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31 de agosto de 2006

O humor tarado de Paulo Emmanuel

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O cartunista paraense dá provas de sua criatividade e de sua verve tarada em "Silicone", sua primeira contribuição ao Ressaca Moral.

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Crescimento de Eymael anima comitê de campanha

Plutão - A semana começou agitada no quartel general do PSDC, partido do candidato à presidência José Maria Eymael. A notícia que movimentava dez entre dez rodas de conversa — embora o comitê tenha apenas três funcionários — era a do fabuloso crescimento das intenções de voto no candidato. De acordo com as pesquisas mais recentes, Eymael saltou de 0,2% para 0,4% em apenas sessenta dias. O candidato, que tem o apoio das Organizações Ressaca Moral, anda animado. “Nunca estive tão bem numa eleição”, comemora.

Pelas ruas das cidades brasileiras, a notícia ecoa e dá nova feição à campanha presidencial. “Há vinte anos voto no Eymael pra tudo. Dessa vez vai”, acredita a dona de casa Solange Fifi, de Diadema, na Enorme São Paulo. “A música dele nunca muda, é a única que eu consigo aprender. Ê, ê, Eymael...”, cantarola. Em Mossoró (RN), um showmício atravessou a tarde e reuniu cerca de 18 pessoas em apoio a Eymael. O agricultor Vladisvlak José, que caminhou por cerca de doze horas de sua lavoura até o centro da cidade para ouvir as propostas do candidato, é um dos eleitores que optou por Eymael. “Andei pra peste pra ver o cabra falar”, diz, emocionado. “Eu pensava que ele era o Moacir Franco. Mas já que eu vim até aqui vou votar nele”, garante.

Em Altamira (PA), o comício de Eymael durou pouco mais de dez minutos. No final, quando o candidato se colocou à disposição para perguntas sobre seu programa de governo, uma dona de casa protestou. “Ele tá usando uma meia marrom e uma preta”, apontava Hercilourdes Frias, 75 anos. Já a aposentada Basiléia Gibraltar, 82 anos, aplaudia cada gesto do candidato. “Bote fé no velhinho, o velhinho é demais”, cantava. A animação ficou por conta do show dos irmãos mímicos Otacílio e Jesus Clay, foragidos de uma cadeia em Manaus. “Nós vamos votar no Eymael. Ele é um homem bom”, diz Otacílio. “A gente não tem dinheiro nem lugar pra dormir. O pessoal do ônibus do Eymael pelo menos dá batata frita pra gente. Ele vai fazer muito mais pelo Brasil”, aposta Jesus Clay.

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Por todo o Brasil, dezenas de pessoas organizam festas em apoio a Eymael. Em Mucuralândia (SE), a descontração dos militantes chamou a atenção de Messias Jardan, que está indeciso entre Luciano Bivar e José Maria Eymael.

29 de agosto de 2006

Em definitivo: Ressaca Moral anuncia apoio a Eymael

Brasília (Planam S.A.) - Após uma reunião de doze horas junto a todos os seus funcionários, colaboradores e fãs mulheres sem buço, o núcleo diretor de Ressaca Moral optou pela candidatura de José Maria Eymael (PSDC, não sabemos o significado da sigla) à presidência do Brasil. Gaúcho do Rio Grande do Sul, Eymael, 114 anos, cumpriu todos os critérios estabelecidos pelo especialista em se vestir de branco pedindo paz e coordenador político de Ressaca, Wilson Cremonese.

Eymael venceu as categorias "Jingle que dá mais saudade" (posto antes ocupado pelo velhinho Ulysses Guimarães), "Olhar mais fofo do horário eleitoral" e "Perseverança cega". Pesou também o nome do político na escolha de Ressaca, já que Eymael tem "Maria" em seu sobrenome, fator considerado decisivo pelo numerólogo, psiquiatra e tecladista Heinfield Luz e Sol, Maria, colunista deste site.

José Maria Eymael é casado, gosta da cor vermelha e nunca deu beijo selinho em homem. Trabalhou desde cedo para ajudar a família, chegando a passar fome por não gostar de dobradinha, o prato preferido de sua mãe. Em 1985, como candidato pelo PDC (Partido Democrata Cristão), disputou a Prefeitura de São Paulo, perdendo por apenas 93% de diferença de votos. Quatro anos depois, entrou no certame para a presidência do Brasil e só não venceu porque, naquele ano, criança não podia votar. Pesquisa do Ibope realizada à época junto ao público infantil mostrou que 103% das crianças não só admiravam Eymael, como sabiam sua música de cor e salteado.

