimo num país onde celebridades podem jogar televisores pela janela do hotel, bater em fotógrafos ou compor músicas ruins impunemente. Não sei lidar com essas coisas.

marcos-frota1.jpg Celebridades como Marcos Frota se mantêm impunes porque o Brasil ainda não possui um código de etiqueta severo contra esse mal. Messias Jardan cumpriu uma função social e fez o clique
.

26 de agosto de 2007

E DAÍ? II – A Missão ou Aperte a Tecla SAP

Há quase dois anos escrevi um dos vários textos sem graça que podem ser encontrados nesse sítio internético. Em "E Daí?" comentei sobre uma capa da Veja estampada com a foto da cantora Ana Carolina e a legenda "Sou bi, e daí?". Fiz um chiste com a artista e uma crítica sobre a exaltação que há sobre as "minorias". Outro texto muito mais incisivo foi escrito por Wilson Cremonese - um gigante entre nós -, o "Em defesa das minorias", e não teve a mesma repercussão negativa. Talvez o fato do Rei do Hidrovácuo ser quase uma unanimidade no meio literário tehha afastado as críticas mais ferozes. Ou, talvez, tenha tocado num nervo exposto de muita gente. As pessoas não se furtaram a me xingar e a defender a Ana. Volto ao texto porque acho que não me fiz entender. Acreditava que era culpa dos meus argumentos toscos, mas a verdade é que "o inferno são os outros". Vou ligar a tecla SAP para me fazer entender.

O que fiz questão de frisar é que tô cagando pra quem é homossexual da mesma forma que tenho sentimento semelhante a quem é heterossexual. Tentei dizer que isso é irrelevante para a moldagem do caráter de alguém, até porque as pessoas não são influenciadas pelo meio ou pelo ambiente familiar para fazer sua opção sexual. Simplesmente são. Fulano que beijar Sicrano? Isso não me diz respeito. Beltrana quer se deitar com a amiga, mande um vídeo para o e-mail no canto superior direito desse site.

Acreditava que ia abafar com as minhas palavras e as meninas achariam que por baixo desse aspecto rude e mal talhado existe alguém sincero e sensível (não sou nem um nem o outro, mas dizem que as chicas gostam de homens assim), no entanto o "E Daí?" suscitou comentários como o da Rosangela, que mui educadamente disse "RIDICULO É VC. QU Ñ SABE O QUE FAL SÓ SABE MESMO É FICAR POR AQUI JULGANDO AS PESSOAS!!! (...) SEU VRME...". Pô, onde tá o julgamento no texto? Parafraseando o Ressaca Vladimir Cunha "eu não sou ninguém" para julgar e tenho certeza que não o fiz. Em contrapartida Thais Vargas, que também tem o péssimo hábito de escrever em caixa alta, foi certeira no que quis passar: "E FOSSE ELA BI, HOMO OU HETERO? NÃO COMPRAMOS O CD DELA PORQUE ELA FAZ SEXO COM MULHERES OU COM HOMENS". Na mosca!

Suspeito que as interjeições raivosas têm origem no odioso politicamente correto, a primeira das trombetas que trarão o apocalipse. Foi o que pude pinçar do que Manoela quis dizer com "o objetivo da veja foi tentar despertar em pessoas com o pensamento retrogrado como o desse cidadão o fato de que a sociedade está mudando". Mesmo com a frase com construção confusa creio que o "cidadão retrógrado" sou eu. Bom, já despertei (ui!) para isso há tempos. Quanto à mudança, a sociedade muda mesmo, mas hômicuômi sem virar lobisomem é do tempo do ronca e isso não é novidade pra ninguém.

Lauer, que não sei se é homem ou mulher – o que é irrelevante para essa discussão -, partiu para o óbvio na tentativa de xingar e foi o mais preconceituoso(a) de todos ao dizer "Porra que comentário sem graça o seu hein coisa, não percebe que temos que mostrar mesmo o que somos. E quem sabe vc também não é homossexual e tem vergonha de assumir?". Por que deveria ter vergonha de assumir? Quis talvez me dar uma lição de moral, mas do jeito que se expressou parecia que queria rogar uma praga. Mas, uma coisa é certa, da mesma forma que nunca organizei uma Marcha Heterossexual não participaria de uma Parada Gay, mas isso é assunto para outra oportunidade.

