Pequenas grandes histórias das entranhas de Mossoró
Rûmerson Neide - O homem mais nostálgico do mundo
Tudo começou quando Rûmerson era uma criança e sentia saudades dos tempos em que era um bebê de colo. A coisa foi aumentando e, hoje dia, Rûmerson é recordista mundial em várias modalidades saudosas. Em 1998 bateu o recorde de rapidez saudosista, ao chorar - durante 26 dias - de saudades de um despachante que conheceu no ponto de ônibus e com o qual conversou durante dois minutos. Outra marca de Neide é a de maior variedade de sentimentos de nostalgia por objetos, pessoas e comportamentos que alguém pode sentir ao mesmo tempo: no dia 4 de abril de 2001 ele estava nostálgico de 294 coisas diferentes, incluindo um desentupidor de pia da sua avó e dois coelhos que teve na infância, que morreram devido a uma única cajadada desferida por um primo seu, que também estava na lista de nostalgia do recorde.
A Guerra do Nunca
Conflito armado que eclodiu logo após a Grande Depressão Mossoroense (1929-1935), período difícil onde a cidade toda ficou cabisbaixa e muito jururu. Trevor Bulhões, vendedor de ferros de passar usados, comprou dois quilos de arroz na mercearia do seu Nicolau e não pagou. "Devo, não nego, nunca pagarei. Se quiseres teu arroz, meu cocô comereis", disse o ousado Trevor, sem muita certeza da conjugação verbal, provocando a ira de seu Nicolau, que retrucou dizendo: "nunca é palavra das mais fortes, ou pagas ou te farze-ei vários recortes". As palavras do mercearista não foram bem recebidas na Real Associação Poética de Mossoró e Adjacências (RAP de MossAdj), que determinou a rima como atividade única de poetas habilitados pela prefeitura para tal. Foi o suficiente para que a Academia de Cronistas Esportivos Regis Roesing (ACEReRo - Pronuncia-se "i say hey, ho") movimentasse seus exércitos da Dudinka e de Vladvostok para as estepes mossoroanas. Felizmente, para a população civil, um surto de bicho geográfico atacou os soldados, que desertaram do campo de batalha e foram plantar batatas, tornando a Guerra do Nunca um conflito que realmente nunca existiu.
O Tratado de Antemão
Conseqüência direta da Guerra do Nunca, o Tratado de Antemão foi um acordo feito entre o restaurante da dona Otite e o Bar do Sargento, onde os dois estabelecimentos comprometiam-se a não tentar roubar os clientes uns dos outros com promoções e ofertas. Na prática, era a formação de um cartel que visava garantir os altos lucros advindos do bolso dos trabalhadores da região da avenida Tertulião Warren Beatty Monteiro, que almoçavam freqüentemente nas duas casas comerciais localizadas na via, centro financeiro e ginecológico da zona sul da cidade.
Sorry, geriatria
O primeiro longa-metragem filmado em solo mossoroense foi um projeto polêmico do início ao fim. Buscopan de Abreu, diretor do filme, jamais explicou de forma convincente onde investiu cada um dos 144 reais arrecadados para a produção através da lei municipal de incentivo à cultura, a lei Cloaca Frouxa. A controversa história girava em torno de um carrossel, ficava tonta e depois seguia cambaleante até o carrinho de algodão doce. A produção teve trilha sonora de algum ex-participante do BBB que foi esquecido 15 minutos após o trabalho ter sido concluído, menos por Rûmerson Neide, o homem mais nostálgico do mundo, que ficou remoendo a partida do conhecido por mais de 30 minutos.

Gerente de Marketing da Sebo de Holanda Inc., o mossoroense Amêizin end Confortábou não dispensa um hidratante de vatapá antes, durante e após a praia: "não é luxo, é necessidade", comenta entre um gole e outro no licor de genipapo preparado por sua tia, Amarílis Tamanduá, ex-primeira bailarina do Theatro Munichipal de Mossoroh. Messias Jardan estava meio amuado e de bico, mas não resistiu aos pedidos e fez este grafológico clique.
Comentários
muito idiota eu pidi uma historia pequena nao grandi
escrito por: stephanie em 28/01/2008 às 13:13