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"Ei, ei, Eymael / Um democrata cristão / Para presidente do Brasil / Queremos Eymael / Pela família e pela nação." Perfeito por excelência, o jingle de Eymael - aqui reproduzido pelo amolador de facas e cartunista paraense Waldez - pode ser reduzido à sua primeira frase, que todos entendem.

A Turma da Mônica já não é mais a mesma

Não conheço o autor. Quem me passou foi o Pablo. Vale uma conferida.

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Políticos que temos que aturar no horário eleitoral

O zerado - Não manja nada de política, mal sabe quais as verdadeiras atribuições de um deputado e só sabe dizer que vai trabalhar por "saúde, educação e emprego". Como não tem um passado político consistente, limita-se a enfileirar o seu parco currículo. Foi assessor de infra-estrutura da associação dos jogadores de celotex do Baixo Amazonas, trabalhou na comissão de merenda escolar de Alcides Tremembé e pegou malária cinco vezes quando era voluntário do Projeto Rondon. Nunca se elege. De vez em quando é visto andando debaixo do sol quente indo para alguma reunião de sindicato.

O sem-vergonha - Apoiou a Ditadura Militar nos anos 60, discursou a favor da Nova República nos anos 80 e desceu a rampa com Fernando Collor nos anos 90. Agora aparece na televisão discursando contra a corrupção mesmo que esteja respondendo a alguns processos por aí. Nunca apresentou um projeto decente. Não promete nada, apenas apela para a confiança do eleitor em quem há anos luta pelos seus direitos, seja lá o que isso queira dizer. Se veste mal e é cafona. Alguns usam bigodinho.

O religioso - Para ele, uma eleição é uma missão divina tão séria quanto a Cruzada Albigense ou a reconquista do Templo de Salomão. Apela para santos, anjos, trechos da Bíblia, Jesus Cristo e os milagres da Virgem de Fátima. Se dependesse dele a eleição seria resolvida com algum tipo de revelação esotérica aos moldes da conversão do imperador Constantino na Batalha da Ponte Mílvia. Só que, ao invés de uma cruz em chamas com a inscrição "IN HOC SIGNO VINCES", veríamos no céu algo como "Vote em Amiraldo Sussuarana - O Candidato do Senhor - PJM - Partido do Jesus Menino".

O radical -Quer romper com o FMI, com o Banco Central, com a ABNT, com o Google e com a Lei da Gravidade. Gosta de discursar contra a "política neoliberal de Luiz Inácio Lula da Silva" (antes era FHC). Apoia o Hezbolah, Fidel Castro, Hugo Chavez e qualquer coisa que vá contra o imperalismo ianque, mesmo que seja meia-dúzia de estudantes secundaristas protestando em frente a uma lanchonete do McDonalds. Se for mulher, nos seus comícios costuma tocar "Maria Maria", de Milton Nascimento.

O linha-dura - É a favor da pena de morte, da Ditadura Militar e da volta da Censura. Acredita que Hugo Chavez é o Anticristo e Lula um comunista financiado pelo ouro de Moscou. Às vezes se elege, mas seus projetos polêmicos nunca são aprovados. Quando a família foi lhe visitar no Dia dos Pais, deu um cascudo em um dos netos porque o flagrou assistindo a um clip do Charlie Brown Jr na televisão. Para ele, tudo o que não foi feito de 1968 para baixo é coisa de veado ou de comunista. Às vezes dos dois.

Colaborou Rafael Guedes

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Às margens da Pajuçara, Paulinho Catatau, candidato a deputado estadual pelo Partido do Jesus Menino (PJM), sentou e chorou. Caso seja eleito, ele pretende implantar um projeto criando o Dia Nacional da Beata Esclerosada. Messias Jardan, que tem no quarto um poster autografado de Frei Damião, rezou um terço antes de fazer o paisagístico click.

24 de agosto de 2006

As mentiras que se contam

A relação entre homens e mulheres é algo que está no mesmo rol dos afluentes das margens do Rio Amazonas ou o valor da letra Pi, ou seja, ninguém sabe. Geralmente a gente aprende algumas coisas, mas nunca o suficiente para ser uma sumidade no assunto. Mas, têm algumas coisas que de tão óbvias a gente imagina que todos já as conheçam, ou pelo menos qualquer um que já tenha tido algum tipo de relacionamento. Mentiras, farsas e dissimulações fazem parte da corte. Não tem homem que não faça qualquer coisa para uma mulher abaixar a calçola. Uma mulher usa de todo seu charme e persuasão para deixar o homem a seus pés e, de preferência, com o brinquedo de armar pronto para o de encaixar. Não tem erro.