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Ainda deprimido por causa do aquecimento global, o cãozinho Rogério Flausino deu um tempo na tristeza. Ele posou com a fantasia "Perro no Jerimum", com a qual arrasou no Baile dos Artistas de Mossoró (RN). O click sem preconceito é de Messias Jardan.

24 de agosto de 2007

Soluções para o fiasco do Second Life

Já que a maior revolução que o Second Life promoveu na vida dos brasileiros foi torná-los ainda mais insuportáveis perante a comunidade cibernética mundial, Ressaca Moral elenca alternativas que estão mudando a segunda vida dessas pessoas.

AA (Anônimos Anônimos)
Pessoas com a bunda em forma de polígono, maconheiros que apertam e não sentem nada, fãs do Djavan sem um bom lugar pra ler um livro. O Second Life criou uma geração de avatares deprimidos carentes de políticas públicas e de soluções em código binário. Reunidos em clubes onde promovem sessões de leitura de Roberto Shyan... Shyei... Shixiqui e escutam músicas de auto-ajuda, os Anônimos Anônimos participam de dinâmicas de grupo em que precisam dizer ao avatar do lado direito um defeito e uma qualidade na transmissão dos kbytes.

Movimento Cansei!
Cansados dos governantes da internet e armados com microfones de computador, os participantes do Cansei! simulam vaias em eventos virtuais e saem postando em blogspots textos miguxos com bastante caixa alta. Exigem a instalação de CPIs de quatro anos para cá e discutem política e Reinaldo Gianecchini na mesma medida. O próximo protesto está marcado para uma visita do presidente Lula à inauguração de uma fábrica de pixels.

Morte e Vida Sakamuro
Há 5.184 horas um grupo de internautas japoneses se reveza entre mangás de putaria e uma maratona árdua na tentativa de gerar um plug-in que lhes permita se trancar num carro conectado a uma saída de um escapamento, cheirar tudo e fechar seus olhinhos para sempre.

rogerioflausino.jpg Deprimido com seu avatar que não cruza há quatro meses, o cãozinho Rogério Flausino tem demonstrado um comportamento anti-social que ameaça a vida canina em Second Life. "Tenho vontade de me enterrar!", revelou. Messias Jardan fez o clique e jogou outra pá de areia

22 de agosto de 2007

Grande Mapa Cartográfico da Música Brasileira (GRAMACARMUBRA)

excerto-mapa.jpg

Inspirado no que fez o cartunista Dahmer em seu mapa gerador de quiprocós, recalques, picuinhas e dores de cotovelo, Ressaca Moral realizou a cartografia definitiva até que se prove o contrário da música contemporânea brasileira. Baseado em raivinhas pessoais, o mapa reflete algumas realidades:

- As Geleiras do Esquecimento são locais onde a sobrevivência humana é insuportável;
- Fenômenos como o El Dinho não são levados em conta na composição do mapa;
- O Efeito Desestufa transformou radicalmente o arquipélago da Fat Family;
- Pedimos gentilmente ao pessoal do Google Maps que não insista mais com propostas ao site;
- Falta muita gente no mapa, como falta muito amor no mundo, portanto paciência;
- O mapa não leva em conta quem morreu, quem está vivo ou quem está na ativa, porque no fim das contas nem a gente sabe.

Por Rafael Guedes & Paulo Guedes

21 de agosto de 2007

5 dicas matadoras para você criar um blog supimpa!

Conte intimidades
Política, economia e tecnologia é o escambau, o povo quer saber é o que você fez no final de semana passado. Quem você comeu ou para quem deu, o modelo capilar do púbis da moça, as frases emitidas ou não na hora do coito e quem cuspiu ou engoliu o que. Se possível, claro, poste fotos e vídeos. Seu contador de acessos vai bombar, o resto é conversa para bovino ninar.

