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30 de maio de 2007

Redação de Ressaca Moral é fechada na Venezuela

Caracas (Ai, caramba!) – Sob a justificativa oficial de que este blog não atendia aos interesses do povo venezuelano, a justiça caracacoense mandou fechar as portas da redação de Ressaca Moral no país. Na verdade o buraco é bem mais embaixo e fedorento. O site não pagava o aluguel havia seis meses, o telefone estava cortado e o fornecimento de água e luz era feito através de ligações irregulares com as respectivas redes de abastecimento. Para evitar a entrada de seus nomes no SPC e SERASA venezuelanos, os donos deste digno e probo endereço internético, começaram a atacar o presidente Hugo Chavéz, chamando o líder da revolução bolivariana de gordo, feio e broxa, no intuito de que o mesmo desse a ordem para o fechamento da redação antes que a coisa ficasse pior. "Antes inimigos do estado do que caloteiros! Esta semana quero parcelar um grill George Foreman nas Casas Caracas e minha vida poderia ter se transformado em um inferno", confessa Vladimir Cunha, único comunista assumido do staff ressaquista e possuidor de um casal de hamsters, "Mao e Heloísa Helena, são umas gracinhas, ontem comeram uma criancinha", completa com um sorriso nos lábios o doce Vladimir.

Tylon Maués, Diretor de Operações Internacionais e copeiro do blog também revela outras vantagens no fechamendo da filial cucaracha do Ressaca. "Fazer piada com a Venezuela é muito difícil porque ninguém conhece porra nenhuma de lá, eu também não estou interessado em saber nada sobre essa merda, aliás, tinha uma redação do Ressaca lá? Vou abrir uma sindicância interna a respeito", urra o gigante de ébano, mas esbelto, Tylon, que completa dizendo que fez "uma drenagem linfática na região do abdômen" e agora acredita "que as portas se abram mais facilmente" em sua carreira.

Desde a fundação do site, o Ressaca Moral já passou por diversos tipos de aporrinhações diplomáticas internacionais. Em 1944, os países aliados bombardearam sem querer um estagiário do blog que cobria o Dia D na Normandia. Na época, as autoridades limitaram-se a enviar um e-mail à direção do site dizendo "oops, sorry". A mensagem trazia também um emoticon animado de um casal fazendo sexo. Já em dezembro de 2004, um repórter que estava na Tailândia produzindo uma matéria turística para o blog, foi atingido pelo Tsunami e morreu ontem, após ter sido encontrado com vida no alto de uma palmeira, não resistindo à queda de uma altura de 4 metros, quando a árvore foi cortada para que um senhor tailandês pudesse iniciar a construção de uma piscina no quintal de casa. Até hoje o Tsunami não se pronunciou sobre o assunto e, mesmo com as freqüentes pressões ressaquistas por um pedido de desculpas oficial, a assessoria da onda gigante limitou-se a dizer "splash" em um torpedo SMS enviado para o celular de nosso faxineiro, Maxilar Oliveira, 44.

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O staff jornalístico da filial austríaca de Ressaca Moral em 1963. De pé: Clodoaldo, Dadá Maravilha e Quebra Pinto. Agachados: Gabrielo e Wilson Cremonese. O clique didático e com um leve aroma de jasmin é do amplo, geral e irrestrito Messias Jardan.

29 de maio de 2007

Cinebizarro: As Obscuridades da Sétima Arte

Wild Zero (Japão - 2000)

Por Vladimir Cunha


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Difícil não gostar de um filme que tem zumbis, pistoleiras seminuas, discos voadores, tiroteios e litros e litros de sangue jorrando na tela. Ainda mais se for estrelado e tiver a trilha sonora assinada pelo grupo Guitar Wolf, banda japonesa conhecida por misturar o punk rock bubblegum dos Ramones com a barulheira do grupo inglês Jesus & Mary Chain.

A história (?) começa quando Ace, um roqueiro meio bunda-mole, salva os músicos do Guitar Wolf das garras de um empresário do show business com ligações com a Yakuza e chegado em armas e shortinhos de funkeira. Em agradecimento, Guitar Wolf – sim, cada membro da banda leva o nome do instrumento que toca, Guitar Wolf, Bass Wolf e Drums Wolf – torna-se seu irmão de sangue e lhe dá um apito especial. "Toque-o quando estiver em perigo", diz Guitar antes de queimar o asfalto com a sua moto envenenada e sair gritando “Loque en loooooooooou!!” com um forte sotaque nipônico.

Na manhã seguinte, Ace entra por engano em um posto de gasolina e, sem querer, acaba salvando Tobio de um assalto. Durante todo o filme, ficamos sem saber exatamente a que sexo pertence a criatura, que tem corpo de homem, cara de menina, andar de gay e voz de heroína de animê. Mas pouco importa, o que conta mesmo é que Ace e Tobio acabam se apaixonando e, juntos, vão enfrentar uma horda de zumbis que invade a cidade do "casal". Contando, é claro, com a ajuda da banda Guitar Wolf e de Yamazaki, uma yakuza pistoleira que anda pelo país em um tanque de guerra. Como se não bastasse, Guitar Wolf, o músico, não a banda, ainda tem que acertar as contas com Captain, o empresário de quem decepou os dedos da mão direita no começo do filme, que lhe desafia para um duelo ao mesmo tempo em que uma frota de discos voadores, de repente, resolve invadir o Japão. E embora eu não vá contar o final do filme, posso adiantar que ele tem o desfecho mais picareta desde que He-Man salvou Eternia de um maremoto empurrando a Lua para longe do planeta.

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Tobio: será que ela é?

Como se vê é só coisa fina. Óbvio que o que menos importa é uma história coerente. O que vale mesmo é ver Guitar e Yamazaki explodindo a cabeça dos zumbis, a bizarra história de amor de Ace e Tobio e os trechos dos barulhentíssimos shows do Guitar Wolf. Em especial aquele em que Guitar canta usando um microfone lança-chamas.

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Toco cru pegando fogo

Se filme de zumbi já é uma coisa meio retardada, imaginem então misturar isso com punk rock, que por definição é o mais débil-mental de todos os estilos musicais. Ainda mais filmado em locação no interior da Tailândia em um fim de mundo que mais parece a estrada para Castanhal, aqui no interior do Pará. Obviamente que Wild Zero não é indicado para quem gosta de cinema "de arte" e para quem não curte rock, filmes trash e cultura pop em geral. É idiota? É, mas nem por isso deixa de ser oitenta minutos de pura gaiatice e humor rasteiro. E, justiça seja feita, se tem alguém que merece todos os créditos pela empreitada é o diretor Tetsuro Takeuchi, que teve a manha de juntar punk rock e filme de zumbi numa mesma produção. Na música e no cinema, dois dos gêneros artísticos mais divertidos do planeta.

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Guitar dá uma coça em Captain. Repare no shortinho da criatura.

28 de maio de 2007

Mossoró pede excomunhão de Bento 386

Centro do Mundo - Passadas duas semanas de que Bento 386 deixou o Brasil, apenas uma cidade tupiniquim continua sem reconhecer a importância da visita do Sumo Pontífice. Mossoró, metrópole do agreste riograndensedonorte, está em pé de guerra com Joseph Ratzinger. Tudo porque a cidade praticamente se reinventou para recepcionar o Santo Padre e, inexplicavelmente, a assessoria do Vaticano acabou excluindo-a do roteiro da viagem. "Se ele não voltar nos próximos dias vamos tomar as atitudes cabíveis", declarou Mariano Figurinha, presidente da câmara dos vereadores e prefeito interino até o retorno do Coronel Filipo Engelhart.

As "atitudes" citadas por Figurinha vão desde a excomunhão até um processo por perdas e danos. Segundo o prefeito de ocasião Mossoró teve um gasto considerável pAra recepcionar Bento. "A gente construiu um açude sobre o bairro judeu para o papa andar de pedalinho. Como ele não veio até os cabra narigudo que a gente prendeu vamos ter que soltar", disse. "E a igreja que a gente mandou construir? Quem vai pagar pelos custos dela?", continuou a reclamar o político. Segundo uma fonte que pediu para não ser identificada, até o valoroso delegado Maria Bethânia, o Betão, foi contratado a peso de ouro para garantir a segurança de sua santidade.

O pároco local, Monsenhor Abdala, mostrou-se à favor da intenção dos mossoromitas. Para ele faltou tato ao papa alemão em não passar pelo menos uma parte do dia na cidade. "Ao invés dele mandaram um cardeal africano, um tal de 'Adibabana', um escurinho que não valia de nada". Na verdade o religioso citado é Ades-Ades Babawana, outrora cardeal pelo Burundi que, depois de uma auditoria interna, foi rebaixado a capelão por ter tido o nome envolvido no tráfico internacional de hóstias.

Procurado pela reportagem de Ressaca Moral, o papa não quis se manifestar. A assessoria do santo padre se limitou a dizer "Que não haverá nenhum comunicado oficial no momento e que, se depender de Bento 386, Babawana vai pagar todos os pecados no Brasil".

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Maior cantor de reagge, performista e poeta jovem de Mossoró, Gloriano Jóia é contra o processo contra o papa. "A menina debruçando favores toda suja / É mãe de filhos que não conhece / Vendeu-os por açúcar / Prendas de quermesse", recitava Jóia enquanto Messias Jardan fazia o nocivo clique. Agradecimentos especiais a Marcello Friko, que deu a dica de foto para Jardan

27 de maio de 2007

Depois da Operação Navalha, Polícia Federal lança a sua coleção outono/inverno de novas operações

São Paulo (Virada Cultural) - A Polícia Federal anunciou na manhã de hoje a sua nova coleção outono/inverno de novas operações. Segundo o estilista mossoroense Marquito Camarão, diretor do Departamento de Criação de Nomes Frescos para Ações da Polícia Federal (Decrinofres-PoFal), a coleção deste ano vem "ar-ra-san-do" em tons pasteis, couro e muito aplique de strass e cristais svarovsky. Por conta do centenário do ministro da Cultura Gilberto George Foreman Grill, o tema escolhido para as próximas operações policiais da PF será em homenagem a três obras-primas do bardo soteropolitano. Em junho, a PF lança a Operação Refavela, contra o tráfico nos morros cariocas; em julho a Operação Refazenda, contra a invasão de terras pelo MST; e em agosto a Operação Realce, contra o contrabando de travestis brasileiros para a Europa. "Gente, o verão tava aí e esse povo veio com esse lance de Operação Navalha. Mau gos-to, mau gos-to. Eu, que só corto o meu cabelo no Mossoró's Beauty Hair, fiquei passada! Chega de deprê. A gente quer luxo, vida, glamour! A tendência agora é movimento, leveza, rodopio. A-cor-da! Século XXI...", disse Marquito à nossa equipe de reportagem antes de sair para levar ao shopping um rapaz bastante musculoso que ele nos apresentou como sendo seu "sobrinho".