Dia desses eu e uns amigos comentávamos sobre esse assunto e uma das presentes se indignou. Rodou a baiana, falou mais alto que o normal e dizia não acreditar sobre o que se conversava. O que falávamos era sobre rejeição e como ela tem resultados diferentes. Geralmente, o sofrimento permeia um fora, mas, muitas vezes essa rejeição só faz aumentar o querer. O cara passa a noite olhando a menina, quando a coragem chega com a quinta dose e finalmente vai para a abordagem ela nem te olha: não tem jeito, a gente fica com mais vontade ainda. A menina fita um figura, vai de cara (mulheres são sempre mais confiantes) e leva um pé na bunda: é batata, ela fica doida de um jeito que o tal pode virar uma obsessão.

Rejeitados, ficamos de quatro pela pessoa. Homem ou mulher, não faz diferença. O que a pessoa em questão, a garota que disse ou fingiu não conhecer essa regra básica, mais se indignou foi da capacidade das pessoas serem manipuladoras. Às vezes fingimos uma expressão de "não tô nem aí" para não dar muito mole. Deixa a pessoa de lado para que ela não se sinta o máximo. Ao contrário, ela se sente o mínimo e passa a te querer mais ainda. É natural que se rejeite num primeiro momento para se colher muito mais no futuro. Normal, também, que se faça isso assim como é já ter passado por igual situação.

"Quer dizer que os homens fazem isso para depois ficarem com as mulheres rejeitadas com mais facilidade?". Claro, assim como as mulheres fazem o mesmo. E, o que é mais extraordinário, é que de antemão a gente sabe disso e, mesmo assim, não conseguimos escapar dessa armadilha.

Eu fui rejeitado recentemente e não fiquei me lamentando.

Ah, se ela me desse bola!

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Tem gente que não sabe lidar direito com um pé na bunda. Acima, o flagrante feito pelo sempre atento Messias Jardan. Na ocasião o machão aí recebeu um não bem na cara. Atordoado, quis ouvir novamente e quem lhe repetiu foi o amigo: "Ela disse nãoooooooooooo...".

21 de agosto de 2006

Coisas que chamaram minha atenção nos últimos tempos

Vanusa na Ana Maria Braga
Vanusa é uma dessas artistas que precisam de explicação após uma citação. Caso você não leia “a cantora” logo após seu nome, a informação perderá o sentido para a imensa maioria dos leitores. Enfim, Vanusa, a cantora, apresentou-se (é modo de dizer, na verdade ela dublou-se) no programa de Ana Maria Braga no último dia 21 de julho (eu guardei a data devido ao choque e, principalmente, porque era apenas meu terceiro dia em nova empresa e eu estava tomando um café horroroso na padaria ao lado do prédio onde trabalho). Ao final do programa, a mãe de Rafael Vanucci presenteou a audiência com uma versão de “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones” (provavelmente a música com o título mais auto-explicativo da história). Além do momento no mínimo inusitado, o mais horripilante foi testemunhar Vanusa fazendo com as mãos o gesto de metralhadora sendo disparada durante a trecho “...a mesma nota ra-tá-tá-tá...”. Assustado, subi para trabalhar, mas não sem antes pensar em como eu cresceria traumatizado caso tivesse vivido o auge do sucesso da cantora e também presenciado a primeira versão do hit em questão na interpretação de “Os Incríveis” (já vi o clipe original, não aconselho para cardíacos e nem assistir depois do almoço).


Iolanda no rádio
Chico Buarque é realmente capaz de tudo. Inclusive de compor uma chatice sem tamanho como “Iolanda”. As pessoas têm vergonha de admitir que não gostam dessa porcaria porque criticar o Chico no Brasil é tão grave quanto ser a favor da liberdade de expressão na China. O pior é que uma desgraça nunca vem sozinha, então Buarque de Holanda resolveu chamar Simone para cometer com ele a versão mais conhecida da música. E, novamente ao tomar café próximo da empresa, sou obrigado a escutar no som ambiente a dupla golpeando duramente meus ouvidos e tentando inflar minha bolsa escrotal a todo custo. Mas não é qualquer droga que me derruba após uma infância sem TV a cabo e uma adolescência nos anos 90 sendo bombardeado por axé e pagode (meu medo é que durante o próximo café da manhã eu tenha de enfrentar “Cio da Terra” com Chico e Milton, covardia sem tamanho).

