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31 de janeiro de 2007

Mulas, laranjas e tatus #1 - A coluna policial de Ressaca Moral

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Corre à boca pequena e mal freqüentada que Chêra Rato, Pulmão Preto e Risadinha vão juntar os farrapos * Serão transferidos para uma sala mais ampla, com pia e até privada! Quem pode, pode!!! * Na semana que vem, o Dr. Heinfield Luz e Sol, Maria profere a palestra "Sexualidade: Todos temos nossas fantasias" para a ala de estupradores do presídio Olegário II, em Mossoró (RN) * O intuito é elevar a auto-estima e trabalhar conceitos como proatividade, iniciativa e habilidades do grupo, abaladas após uma chacina de rotina na terça passada * Mas o que era aquele certo detento com uma tatuagem hor-ro-ro-sa da cadelinha pintcher na bochecha?? Século vinte e um, gentee!!! * Por falar em tatoos, Morte Certa, artista gráfico do Bangu I (RJ), anuncia inovações no seu estúdio * Vai substituir as antiquadas canetas BIC pelas chinesinhas boas de bico e tem quatro desenhos novos: demônios comendo carniça, AR-15, garoto com o olho arrancado e uma bem legal da Hello Kitty. Só te digo vai lá!!! * Tem gente que parece que não se manca. A maconha do Complexo de Marituba (PA) tá só que é semente! Alôôôuu!! Será que eu vou ter que chamar o Procon??? * Tem muita gente reclamando da barulheira de um certo quarto do Presidente Bernardes (SP). É que tem um tal de Rosto Podre que parece que não sossega nas visitas íntimas. Ei, Rosto, só não vale passar gonorréia!!! * Azedou o arroz com galinha do Tibúrcio, latrocida gente fina. Dizem que ele vai pagar com a vida. Ô, maldade!!! * Muito gentil a atitude de Santana, detenta paulista que é a cara do guitarrista mexicano * Ela pede que eu entregue a orelha de um rapaz seqüestrado há 28 dias à sua família. Perdeu o endereço numa revista íntima. Pode deixar que ela vai chegar lá!!! * Não gostei da cor da nova sede da Polícia Civil em Belém (PA). Toda bege, parece um imenso capuccino. Já chega de depressão!!! * Cante: "Aqui estou mais um dia, sob o olhar sanguinário do vigia, você não sabe como é caminhar..." (Racionais MCs)

Sobe o morro: O resgate cinematográfico de Marcinho Serra Elétrica! Não bastasse os irmãos chegarem de helicóptero sem chamar a atenção dos carcereiros, ainda distribuiram peteca pros companheiros!!!

Desce o morro: A atitude infantil de Paulinho Propina, que aumentou em 10% o habeas corpus da moçada. Só te digo olha pros lados!!!


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Tibúrcio vacilou no arroz dos irmãos e agora não pode dormir de bruços. O clique vacilão é de Cristino Martins

30 de janeiro de 2007

Os filmes que eu não vi: 300

Por Cruzmaltino Bandeco

Recebi no mês passado um prestigioso convite para participar da exibição fechada e restrita de “300”, a mais nova adaptação dos trabalhos do chargista Frank Miller. A premiere, que ocorreu em um cassino nos EUA, contou com a participação de críticos renomados no mundo inteiro. Recusei o convite, entretanto, porque não sei falar inglês e fui informado de que o filme não seria dublado. Melhor assim. Pelo que conversei mais tarde com Seva Prahbu, crítico do teatro indiano com quem mantenho correspondência há anos, o filme é um desastre.

Boa parte da publicidade em torno de “300” faz referência a um de seus atores, Rodrigo Santoro. Pra quem não se lembra, Santoro é um brasileiro que se exilou em Hollywood para fugir da perseguição de crítica e público tupiniquins — ninguém o tolera. Desconfio que, em breve, precisará fugir dos Estados Unidos também. O tititi a respeito do filme tem pouco a ver com o suposto talento de Santoro: manchetes espalhadas em revistas e sites sobre a sétima e maltratada arte exaltam tão-somente a maquiagem que deixou o ator “irreconhecível”. O que é isso, uma piada? Até onde eu sei Rodrigo Santoro nunca foi reconhecido em lugar nenhum. Não é à toa que ele surge agora fantasiado de rei persa: trata-se de artimanha cínica para chamar atenção.