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Na central de comando da Polícia Federal de Mossoró, os agentes Márcio Perna, Jorginho e Andrei "Banana" posam orgulhosos com os uniformes da coleção outono/inverno e se dizem "ansiosos" para dar início a Operação Realce. Messias Jardan, que odeia frescura, fez o pernóstico clique antes de ser preso por descato à autoridade.

25 de maio de 2007

RESSACA * ENTREVISTA: Banheiro Feminino

Abertura Banheiro Feminino


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Dispostos a promover um intercâmbio cultural entre meninos e meninas, os repórteres Tylon Maués, Doda Vilhena, Paulo Guedes e Rafael Guedes decidiram convidar Marcela Catunda e Andréa Cals, do site Banheiro Feminino, para uma entrevista exclusiva e um acerto de contas entre os gêneros. Gentis e cavalheiros que somos, convidamos as garotas para um bate-papo em nosso banheiro masculino, nas dependências de nossa perfumada Redação. Após três negativas e uma espera de 53 minutos para que Tylon desocupasse o banheiro, Marcela e Andrea concordaram em nos receber apenas em seus MSNs.

Na pauta, fofocas de repartição, novas tendências na depilação íntima feminina, a paixão pelo tuning e a segunda edição do livro "Eu sento, rebolo e ainda bato um bolo", trabalho da dupla que é sucesso em Mossoró (RN) e, consequentemente, em todo o País. Com um exemplar da revista Sabrina nas mãos, Tylon Maués, diretor de Almoxarifado de Ressaca Moral e especialista em se vestir de branco pedindo paz, abriu a entrevista.

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Tylon - Como começou o Banheiro Feminino? Ele foi feito para pegar homem?
Andrea - Começou em 96, no Rio de Janeiro, mais exatamente na Geocities. Fiz pra escrever em algum lugar que publicasse o que eu escrevia,
Marcela - E eu entrei como colaboradora em 99 e fiquei.
Rafael - Já era um site? Ou tinha estrutura de blogão, mesmo?
Andrea - Era um site. Tinham várias áreas já quando botei no ar. Enquetes, consultas virtuais, as crônicas e o casamento no banheiro.
Marcela - Aí nasceu site.
Rafael - Ei Marcela, usar o banheiro de porta aberta pode sinalizar o fim de uma relação?
Marcela - Se for número dois, sim.
Tylon - Banheiros femininos fedem mais que os masculinos? É o que dizem.
Andrea - A nível de xixi os masculinos fedem sempre mais.
Tylon - O Tio da Limpeza diz o contrário.
Rafael - Falando no Tio da Limpeza, ele nasceu da onde? É algum fetiche?
Andrea - Nasceu em 1998, em São Paulo. Nasceu junto com a Sábia, são irmãos siameses separados. Eram grudados pela bunda.
Marcela - A Froid e a Laura vieram depois.
Tylon - Bem que achei aquele sinal na bunda estranho.
Andrea - Então o pessoal achou que eram duas meninas, sendo uma com o clitóris muito desenvolvido, mas não...
Marcela - Tão desenvolvido que teve que operar de fimose.
Tylon - Falando nisso, vocês falam de tipos e tamanhos de paus. Por que também não falam das mais variadas formas de xiris? Isso não é assunto que preocupa as mulheres?

(Marcela, que já conhecia parte dos entrevistados, explica a Andrea o que é um xiri).


Marcela - Um xiri? Eu não conheço xiris.
Doda - Apenas para registro: quando trabalhei com a Marcela, lembro dela costumeiramente falar sobre tamanhos e desenhos na mesa do almoço.
Andrea - Eu não me preocupo nem um pouco com o assunto. Pra que discuti-lo?
Tylon - As mulheres não têm dúvidas quanto ao assunto?
Marcela - Xiris? Eu não tenho.
Rafael - Mas olha, vocês criaram um grande carma em nós. A gente se preocupa com o design, se vai fazer bonito, enfim. Não bate uma preocupação dessa em vocês também?
Marcela - Não.
Rafael - Se não tá com aquela cara de alface velho, essas coisas?
Andrea - Bom, a Marcela sabe melhor que eu, ela me disse nessa semana mesmo sobre moças que fazem liftings, alguma coisa parecida. Eu não tenho pena nenhuma dos traumas causados aos homens, porque sei que é muito possível lidar com expectativas estratosféricas a respeito de nossos corpinhos.
Tylon - Vamos falar então de penteados.
Rafael - Isso. O Tylon, que é afro-descendente, tá com um super legal.
Andrea - E eu tenho que retocar as raízes...
Tylon - Qual o penteado da moda da depilação íntima? Falem da evolução desses estilos de depilação desde a década de 80. Com detalhes, por favor.
Rafael - E exemplos, por favor.
Doda - Talvez fotos.
Marcela - Então, é um assunto abandonado. Eu queria criar um catálogo de depilação para xiris. Uma coisa chique, alto nível. Por que renegar esse momento tão íntimo?
Tylon - Não tem isso nas clínicas de estética?
Marcela - Folheto de corte de xiri? Não tem.
Tylon - Uma vergonha.
Marcela - Fica tudo naquele feijão com arroz. É um desperdício.
Tylon - Deveria ter um book, algo como "nas páginas 44 e 45 vocês encontram os looks naturais 'Fischer' e 'Ohana' ".
Andrea - Mas, a depilação não deixa o xiri flácida?
Marcela - Poderia ter o corte com navalha e também com gilete.
Doda - Sim, o look Maria Alcina.
Tylon - Não rola cera?
Rafael - Máquina zero?
Andrea - Não sei, graças a Deus não tive que passar por isso. Mas vocês estão meio desinformados, porque o que realmente pega é a depilação de contorno.
Marcela - Sim. A famosa depilação do "butão".
Andrea - Vulgo depilação cavada.
Marcela - Se eu fosse dona de salão eu criaria uma tendência.
Tylon - Expliquem.
Paulo - Se depender de mim a depilação não precisa ter nem nome.
Andrea - É cavada, faz o contorno. A moça fica ali toda arreganhada na sala de frente pra esteticista falando sobre o jogo do Flamengo enquanto ela arranca tudo.
Doda - Ainda no terreno capilar íntimo, o que vocês acham sobre os cortes masculinos? Amazônia, cerrado ou pampa gaúcho? Ou na verdade não importa?
Andrea - O importante é o cacique.
Paulo - Imagina então a depilação anal.
Andrea - Paulo... Paulo... Você vulgarizou. Não é anal, é de contorno... Cavada, não seja chulo.
Paulo - Desculpa, gente, faltou sensibilidade da minha parte, mesmo.
Tylon - Não recomendo depilação masculina... Quer dizer, um amigo meu falou que é ruim.
Marcela - Precisa ver quem vai entrar em campo.
Rafael - Eu tenho um amigo negro que escreve num blog aqui em Belém, mas que não posso falar o nome, a Catunda conhece. Ele tá pensando em fazer uns dreadlocks.
Marcela - Dreads nos pentelhos?
Rafael - Isso. Mas não posso falar sobre o assunto. Agora, Andrea, tavas falando no Jô sobre o Tio da Limpeza, de apesar dele ser bronco as mulheres gostarem dele. A mulherada tá mais aberta a esse tipo de humor, em comparação com a época do início do site?
Andrea - Ele é o colunista mais antigo do site. O Tio da Limpeza é a cara do banheiro, não é uma novidade. Ele sempre foi adorado.
Marcela - E ele pega pesado com amor....
Rafael - Isso é verdade. Nos identificamos de cara.
Paulo - Ele é o único personagem homem do Banheiro?

(Andrea nos envia indicação do ótimo site da Adelaide Mulher.
http://www.resenet.com.br/magic_wand/magic_wand_depilacao.htm)

Marcela - Dedéia, você vai na Adelaide?
Andrea - Nunca fui, mas achei que ela tem uma cara bem confiável.
Marcela - Pois é, pareceu mesmo.
Andrea - Ela passa uma coisa de amiga, de confiança, de solidariedade, que é o que importa na relação mulher-depiladora.
Rafael - Me expliquem isso: "virilha comum, virilha modelada" (no site da Adelaide).
Marcela - Existem virilhas temáticas. As noivas fazem corações, sabiam?
Rafael - O Tylon sabe, ele já foi casado. Mas ela fez o rosto do Che. Não sei se ele gostou.
Tylon - Ficou linda.
Andrea - E feminina.
Rafael - Mas o que eu ia perguntar era sobre o livro de vocês.

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Por vários momentos, tivemos que interromper a entrevista para que Marcela Catunda se ocupasse de seus afazeres domésticos e cumprisse seu papel de mulher do século XXI. Traiçoeiramente, ela decide constranger os Ressacas com uma pergunta que ninguém saberia responder.