Polêmicas de Manoel Carlos
Não vi nenhum capítulo da nova mesma história de sempre de Manoel Carlos, meu médico pediu que eu evitasse Regina Duarte. Mas além da própria Regina, o muito irritante em uma novela são os círculos de ignorância que uma ela cria: a globo leva a sério o que faz promovendo em excesso a obra e as “polêmicas” que nela serão exibidas, ou seja, como o maior veículo de comunicação do país eleva ao patamar de seriedade qualquer baboseira que produz, logo, a “sociedade” e “representações” da mesma sentem-se à vontade para também reagir à trama de maneira séria. E tome indignação popular, protesto de ONGs obscuras, depoimentos de personalidades, etc, etc. As maiores desgraças da humanidade foram e ainda são causadas por pessoas que se levam a sério e, levar a sério, pior que isso, transformar no maior fórum de discussão nacional folhetins que reproduzem basicamente o mesmo enredo desde sua invenção é algo no mínimo preocupante. Ok, confesso que assisti no You Tube a cena onde a Arósio mostra o que já deveria ter mostrado antes em alguma Playboy. Nice tits.

Meu embasbacamento perante o You Tube
Já que toquei no assunto, ando impressionado com as proporções tomadas pelo You Tube. Há uns 6 meses você recebia um ou outro link de algum vídeo postado por lá e de vez em quando até se aventurava em fazer uma busca por áreas de seu interesse, mas o crescimento que a coisa atingiu é sensacional. Você já encontra de tudo, tudo mesmo, não duvide. Digite qualquer porcaria lá e algo relacionado irá aparecer. Já apaguei todos os clipes de música que eu possuía em meu HD e montei uma nova biblioteca somente no site, sem falar nas outras dezenas de vídeos não-musicais que andei favoritando. Como todo vício, o processo começa aos poucos: primeiro você assiste links enviados por amigos, depois começa a buscar sozinho, aí percebe que pode fazer um cadastro no site e organizar tudo que gosta da maneira como preferir, pouco depois você percebe que está escolado na parada, pois os links que seus amigos enviam você mesmo já achou e, na verdade, quem distribui links agora é você. Daí para começar a filmar os próprios vídeos é um passo. Não sei onde isso vai acabar, mas aguarde, logo o You Tube e a idéia do self-broadcast chegarão ao seu celular, iPod ou carro. Os programas feitos em casa também serão muito comuns e vários deles terão grande audiência. Se você tem um amigo engraçado ou uma empregada figura, aproveite para lançá-los agora, antes do boom.

17 de agosto de 2006

Em defesa das minorias

Garotos, garotos.

Não sou nem gosto dessa onda politicamente correta, mas tenho que dar o braço a torcer quando se trata da defesa das minorias. Humilhadas, tolhidas em seus direitos e vítimas de preconceitos, as pessoas que fazem parte de um nicho têm que conviver com uma série de situações inusitadas e com o cerceamento de seu comportamento. Quando tentam proteger seus direitos são taxados de tudo quanto é coisa ruim. Ninguém gosta delas. Particularmente faço parte de um grupo que, há anos, sofre com esse tipo de patrulhamento, o dos homens heterossexuais.

Somos uma minoria. Acho que sempre fomos. Hoje é cafona ser macho. E, quando digo macho não falo daquela figura grotesca de neandhertal pintada pela mídia comprometida. Defendo simplesmente homens que gostam de mulher e não têm vergonha disso. Nos bares, quando se nota isso, os olhares passam a ser enviesados, com ares de reprovação.

Aliás, o fato dos bares serem quase todos para pessoas entendidas nunca incomodou um macho de verdade. Mas, quando aparecemos, deixamos os outros desconfortáveis. Quando duas garotas começam a se esfregar e a se beijar perto da gente nós olhamos. Não que não seja natural, olhamos simplesmente porque é bonito e excitante. "Babaca!", a gente ouve os sussurros. Ora, que mal há ficar olhando as garotas trocando fluidos?

Quando é alvo de olhares ou até cantadas de caras barbados, o bom macho não reage com violência (quem o faz geralmente tem um nervo exposto e tá doido pra sair do armário). Com naturalidade dizemos que não, não é essa a nossa praia. "Babaca!", volta o sussurro. Quando é o outro que bate, o brucutu, a bicharada se revolta, mas fica de pau duro e com a próstata coçando.

