Steve Mcqueen é meu herói e nada me faltará *
Imaginem a cena: o mundo tá acabando, maremotos, terremotos, pestes, erupções vulcânicas, Botafogo campeão brasileiro, chuva de meteoros, nuvens radiativas em todas as partes, alienígenas mandando raios a torto e a direito e os mortos teimando em sair das tumbas. É, o negócio tá feio! Quando você já se dá por vencido, crente que é o fim dos dias, eis que no horizonte surge uma luz salvadora. Aliás, duas. Os nossos salvadores aparecem apenas com um fuzil cada um e munição contada. De um lado Charles Bronson, do outro Colin Farrel. Eles te explicam que são as últimas esperanças da humanidade e que, com muita porrada, vão salvar a todos. Eles vão brigar em dois frontes e terão que dividir os sobreviventes. Que lado você escolheria? Se fosse o do Bronson, estaria feito. Salvação na hora. Se fosse o do Farrel, vai se ferrar e virar adubo.
Toda essa enrolação é para fazer notar como os heróis de hoje, mais especificamente do cinema, não têm cara de herói. Quem, em sã consciência, se ofereceria para lutar ao lado de Orlando Bloon contra o sultão Saladino, como no filme Cruzadas? É ruim, hein! Encarar um exército turco tendo como comandante um cara que parece ter saído do São Paulo Fashion Week, não dá.
Herói de verdade tem que ter cara de mau, de um grandíssimo filho da mãe. Herói metrossexual não salva ninguém nem come a mocinha. E não se trata de preconceito contra os marmanjos que fazem as unhas, passam creme antes de dormir e combinam o cinto com as meias. O negócio é que nessas horas não dá para confiar num figura assim.
As meninas podem gostar, até porque o mundo um dia acaba e a gente nunca vai saber do que as mulheres preferem. Mas, falando sério, o que predomina em Hollywood é o mocinho com rosto de Barbie. Johnny Deep é um grande ator e Brad Pitt quando faz papel de maluco se sai muito bem, mas nunca seriam capazes de salvar o dia. Seriam capturados e seviciados pelos inimigos sem dó nem piedade.
Basta lembrar que sucessos recentes como O Gladiador e O Senhor dos Anéis tiveram protagonistas com jeitão de tio mais velho que te leva ao campo de futebol para ver o Doutor Sócrates, não o David Beckhan. Se eles fossem parecidos com aquele amigo do seu irmão que chega na sua casa, fica no espelho ajeitando o cabelo milimetricamente desarrumado e, antes de sair, comenta "Vou pirar o cabeção na balada", o ex-general romano nunca teria tido sua vingança (aliás, nem chegaria a general, no máximo seria alferes) e as forças de Mordor tomariam conta da Terra Média.
Herói, aquele cara em quem você confia cegamente a própria vida, não tem que ser bonito. Nem deve. Tem que ser feioso e com um simples olhar fazer o inimigo se mijar de medo. John Wayne, grandão, desengonçado e barrigudo, matava em média dez índios por dia numa época em que índio bom era índio morto.
A falta de um modelo decente para herói prejudica até as outras classes. Não se acha mais nenhum vilão decente. Bons tempos em que ao se entrar no saloon e deparar-se com Lee Van Cleef a gente já sabia que ali residia 95% de todo o mal que um homem pode ter. Se ao invés dele quem estivesse lá fosse Tom Cruise, o máximo que se acharia é que aquela era a meretriz mais feia do estabelecimento.
Para mim tem mais valia ver pela milésima vez Clint Eastwood mandando bala pelas ruas de San Francisco do que Ewan McGregor empunhando um pinto de luz contra o lado negro da força.
Fenômeno semelhante acontece também com as "beldades" de hoje em dia, que nem de longe lembras as de outrora. Bom, mulher bonita é bonita em qualquer época, mas elas estão diferentes. Mas, sobre esse assunto trato em outra oportunidade.
* Esse texto deve ter quase dois anos e ele teima em desaparecer. Estava no Ressaca Moral antigo e sumiu quando o blog saiu do ar temporariamente. Depois passou pro site novo, o atual, mas o gardenal deu pau também e o perdi novamente. Resolvi colocá-lo no ar mais uma vez. Não que ele seja lá essas coisas, mas é que dias desses conversava com com a Sarah e chegamos ao assunto em questão depois de concordarmos que Steve Mcqueen estava acima de todos nós. Deu vontade de resgatar o texto e, mais bacana ainda, é que encontrei outro nas mesmas condições e que vai reaparecer o quanto antes.

Jack Palance sofreu um acidente na 2ª Guerra e ficou com o rosto deformado. Nada que o atrapalhase para acabar com os malfeitores e catar a mulherada. Que diga Joan Crawford, ao fundo, que não tira os olhos do já finado ator. O click em começo de carreira doi dele, Messias Jardan, o retratista das estrelas.
Comentários
Apesar desse blog ser um pouco machista, tenho que concordar que david beckham, colin farrel, brad pitt, tom cruise etc etc parecem ter mais utero que euzinha. Não gosto de homem assim não, que demora mais que eu pra arrumar o cabelo, na verdade acho que essa historia de metrosexual é meio coisa de enrustidos sem coragem pra assumir. Se bem que o fortão do Frota andou fazendo filme com travesti, foto agarrando outros homens, strip em boate gay sem falar em beijar outros homens por aí. Ai ai hoje em dia está tão complicado pra nós mulheres.....
escrito por: rachel em 3/07/2008 às 07:34
kiki e chupita seriam a mesma pessoa?
escrito por: Vlad em 23/06/2007 às 01:14
uiuiui adooooooro o fortão do vin diesel ainda mais dublado pelo alexandre foda quer dizer frota iuiuiui. quem é esse steve mcqueen? ele é gostoso? mil beijos
escrito por: chupita em 22/06/2007 às 19:07
Teste! Teste nessa porra!!!
escrito por: Dr. Heinfield Maria em 11/06/2007 às 15:08
o Problema do ressacamoral é que ele nao escreve no final de semana.
escrito por: Cramulhão voador 18 em 10/06/2007 às 08:36
Pô! Esqueceram de falar do grande mestre: Harry Calahan - O Dirty Harry de Magnum 44. Esse deveria ser o presidente do Brasi: Para ele, bandido bom é bandido morto.
escrito por: Rai Azambuja em 6/06/2007 às 23:51