Em “300”, Rodrigo Santoro interpreta o tirano Xerxes, que como todo tirano precisa invadir algum país e decide que vai ser a Grécia. Um grupinho de apenas trezentos soldados espartanos, entretanto, consegue conter a fúria do ataque. É isso mesmo que você leu. Mais uma vez, Hollywood tenta nos enfiar goela abaixo uma de suas mirabolantes ficções de guerra, talvez fruto da relação mal resolvida com o Vietnã. Seva Prahbu, meu amigo indiano, ficou irritado desde que teve conhecimento dessa sinopse absurda e só não perdeu a paciência durante a exibição do filme porque ficou praticando ioga.

Apesar da irritante atuação de Rodrigo Santoro — o que não é novidade —, não se pode negar que o rapaz é esforçado. De novelas meia-boca a seriados pretensiosos sobre gente que desaparece em ilhas, passando pelo cinema mudo, já se exercitou em praticamente todas as modalidades possíveis no cinema e na televisão. E, como sabemos, jamais emplacou em qualquer uma delas. Mas já que, aparentemente, ele vai insistir na teimosia, seria uma boa idéia ele se manter irreconhecível em seus próximos trabalhos. Assim, pelo menos, ele nos poupa um grande aborrecimento.

Nota: zero.

Teste seus conhecimentos

Você reconhece Rodrigo Santoro nas imagens abaixo? Utilize os comentários para participar. As respostas corretas serão publicadas na próxima edição desta coluna. Os acertadores concorrerão a um lindo brinde.

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a) A tímida Betty, em Betty, a Feia
b) O capanga Charlie em As Panteras
c) A depravada Michelle em Rebeldes
d) O lunático Tonho da Lua em Mulheres de Areia

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a) O descontrolado Gaunter, em Fuga de Nova York
b) O descriminado Jamal, em Miami Vice
c) O descontraído O. J., em Lost
d) O destemido Darth Vader, em Guerra nas Estrelas

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a) O tirano Xerxes, em 300
b) O bonachão Lineu, em A Grande Família
c) O tarado Alemão, no BBB7
d) O dançarino Huwei, em Na Cama com Madonna

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a) O presidiário Lady Di, em Carandiru
b) O filho pródigo Sony, em O Poderoso Chefão
c) A rainha Priscilla, em Priscilla, a Rainha do Deserto
d) O jovem Mocotó, em Malhação

27 de janeiro de 2007

Intervalo: Sharon Stone, a nova musa do brega

Volta e meia as redações de jornal são invadidas por seres estranhos em busca de suas quinze linhas de fama. São universitários semijubilados com suas pastinhas vermelhas carcomidas e fios quase brancos nos cabelos protegidos por boinas puídas. Vereadores de municípios interioranos do Pará que suam às bicas, falam muito nome de instituição pública e chamam advogado de doutor. Mas são os cadernos culturais que recebem as visitas mais chinfrins.

Eu que já me vi às voltas com mulas, laranjas, presuntos e tatus em rondas policiais, agora fuço Google atrás de assuntos femininos para cobrir as férias da repórter do caderno Mulher. Do crime ao creme, como me disse um amigo. Mas foi nos meus dias de caderno cultural que conheci um homem que se dizia apaixonado pela Sharon Stone. Dino Sena, conhecido por si mesmo como o Astro de Cametá, município pobre da região do Baixo Tocantins, no Pará, e curral eleitoral do dinossauro Gerson Peres, partido pepê. Não por maldade, fiz o rapaz ficar esperando mais de uma hora enquanto me ocupava de afazeres mais urgentes.

Simpático, um tanto ingênuo e de dentes amarelados, Dino revelou ter tido uma inspiração divina, que ele descreve como "uma luz". O vendedor de farinha decidiu então que tinha talento e gravou onze CDs. Xotes, boleros, pop e o brega na sua mais tosca, mas sincera, essência. Disse ter mais 120 composições prontas, esperando apenas serem musicadas, e se impressionava de uma forma bonita com seu próprio dom. "Não sei o que me dá, sabe? A coisa vem e de repente a música está pronta." Um esforço e uma paixão que, se por um lado comovem, por outro têm o potencial de um humor involuntário único.