Outro problema recorrente foi citado acima. Ficar de pau duro é o fim da picada para algumas garotas. Carambas, se a gente tá lá, naquele amasso (adoro termos antigos) e o trecão* endurece, isso é um elogio. Sinal que a garota excita. E não me venham dizer que homem fica duro por qualquer coisa. Isso só acontece dos 13 aos 16 anos, daí em diante os normais ficam seletivos.

Outro elogio que as garotas não entendem é dizer que ela já foi, ou é, alvo de uma bela punheta. Ficam ofendidas. Acham nojento. Porra, não há reverência maior que um homem possa fazer a uma mulher do que elegê-la como alvo de dez minutos de bronha. Temos um mundo inteiro para escolher como musa imaginária, mas, num dia, ou numa vida inteira, ela foi a escolhida e gozou que foi uma beleza naquele encontro imaginário.

Só aceitei o convite para escrever no RessacaMoral por causa do salário vantajoso e pela oportunidade de, um dia, tentar defender os heterossexuais. Não queremos uma parada, desfiles e personagens recorrentes nas telenovelas. Queremos, apenas, respeito e o direito de uma ereção sem reprovação.

Este texto foi publicado quando o Ressaca Moral era um blog novinho, cheio de tolices e com cocô na fralda. Como todos os e-mails (dois) que recebi nos últimos seis meses pediam a reedição do dito cujo, eis ele aqui de novo.

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Rosie O'Donnell e Boy George nunca deram a menor bola para preconceitos e fizeram questão de posar para o belíssimo click de Messias Jardan. O retratista do Ressaca também é o autor na maquiagem minimalista do popstar.

15 de agosto de 2006

Coisas para fazer em São Paulo em dias de greve do metrô

Comércio no trânsito
Por que perder horas no engarrafamento se você pode aproveitar este tempo para faturar uns trocados? Leve para o seu carro todas as tralhas que entulham seu lar e tente vendê-las no trânsito para os outros motoristas. Isso inclui aquele galo do tempo comprado nos áureos tempos em que era chique viajar ao Paraguai e todos os seus CDs de coleções horrorosas como “O melhor de”. Se você manda bem na cozinha, prepare uns petiscos e lucre também com a venda de quitutes, não esqueça o microondas.

Tentar voar
Quer dia melhor para tentar refutar a tese de que o homem não é capaz de voar? Além dos louros pelo pioneirismo da façanha, você dribla os engarrafamentos e chegará triunfante pela janela, abafando no escritório e ganhando pontos com seu chefe. Não conhecemos nenhuma técnica eficiente para alçar vôo, mas se você procurar direitinho no Google temos certeza de que achará algo. Enjoy!

Ficar em dia com os clássicos
Esqueça o rádio ou as porcarias de música que você possui em seu case. Ganhe bagagem cultural aproveitando para ler os clássicos da literatura universal. Estudos comprovam que em um deslocamento básico da Zona Leste para a Zona Sul com greve do metrô, um motorista pode, em média, ler todos os escritores russos do século XIX e ainda matar um James Joyce. Se tiver a sorte de cruzar com algum ônibus incendiado pela “facção criminosa que domina os presídios paulistas”, o período no engarrafamento pode ser maior, dando tempo suficiente para um Machado de Assis.

Escrever e encenar
Na volta para casa, o clima noturno é propício às artes cênicas underground. Até a metade do caminho aproveite para escrever sua própria peça de teatro experimental, mesclando elementos caótico-urbanóides com o lirismo das (con)geladas (des)relações do sublime imaginário oprimitivo das megalópoles do sem fim. Após concluir o script, convoque motoristas próximos para um primeiro ensaio. Quando sentirem que estão preparados, escolham um ônibus bem localizado e utilizem o teto do veículo como palco para o espetáculo. Evite encenações pelas marginais, pois a exposição prolongada dos atores ao odor que os rios Pinheiros e Tietê emanam pode acabar com a proposta antes da hora.

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O paulistano Steven Rudolph McGregor é especialista em construir puxadinhos em castelos de cartas durante engarrafamentos. Seu maior sonho é usar a terceira marcha do Gurgel 87/88 que ganhou no bingo beneficente da Fundação e Organização da Salvação Especial do Tietê (Fodasetê). Messias Jardan perdeu o metrô, mas dois dias de ônibus depois conseguiu chegar a tempo de produzir o estático clique.