Marcela - ALGUEM AÍ LEU O NOSSO LIVRO?
Paulo - Marcela. Não tem em Belém. O livro de vocês não tá à venda aqui. Aí você pode dizer "compra pela internet". Mas o frete pra cá é uma fortuna.
Doda - Pera lá, eu comprei o livro no dia que saiu, a Marcela me obrigou.
Rafael - Eu procurei em todas as bancas evangélicas, e não achei.
Marcela - Jura? Putz. Vamos falar com o nosso editor. Quanto é o frete? O livro é barato pra caceta. Dezoito mangos.
Rafael - Barato?? Que absurdo!!
Paulo - Com o frete sai até uns 25 paus.
Marcela - Eu vi que vocês sofrem. Vi no Fantástico. Dezoito mangos é em conta, vai. Não reclama.
Paulo - O Fantástico foi até bonzinho conosco.
Marcela - Vinte cinco paus é caro.
Rafael - Pô, com 18 mangos eu compro um montão de figurinha.
Andrea - Bananinhas também, custa 1 real.
Tylon - Voltando à entrevista. Essa pinta de mulher bem resolvida assusta os homens? Feminismo não é coisa de mulher encalhada? Basta que uma feminista arranje um homem para raspar o sovaco.
Rafael - Tylon, que visão hor-ro-ro-sa.
Tylon - Essa pergunta foste tu quem formulaste.
Rafael - Ah, é.
Marcela - Assusta nada. Isso é papo furado.
Paulo - Não é que assusta, é que incomoda. Feminismo me parece uma coisa meio ultrapassada.
Andrea - Eu tenho vergonha quando vejo uma mulher falando isso: "Ai, ele não ficou comigo porque se assustou com a minha independência"...
Rafael - Argh.
Paulo - Exatamente.

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Rafael - O personagem Antenor, interpretado pelo Tony Ramos na novela das oito, é odiado e amado pelas mulheres. Ele pega uma coroa jeitosa (Renêe de Vielmond) e uma funcionária gata (Maria Fernanda Cândido). Esse é o homem do novo milênio?
Marcela - Se ele é o homem do novo milênio, devemos voltar ao tema DEPILAÇÃO.
Tylon - Homens são inseguros?
Andrea - As mulheres são.
Marcela - Pelo amor de Deus, baita papo furado. Homem quando tá a fim tá, e vai atrás. Não importa se somos independentes. Quando quer, corre atrás.
Andrea - Eu acho.
Marcela - Os homens são e as mulheres são inseguras também.
Doda - Eu sou tão seguro que faço cocô enquanto minha namorada escova os dentes. Aprendi isso lendo o capítulo de inteligência intestinal do livro de vocês.
Rafael - Doda, que indelicadeza. No início da entrevista a Catunda falou sobre isso.
Andrea - E vocês são o máximo.
Marcela - Eu sou fã.
Rafael - Eu evacuo fora do limite aquático pra não fazer barulho e chamar a atenção da princesa. Só dá trabalho pra ajeitar depois.
Marcela - Eu também fazia xixi assim logo que eu casei. Mas não tem nada a ver. Xixi faz barulho e é bom lidar com isso.
Andrea - Eu conheço gente que faz cocô na frente do outro. Acho tão bonita essa coisa bicho de ser. Mas comigo não rola.
Rafael - Mas vê bem, as mulheres curtem homens que mandam flores e fazem serenatas ou elas já sacaram toda essa picaretagem?
Marcela - Eu não curto Serenata e flor é foda de cafona.
Andrea - Mulher curte isso em doses normais. É muito estranho o cara que vive mandando flores, recadinhos pro trabalho, ursinho da Lionela... isso broxa.
Paulo - E o Chico Buarque? Ele continua com essa bola toda?
Marcela - Não curto o Chico enquanto homem.
Andrea - Ai, o Chico... Foram contar pra vocês? Sacanagem, era uma coisa só nossa.
Marcela - Nada a ver.
Paulo - O que ele tem que eu não tenho???
Tylon - Nem cantar ele sabe
Marcela - A Dedéia é do Rio... Ela e o Chico...
Andrea - Ele fez uma música pra mim, mas ele não assume, diz que foi pro Caetano.
Paulo - Aquela foto na praia, Andrea. O que você sabe sobre ela que a gente não sabe?
Rafael - Mas me incomodam os seus olhos de ardósia e suas músicas que pervertem as mulheres.
Andrea - Ai, gente, a gente tava ali só trocando idéias na areia, deu um calor e a gente mergulhou, e se abraçou e se beijou, só isso.
Rafael - Não foi só beijo, não.
Marcela - É. Só isso. Sem Cicarelada.
Rafael - Que o diga o Chiquinho, que tá fazendo ano e meio
Doda - O Chico já fez cocô no mesmo banheiro que você?
Andrea - Não, eu sou contra. Pra mim, o homem deve sair pra comprar queijo fatiado enquanto eu vou ao banheiro em paz.
Paulo - O Chico não é disso.
Tylon - Eu vi na Contigo essas fotos.
Rafael - Porra, eu vi na Tititi. É R$ 1,90.

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Marcela - Tô ouvindo Rádio Táxi. Vocês eram nascidos quando eles tocavam? Tão bom....
Paulo - Eu era nascido, mas preferia não ser.
Rafael - Estão proibidas referências a este período nesta sala.
Tylon - Lá vem a Marcela puxando o assunto do Rádio Táxi pra dizer que tem uma música feita pra ela.
Andrea - É "Manequim".
Marcela - "Manequim", do Dominó, foi feita pra mim. Na época eu usava 38.
Rafael - Eu queria perguntar uma coisa importante. Como posso mobiliar meu quarto de forma a garantir o maior sucesso possível junto ao sexo feminino? Uma camisa do Corinthians de 77 pendurada, pode?
Andrea - Flamengo é mais fashion.
Marcela - Pode. Eu acho sexy. Odeio essa coisa metrossexual. Quarto de homem tem que ter cara de homem, pô. Mas eu preferia a camisa do São Paulo e uma foto do Raí. Sem lençol de seda, essas viadagens.
Rafael - Sem lençol de seda? Ok.
Tylon - O Raí é tudo de bom. No futebol.... quero dizer.
Andrea - Cama quadrada, por favor.
Doda - Qual móvel da casa entrega que o rapaz queima?
Rafael - Não digam pufe, que o Doda tem um.
Andrea - Utensílio: descaroçador de azeitona e compose de toalhas com edredom.
Tylon - Ih.
Marcela - E almofadas com motivos animais.
Rafael - Girafa pode? Só por curiosidade.
Andrea - Jogos de taças de vinhos. Homem normal tem copo de requeijão.
Paulo - Então aqui em casa tá tudo sob controle.
Marcela - Eu curto uma coisa casa limpa sem viadagem. Essa coisa do cara te convidar pra jantar na casa dele e oferecer ante pasto... TÔ FORAA!!
Paulo - Ante pasto é coisa de viado, mas homem que cozinha bate um bolão.
Andrea - E eu que curto limpar uma casa! Um horror isso.
Marcela - Eu curto passar roupa. Ganhei.
Paulo - Eu curto lavar louça.
Rafael - Eu curto vestir roupa passada.
Andrea - Eu só não lavo louça, isso é lei. Nem um copo d'água.
Tylon - Falando sobre o passado: Catunda, como foi trabalhar no programa do Bozo, no SBT? Parece que um dos caras que fazia o papel de palhaço mexia com as meninas e bebia demais. Confere?
Marcela - Não confere. Os Bozos eram todos muito comportados.
Tylon - Ah, vai. Entrega aí.
Marcela - Eu adorava fazer o Bozo.
Paulo - Eu já liguei pro Bozo.
Marcela - Melhor que isso só Roletrando.
Andrea - Mas você ficava irreconhecível de Bozo, amiga!
Tylon - Só reconheciam a Catunda como Bozo pela voz.
Marcela - Eu não fui Boza, amiga. Fui Bozolina!
Andrea - Eu não via o Bozo, já era meio grandinha, via mesmo o Capitão Asa.
Rafael - Mas Catunda, tu ainda tem contato com aquele que virou evangélico, depois?
Marcela - O Arlindo Barreto? Não vi mais não. Ele era filho da Márcia de Windsor.
Andrea - Nossa, que babado, filho da Márcia?
Marcela - O nome da Márcia era Márcia Couto Barreto.
Rafael - Vejam bem. Imaginem que o mundo está acabando e existem três bunkers para se salvar. Num deles tem um cara com um carro tunado escutando forró com o volume no talo. No outro tem um poeta amador fã de Oswaldo Montenegro. No terceiro, um veterano do Greenpeace. Pra onde vocês iriam?
Andrea - Pro Greenpeace.
Marcela - Eu me jogava na rua mesmo.
Andrea - Eu preciso ter alguém.
Marcela - Eu prefiro morrer com dignidade.
Andrea - E afinal sou uma muié do mei do mato, sou meio green.
Rafael - Vocês já ficaram/ficam/respeitam um cara que se orienta pelo horóscopo? Um amigo meu precisa saber disso.
Andrea - Nunca.
Marcela - Eu respeito sim. Mas nunca fiquei com nenhum. Meu, marido, por exemplo, detesta essas coisas.
Paulo - Não tem que respeitar coisa nenhuma.
Rafael - Mas olha, Astrologia é uma ciência. E das mais antigas.
Andrea - Eu gosto de Astrologia, mas astrólogos e simpatizantes tem a chata mania de comentar sobre os aspectos em tudo. O cara comenta sempre como se todos soubessem, "ah, mas tava na cara, com a lua em capricórnio, só podia dar nisso".
Tylon - Algum homem já se sentiu ofendido com algo que vocês escreveram no site?
Marcela - Ahhh, sim. No Banheiro? Volta e meia.
Tylon - Conta aquela história do gaúcho.
Marcela - Fui jurada de morte por um rapaz com sotaque do Sul. Não sei se era gaúcho... Só sei que ele se ofendeu com o teor de uma de nossas matérias sobre broxar. Só porque nós do Banheiro feminino não somos simpatizantes dessa coisa, "broxar".
Tylon - Vocês são insensíveis, isso sim.
Rafael - (Catunda ouvindo Rick & Renner no MSN, vou dar print screen.)
Marcela - Eu adoooro essa música deles... só essa, mas adoooro.
Paulo - Andrea, existem homens assim? Credo!
Andrea - Eu já recebi trocentos e-mails horríveis. Alguns eu respondi, e quando a gente responde o idiota percebe que a gente existe e aí fica todo pianinho, outros eu deleto.
Tylon - Esses caras que se sentem ofendidos não tão é querendo cantar vocês?
Andrea - Não, eles têm problemas "paulíferos", com certeza.
Marcela - Somos sinceras. Essa coisa de broxar é a maior sacanagem. Fala sério!
Paulo - Broxar é uma sacanagem, mas e fingir orgasmo? A gente não tem esse poder.
Marcela - Vocês podem fingir orgasmo sim, senhor.
Rafael - Porra, me diz como aê.
Doda - Com camisinha dá pra fingir sim, eu já fiz isso duas vezes essa semana.
Andrea - Podem?
Tylon - Atire a primeira pedra quem nunca fingiu!
Rafael - Eu já fingi. Mas foi sozinho.
Andrea - Que coisa bonita, você e seu eu... Fingindo.
Marcela - Claro que podem. Tem um monte de mané que arranca fora a camisinha rapidinho e a mocinha nem vê nada dentro.
Paulo - Homem pode fingir, sim, mas dá tanto trabalho que é melhor gozar de verdade.
Andrea - Eu acho que tem duas coisa diferentes: o cara pode broxar e também pode desistir.
Paulo - Broxar eu acho menos escroto que desistir, pensando de forma empática.
Tylon - E homem que dá nome pro pau? Isso não é estranho? Vocês já toparam com algum tipo assim?
Marcela - Eu nunca topei com um tipo assim, mas tenho amigas que dão nome para os digníssimos de seus esposos...
Andrea - Eu nunca estive com um pau batizado, garças a Deus
Rafael - E esse papo de botar música na hora de fazer a coisa? Acho uma droga, bicho.
Marcela - Eu não curto música de fundo.
Rafael - Assim, nem o Jean Michel Jarre? Com aquele tema vitorioso de tudo quanto é competição amadora?
Marcela - Tenho uma amiga que transou escutando Bach, ela disse que fez uma força danada pra não dormir.
Andrea - Gente, sejamos realistas. Se eu preparar o quarto, acender velas aromáticas e botar um som pra transar com meu marido, eu só posso estar numa tentativa desesperada de reverter uma separação.
Doda - Então a luz azulada da tevê não é um sinal de que as coisas necessariamente vão mal...
Marcela - A luz azulada da TV é tudo.
Andrea - Pelo contrário, mas o bom mesmo é quando ela se desliga alguns minutos depois. É interessante manter o controle remoto longe, use o timer. Pode começar uma mesa redonda aí ferra tudo.
Marcela - A real é que quando é com quem a gente ama e tá feliz qualquer coisa é divertida.
Doda - Isso é um alívio pra mim, porque tenho uma infiltração imensa no meu quarto.
Marcela - EU AMO MEU MARIDO, PÔ.
Andrea - Ai, que linda.
Paulo - Nesse caso o cara pode até broxar que tá tudo bem.
Andrea - Gente, que isso, broxar acontece... Mas a gente não perdoa.
Paulo - "Não perdoa" igual a "não esquece e ainda conta pras amigas"???

