Gilberto Grill: a novidade que veio dar na praia!

Veja o que os consumidores têm a dizer sobre o Gilberto Grill:
Caetano Veloso:
"Eu acho o Gilberto Grill muito odara. Ele expressa essa coisa superbacana da baianidade nagô, do Pelourinho, de Dodô, de Osmar, de Margareth e de Ivete. Esse circuladô de fulô ao deusaodemodará".
Carla Perez:
"Tipo...adorei o Gilberto Grill...só não consegui ainda ler o manual de instruções...mas já vi todas as figuras".
Papa Bentro 386:
"Assiduus usus uni rei deditus et ingenium et artem saepe vincit. Tamdiu discendum est, quamdiu vivas"
Genésio Aroeira - vereador de Mossoró pelo Partido da Cabrita Socialista (PCS):
"Olhe, esse Grill é da mulesta. Fiz uma buchada light nele. Foi um sucesso, deu até porrada. Tive que meter a pexêra em dois cabra para eles pararem de brigar por um resto de comida que ficou na panela".
P.G (estudante, cantora, celebridade, modelo e filha de ministro):
"Ai, gente, o Gilberto Grill é T-U-D-O DE BOM PONTO COM BR! Depois que passei a usá-lo já emplaquei sete capas de revista, cinco programas de fofoca e 37 camarotes VIP. To vendo agora se consigo uma ponta na novela das oito".
Veja P.G. antes e depois de usar o Gilberto Grill:

Este post foi criado por Vladimir Cunha com arte de Tertuliano Jardan, designer gráfico formado por correspondência no Instituto Rádio-Técnico Monitor e tio-avô do nosso homem das lentes Messias Jardan. Vladimir, notório irresponsável e viciado em thinner, foi internado com graves problemas psiquiátricos por causa do abuso da substância. Por conta disso, perdeu nove milhões de neurônios e foi obrigado a fazer uma lobotomia. Com misso, acabou esquecendo o seu login aqui no Ressaca. Enquanto ele convalece no spa Gogó da Ema, interior de Mossoró, a gente quebrou esse galho e postou o texto pra ele.
Comentários
Nossa, que povo mais sem senso de humor. por causa de uma piada isso aki virou um debate de psicanalise.
mas Freud explica: ENRUSTIMENTO SEXUAL!!!!!!!!!!
escrito por: Simone em 24/06/2008 às 17:56
Segundo Freud, o humor em geral permite ao sujeito preservar o ego em situações extremas ou não, liberar a agressividade e gerar prazer. O que diferencia o humor preconceituoso (de local, de gênero, de raça, de sexualidade, de cultura...) das demais formas de humor é o endereçamento da piada, a referência ao outro, numa perspectiva narsísica de diminuição do que é diferente, como é o caso das piadas sobre negros, gays, loiras e portugueses, por exemplo.
Aristóteles dizia que a comédia nada mais é que um aspecto da tragédia e, portanto, do feio. Porém, de um feio não doloroso, nem destrutivo, como as máscaras usadas na comédia grega, que se caracterizavam exatamente pela feiúra. Cícero considerava que a fonte do humor está na surpresa, na expectativa que se resolve de maneira inusitada. No período renascentista, Ben Jonson acentuará o caráter moralístico, pedagógico do humor. Charles Darwin procurou encontrar as raízes do riso no comportamento comum aos seres humanos e os demais animais, percebendo que sons vocais funcionam, entre membros da mesma espécie, como expressão de reconhecimento mútuo ou de apelo sexual (Bergler, 1956, p. 52). Já Henri Bergson, autor de um clássico sobre o tema (Le Rire, 1901), defendeu a idéia de que a impressão cômica resulta de um comportamento grotesco e impulsivo:
"Alguém, a correr pela rua, tropeça e cai: os transeuntes riem. Não se riria, acho eu, caso se pudesse supor que de repente lhe veio a vontade de sentar-se no chão. Ri-se porque a pessoa sentou-se sem querer.(...) Talvez houvesse uma pedra no caminho. Era preciso mudar o passo ou contornar o obstáculo. Mas, por falta de agilidade, por desvio ou por obstinação, por certo efeito de rigidez (...) os músculos continuaram realizando o mesmo movimento, quando as circunstâncias exigiriam coisa diferente. Por isso a pessoa caiu." (Bergson, 1980, p. 14).
O riso pertence à humanidade, mas a forma do riso pertence à esfera das relações sociais e, portanto, à cultura peculiar de um povo. Ninguém ri quando faz cócegas em si mesmo, mas quando é uma outra pessoa que lhe faz cócegas. A sátira, considera Bérgson (ibdem), envolve um elemento de agressividade de quem ri contra a pessoa que é objeto do riso.
Em 1905, Sigmund Freud publicou o livro O chiste e sua relação com o inconsciente, onde analisou o fenômeno do humor. Observou a existência de uma significativa similaridade dos mecanismos de elaboração do humor com aqueles que assinalou nos sonhos, como por exemplo o mecanismo de condensação. O processo de condensação, encontrado especialmente sonhos, pertence ao pensamento inconsciente e nele duas (ou mais) imagens se combinam para formar uma imagem composta que está investida do afeto derivado de ambas, isto é, quando a união de dois termos produz um efeito cômico. Freud cita um personagem de Heinrich Heine, um vendedor de loteria que gabando-se de sua intimidade com o milionário Rotschild, diz: "Rotschild tratou-me muito ‘familionarmente’ (familionär). A condensação também existe nos sonhos (Freud, 1954, p. 15-16). Freud estuda a seguir a motivação do humor (do chiste, no caso) e conclui, como Bergson, pela existência de um elemento de agressão.