12 de agosto de 2006

Seu Juvenal é só astral

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11 de agosto de 2006

Mais personagens da vida cotidiana que poderíamos passar sem

O fiscal do quilo
12:30. Finalmente você consegue convidar a gostosa do marketing para almoçar naquele quilo esperto a uma quadra do escritório, mas quando a porta do elevador ameaçava fechar, eis que serpenteia na sua frente o colega que leu O Código da Vinci até a página 23 e achou o máximo. Você até tenta despistar, mas a gostosa do marketing, além de não estar a fim de você, é educada e quando o mala pergunta onde será o almoço ela mesma convida. Durante a passagem pelo buffet ele não resiste em fazer uma piadinha “já sei Tavares, o salpicão você gosta sem sal, rá!”. Quando acabam de comer vem o golpe final: aquela olhadela em cada uma das notinhas para saber quem comeu mais. “Nossa, Claudinha, cê comeu 12 reais?! Uhuhuhuh”.

O metereologista amador
Israel está explodindo o oriente médio, a Flávia Alessandra está explodindo na Playboy, o PCC explode São Paulo, os deputados explodem Brasília, mas tudo que o metereologista amador sabe fazer é explodir o seu saco comentando coisas como “tá quente hoje, heim?”. Em dias de céu fechado ele aproveita para demonstrar um pouco mais de conhecimento, “essas nuvens escuras, esse ar úmido... é, na certa vem chuva”. O cara também saca tudo de clima pelo Brasil: faz questão de frisar que as cidades do norte e nordeste são as mais quentes e sempre conta daquele inverno na serra gaúcha onde pegou temperatura negativa.

A eterna aprendiz da vida
Mais comum em mulheres, um dos sintomas deste mal que aflige milhões de pessoas em todo o mundo é a sujeita comprar livros com fotos de animais fofos em poses cúti-cúti acompanhados de legendas meigas. Em dinâmicas de grupo promovidas no escritório, é sempre a primeira a dar depoimentos edificantes sobre o que pensa da empresa. Fica boquiaberta com a apresentação de PowerPoint cheia de desenhos divertidos e sons animados que o palestrante projeta. Chega a lagrimar quando lê frases motivacionais do tipo “Pense bem: a distância que separa a verdade da mentira é tão pequena que ambas tem sete letras”. Já passou dos 25, mas só deu pra dois caras a vida toda, um deles broxou. A música no perfil do Orkut é “Epitáfio” dos Titãs.

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No Dia Internacional de Usar Roupa de Urso Fofo (Diurufofo), Ressaca Moral presta solidariedade a todos aqueles que já foram obrigados a sorrir quando ganharam de presente o livro “Um Dia Daqueles”. Na autoria da foto, ele, Messias Jardan, fotógrafo oficial do Festival do Camarão no Marajó.

10 de agosto de 2006

EXCLUSIVO: Platéia brasileira ronrona na estréia de "Cats"

Um fenômeno de dimensões felinas surpreendeu os paulistanos na estréia brasileira do espetáculo "Cats", musical sobre gatos que vivem comendo lixo. Aos três minutos, no momento em que o gato Flávio (Johnny Prrr) afiava as unhas num exemplar da revista Squire, um barulho semelhante a um motor de barco tomou conta do Credicard Hall. Em seguida, algumas pessoas se espreguiçaram sobre as outras e dormiram sobre ou debaixo dos assentos.

Embora o fenômeno - identificado por veterinários e idosas de apartamento como o ronronar de gatos - tenha surpreendido os paulistanos, a organização da peça diz tratar-se de um fato que vem ocorrendo com frequência há 312 anos, quando o musical estreou. "Isso não foi nada, você precisava ver quando nos apresentamos em Bangladesh, perto de um canil. A platéia toda bufava!", afirma Leandrinho Pantóne, coreógrafo e proprietário de um gato persa muito fofo.

Bastidores - O bafafá em torno da chegada do musical a São Paulo não é por acaso. Fontes informam que o musical deveria estrear no estádio do Pacaembu, mas a idéia foi descartada depois que quatro atores do elenco desapareceram em companhia de ambulantes que vendem churrasquinho. As exigências de camarim também foram motivo de fofoca depois que o elenco solicitou 240 pires brancos de leite, 37 ratinhos novaiorquinos, 532 sofás marrons aveludados, um couro cabeludo suado e 400 pares de meias usadas "em dias úmidos e de intenso calor".