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Rafael - O mundo feminino sofreu uma revolução, não é verdade? Que tabus ainda existem, então?
Andrea - Pra começar temos o Dia Internacional das Mulheres.
Rafael - Isso. O 12 de março.
Andrea - Não, de junho!
Doda - Não era o 1º de abril?
Tylon - 19 de abril.
Andrea - Tá vendo, vocês sempre esquecem.
Paulo - Pra mim é um feriado como outro qualquer.
Doda - 7 de setembro!
Andrea - Corpus Christis.
Rafael - É, foi 7 de setembro. O dia em que Gerusa, A Bronca, comandou uma grande rebelião em Mossoró (RN).
Doda - Vocês já repararam como quase ninguém sabe escrever Corpus Christis? É tipo hors concours.
Paulo - É porque é démodé.
Marcela - Tipo Clóvis Bornay.
Rafael - Isso. Tipo débâcle.
Andrea - E tem também gente que se chama Christianne, por exemplo.
Tylon - Tylon.
Rafael - Vocês já digitaram Tylon no Google? Vê só o que acontece.
Paulo - Olha, essa parte do "Christianne" vai ser barrada.
Marcela - Pior do que um nome ruim é um nome quase ruim.
Tylon - Tylon?
Paulo - Mal vocês sabem que uma das maiores fãs do Banheiro é amiga minha e se chama Christianne.
Rafael - Sabe uma parada que eu não entendo? Esse lance de misturar gêneros nos nomes. Maria Pedro. Ou o Gabrielo, amigo do Cremonese.
Tylon - Primo do Cremonese.
Rafael - É uma promiscuidade cartorária do caralho.
Andrea - Mas eu não disse que o nome é ruim, só é complicado! Marcela Catunda então, é uma sorte, porque ela poderia ser Marcelo e aí?
Marcela - Ivar, por exemplo, ninguém acerta. Todo mundo troca o nome dele por Ivan. Isso é pior.
Rafael - Isso. Igual Medrado.
Paulo - Eu vi uma Carolaine Dainlinger no ídolos, isso é nome ruim ou quase ruim?
Andrea - Ídolos? Quê isso? Programa de calouros do Machu Pichu?
Marcela - Carolaine é chique.
Tylon - Gosto de Carolaine.
Marcela - EU AMO ÍDOLOS.
Paulo - Eu tinha um colega de faculdade chamado Ivá, ele ficava puto porque os professores só chamavam ele de Iva.
Andrea - E René, que pode ser mulher ou homem?
Marcela - É verdade.
Tylon - Temos uma amiga Renée.
Andrea - Agora imagina, nasce o bebê: vai se chamar René. Como?
Tylon - A gente vai apanhar se essa parte sair na entrevista.
Paulo - Homem tem que ter culhão, Tylon!!!
Marcela - Eu tenho um amigo chamado Milto que tem a voz tão fina, tão fina que quando ligam pra casa dele falam: Desculpe, dona Milta.
Doda - O técnico da seleção olímpica de basquete de 1988 era o Renê Simões... ou seria da seleção de futebol? Enfim, ele era técnico e era Renê.
Paulo - Ele era técnico da Jamaica, Doda.
Rafael - Tem o Renê Sena, que ganhou na Mega-Sena e morreu.
Marcela - A Renée de Wilmon é mulher.
Andrea - E tem a mulher do Tony Ramos.
Paulo - Mas se tu somar as letras de Renê Sena dá 666, o que explica muita coisa.
Rafael - Verdade.
Andrea - Caraca!
Rafael - Não quero falar sobre isso.
Tylon - Meu Deus.
Doda - A Reneehye de Vielmond já posou na Playboy, não?
Tylon - Foi, em 77.
Rafael - Caralho.
Marcela - Jura?
Andrea - Nossa, que baque.
Tylon - Ela tinha 52 na época.
Rafael - Nessa época só o Tylon era nascido.
Marcela - Ela foi mulher do Wilker.
Doda - Ah, a Yoná Magalhães também posou, lembram?
Marcela - Essa eu lembro.
Paulo - Vai chegar um dia que a Playboy vai inventar a moda de fotografar mulher de blog. Aí eu quero ver como vai ser.
Tylon - Vocês topariam?
Paulo - (Tão pensando em quanto cobrariam.)
Andrea - Exato.
Rafael - Ei Doda, elas podiam listar pra gente quais são as cinco piores Playboys, na opinião feminina.
Marcela - Não listo coisas piores. Sou contra.
Rafael - Ok.
Tylon - Afe!
Rafael - Lista as cinco últimas da sua lista de melhores.
Paulo - 500 paus eu deixava minha mulher posar.
Andrea - O meu marido provavelmente também, mas eu tenho a minha dignidade...

andreaprosite.jpg
Andrea Cals não revela, mas fontes informam que ela teria sido sondada para ilustrar as páginas de uma conhecida revista masculina de auto-peças. O cachê é alto, mas ela não divulga, pois está devendo Deus e o mundo.


Marcela - Aqui em casa não tem Playboy.
Andrea - Eu não vejo Playboy também, a não ser na hora de passar as compras no supermercado, elas ficam ali penduradas, se a bunda for muito chamativa, a gente olha.
Tylon - Comigo é a mesma coisa com a G Magazine.
Paulo - A última Playboy que eu comprei foi da namorada do Romário, custava R$ 4,90.
Rafael - A Andréa, né? Bacana ela.
Andrea - Gente fina, xará.
Marcela - Eu curto ler CARAS.
Rafael - Caras é do caralho.
Andrea - Eu leio sempre. Vivo no dentista.
Marcela - Eu compro CARAS.
Paulo - Falo a verdade: leio mesmo.
Rafael - Eu também, quando faço as unhas.
Marcela - E não escondo dentro do jornal.
Paulo - Se não tiver no dentista eu mando comprar.
Tylon - Na sala de espera da Hidrovácuo's, do Cremonese, só tem Fatos & Fotos.
Doda - Alguém tem o faqueiro de Caras?
Paulo - Eu tenho aqueles CDs.
Marcela - Eu tenho uma faca e um garfo de cabo vermelho. É tuuudo.
Andrea - Eu queria o jogo de chá do Klimt, mas tem que comprar as gravuras antes, aí não rola.
Marcela - Eu tenho todos os CDs de música clássica da revista FLASH.
Andrea - Eu queria a faca de churrasco, apesar de não comer carne.
Paulo - Pra que então, Andrea?? Fetiche?
Andrea - Não sei... poder.
Paulo - Freud daria outra explicação pra isso.
Marcela - Eu como carne. Adoro!
Andrea - Eu não como carne há... Peraí que vou abrir a calculadora. 26 anos.