Daí surgiram hits como a dramática "Sharon Stone", que em tempos mais sensíveis me fariam verter lágrimas: Me dá inveja / Do Árnou Esfacenégar / O vingador do futuro / Beijando os teus lindos lábios / Amaciando teus lindos seios / Quase morro de paixão / Daquela cena de cinema / Na televisão. E ele vai além: Queria ter muita grana / Pra chegar em Hollywood / Na terra do Tio Sam / Conhecer pessoalmente / O teu símbolo sexual. O hit dá nome a um dos seis discos lançados pelo compositor em 2005. É pouca coisa. Em 2003, ele já havia composto 60 canções, 35 das quais, boleros.

Outro sucesso de Dino, "A Cadela", ao contrário do que o nome possa sugerir, é de uma singeleza ímpar: conta a história de uma menina que, de tão apegada à cachorrinha, prejudica os seus estudos e deixa aflita a mãe, até que o drama se concretiza com a morte do animal. "Agora tenho uma meta, que é lançar 25 CDs, um DVD e escrever um livro". Tudo bancado com parte do salário de R$ 300 que consegue como feirante em Cametá.

Mas, Dino, por que a Sharon? "Por que ela é uma musa, né? Ela é um símbolo sexual." Ouça Dino Sena e chore aqui.

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Dino Sena é tão fofo que dá vontade pegar no colo e levar para tomar o primeiro banho de mar. O clique fanático é de Messias Jardan

26 de janeiro de 2007

CCE lança primeiro MP3 player não-portátil do mundo

Barra do Piriri (SE) – Os salões do Charrete Clube de Barra do Piriri receberam nesta semana a primeira edição da Consumer Nordestinian Eletronics Show, novo nome da antiga Mossoró Entertainment Expo Tour. A grande expectativa era pelo lançamento do novo produto da CCE - Cavalo Chucro Eletrônicos. O anúncio do aparelho, cercado de mistério e expectativa, contou com nomes de peso para o discurso oficial: o nordestino sofrido Mateus Nacthtergaile e a atriz facialmente paralisada Betty Faria.

A novidade tem o nome de ccePode. É o primeiro MP3 player não portátil do mundo e promete revolucionar o modo como se escuta música digital. O gadget pesa aproximadamente 120 quilos e tem versões de 2, 4 e 10 megas, que podem armazenar até duas ou três músicas. “Se forem músicas pequeninas podem caber até umas cinco no aparelho de 10MB”, explica o entusiasmado Mateus Naxinstergaule, enquanto come um pastel de palmito com passas e faz laboratório para interpretar um bandido demente em formato de flor na próxima série global do núcleo de Guel Arrais.

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Todo serelepe, Mateus Nachosonthegarden demonstrava muita excitação. “Ôxi, sirvuplê, i’ve got you, eheheh”, disse logo após ser sobriamente clicado por Messias Jardan.

Betty Faria não falou com a reportagem por estar temporariamente movimentando apenas os cílios, mas não parou de piscar um só minuto ao som de seu ccePode que executava duas marchinhas de Emilinha Borba. “Militávamos juntas no mesmo grupo de senhoras bordadeiras durante a ditadura”, escreveu em uma folha de palpel almaço a rupestre atriz.

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“Arf, nerf, rouf”, balbuciava uma empolagada Betty ao buscar seu ccePode arremessado pelo seu treinador. O clique orgânico é de Messias Jardan.

Tecnicamente o ccePode tem algumas limitações: a entrada para o fone de ouvido aparentemente foi esquecida e o compartimento da bateria de caminhão que alimenta o aparelho poderia ser interno. Apesar disso, o belo design e o novo conceito de não-portabilidade deve fazer do aparelho um sucesso de vendas. “Tenho um na sala e brevemente comprarei outro para andar no carro, esse mês vou dar o lance no consórcio”, diverte-se o ator Napstergale, já se preparando para a estréia da peça onde faz o papel de um pernambucano bandido que se prostitui e fica louco.

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Um novo conceito em tocamento de emepêtrês. O higiênico clique de divulgação do ccePode é do insalubre Messias Jardan.