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Muito carinho e badalação no camarim do gato Flávio, que faz uma interpretação cheia de brilho, magia e comida catada no lixo em "Cats". O clique felino é de Messias Jardan, que não pediu permissão e levou uma bufada com bafo de peixe após a foto

7 de agosto de 2006

Cirque du Solei des anus c'est le pénis

São Paulo (de Tarso) - A polícia militar de São Paulo estourou ontem o esconderijo da Organização Nacional dos Poucos Privilegiados Verticalmente (Onpoprimente), entidade posta na clandestinidade em julho depois de enviar cartas ameaçadoras às autoridades. Tudo começou tão logo as apresentações do Cirque du Soleil no Brasil foram confirmadas. Outrora conhecida como Assossiação do Nanismo Brasileiro (Asnabra), a Onpoprimente é composta por anões que trabalhavam em circo e hoje estão desempregados.

"Os meliante tavam planejando um atentando praquele Circo de Soléi. Não sei muito bem o que eles pretendiam, mas acho que iam explodir aqueles viadinhos do circo francês", comentou o Major Peçanha logo após a prisão. Informado que a trupe circense é canadense, o laborioso PM se limitou a completar: "Mesma merda. É tudo fresco!".

Waldemar dos Santos Neto, o Pitchula, presidente da Onpoprimente, nem fez questão de negar as acusações. Reconheceu que foi ele quem escreveu a carta ameaçadora e não se arrepende de nada.

"Esse circo veio para acabar com nossos empregos. Querem que a gente faça malabarismo, que sejamos contorcionistas e o caralho a quatro. Porra, eu tenho 58 centímetros e 18 quilos, não dá pra fazer essas merdas", disse Pitchula enquanto era algemado. Antes de ir embora ele lembrou do caso do anão Abdias Jones, o primeiro da América Latina a aprender a técnica do Globo da Morte e que se matou quando soube que o Cirque du Soleil é politicamente correto, não admitindo motores a combustão.

Ao ser preso ele gritou para todos ouvirem a frase "Cirque du Solei des anus c'est le pénis", palavras que se mostraram totalmente herméticas a nós. "Isso aí é canadense, rapá", explicou Vlad Cunha, diretor das aulas de línguas estrangeiras e afins do Ressaca Moral. Pitchula e seus 17 comparsas serão julgados na próxima semana pelo Juizado de Pequenas Causas.

Saúde Pública - Segundo números da Secretaria Para o Bem Estar da cidade de São Paulo, já são doze mil os anões desempregados só na capital. Esse número cresce em 50% se for levado em conta todo o Estado. "A gente não repara neles porque são pequeninos, mas eles estão aí. Alguns mendigando, outros se prostituindo e muitos fazendo números como palhaços nos sinais de trânsito", explica Edna
Giovenazzi, titular da secretaria.

Aureliano Braga, presidente do Cooperativa das Pequenas Pessoas de São Paulo (Coopepesp), explica que a entidade tem um projeto para recolocar os anões no mercado de trabalho. "Muitos nos nossos associados já estão empregados. Semana passada sete foram contratados para serem seguranças num jardim de infância na Vila Madalena. Meu primo Oswaldo inovou com o serviço de 'anão de jardim vivo' e hoje recebe uma grana preta. O importante é que aqui somos valorizados".

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Primeira banda brasileira de hardcore gospel formada só por anões, a The Oompa-Loompas From Heaven preferiu usar suas músicas para combater o Cirque du Soleil. Mas, acabou por atingir a todos que a escutaram. "Essa banda teve vida mais curta que as calças do guitarrista", sacaneou Messias Jardan enquanto se ajoelhava para fazer o click.

6 de agosto de 2006

Os melhores momentos do Cirque du Soleil

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"Putaquepariu, que merda de circo é esse que não tem nem macaco e nem globo da morte? Vão tomar no cu, caralho", reclamou a centenária desbocada Dercy Gonçalves na saída do Cirque de Soleil. Durante as sete horas de duração do espetáculo, Dercy dormiu 39 vezes e precisou trocar a sua fralda geriátrica após ter comido um cheeto's estragado com fanta uva. "Vai te foder, filho da puta!", disse a atriz de 178 anos ao nosso fotógrafo enquanto ele batia o seu retrato na saída do Cirque du Soleil. Messias Jardan - cujo bisavô, Garibaldo Jardan, foi o único integrante da expedição de Theodore M. Davis ao túmulo de Tutankamon a não morrer vítima da Maldição do Faraó - tem larga experiência em lidar com múmias. Por isso, não levou desaforo pra casa e quebrou a bacia da velha desbocada antes de fazer o panegírico click

4 de agosto de 2006

Pelo fim da 'mente desnutrida': pornô amazônico vai ao Jô Soares

Quando Jô Soares anunciou uma das três atrações de ontem (quinta-feira) à noite, Antônio, um ex-entregador de gás da periferia de Belém, estava com os olhos grudados na tevê. Depois de enfrentar o que chama de "mente desnutrida" dos que encaram seu trabalho com preconceito, o agora ator, produtor e diretor dos primeiros vídeos pornográficos genuinamente amazônicos foi apresentado ao País sob o fausto da emissora de maior audiência entre os brasileiros.