Encha o blog de propaganda
Esqueça esses anunciozinhos do Google que ninguém clica. Seja mais criativo e venda pacotes de mídia para anunciantes que realmente têm algo de bom a oferecer para seus leitores: a tia Joana e seu maravilho doce de leite , a vendedora Avon que atende sua avó e o carinha que passa maconha na faculdade são apenas alguns exemplos.

Lance idéias revolucionárias
Prove ou não a existência de Deus, dê um passo-a-passo sobre como montar uma bomba nuclear caseira, mostre as técnicas infalíveis para que as mulheres concordem em liberar a entrada dos fundos para o entretenimento adulto, enfim, pense em algo que muita gente queira saber, mas que nunca, ninguém, explicou. Caso não seja capaz de fazer isso, apenas fale mal de tudo e de todos, com ou sem fundamento. Lembre-se: audiência se consegue com sexo, baixaria e bate-boca, conteúdo relevante é para perdedores.

Crie conspirações
De tempos em tempos, ou o tempo todo, dedique-se a criar teorias conspiratórias que tenham potencial de reunir grande número de curiosos e seguidores. Invente, por exemplo, que alguma empresa muito odiada, como uma operadora de telefonia celular, emprega gatinhos persas fofinhos em regime semi-escravo no seu call center "...por isso você nunca consegue ser atendido, pois para economizar dinheiro, eles colocam nos telefones gatinhos que mal aprenderam a miar". Não esqueça de fundamentar bem sua teoria. Na sugestão dos gatinhos no call center, seria de bom tom produzir algumas fotos de gatos reais caracterizados como operadores de telemarketing. Se possível, produza um vídeo com um deles miando em gerúndio e claro, apanhando de um superior malvado. Sua audiência será chutada para a estratosfera.

Evite frituras, coma mais frutas, legumes e mulheres
Blog bom é blog saudável. Pesquisas inglesas mostram que blogueiros que consomem Roupa Nova e Los Hermanos mais de duas vezes na semana tem, em média, 53% menos visitas que blogueiros normais. Mas, segundo as mesmas pesquisas, o melhor para a saúde é mesmo não ter um blog. Os dados mostram que pessoas que não possuem blog fazem 236% mais sexo do que os donos de blogs. Estes comeram, em média, 0,3 pessoas no ano de 2006, incluindo aí masturbação via webcam.

blogueiro2.jpg Blogueiros de sucesso querem mesmo é rosetar. Telmo Presença, do famoso Hoje é dia de babaçu, maior blog da região metropolitana de Mossoró (RN), aproveitou o último festblog, micareta realizada no Second Life, para dar uns malhos no proprietário de um famoso blog com nome de comida árabe. Messias Jardan, que de bobo, blog e bocó não tem nada, foi lá e registrou com sagacidade o arquidiocesano momento.

16 de agosto de 2007

Entidades, mitos e lendas da blogosfera

São Post do Vale
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É o santo protetor dos blogueiros segundo a Igreja Católica Postólica Times New Romana. Teria nascido de uma crise criativa em 2001, foi parido às pressas, só para atualizar mesmo. Ficou esquecido nos arquivos, até que um dia recebeu um comentário miguxo de um fã defensor da Britney Spears. São Post teve então sua ira despertada e perseguiu o comentarista até os confins dos servidores de Mossoró, onde finalmente o encontrou e encheu-lhe de spans Enlarge Your Penis com vírus. Foi o que bastou para ganhar a admiração dos blogueiros. Seus devotos costumam pedir e rezar por mais visitas, templates bacanas e cliques nos banners do ad-sense.

O humilde comentarista
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Lindsney Milton era frequentador assíduo de blogs. Era, também, um comentarista dos mais ativos, porém da escola não-acrescentivista. Limitava-se a dizer concordo, parabéns, "muito bom o seu blog" e "rsrsrs". Um dia fundou blog próprio e, a cada comentário em outros sítios, pedia uma visitinha. "Concordo com vc! Se der passa lah no meu. Abs" era praticamente sua frase padrão. Lindsney morreu tragicamente após publicar um post de uma lan house sem saneamento básico. Contraiu leptospirose de um teclado contaminado, mas seu legado de humildade e concordância conquistou corações e mentes de milhares de novos blogueiros ao redor do planeta.