24 de janeiro de 2007

Vocalista do Roupa Nova faz ensaio sensual

Na cara e na coragem o pluricelular Messias Jardan produziu um ensaio inédito com o vocalista da banda mais secular da América do Sul. Em primeira mão, o Ressaca Moral antecipa as fotos que irão sair na edição de fevereiro da revista Pequenas Empresas Grandes Negócios. O texto das fotos é de Marcelo Camelo com narração de Cid Moreira.

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"A vida é um milhão de novos começos, movidos pelo desafio sempre novo de viver e fazer todo sonho brilhar."

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"O mundo seria perfeito... se todo dia fosse sábado, se toda noite tivesse festa, se toda cidade fosse praia, se todo mar fizesse onda, se toda estação fosse verão, se todo amigo fosse um irmão, se toda namorada fosse fiel, se toda música nos fizesse refletir, se todo céu tivesse estrela, se toda mulher fosse uma Liv Tyler, se todo feriado fosse carnaval, e se em todos os chats a gente encontrasse alguém interessante para teclar..."

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"Como seria satisfatório viver sem remorsos, poder a cada instante enfrentar a própria mente e trazer à memória o bem que se fez aos semelhantes, não achando na própria conduta senão objetos agradáveis e plausíveis."

Exclusivo: Ressaca Moral ensina como fazer uma música do Roupa Nova!

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No esquema acima, o ilustrador Francesco Jardan, o primo criado com a vó do nosso intrépido Messias Jardan, ensina o caminho das pedras e revela como a banda vitalícia Roupa Nova compõe os seus sucessos. Foi com esse método que o grupo de músicos e consumidores de Instant Hair Plus pariu clássicos como "Mãe Menininha", do célebre refrão "ah, minha mãe/minha mãe menininha/ah, minha mãe/menininha do Gantois"; "Ai, Moreno"; "ai, moreno/ai, moreno/ai, moreenooo"; "Sou Caipiria Pira Pora" e "Menino da Porteira". "Esses caras têm tanto dinheiro por causa dessa porra que tão é limpando a bunda com dólar", declarou Herberto Maranguape, um mendigo que mora nas imediações das catacumbas onde, entre uma turnê e outra, repousam Klebérson Horsth, Kiko, Nando, Paulinho e Ricardo, mais conhecidos pelas gordinhas presidentes de fã-clubes como "Os meninos do Roupa".

23 de janeiro de 2007

EXCLUSIVO: Um dia com Roupa Nova

A reportagem de Ressaca Moral aceitou o desafio de passar um dia com a banda vitalícia Roupa Nova. Os detalhes você confere a seguir.

7:00 - Chegamos à casa de Serginho, baterista da banda geriátrica Roupa Nova. Na sala de estar, envolvidos por um plotter da Madonna e muitos pufes, tomamos café da manhã. É quando Serginho recebe o primeiro telefonema do dia. Seu Olegário, saxofonista do grupo, avisa que não vai poder participar do show dessa noite por questões familiares. Serginho está aflito: sem Olegário, serão apenas 12 saxofones no palco. O baterista continua seu café e adia uma solução para depois. Pergunta ao filho de 8 anos o resultado do clássico Rexona x Leite Moça. Convoca a família para uma dinâmica de grupo com grãozinhos de arroz. Todos saem ganhando.

7:30 - O clima pesa quando Serginho decide nos apresentar seu guarda-roupa e se dá conta de que sua mulher jogou fora o sapato velho de que ele gosta. Visivelmente transtornado, puxa uma discussão feia com Iracilde. “Você lembra, lembra, naquele tempo eu tinha estrelas nos olhos, um jeito de herói!”, agride Serginho. Iracilde, mulher de traços fortes e o rosto da filha tatuado na barriga, não deixa por menos: “Não levanto, não me escondo, porque sei que és minha!” O ambiente fica ainda mais carregado com a chegada do gato Flávio, animal de estimação da família, que anda aborrecido com algumas questões noturnas. Serginho se levanta e bate a porta, colocando antes um paninho pra não fazer barulho.