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Rafael - Andrea, é importante. Analise o proprietário de um carro tunado.
Andrea - Queisso?
Marcela - Aqueles carros envenenados.
Tylon - Mulher gosta disso?
Rafael - Fala a verdade. Vocês curtem?
Andrea - Tem desavisadas que gostam, mas quem gosta pra valer são os outros homens.
Marcela - Eu não curto. Fora que faz barulho.
Andrea - Então, não faz o menor sentido... Alguém tem que acabar com isso!
Paulo - Que nada, Andrea. É preciso continuar existindo que é pra gente que tem carro vagabundo se destacar.
Doda - Gente, minha namorada acaba de me mandar uma música do Belchior aqui no MSN, gostaria de uma análise das meninas sobre este trecho da letra: 'Eu quero gozar no seu céu, pode ser no seu inferno / Viver a divina comédia humana onde nada é eterno'.
Marcela - Ixi, sexo oral... No caso de ser o céu da boca, claro.
Andrea - Se ela te mandou uma música do Belchior... Ela é uma mina cabeça.
Tylon - Manda ela embora, Doda.
Doda - (Na visão de Belchior, o que seria gozar no seu inferno?)
Marcela - Gozar no seu inferno. Tá implícito, Doda. Sensibilidade, rapaz.
Doda - (Eu não entendo desses assuntos, Marcela.)
Paulo - É gozar como o Diabo gosta, porra.
Marcela - Então cuidado!
Andrea - A Marcela é PhD em interpretação de músicas.
Marcela - Sim, eu entro no artista, sabe?
Rafael - Então interpreta essa: "Você é um negão de tirar o chapéu, se eu vacilar você créu (...)"
Andrea - Muito explícita.
Marcela - Eu amo essa música! "Meu ébano"! Mas esse trecho é muito explícito.
Rafael - Gente, só eu não entendi.
Andrea - Isso, aí vamos para o terreno da verdadeira pornografia popular brasileira.
Rafael - Opa!
Tylon - Interpreta "Travessia".
Marcela - 'Travessia'? Tô fora.
Doda - No cenário musical atual, um artista pornográfico?
Tylon - Sim, um artista de sacanagem.
Marcela - Latino. O Mestre Latino.
Rafael - Na boa, o Latino deu uma melhorada.
Andrea - É, ele está muito melhor, nunca vi um homem tão bom.
Doda - Sim, Justin Timberlake é uma clara cópia de Latino.
Marcela - Latino é insuperável.
Tylon - Latino é artista de raiz.
Andrea - É naif.
Marcela - De raiz pintada... ele tá meio loiro.
Tylon - Ficou um charme. Ele dita moda.
Marcela - A gente interpretou a nova canção dele. Depois passem no site.
Paulo - E o Los Hermanos??? Eles são importantes pra gente do Ressaca Moral.
Marcela - Los Hermanos? Não conheço nada deles. É legal?
Paulo - Marcela, essa resposta foi melhor que qualquer uma que eu esperasse.
Rafael - Qual a opinião de vocês sobre males como o Zeca Baleiro?
Andrea - A Zeca Feira?
Marcela - Eu curto o Zeca. Acho ele show.
Tylon - Ah, vai, ninguém gosta dele.
Rafael - Eu só gosto dele depois das 4h30.
Andrea - Ele é meio... Parece desinteressado sexualmente.

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Tylon - Voltando para a entrevista. Malabarismo na cama vale ou é coisa de quem tá querendo se mostrar? O Sting diz que faz sexo tântrico por dez horas. Dez horas de sacanagem!!! Dá para acreditar nisso?
Marcela - Dez horas com o Sting? Nem morta.
Andrea - Eu odeio esta porra.
Marcela - Eu também.
Tylon - Eu também. Nessas horas tem que ter um exemplar do Tio Patinhas à mão.
Andrea - A coisa mais chata que tem é passar horas transando.
Rafael - Ôpa, discordo.
Andrea - A gente transa, acabou, pega um mate gelado, liga a TV e vamos continuar a noite, dormir, sei lá, mil coisas.
Rafael - Isso porque você não mora num clima chuvoso como o nosso, Andrea.
Marcela - Transando com malabarismo então, pior ainda. Coisa mais chata.
Doda - Eu só não passo horas transando porque tenho ejaculação precoce.
Rafael - Eu só não passo horas transando porque tenho natação.
Marcela - Cruz credo.
Andrea - O malabarista quer se mostrar, então ele comete o pecado de tirar a gente da mira na hora H. Quando estamos quase lá, o infeliz vem e gira a gente 180 graus, pra demonstrar outra posição incrível.
Tylon - Aconteceu comigo uma vez. Foram sete horas. Na manhã seguinte a menina disse "tive um sonho horrível essa noite"... Nunca mais a vi.
Rafael - Ei Marcela, tu que disseste que adora a Caras, já reparou que celebridade tem vida sexual bem melhor que a nossa? Por quê?
Marcela - Quem disse isso, Rafa?
Andrea - Eu já reparei que todo mundo tem a vida sexual melhor que a nossa.
Rafael - Erm.
Paulo - Principalmente os/as ex.
Rafael - Quando digo nossa, refiro-me a mim. E aos Ressacas também. Pronto, falei!!
Marcela - Eu não acho. Acho minha vida sexual linda.
Paulo - A Marcela é a única pessoa romântica desse chat.
Marcela - O que acontece com vocês?
Rafael - Isso. O que acontece com a gente?
Andrea - Bom, eu gosto muito da minha, mas acho que todo mundo tem sexos bem mais espetaculares. Eu vejo na televisão!
Rafael - 90% do nosso público é macho, no que resta do público feminino menos de 5% pegáveis. O que há de errado conosco?
Marcela - Eu acho que vocês só não encontraram as mulheres certas. Dá um trabalhão achar.
Paulo - É mais homem lendo o Banheiro que mulheres lendo o Ressaca.
Tylon - O que fazer para atrair o público feminino? Temos que falar sobre técnicas de passar e lavar roupa?
Marcela - Eu leio o Ressaca.
Andrea - Tirar manchas.
Marcela - E fazer feijão.
Tylon - Tô anotando.
Rafael - Mas me veio à cabeça uma coisa. Basta fazer massa que toda mulher gosta. Isso é correto?
Andrea - É sim, basta vocês demonstrarem um mínimo de boa vontade que nós ficamos felizes.
Marcela - Os homens são preguiçosos.
Tylon - "Boa vontade"... Lá vem pedir demais.
Rafael - Alto lá. Já arrumei todo o meu quarto hoje.
Marcela - Não pode ter preguiça com mulher. Ficou com preguiça, roda e a fila anda.
Paulo - Tou dizendo, homem que cozinha sempre se dá bem.
Marcela - Meu marido não cozinha. Será que ele se deu mal?
Paulo - Mas ele já é casado, Marcela.
Andrea - É verdade, eu acho um diferencial. Sabe que meu marido me conquistou com um Nescafé que ele fazia diferente de todos os outros? Que fofo.
Marcela - É verdade. Ele não come mais fora.
Rafael - Marcela, qual o maior sacrifício que ele fez por você, fora o casamento?
Marcela - Ahh, sei lá. Deixar de ser solteiro?
Paulo - Isso não é sacrifício. Não existem homens solteiros felizes.
Marcela - Não?
Paulo - Existem homens solteiros que curtem, mas felizes não.
Tylon - Sou feliz.
Paulo - Tou falando de homem, Tylon.
Andrea - Gente, comi um pacote de biscoito inteiro e uma bananinha.
Paulo - Casal moderno é assim mesmo.
Andrea - Acho que a coisa mais incrível que meu marido fez por mim foi me acompanhar na hora de ter neném. Ele é muito medroso pra essa coisa de hospital e foi a melhor companhia que eu podia ter.
Tylon - O que vocês acham das mulheres que falam muitos palavrões?
Marcela - Mulheres que falam palavrão? Que horror.
Andrea - Eu acho palavrão feio... mas eu falo.
Rafael - Acho feio pra caralho.
Andrea - Tem coisas que não podem se substituídas pelo palavrão certo.
Rafael - Isso. Xiri, por exemplo.
Marcela - Eu falo um tantão de palavrão, mas no dia-a-dia, não com raiva. Pra ofender.
Rafael - Xiri aqui (em Belém) é muito tudo, saca?
Tylon - Xiri é bonito.
Doda - Xiri é cheiroso.
Marcela - Todo xiri é cheiroso? Duvido.
Tylon - Eu vivo com o nariz entupido, então tenho essa vantagem.
Andrea - Sempre rola uma coisa X na nomenclatura vaginal. Sempre chia.
Tylon - Xana.
Paulo - Buxeta.
Tylon - Xereca.
Rafael - Xoxota.
Doda - Xavasca, lembrando Ary Toledo.
Tylon - Por que isso?
Paulo - Porque "X" indica o cruzamento. Simples assim.
Rafael - Cara, essa teoria é uma das mais importantes do nosso tempo.
Andrea - Não sei... Eis o mistério da fé...
Marcela - Estranho, né? Devia fazer sons com 's'.
Andrea - Ou uma coisa gene. XX.
Marcela - Hum... Faz sentido.
Tylon - Bem lembrado.
Andrea - Eu fiz cinco períodos de Biologia, sabia? Daí esse meu conhecimento sobre a genética como elemento de influência sobre a vagina.
Paulo - Podia ser Y, mas é um cruzamento em que ambos obrigatoriamente continuam unidos.
Rafael - Caralho, Paulo, não tô conseguindo acompanhar teu raciocínio, é complexo demais.
Paulo - Eu não fiz biologia, mas de alfabeto eu entendo. E a vagina enquanto elemento de influência sobre a Genética?
Rafael - Andrea, explique a Teoria do Cals.
Tylon - Cals, por que tu largastes a Biologia?
Andrea - Porque estava no período de dissecar cadáver, eu sumi. Meu negócio era contar golfinhos em Fernando de Noronha.
Rafael - É possível definir o comportamento sexual das mulheres a partir das carreiras que elas escolhem? Medicina x Jornalismo, por exemplo?
Andrea - É um parâmetro.
Paulo - Tem gente que diz que é mais fácil definir a carreira escolhida a partir do comportamento sexual.

