Pandolfo, Thomaz. RH. Sua vida. Episódio I

Durante a semana Thomaz Pandolfo acorda pontualmente às 6:30. Nos sábados se dá ao luxo de dormir até às 8:00. Aos Domingos ele acorda às 7:00 para ler o jornal, mas geralmente cochila no sofá durante a manhã enquanto assiste aos desafios internacionais de esportes irrelevantes envolvendo Brasil X outro país.

Pandolfo é pontual e responsável como todo bom funcionário de RH. Ele trabalha no departamento há 5 anos, desde que se formou aos 28 em Administração de Empresas com Ênfase em Comércio Exterior. Estudou em uma dessas faculdades particulares de sigla estranha e logomarca em fonte itálica não-serifada.

Thomaz chega ao trabalho pontualmente às 9:00. É saudado com gracejos por todas as colegas - é o único homem de sua seção. Gisele, Carol, Ana Flávia, cada uma tem um jeito diferente de cumprimentá-lo. Mas é Ana Flávia quem lhe oferece um copinho de café - "Acabei de preparar" - e lhe entrega o primeiro desafio de todos os dias: a lista de aniversariantes.

Thomaz foi criado em família humilde. Seu pai abandonou a mãe e os quatro filhos antes mesmo que ele tivesse oportunidade de conhecê-lo. Aprendeu a se virar sozinho e a valorizar cada oportunidade que recebe. É por isso que se dedica com tanto afinco a cada pequena tarefa de que é incubido. "É pra já", responde Thomaz a Ana Flávia. Abre o Word e, minuciosamente, começa a digitar. "A... ni... ver... sa... ri... an... tes". Gaba-se de jamais precisar usar o corretor ortográfico.

Às 11:00 os problemas já se acumulam sobre a mesa de Pandolfo. Além de não estar conseguindo descobrir a data de aniversário de Luís Augusto Barineu, o novo estagiário do marketing, chega também a informação de que o aviso para não urinar fora do vaso foi estupidamente arrancado do banheiro masculino do terceiro andar.

“Foi coisa do pessoal da contabilidade”, ele conjectura para si mesmo com uma certeza profunda, mas que poderá revelar somente após concluir as investigações. “Eles pagarão por isso”, fala baixinho em maquiavélico tom.

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Uma das grandes aventuras de Thomaz Pandolfo foi quando ele saiu fantasiado, no carnaval de 98, de Português da Padaria. Estava com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, mas depois de beber umas e outras atingiu um dos pontos máximos da transgressão social para um funcionário de RH: cantou Robocop Gay, depois de 5 latinhas de cerveja que o deixaram pra lá de Bagdá. O clique mesopotâmico é de Messias Jardan, fotógrafo e gente, com G maiúsculo.

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Comentários

Oh céus!!
Será q ele é amigo do meu chefe??

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