A semana da inveja
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No primeiro tomo da Encorpada História do Apogeu, Purpurina e Glória do Bloganato Arcaico, conta-se a história de uma das dezenas de celebrações do povo miguxo. Corria o ano de 1237 (ou 1992, não se sabe ao certo, já que os miguxos não eram bons de conta) de nosso senhor quando Crysthianny Diana, 31, presidente do maior fã clube do Good Charlot de Mossoró (RN), irritou-se com um post onde era comentada uma rara foto-flagrante de Britney Spears em pose ridícula. Crysthianny comentou que o blogueiro autor do texto estava com "inveja e se quizer falah mau da britney, premeiro fassa melho!!!". Convocou uma horda de companheiros a também xingar o pobre blogador e institui que aquela seria a semana da inveja. Posteriormente, o alto conselho miguxo perdeu-se quanto aos dias do calendário e, antes que a reunião terminasse em choro, decidiu que a semana da inveja seria prolongada por tempo indeterminado e todo miguxo saudável e na plena falta de suas faculdades mentais deveria, dali em diante, xingar qualquer blogueiro de invejoso, não importando o contexto.

11 de agosto de 2007

Mulas, laranjas e tatus #4 - A coluna policial de Ressaca Moral

Transferência de presos, banho-de-sol reduzido e visita íntima de apenas quatro horas em Crato (CE) * Pára o mundo que eu quero descer!!! * A sociedade brasileira está em pânico com tanto assalto e ninguém anda mais seguro, graças a Deus!!! * O pessoal de Belém (PA) tá promovendo um encontro de ex-detentos pra uma maniçoba nesse findi. Quem é vivo, aparece!!! * Esta coluna está sorteando dois exemplares da obra literária “Mate-Me Por favor” * Escrita por gringos, fala de morte. Quem bobear vai dançar!! E eu falo sério * Golpe novo na área. * O bandido joga água debaixo da porta, a pessoa abre e é assaltada. Parabéns pra inovação dos irmãos. * Rosano, travesti de Codó (MA) amigo desta coluna, pede pra não ligarem mais a cobrar * Um sucesso a palestra “Companheirismo – A gente também se respeita!” do Dr. Heinfield Luz e Sol, Maria, em Mossoró (RN) no último domingo * O tecladista, astrólogo e psiquiatra falou para uma platéia animada com a chegada de Michelle Faife, estuprador loiro de lente azul * Arte não tem idade! * A bonita intervenção “Morrão!!! [sic]”, do Mugido de Vaca (Complexo de Marituba-PA), foi feita com corpos de companheiros e chamou a atenção das crianças da escolinha palco da obra * Ontem recebi um e-mail muito carinhoso do Bafo de Chorume elogiando a coluna * Ele também pede pra avisar que já matou uma família inteira por causa do apelido ofensivo. Quero só ver!!! * São Paulo ditando novas tendências na moda outono/inverno * O personal stylist Cadáver de Satã (Presidente Bernardes) lançou a mania de se vestir com pele de gato. Quero só ver se faz miau!!! * Eu bem que avisei que essa mania do Taturana (Codó-MA) de acusar irmão de estar possuído pelo demônio não ia dar certo * Eles assistiram "O Exorcista" no SBT e decidiram matá-lo * Cante: “Você traz a Coca-Cola, eu tomo.. Traz a sobremesa, eu como, eu como, eu como... você!"

Sobe o morro: Pros Jogos Pan-Americanos. Os atletas deram uma aula de cidadania e não mexeram com ninguém errado.

Desce o morro: Pra CPMF, que prejudica nossos negócios quando a gente precisa descontar o cheque de alguém.

amazoniajornal.jpg
Atitudes como a do Alisson (Belém-PA) prejudicam nossa imagem perante a sociedade. Vamos dar um basta nisso!

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