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Rafael - Meninas, um sarado burro ou um PhD barrigudo?
Marcela - Um sarado PhD não rola?
Rafael - Claro que não rola. Onde tu já vistes isso? Só o Raul Gazola.
Paulo - Na Califórnia tem.
Marcela - PRECONCEITUOSOS!
Andrea - Burro nunca, mas barrigudo é sacanagem.
Marcela - Barrigudo não dá.
Paulo - Eu nunca vi um homem careca barrigudo com mais de 30 anos que seja solteiro.

catundasnojo.jpg
Catunda e Cals se entregam à fama no Programa do Jô: bastidores da atração provocaram efeitos alucinógenos na dupla.


Doda - Vocês realmente riram das piadas do Jô ou foram educadas?
Andrea - Piadas?
Marcela - Hahahah, eu ri.
Tylon - O Bira recebe pra rir, aí tudo bem, mas vocês riram de verdade?
Andrea - Eu recebi também.
Marcela - EU RI. EU RI. EU RI, É uma emoção danada ficar perto do Gordo.
Paulo - A Marcela e seu romantismo. Ó, falei!
Marcela - Eu fiquei emocionada. É verdade. A gente assiste a vida toda e de repente tá lá. Rola uma felicidade. Depois, a gente achou que ia ficar rica e vender muitos livros e isso dava alegria.
Andrea - Não, é brincadeira, eu ri desde a hora que entrei no estúdio, porque achei uma coisa muito surreal estar no cenário do Jô Soares, com o sexteto tocando e o Jô dançando ali na nossa frente, parecia estar viajando de ácido.
Marcela - Ele dançou pra gente.
Tylon - Ele é gordo mesmo ou é a TV que engorda?
Doda - O sonho do Ressaca é ir no Jô um dia.
Andrea - Eu parecia estar viajando, não o Jô soares, entenderam, né?
Marcela - O Jô é igual. E ele é muito branquinho. Muito mais do que eu imaginava.
Tylon - Falou a menina bronzeada.
Andrea - O segredo pra ele não deixar você de saia justa é deixar que ele conduza a entrevista, não ensaia nada.
Paulo - O segredo é não deixar falar, né?
Rafael - Mas vocês se sentem um tanto cobradas por lidarem com humor? Tipo, aquele tio da festa que te chama pra tu contares as piadas da noite?
Marcela - Sim. Porque tem gente que confunde redator de humor com comediante.
Paulo - "Ei Catunda, conta uma piada aí".
Andrea - Eu me incomodo com a idéia de esperarem que eu faça uma palhaçada, porque não sou uma atriz comediante, eu apenas escrevo humor.
Rafael - Então vamos cancelar a entrevista, porque eu tava achando que vocês eram comediantes.
Tylon - Deixem de papo furado e contem logo uma piada.
Marcela - Não tenho que ser palhaça o tempo todo. Só quando eu tô com vontade. Agora, por exemplo, não tô com vontade. Mas, eu queria ser comediante. Soube que o Tiririca tem uma Pajero. Eu não tenho.
Andrea - O português tava no guichê da rodoviária. o cara da frente dele pediu: "Me dá uma passagem pra Aparecida. Ida". Na vez do português ele pediu: "Me dá uma passagem pra Aracaju. Ju."
Rafael - Dá pra fazer dinheiro com humor na internet?
Marcela - Era bom escrever e receber por isso. Bons tempos.
Andrea - Eu nunca mais ganhei um puto.
Marcela - Não ganhamos um tostão fazendo humor na internet. Fazemos porque amamos, mesmo.
Tylon - Olha só, nós também.
Paulo - O site não rende nada pra vocês? Nem o livro?
Rafael - Bora fazer uma "Cals Aid" pra Andrea.
Doda - Perá lá, eu já ganhei antipatia pra caralho escrevendo na Internet.
Andrea - Nada, de vez em quando rola uma verba de rateio dos malditos e ridículos banners, da uns 150 reais mais ou menos.
Rafael - Eu ganhei uma porrada de emoticons.
Paulo - Eu ganhei L.E.R.
Marcela - É. Tem gente sem humor que não nos adora. Temos nossos desafetos.
Rafael - Quem?? Quem?? Adoro fofocas de sites e blogs!
Tylon - Quem odeia vocês? Queremos nomes.
Marcela - Os sem humor nos odeiam. Ahh, não tenho nomes.
Andrea - Eu não sei, quem nos odeia? Quem?
Doda - Sim, fofocas, vamos logo perguntar o que vocês acham de sites/blogs que não criam nada, só copiam e utilizam nomes de pratos árabes.
Rafael - Não tem aquele pessoal do Esfirra Destrambelhada? Coxinha Alucinada? Troço assim.
Andrea - Sei lá. Ele deve estar se dando bem. Bem melhor que a gente que cria.
Doda - Exatamente, por isso queremos meter o pau.
Rafael - Eu e Tylon estávamos conversando sobre isso. Esses lances virais que dão grana/acesso tão se propagando demais e o conteúdo ficando pra trás.
Marcela - Não, o conteúdo tá com tudo.
Rafael - (Saudosos tempos da bolha da internet, ah!..)
Andrea - Gente, pára, eu vou chorar, eu quero a bolha.
Marcela - POR QUE NÃO NOS COMPRAM?
Rafael - Mas o que eu ia perguntar sobre os tempos da bolha da internet, rolou uma empolgação geral do pessoal do humor com a grana? Assim, com as possibilidades?
Andrea - É muito difícil pra mim. Se eu soubesse que ia estourar, tinha guardado mais dinheiro.
Marcela - E eu que nem cheguei a ganhar?
Rafael - Mas fora salão de beleza e supermercado, com o que tu gastaste essa grana?
Andrea - Eu nunca entendi como os banqueiros estavam achando que iam ter retorno do dinheiro que estavam gastando. Mas caguei, eles queriam pagar e eu queria aceitar.
Andrea - Foi por causa da bolha que eu contratei umas dez pessoas pra escreverem e programarem no site, inclusive a Marcela e o Ricardo.
Marcela - Agora somos três.
Rafael - Andrea, Marcela e Deus, acima de tudo.
Andrea - Cada um na sua casa, mas eu pagava todos direitinho... Alguns ganharam bem pra caramba. Éramos todos felizes... Andrea, Marcela e Ricardo, no site.
Tylon - Ligou um cara pra mim a cobrar e disse que a esposa tá demorando com a janta. É o marido de uma de vocês?
Marcela - Meu marido foi dormir.
Rafael - A gente não quer ser culpado pelo fim do casamento de vocês.
Andrea - Meu marido esta dormindo no sofá.
Tylon - Com fome, com certeza.

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Rafael - Eu queria uma mensagem de vocês para os nossos leitores.
Andrea - "Depois da Ressaca, passem no Banheiro".
Rafael - Rá!! (Gostei.)
Marcela - Agradecemos imensamente a oportunidade. Vocês vão colocar no ar quando?
Rafael - Isso é segredo.
Marcela - É muito importante ir ao Banheiro todos os dias.
Tylon - Não vamos publicar. Quem disse que iríamos?
Rafael - Uma Ressaca vez ou outra não faz mal a ninguém.
Andrea - Era só solidão mesmo, né?
Rafael - Elas realmente acreditaram nisso, Tylon?
Tylon - Não tinha nada pra fazer.
Andrea - http://www.muiedomeidomato.blogspot.com. Meu blog.
Marcela - http://pirei.catunda.org. O meu.
Rafael - Acessem: www.ressacamoral.com.
Doda - Gente, eu também já vou, mas antes gostaria de convidar todos pra assistir minha peça, é uma releitura do musical Cats e eu faço uma lata de lixo.
Rafael - O Doda tá impagável nesse papel.
Andrea - Eu vou.

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Fotos: Divulgação.

23 de maio de 2007

Fenômenos culturais que encheram meu saco

Chaves
Pior do que o próprio programa é a nostalgia dos fãs que insistem em manter essa merda presente na sociedade. Haja camiseta descolada do Madruga, comunidades engraçadinhas no Orkut variando da ironia grossa à estupidez fina, livros e textos tentando dar um viés antropológico sério de análise do “fenômeno cultural”, entre outras manifestações tão sem graça quanto as piadas do pouco sincero programa tosco mexicano. Chaves é um raro caso de algo mal escrito, mal filmado, mal interpretado e mal dublado que não ficou genuinamente engraçado (ok, você pode pensar o contrário, mas tudo bem, tem gente que acredita que o Homem não esteve na Lua ou que a Segunda Guerra foi uma conspiração alienígena). Geralmente tanta ruindade junta, como é o caso de Chaves, resulta em um bom produto de entretenimento às avessas, como já vimos no cinema, na própria TV e recentemente nas tosqueiras que tanto circulam na web.

“Vai tomar no cu”
Pelo seu baixíssimo nível médio de piada ruim, a musiquinha/videozinho do “Vai tomar no cu” gospel tem um altíssimo poder viral de espalhamento internético, pois é material perfeito para ser repassado pelo engraçadinho do escritório (geralmente um mala sem alça que ainda acha que cantar Robocop Gay no videokê é a última palavra em diversão grupal), ou seja, é o tipo de conteúdo ruim que fatalmente você continuará a receber por e-mail durante anos, já que os engraçadinhos do escritório estão sempre um passo atrás em qualquer assunto e ainda acreditam que podem acordar nus e sem os rins em uma banheira cheia de gelo.