9:00 - Uma pequena reunião de negócios aglutina 62 integrantes da banda em um estádio municipal, ninguém saiu ferido. Serginho dá a má notícia ao grupo e todos ficam desolados, já que precisarão contratar mais um músico, gerando uma despesa de 1/72 sobre o cachê. Peço a Paulinho que me defina qual é exatamente o som que o Roupa Nova faz, mas ele pede licença, pois ficara sabendo minutos antes que a avó havia sofrido uma combustão espontânea enquanto empinava uma pipa e precisava ajudá-la

11:42 - No bandejão das Organizações Roupa Nova (ORROR), 321 pessoas comem freneticamente. São músicos, integrantes, roadies, iluminadores e psiquiatras que ajudam a manter funcionando esse monstro que é o Serginho do Roupa Nova. Após a refeição, tem início o primeiro ensaio da semana. Paulinho, Kiko e Ricardo me apresentam uma nova canção da banda, uma música diferente e que desta vez fala de amor, paixão, ilusão e perda. Quatro pessoas posicionadas próximas à caixa de som ficam gravemente feridas com a letra do hit.

15:00 - Os músicos dão uma pausa no ensaio e se deparam com um grupo de skinheads, que atira objetos contra o galpão. Os integrantes se mantêm calmos, preferem ignorar a postura rebelde e desrespeitosa dessa tribo urbana selvagem e violenta. Evangélicos que assistiam à cena também decidem atirar pedras no galpão.

19:27 - Um mega-show em Mossoró (RN), com Titãs, Roupa Nova e Cordel do Fogo Encantado, reúne cerca de 4 mil músicos em cima do palco. O show beneficente em favor da Avermes (Associação das Vítimas de Erros Médicos) marca sua premiação como entidade de sigla mais bonita do mundo. A banda registra dois enfartes e um AVC.

23:00 - No hotel, a banda contabiliza o cachê e o divide em 215 partes. É hora de colher os louros, mas os músicos esperam que uma multidão enfurecida pare de quebrar os instrumentos. Dizendo-se presidente de um fã-clube, uma gordinha com espinhas no rosto e faixa na cabeça rouba os remédios da banda, deixando seus integrantes desesperados. Uma groupie de 82 anos revela ter transado com metade do Roupa Nova na adolescência e ganha a atenção da imprensa. Seu nome é Dona.


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Em Mossoró (RN), os integrantes do Roupa Nova recebem o Disco de Carvão, o 243° na carreira da banda. O Roupa Nova também é a banda com o maior número de discos de elementos da tabela periódica, com 6 Discos de Bário, 8 de Enxofre, 60 de zircônio, 2 háfnio, 4 de ruterfórdio e 1 de floüerhùiam. O clique a go-go é de Messias Jardan

22 de janeiro de 2007

Saúde: pesquisa revela que Roupa Nova faz mal para a pele

Araçá Bonito (Piauí) - Pesquisadores da Universidade Federal de Araçá Bonito (Ufedarrabo) divulgaram recentemente uma pesquisa em que apontam os discos da banda e time de bocha Roupa Nova como uma das maiores causas dos problemas de pele e doenças endêmicas no interior do Brasil. Enquanto batia um creme de siriguela para vender na quermesse da igreja de Nossa Senhora do Saci Lambão, localizada na praça-matriz de Araçá Bonito, o pesquisador-chefe da Ufedarrabo - Eronaldo Barranqueiras, mais conhecido na cidade como "Senta-Corno" - divulgou que o excesso de músicas da banda Roupa Nova pode trazer sérias consequências para as cútis mais sensíveis. "Rapá, esse trem de Roupa Nova é danado da muléstia. Só aqui na cidade já teve duas que perderam o noivado depois de ouvir um disco deles e ficar com bicheira no xibiú. Nem xarope castanhôdo deu jeito", explicou Eronaldo antes de virar uma dose de cachaça e ameaçar com uma peixeira um comerciante que veio lhe cobrar um papagaio vencido.

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Após ouvir todo o disco acústico do Roupa Nova, Genebaldo Magela, filho de Anfrosino Magela, dono do único posto de gasolina de Araçá Bonito, acordou com essa estranha mancha no ombro direito. Atualmente, o garoto está em tratamento nos Estados Unidos, pago com o dinheiro que seu pai levantou vendendo duas cabras, uma amante e um retrato autografado do Biro-Biro. "Passa Micosina, diabo!", gritou Messias Jardan antes de fazer o inoxidável click