A piada de turco, de judeu, de negro, de português, de mulher, de gay, de cidade, de país, enfim, o humor de identidade, é um humor peculiar, um humor de ironia. A agressão citada por Bergson e Freud distorce uma realidade trágica, tornando-a cômica, e, portanto, menos assustadora e ameaçadora: funciona como mecanismo de defesa. Neste sentido é um humor absurdo. Também procura preservar a coesão grupal, mostrando o que é especial em "nós", em contraposição ao que pertence a "eles”, fato que traz à tona um narcisismo intrínseco. Isto explica, por exemplo, por que uma anedota sobre negros, contada por brancos, pode ser considerada racista.
De fato, boa parte do anedotário, por mais delicado que seja o tema, tem como função desqualificar aquele que não se insere no âmbito de pertencimento identidário comum àquele que constrói a anedota. E esse é um fenômeno que faz parte de muitas culturas. Mas por que desqualificar o que é diferente? Para Freud, não há quem apanhe que não queira revidar. Em sendo assim, podemos postular que a situação sócio-cultural, que envolve questões de poder, de economia e de sobrevivência, desperta uma hostilidade pode explicar o fenômeno da piada.
Diante da perspectiva de adversidade e do sofrimento, a desqualificação do outro através da sátira pode ser um útil substituto para a coragem.
escrito por: [Anônimo] em 1/08/2007 às 19:00
O ser humano é mesmo paradoxal. Às vezes acho que nem Freud explicaria tanta bestialidade. Apesar de ser racional, com destacada inteligência, seu comportamento é, por vezes muito estranho. Com inteligência, consciência e capacidade para analisar seus atos, executar suas tarefas, planejar suas atividades e colocá-las em prática, podendo perspectivar as coisas sensíveis e elevadas opta pelo efêmero e o apologiza; cria uma realidade virtual onde o outro é coisificado, banalizado e descartado como mera mercadoria.
O homem, através das suas diferenças defronta-se com seu comportamento, pois é um ser surpreendente; sua mudança é constante, seus hábitos, costumes, crenças e culturas são mutáveis. A palavra “razão”é o que predomina em seu vocabulário. Contudo, óprta pela ação irracional.
De fato, é lamentável a forma em que o homem vive, destruindo a cada minuto, tanto de uma forma moral, como filosófica e até ética, o mundo em que vive e até seu próprio semelhante. É o mal-estar social do homem pós-moderno. Eu chamaria isso, em linguagem bem freudiana de narcisismo. O narcisismo não é somente uma fase evolutiva do desenvolvimento libidinal, mas uma “condição” do psiquismo de certos indivíduos. Quando Freud desenvolveu esse conceito, com a elaboração da segunda teoria do aparelho psíquico, propôs um estado narcísico primário (anobjetal), caracterizado pela ausência de relações com o meio, indiferenciação entre o ego e o id e as relações com o objeto. Freud coloca o narcisismo como uma etapa entre o auto-erotismo e o amor objetal. A demanda por ser amado e desejado pelo outro é uma fonte incessante na vida de cada um de nós. Mas, quando tal demanda se fixa numa relação narcísica primordial, ela vai permear o tipo de escolha narcísica como anaclítica (que depende intensamente do amor do outro para sobreviver) nas relações com o mundo exterior. Ora, o desejo de ser amado é insuperável e sadio, mas pode causar problemas (essencialmente neuróticos) se permanece o foco central das relações de um sujeito que, por sua vez, ao pretender exaurir o outro – e não podendo – transforma seu amor em ódio ao objeto. Por outro lado, se há uma dimensão narcisista no desejar o amor dos objetos, no sentido de colocar o eu no lugar daquele que é amado, há também reconhecimento que o outro tem algo de valioso, desejável pelo eu. Admitir que o eu não é completo é abrir mão de parte do narcisismo para aceitar a incompletude. Assim, demandar amor, investimento do outro, é investir esse outro com algo que se deseja porque não se tem. E isso é amar.
A letra da música “a novidade” é uma ode ao bom gosto crítico. Se o ser humano não extirpar de sua mesa farta a exploração do homem pelo homem e a corrupção do seu semelhante, talvez a própria existência humana deva ser discutida. Afinal, que espécie de peste, de praga, somos nós no universo? Qual a necessidade que se tem de descredenciar o outro com ironia e sarcasmo na perspectiva de um auto-credenciamento? Mais uma vez, em Freud: a maldade é conseqüência da frustração sexual. Dá pra entender. Aceitar é outra coisa.
escrito por: giancarlo em 1/08/2007 às 18:54
acho q eh pq eles nao sabem ler.
escrito por: Vlad- em 16/04/2007 às 20:07
até agora nenhum fã do gilberto - ex gil, veio espernear aqui nos comentários.
continua a contagem...
escrito por: Doda em 16/04/2007 às 18:35
quem é o consultor de vendas do ressaca? eu quero um!!
escrito por: xMart em 12/04/2007 às 09:56