Educação Artística
Por Sarah Bergamasco*
A Vera Fischer, além de atriz, mãe, musa e rainha dos bafões, agora é também artista plástica. Ela se inspirou em vários estilos de pintura, tais como o modernismo, op-art e pop art. Usa de tudo um pouco. E lançou ontem sua exposição, chamou os amigos e exibiu suas grandes criações. Vamos dar uma olhada?

Título:Cadê meu Moura Brasil?
Técnica: Tinta plástica acrilex sobre tela
Alguém sente a influência de Miró? É suave não? Eu diria que o olhar desoladamente torto da moça, se deve à ameba gigante e azul que se aproxima de sua cabeça, voando. A musa aliás, tem uma antena longa surgindo do crânio e contornando a ameba. Um instinto incontrolável de fugir do iminente risco de ter um cisco azul gigante na sua cara. Virtuosa obra.

Título: Ensaios de uma ampola de Botox
Técnica: Guache de dedo sobre tela
Mulheres, de vários ângulos, de várias formas, de várias deformidades físicas. Vera explora aqui a delicadeza e a diversidade da má formação humana . A primazia em que Vera extrapola todos as leis da física e da biologia é fantástica. Observe a linha superior, a segunda figura da esquerda para direita. O que há com esta mulher? Ela sente a dor de ter ser pescoço virado de uma maneira inumana, seus olhos flutuam em órbitas imaginárias, o olho da direita é intrigantemente desproporcional. A proeminência do queixo! Vera tem essa fixação com bocas e olhos, e quanta expressão esses olhos, devidamente bem maquiados, nos mostram!
Não deixem de notar que todas as moças estão em algum lugar onde o tom do cabelo da última moça tomou conta do quadro todo. Vera deve ter colocado muita tinta marrom na paleta e não queria desperdiçar.

Título: O que é uma linha reta nessa vida torta?
Técnica: Guache bem grosso sobre tela
Vera se pergunta: "Pra que as contravenções de réguas e medidas perfeitas para fazer op-art? Eu quero criar ilusões óticas no punho". A mulher retratada ao centro comeu um pote de mercúrio líquido e olha para o observador com seus olhos estrabicamente provocativos, devido à presença do metal tóxico no cérebro.

Aqui vê se um punhado de três obras, mas destaco a majestosa "Mitocôndrias on my mind" logo à frente. Uma obra biologicamente instigante.
Sobre suas inspirações e aspirações Vera comentou durante o evento (essa frase foi ela mesma quem disse, eu juro):
"Um dia peguei a tela, a tinta, o pincel, comecei a pintar e me apaixonei. Descobri sozinha como usar a palheta e outras coisas. Sou eu mesma em todas as mulheres que pinto. Foi como fazer uma sessão de análise. Vou botando um pouco de mim em cada tela. Sou eu passada a limpo"
Vera passada a limpo? Tô passada.

Comentários
Garoto, garoto.
Saiba que deu muito trabalho reunir a quantidade suficiente de merda de elefante para fazer a minha instalação artística. Os críticos são uns insensíveis.
Abraço.
escrito por: Wilson Cremonese em 15/08/2007 às 06:24
ah. recentemente tive oportunidade de ler um texto de Vargas Llosa que fala de um artista que colocou merda de elefante em pesdral em um galeria na Inglaterra - e, a merda foi transformada em arte - e, agora navengando --- percebo que a grande atriz Vera tambem quer transformar merda brasileira em arte.
magno
escrito por: magno fernandes dos reis em 14/08/2007 às 21:05
huahuahuhauhauhauahuahuahuahauhauhauhauhauahuahuahauhauahuahuahauhauhauhauahuahuahauhauahuahuahuahuahuahua
nada mais a dizer!
escrito por: diogo em 7/07/2007 às 04:23
Vitor, dear
Claro que meu comentário serviria para criticar qualquer arte contemporânea, eu sou uma exímia, repito, exímia crítica de arte, e de artesanato também.
Passo horas nas feirinhas observando ímãs de geladeira, tecendo comentários pertinentes e centrados sobre a arte de modelagem do biscuit.
escrito por: Sarah em 14/05/2007 às 20:53
Muito bom Sarah!
Demais!
Uma criança no jardim de infância pinta melhor q essa múmia com silicone!
escrito por: Manu em 14/05/2007 às 19:08
Garoto, garoto.
mexeu com a Sarah, mexeu comigo. estás na minha lista negra.
Abraço.
escrito por: Wilson Cremonese em 14/05/2007 às 15:57
Nossa, como você é chata ein? O que é engraçado é que, apesar da habilidade canhestra da Vera Fisher (evidente), este tipo de comentário que você faz também serviria bem para criticar praticamente qualquer arte contemporânea, mesmo dos artistas mais talentosos.
escrito por: Vitor em 13/05/2007 às 19:42