19 de janeiro de 2007

Rio de Janeiro organiza um Pan-americano para abrigar show do Roupa Nova

Rio de Janeiro (fevereiro e março, alô alô Realengo) - A sociedade civil carioca está em ebulição por causa do anúncio de um acréscimo na verba para as obras do Pan-americano desse ano na Cidade Maravilhosa. Tudo porque os Rolling Stones não concordaram em voltar ao país para mais um show. Com isso, sobrou para a mega banda Roupa Nova a responsabilidade de se apresentar na abertura do evento esportivo. A mudança fez com que o cachê triplicasse e que um outro local fosse escolhido para o show. Como a orla carioca tem espaço insuficiente para abrigar uma ínfima parte dos fãs da banda a saída foi evacuar a Ilha do Governador para que lá fosse construído um hiper palco para abrigar 62 artistas. Os outros 43 componentes do RN não estarão presentes.

Os moradores da Ilha do Governador chegaram a ensaiar um protesto, afirmando que melhor seria um show em Niterói já que lá também não tem nada que presta. No entanto, para o azar deles, as autoridades contrataram a entidade mais organizada do estado para tomar a frente das ações. Com isso, bastaram três ônibus queimados e umas sete bombas jogadas nas ruas para que o Comando Vermelho acabasse com a balbúrdia na ilha.

O drama maior ficou para os menos abastados. Retirante nordestina que errou o caminho para São Paulo, Elba Ramalho Pantoja dos Remédios era só indignação ao ser despejada para que todo o seu bairro fosse demolido para a construção de uma fileira de banheiros químicos para os membros do Roupa Nova. "Isso é uma vergonha. Vim para cá para em busca de uma vida melhor pra mim e meus meninos e me acontece isso. Agora nem quero mais pensar nisso. Eu só quero clarear. Quando não houver mais amor nem mais nada a fazer, nunca é tarde pra lembrar que o sol está solto em você", desabafou a paraíba.

O banqueiro do jogo do bicho boliviano Pablo Consuelo foi além. Antes de ser despejado e de dar o resultado do Corujão (deu avestruz na cabeça) ele deixou claro para os fiscais do governo do estado e do Comando Vermelho que se achava o dono do pedaço. "Yo soy el dueño de esos traicioneros sueños, siempre verdaderos. Dueño de esos animales", afirmou. Depois ele descreveu como foi acordado para deixar sua casa. "Ta, ta, ta, golpean la puerta, no precisas ver quien es. Para sentir la impaciencia de tu pulso de mujer", completou, referindo-se a Magdalena Melchior, advogada do CV que estava com a ordem de despejo.

A revolta só terminou quando os moradores do distrito carioca ouviram os primeiro acordes da passagem de som do Roupa Nova, que por causa da quantidade de integrantes e da profusão de sucessos começa seis meses antes. Quando começou Whisky à Go-Go já estava todo mundo dançando.

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Os Rolling Stones decidiram de última hora não vir mais ao Brasil. Segundo o médico geriatra da banda, eles preferiram posar para as lentes do renomado Messias Jardan enquanto faziam uma performance em prol dos nativos americanos no Estado de Dakota do Norte. Em destaque o flagrante de Mick Jagger em ação com as peles vermelhas.

18 de janeiro de 2007

Marginais desfilam cabelo roubado

Rio (Continua Lindo) - A Polícia carioca investiga a suposta ocorrência de um fato tenebroso na noite de ontem, durante um evento musical para idosos, na favela do Complexo de Édipo, no Rio de Janeiro. Bandidos que roubaram o cabelo de uma vendedora na última terça-feira (16) durante um assalto de rotina a um ônibus estariam desfilando impunemente o produto do crime nas imediações do show, sob o olhar aterrorizado de vítimas da banda vitalícia Roupa Nova. Cinco homens encapuzados foram flagrados cantando músicas do grupo, enquanto o adolescente J.O.A.O, vulgo "Ivete", 16 anos, exibia um cabelo lindo, submetido a luzes marcantes e mechas búlgaras com detalhes em purchè.

Duas pessoas foram detidas por atentato violento ao pudor depois que a canção "A Viagem" foi executada sem aviso prévio, mas os moradores do complexo negaram-se a falar com a imprensa por estarem todos tristes e se achando feios e piores que os outros. "Sem essa de caô! Aqui o pessoal é tudo compexlado", afirma um estudante de apelido "Falcão", que exigiu R$ 200 para dar a informação.