Piadinhas com Emos
Em sua busca incessante por alvos a serem ridicularizados, a cultura de massa das pessoas que acham possuir bom gosto busca desesperadamente ícones de chacota fácil e defesa difícil. O roteiro é conhecido: a imprensa observa e rotula um novo fenômeno de comportamento e as matérias e comentários começam a pipocar na internet, revistas e TVs, começando sempre pelos veículos mais bem informados, os chamados formadores de opinião, até virar clichê nas redações com mais de 50 pessoas, cair nas rodinhas de conversa dos universitários classe média de instituições particulares até finalmente virar uma charge do Maurício Ricardo e depois piada do Zorra Total. As vítimas mais recentes e notáveis do sistema foram os consumidores adolescentes que adotaram o tal Emocore como estilo de vida e tipo de música preferida. Falantes do idioma conhecido como “miguxês” e sem personalidade formada o suficiente para responder à altura e defender suas roupas e cabelos ridículos perante à sociedade, os Emos viraram a referência em comparação negativa mais rasteira dos últimos anos, sendo ridicularizados desde os editoriais da Folha até o Percival, boteco do centro de São Paulo freqüentado por operários das obras da Linha 4 – Amarela do metrô paulistano.

ressaca_fas_de_chaves.jpg
Unidos contra o preconceito e pelo aumento das cotas de alfafa e MPB moderninha para estudantes de universidades privadas, os fãs de Chaves promoveram grande encontro esta semana em Mossoró (RN). Na foto, vestidos como os personagens Kiko, Chiquinha e Nhonho, estão os famosos blogueiros mossoroenses Telmo Presença, Guilhermo Charme e Pedrinho, mais conhecido como Elba Ramalho da perereca geniosa. O clique, lustroso e faceiro, é do sempre palatável Messias Jardan.

22 de maio de 2007

Cinebizarro: As Obscuridades da Sétima Arte

Borboletas e Garanhões (1985)

Por Yuri Koch (http://necrofilmes.zip.net)

borboletasegaranhoes.jpg

A noite se aproxima. Um carro estaciona em uma rua deserta e mal iluminada. Desce do carro um casal, que se dirige a uma casa. São os noivos Leonora e Lauro. Na cozinha, Leonora, insaciável, aplica um fellacio em Lauro. Só que a mãe de Leonora (mãe é sempre estraga prazer) entra na cozinha. Lauro, pego de surpresa, enfia seu dito-cujo na geladeira, para que sua sogra não flagre a cena.

Assim inicia o filme Borboletas e Garanhões, do mestre Alfredo Sternheim. Uma abertura bem trabalhada, demonstrando toda a habilidade do diretor em conduzir personagens para situações cômicas, pinceladas com um sexo sutil, inserido corretamente na história.

Em Borboletas e Garanhões, o personagem Lauro está prestes a se casar com Leonora, uma mulher dinâmica e rica – interpretada magistralmente pela atriz Debora Muniz, em uma das melhores atuações cênicas da fase hardcore brasileira.

Véspera de casamento, na vida e na Boca do Lixo, é sinônimo de despedida de solteiro, que é sinônimo de bacanal. Para praticar tal ato, Lauro combina com os amigos um baco-baco em uma casa de campo. Antes de tal evento acontecer, porém, Lauro, andando despercebido na rua, tropeça com... Sabe quem? Sim, ela, a musa mais gostosa da Boca do Lixo, a ninfetona asiática, vinda diretamente do Oriente: a nissei Sandra Midori. Pois bem, conversa vem, conversa vai e, obviamente, na Boca do Lixo, se duas pessoas se conhecem, elas vão se conhecer ainda melhor na cama. E na vida real também, não? E não é que Lauro leva a musa para quatro paredes? É muito bonito ver Sandra Midori em ação. Com uma beleza oriental exótica, toda pequenininha, os braços miudinhos, esbanja sensualidade! Sandrinha é fogo!

Sandrinha Midori, na humilde opinião de Necrofilmes, foi a mulher que mais representou com dignidade o ciclo pornô-povão da Boca do Lixo.

Quando eu tiver dinheiro, vou abrir uma distribuidora oficial de filmes da Boca do Lixo. O primeiro lançamento vai ser um pack de DVD’s chamado mais ou menos Sandra Midori Classic Collection, com a filmografia completa da musa: Fêmeas Que Topam Tudo, Hospital da Corrupção e dos Prazeres, Sexo Livre, entre vários outros.

E o segundo lançamento da empresa Necrofilmes será The Best of Dwarf Chumbinho: The Small Prince of Boca do Lixo (algo como “O Melhor do Anão Chumbinho: O Pequeno Príncipe da Boca do Lixo”). Mas isso já é uma outra história...

Voltando ao filme. Após Lauro satisfazer os anseios sexuais de Midori (que eufemismo para a palavra “sexo”, não?) – cena esta ao som de música clássica, conferindo à cena um charme, uma elegância extremamente fina (mestre Sternheim gostava de empregar aos seus filmes música erudita e temas políticos) – Lauro finalmente vai com seus colegas para a casa de campo, local onde será realizada a festa em homenagem ao Deus Baco.

Chegando lá, uma surpresa. Além de algumas mulheres, eis que surge, saindo diretamente dos portões do inferno, uma criatura grotesca-híbrida-neo-Armagedon-tosca chamada “travesti Naná”. Naná tem a aparência tão repulsiva que, quando entra em ação, a cena pode ser classificada como zoofilia pura!

Traveco Naná protagoniza uma das cenas mais engraçadas da Boca do Lixo, digno de entrar para os anais da Boca (se é que vocês me entendem).

Ao ser sodomizada por um “homem” (homem sai com esse tipo de gente?), o mesmo olha para Naná e pergunta, melancólico:

– Já que você operou tudo, por que não tirou esse pau e colocou uma xoxota?

E Naná responde:

– E eu gozo por onde, pelo nariz?

Podemos explicar essa situação tragicômica através do hedonismo presente no ciclo explícito da Boca do Lixo (“aproveite o dia”, “a vida é curta e você tem que aproveitá-la ao máximo”), adicionada ao elemento do humor. O povão ria e ao mesmo tempo gozava (se é que vocês me entendem) nos cinemas, isso nos anos 80.

Borboletas e Garanhões é um dos melhores que mestre Sternheim fez no período pós-1983, quando descambou para a pornografia. Divertido, leve, com uma trilha sonora clássica misturada à harmonia perfeita do corpo de Sandra Midori, em contraste com a feiúra da Naná. A síntese de todos os ingredientes da Boca do Lixo. Que de lixo não tem nada. É a nossa Boca de Ouro!

21 de maio de 2007

Gol mil meu, gol mil de todo mundo

RÉGIS
A Globo ainda não sabe o que fazer com os 12 clones de Régis Resing, adquiridos exclusivamente para cobrir o milésimo gol de Romário.

RÉGIS II
A emissora carioca teria contratado também um grupo de psicólogos para acompanhar o Régis Resing original. Teme-se que, após narrar o gol mil do baixinho — o momento mais alto da carreira de ambos —, Régis entre em depressão por jamais conseguir atingir o mesmo prazer novamente.

RÉGIS III
Desmentidos os boatos de que Régis Resing seria feito por computação gráfica. Mas os rumores de que suas reportagens seriam criadas por um gerador automático de rimas ainda estão sendo investigados.

TURISMO
O presidente vascaíno Eurico Miranda promete transformar o Gol Mil em ponto turístico. As obras já estão adiantadas: uma réplica perfeita de São Januário está sendo construída no quintal da casa de Eurico. 20 mil torcedores coadjuvantes irão receber 10 reais por semana para gritar gol e invadir o campo sempre que Romário (Gero Camilo) bater o pênalti fatídico.

EM EVIDÊNCIA
O Vasco estaria providenciando outro atacante que tem cerca de 990 gols: torcedores da cruz-de-malta ficaram mal acostumados com a superexposição na mídia.

META
Pessoas próximas garantem: Romário não sossega. O baixinho da Penha vai agora atrás do milésimo filho.

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Messias Jardan eternizou o momento exato em que o baixinho bate o pênalti consagrador. O jogador nega que tenha contado com a ajuda de algum montinho artilheiro. “Eu sou craque, valeu?”, explica.

18 de maio de 2007

Jorge Vercilo topa fazer música para Piovani

Rio de Janeiro (Pergunte ao Pan) - Depois de descobrir que a música "Um Sonho", de Caetano Veloso, não havia sido feita para ela e de revelar ao mundo que o cantor baiano aprecia bananas quando está de pijama, a atriz e opção de vida Luana Piovani recebeu uma proposta no mínimo tentadora do ponto de vista do Deus me Livre: ser o tema de todas as músicas, daqui para frente, do cantor de naturalidade desconhecida Jorge Vercilo. O convite surgiu depois de maus-tratos de rotina da atriz à imprensa, quando, ao encontrar Vercilo em uma parada de ônibus com o seu violão adesivado, este teria lhe dito: "Deiem-me [sic] uma ajuda".

Vercilo é famoso por ser o segundo maior imitador mundial do cantor Djavan (o primeiro, de origem desconhecida, canta em bares de todo o País cobrando couvert a R$ 2) e já arrebatou diversos prêmios em bingos dançantes de Mossoró (RN). Ele é um dos criadores do "Manual do Djavan" (Ed. Zum de Besouro, 18 pgs.), que revela, dentre outros paradigmas e conceitos práticos de convivência na MPB, onde encontrar um bom lugar pra ler um livro. "Sai daqui, garô-tô!", comemorou Luana ao saber do convite.


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Indignado com Caetano Veloso, de quem acreditava ter recebido homenagem na canção "O Leãozinho", o gato Flávio (acima, um pouco aborrecido) afirmou que o cantor baiano é "um cachorro". Decidido a não falar com a imprensa, roeu um osso antigo e ameaçou com uma bufada o nosso fotógrafo, Messias Jardan, que fez o clique.

16 de maio de 2007

Os filmes que eu não vi: Spider-Man 3

Por Cruzmaltino Bandeco

De tempos em tempos, a sétima arte é acossada por modinhas que logo se tornam manias e, da noite pro dia, desaparecem sem deixar vestígios. Foi assim com os musicais dos anos 70, os filmes adolescentes dos anos 80, as trilogias intermináveis dos anos 90 e, mais recentemente, com as transmutações de rabiscos em produções hollywoodianas — como atestam os amadores 300 e Sin City. Em um terreno tão pouco fértil em talentos ou idéias, não surpreende que sejam ambos do mesmo Frank Miller, um rei em terra de cegos.