Essa não é a primeira vez que "Ivete" surpreende os moradores do complexo. No ano passado, ele foi visto em um baile funk com uma calça da Gang seminova e um CD do Coldplay. Ninguém ficou ferido.

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OUSADIA: Segundo testemunhas, "Ivete" se aproveita do complexo de moradores do complexo para arrasar. O clique invejoso é de Messias Jardan

16 de janeiro de 2007

Roupas Novas são vistos nos céus da Califórnia

Mossorow (CA) – Uma sexta-feira como outra qualquer no O'Rourke Ranch na pequena cidade de Make My Day, condado de Mossorow, Califórnia. Ao final da tarde, após satisfazer suas necessidades fisiológicas ovinas, o pastor William McJacobs avistou uma luz azul no céu alaranjado do deserto. "Clarear, baby, clarear" cantava a luz, segundo McJacobs. "Naquele momento pensei: oh, Deus, homem, o que faço aqui? Corri em direção ao celeiro, mas quando tranquei a porta a luz estava lá dentro e continuava a cantar 'um pouco de luz nessa vida, um pouco de luz em você', por Deus, parecia um maldito coral de homens de meia idade". Após o incidente no celeiro, o pastor desmaiou e foi acordado já pela equipe de paramédicos no Sgt. Peppers Hospital no centro de Michael Bolton, cidade próxima de Make My Day.

Segundo o xerife O'Riley do condado vizinho de Tetrapak Package, o pastor já foi detido várias vezes por causar distúrbios públicos devidos a embriaguez. "Já o vi alucinado diversas vezes, mas agora a coisa parece mais séria. Não sei o que diabos pode ter acontecido naquele celeiro, mas por Deus, deve ter sido chato pra caralho", resigna-se a autoridade policial.

Martin Oldshoe, roupanovólogo ouvido por Ressaca Moral, explica que os avistamentos de Roupas Novas são muito comuns naquela região da Califórnia. "Ainda não sabemos as causas do aumento do número de aparições, mas particularmente desconfio que seja uma tentativa de contato forçado da banda com o público". Perguntado sobre o que fazer em caso de contato imediato de último grau com um Roupa Nova, Oldshoe aconselha "não tentar fugir ou reagir de maneira agressiva, pois a música tem o que chamamos de efeito dona e pode acabar se instalando definitivamente na mente da vítima causando danos irreversíveis às faculdades mentais do indivíduo". Ainda segundo o roupanovólogo, o melhor a fazer é tentar ocupar os pensamentos com abstrações até o fim do ataque. "Um agricultor do Colorado imaginou galinhas d'Angola vestidas de Alcione e teve apenas uma leve caganeira no outro dia", relata Oldshoe.

William McJacobs ainda está internado e sem previsão de alta. O último boletim médico diz que seu estado físico geral é bom, mas ao menos duas vezes por dia ele tem alucinações onde imagina ser um compositor de sucessos populares. "Ele escreve músicas e depois exige cantá-las para o pessoal de serviços gerais do hospital e também para as cozinheiras", relata Sarah McDouglas, médica responsável pelo paciente.

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Bobby Rahal é um ex-piloto de fórmula Indy que possui um nome muito bacana de pronuciar (bóbe rêi-ráu). Messias Jardan não possui a mesma sonoridade, mas exibe garbo e maestria neste abissal clique de 1972 da banda musical e fenômeno parapsicológico Roupa Nova..

13 de janeiro de 2007

Roupa Nova faz show beneficente para vítimas do buraco

Marginal Pinheiros (SP) — A banda vitalícia Roupa Nova será a primeira das muitas atrações programadas para o festival que deve arrecadar fundos para as vítimas do buraco que se formou em São Paulo. Organizadores do evento explicam que, diante de tragédia sem paralelo na engenharia civil brasileira, foi necessário organizar tudo às pressas. “Aí não teve jeito, só tinha a Rita Cadillac e o Roupa Nova. Preferimos o pessoal do Roupa [Nova], que cobrou cachê bem mais baixo”, admite Joseph MacNamara, síndico do buraco. A organização programa também um desfile de Dercy Gonçalves vestida de Viúva Porcina, personagem da novela Roque Santeiro bastante associada a uma das canções da banda. Dercy aguarda apenas liberação de seu médico para participar da festa. “O filho da puta tá enrolando com meu exame de diabetes faz um caralho de tempo. Mas foda-se, se ele barrar eu vou pra essa porra assim mesmo”, ameaça a longeva atriz.

matt.jpgDercy: “Buraco é comigo mesma”
Embora a formação do buraco ainda não seja assunto esclarecido — tudo o que se sabe é que ele engoliu alguns distraídos que passeavam pelo local — os integrantes do Roupa Nova acreditam que seu show deverá ajudar de forma decisiva as vítimas do acidente. “De que adianta buscar culpados? O que importa é a beleza do amor. Não há pedras no caminho, não há ondas no teu mar. Não há vento ou tempestade que te impeça de voar”, acredita Jason Richard, roadie recém-contratado pela banda em regime de experiência.

Cantando juntos há décadas, tendo percorrido todos os rincões do País, os integrantes do Roupa Nova refutam as acusações de que tenham aceitado participar do evento “só pra tirar um troco”, como alegam alguns moradores do buraco contrários à sua contratação. “Nossos corações são muito maiores que nossos bolsos”, afirma um dos dezesseis tecladistas do grupo. A maior parte do público, entretanto, não está preocupada com questões financeiras. “Adoro novela, adoro o Roupa Nova. Eu tatuei na minha batata da perna a letra daquela música ‘nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia’, sabe?”, empolga-se a dona de casa Miriam Uq, sócia remida do Clube dos Fã-Clubes de São Paulo. Miriam, que atualmente não tem onde morar, já que sua casa foi engolida pelo buraco, considera-se “realmente feliz” pela oportunidade de ver o Roupa Nova tocar. “Se cada buraco que se formar eles vierem, isso aqui pode virar um queijo suíço que eu vou adorar”, brinca, enquanto exibe as fraturas expostas causada pelos tremores ocorridos durante a formação do buraco.

Serviço:
Apresentação da banda Roupa Nova
(presença ainda não confirmada da atriz Dercy Gonçalves)
Dia 14 de janeiro, dentro do buraco (cerca de 38 metros de profundidade), às 8:00
Ingressos: R$ 4,50
Promoção: Moradores do buraco que provarem que sua casa foi destruída pagam apenas R$ 1,50
Obs: levar capa de chuva

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Rodrigo Santoro, astro catapultado do Projac para Hollywood, não se fez de rogado e já garantiu presença no Festival do Buraco. “Pelo menos nessa festa sei que não vão me barrar”, brinca. Na foto, Santoro toma chá de sirigüela durante a pausa na busca por sobreviventes. “Não encontrei ninguém. Foi bom, porque também não precisei falar nada”, explica. O clique das profundezas é de Messias Jardan.

12 de janeiro de 2007

Roupa Nova: agenda de shows

25/01 – Erivan’s Pet Shop – Catanduva-SP
Show em comemoração ao terceiro aniversário da Confraria dos Animais Fora de Moda (CONAFOM). Presenças confirmadas de Pastor Alemão, Soldadinho, Porquinho da Índia e Embuá.

27/01 – Lavajato São Francisco - Ourinhos-SP
Enquanto a equipe 100% do Lavajato São Francisco cuida do carrão do papai, a família toda se diverte na lanchonete com muita pipoca, algodão doce e whisky à go-go. Carro pequeno: R$10,00, perua e picape: R$15,00.

04/02 – Arena Mercadinho Joá – Mossoró-RN
Show integrante do festival 1º Agito Forróck. O passaporte para os 8 dias custa R$9,00 mais um quilo de alimento não-perecível (menos sal e arroz agulhinha). Ingresso somente para o dia do Roupa: R$2,00 (com nome na lista, homens free até às 2h).

07/02 – Entroncamento – Belém-PA
Inauguração oficial do primeiro túnel rodoviário alagável do país. O conjunto também receberá a placa de bronze referente ao terceiro lugar no concurso internacional World’s Worst Band Names, promovido pela ONG Hey Zamba Estoy Here da rainha Jimba da Bélgica. Traga sua bóia ou canoa.

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Doido para cair na estrada, o Roupa Nova estréia em sua turnê exclusivas togas alcochoadas desenvolvidas pelo estilista Mimi Pandolfo. Messias Jardan, retratista que não abre mão de um belo sapato velho, é o autor do pernóstico clique.

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