A mais nova empreitada na área, contudo, vem diretamente do limbo das revistinhas. Siper-Man 3, que estreou dia 4 no Brasil, é apenas mais um episódio da triste saga do herói tímido, frustrado, infeliz e asqueroso. Não assisti à película pois tenho fobia a insetos. Mas o Jair, um amigo meu que é proprietário de uma empresa de dedetização, e por isso entende tudo de aranhas, arriscou seu tempo e sua paciência prestigiando esta bobagem. Não é difícil imaginar o aborrecimento que ele passou.

Tal qual Mickey Mouse, Spider-Man é mais uma tentativa tola de tornar menos repulsivos bichos que, no final das contas, só servem para transmitir doenças. Ao humanizar estas subespécies, Hollywood força a barra para nos convencer de que vale a pena conviver com a sujeira. As artimanhas utilizadas beiram o absurdo: segundo Jair, Spider-Man é Tobey, um estudante CDF que ganha super poderes ao ser picado por uma aranha — é preciso alertar nossas crianças para não tentar isso em casa. Munido com uma “arma secreta”, a capacidade de soltar teias, Tobey salva Nova Iorque de vilões ingênuos como um homem feito de areia. Entre um chamado policial e outro, depara-se com dilemas como escolher entre salvar a namorada ou a vida de um amigo. Emblematicamente, dificuldades que só acometem jovens com o QI de uma aranha.

Não há dúvidas de que Spider-Man 3 é apenas mais um dos inúmeros fracassos na seara dos quadrinhos que foram para o cinema. É o tipo do filme em que os efeitos especiais são mais valorizados que a história. Mas o único efeito realmente impressionante durante o filme é a transformação de Michael J. Fox em Brian Molko — quando Tobey é picado por uma aranha negra. Se havia a pretensão, por parte dos diretores, de inaugurar uma nova forma de fazer cinema, tudo o que se conseguiu foi engrossar a fileira das obras que não merecem ser vistas. Aos espectadores, resta lamentar. E torcer para que as salas de cinema tenham mais cuidado durante os procedimentos de desinsetização.

Nota: zero.

15 de maio de 2007

Papa condena e Waldez analisa o aborto

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13 de maio de 2007

Visita de Bento 386 emociona o país

Gente das mais variadas idades e classes sociais por todo o Brasil tem se emocionado diariamente com a presença de Bento 386, o papa que visita o país em turnê pela América Latina. Sempre alegre, bem disposto e condenando o aborto, Bento 386 demonstra grande emoção no contato com o povo brasileiro — em especial no contato com os adolescentes branquinhos, de cabelos negros e lisos. “Viajei o mundo e conheço todas as línguas”, comenta 386 informalmente com nossa reportagem. “Mas nada como as daqui. A platéia brasileira é realmente maravilhosa”, arremata.

Se mesmo Bento 386, já acostumado com o sucesso e a histeria dos fãs, derrama lágrimas ao falar do público tupiniquim, não supreende que o povo brasileiro, famoso por sua espontaneidade, cometa loucuras para chegar perto do líder religioso. As histórias contadas por todo o país impressionam.

Em Mossoró (RN), a parteira Olga Torra, mãe de 16 filhos, esperava pela visita de Bento 386 desde a infância. A devoção é tão grande que Olga tirou férias e cancelou o parto de trigêmeos de uma amiga para viajar até São Paulo e assistir na primeira fila o discurso de 386 condenando o aborto. “Acho lindo tudo o que ele diz. Minha amiga vai entender. De qualquer jeito ela não ia ter como criar três pestes, mesmo”, brinca Olga, que não economiza nas palmas a cada frase de Bento 386.

Já no Rio de Janeiro (RJ), um dos exemplos mais bonitos de fé e amor ao papa partiu do traficante Rodriguinho Cu de Pato, atual proprietário de uma das bocas de fumo mais movimentadas da Zona Sul. Pela primeira vez em doze anos, Cu de Pato atrasou em meia hora o início do tiroteio das 5, tradicional ritual em que os bandidos cariocas tomam chá e trocam impressões sobre o mercado ilegal, armas e novelas do Manoel Carlos. “Pior que nem adiantou nada. Ele nem passou por aqui, ficou preso no tiroteio da linha vermelha”, decepciona-se o criminoso.

Na cidade de Paragominas (PA), o trabalhador escravo Neto Souza de João, especialista na área de carvoaria desde os 6 anos de idade, foi liberado pelo patrão para visitar Bento 386 e prestigiar a cerimônia de canonização de Frei Galvão. “Quando soube que ia ter carbonização, pensei logo em assistir pra melhorar meu currículo”, explica Neto. Vítima de um mal entendido, Neto foi surrado pelo patrão e deverá fazer horas extras para compensar o tempo perdido na viagem. Ainda assim, acha que valeu a pena. “Ah, fui pra São Paulo, tomei refrigerante, andei de ônibus... me diverti muito”, recorda.

Apesar de a visita de 386 ser considerada um sucesso de crítica e público, há quem tenha entrado em conflito com o velhinho. Em Codó (MA), um grupo de homossexuais se revoltou com 386. Ao saber da visita do papa, líderes do grupo, descontentes com a posição da igreja em relação à união homossexual, organizaram um protesto pacífico com faixas, camisetas e balões de todas as cores. Seguranças de Bento 386 impediram a manifestação, alegando que aquilo não passava de frescura. Após muitas discussões, troca de ofensas, empurra-empurra e esfrega-esfrega, os seguranças permitiram que a passeata continuasse, mas apenas com os rapazes com idade entre 12 e 14 anos — ordem acatada com o maior prazer pela molecada. “A visita do 386 mexeu com eles. Estão todos com a religiosidade à flor da pele”, resigna-se um dos organizadores.

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Embora tenha se convertido recentemente à cientologia, Gato Flávio é um dos maiores entusiastas de Bento 386. Foi aclamado mascote do movimento Galvanize Já, que defende a legalização do uso medicinal dos milagres de Frei Galvão. O clique espiritual é de Messias Jardan.

10 de maio de 2007

Educação Artística

Por Sarah Bergamasco*

A Vera Fischer, além de atriz, mãe, musa e rainha dos bafões, agora é também artista plástica. Ela se inspirou em vários estilos de pintura, tais como o modernismo, op-art e pop art. Usa de tudo um pouco. E lançou ontem sua exposição, chamou os amigos e exibiu suas grandes criações. Vamos dar uma olhada?

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Título:Cadê meu Moura Brasil?
Técnica: Tinta plástica acrilex sobre tela

Alguém sente a influência de Miró? É suave não? Eu diria que o olhar desoladamente torto da moça, se deve à ameba gigante e azul que se aproxima de sua cabeça, voando. A musa aliás, tem uma antena longa surgindo do crânio e contornando a ameba. Um instinto incontrolável de fugir do iminente risco de ter um cisco azul gigante na sua cara. Virtuosa obra.


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Título: Ensaios de uma ampola de Botox
Técnica: Guache de dedo sobre tela

Mulheres, de vários ângulos, de várias formas, de várias deformidades físicas. Vera explora aqui a delicadeza e a diversidade da má formação humana . A primazia em que Vera extrapola todos as leis da física e da biologia é fantástica. Observe a linha superior, a segunda figura da esquerda para direita. O que há com esta mulher? Ela sente a dor de ter ser pescoço virado de uma maneira inumana, seus olhos flutuam em órbitas imaginárias, o olho da direita é intrigantemente desproporcional. A proeminência do queixo! Vera tem essa fixação com bocas e olhos, e quanta expressão esses olhos, devidamente bem maquiados, nos mostram!
Não deixem de notar que todas as moças estão em algum lugar onde o tom do cabelo da última moça tomou conta do quadro todo. Vera deve ter colocado muita tinta marrom na paleta e não queria desperdiçar.


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Título: O que é uma linha reta nessa vida torta?
Técnica: Guache bem grosso sobre tela

Vera se pergunta: "Pra que as contravenções de réguas e medidas perfeitas para fazer op-art? Eu quero criar ilusões óticas no punho". A mulher retratada ao centro comeu um pote de mercúrio líquido e olha para o observador com seus olhos estrabicamente provocativos, devido à presença do metal tóxico no cérebro.


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Aqui vê se um punhado de três obras, mas destaco a majestosa "Mitocôndrias on my mind" logo à frente. Uma obra biologicamente instigante.

Sobre suas inspirações e aspirações Vera comentou durante o evento (essa frase foi ela mesma quem disse, eu juro):

"Um dia peguei a tela, a tinta, o pincel, comecei a pintar e me apaixonei. Descobri sozinha como usar a palheta e outras coisas. Sou eu mesma em todas as mulheres que pinto. Foi como fazer uma sessão de análise. Vou botando um pouco de mim em cada tela. Sou eu passada a limpo"

Vera passada a limpo? Tô passada.

Sarah
*Sarah é jornalista, publicitária e péssima em jogos de tiro em 1ª pessoa. Possui os blogs Fever e Shoe Me!, onde o post acima foi originalmente publicado. Bateu na porta da redação do Ressaca sem querer achando que era o consultório de seu geriatra. Desfeito o mal entendido, aproveitou para fazer uma faxina na cozinha e vender seus livros de poesia por apenas R$1,50 com autógrafo de batom fúcsia grátis.

6 de maio de 2007

Mulas, laranjas e tatus #3 - A coluna policial de Ressaca Moral

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Se você está lendo essa coluna na segunda à noite, então corre pro Complexo de Marituba (PA)! * Diz que tá rolando uma macarronada com o que sobrou do fim de semana pra despedida do Serginho Cancro-Mole, que vai fazer uma cirurgia pra retirar o órgão genital que gangrenou. * Os abraços saudosos dessa semana vão para Tatiano Sutileza, Paulinho Cara de Pus e Filho do Cão, estuprador badalado da noite paulistana. * Eles morreram abraçados na solitária semana passada! Huummm, é assi