Autor de pérolas do underground como "Cotijuba Ilha do Prazer Devastação Anal - O Retorno Volume 6" e prestes a lançar o vídeo "As mulheres mais depravadas de Belém do Pará", Antônio Snake, 38 anos, aos poucos deixa de lado a faceta folclórica do desbravador do pornovídeo na Amazônia para caminhar em direção ao reconhecimento tardio, mas oportuno, de um trabalho que remonta há quase uma década.

No bate-papo com Jô Soares, Snake - pseudônimo surrupiado da banda de heavy metal Whitesnake - relembra os tempos em que carregava botijões, fala de sua devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e da dedicação às artes plásticas. Em seu pequeno escritório, um Jesus Cristo de olhar piedoso, uma tarde no Ver-o-Peso e um furo de igarapé num rincão qualquer da Amazônia ilustram os quadros de sua autoria e dividem espaço com vídeos caseiros, exemplares da "Buttman" e fotos de beldades paraenses. "É o meu profissionalismo, como produtor e diretor, e tem o meu lado pessoal, que eu sou muito católico", resume. "Sou extremamente profissional, rigoroso, exigente nos meu trabalhos. O cara que tem a mente desnutrida acha que, por você fazer um vídeo erótico, você é um vândalo, um tarado."

Snake não fuma, não bebe e, embora admita o sexo como único vício, leva adiante uma pequena produtora, que filma de casamentos a festas de 15 anos. Concluiu agora um vídeo institucional para uma empresa de navegação e, ainda este mês, pretende dar início a uma série de vídeos turísticos sobre o Pará. Mas, por 600 reais, topa fazer um vídeo caseiro de um casal que queira registrar suas intimidades. "Vou, gravo o que tenho que gravar, entrego a fita e vou embora", garante, sem esconder já ter participado das fantasias de algumas clientes.

Gonzo - Com pouco ou nenhum dinheiro, Snake filmou em 1997 "Cotijuba Ilha do Prazer Devastação Anal - Volume 1", uma incursão sexual por cenários paradisíacos que lhe rendeu a fama e 15 dias de cadeia, depois que uma das atrizes, uma prostituta, revelou ser menor de idade e decidiu chantageá-lo. Desde o episódio, ele diz recrutar seu elenco somente através de anúncios de jornal e emprega mulheres que se apresentam espontaneamente em sua produtora. "Muitas têm a fantasia de transar com um, dois, três caras, e me procuram para realizá-la."

Negras, caboclas e loiras realizaram seus desejos em "Marajó Ilha do Prazer Devastação Anal - Volume 2", "Mosqueiro Devastação Anal - Volume 3", "Ninfetas Paraenses Preferem Anal - Volume 4", "Confidencial por Antônio Snake - Volume 5", mais uma versão para Cotijuba e "Making Of - Volume 7", com erros de gravação e curiosidades dos bastidores. A maioria dos filmes pode ser encontrada em locadoras de bairros periféricos da Grande Belém e algumas poucas cópias compõem as prateleiras da Fox Vídeo, maior rede de locadoras da capital paraense.

À exceção de "As mulheres mais depravadas de Belém do Pará", três trabalhos subseqüentes tiveram os direitos vendidos para uma produtora dinamarquesa e comercializados na Europa. O restante teve distribuição a cargo da produtora pernambucana Sexo à Flor da Pele e, assim como os lançamentos europeus, não estão disponíveis em Belém. Todo os filmes seguem o estilo "gonzo" - câmera em primeira pessoa, roteiro parco e baixo orçamento -, influência do herói do pornô John Stagliano, o "Buttman", cujo trabalho muito lhe apetece.

A ida ao Jô fato me lembra nosso primeiro bate-papo, quando eu e o jornalista Leonardo Fernandes o conhecemos, em 2003, e o quanto as coisas mudaram de lá para cá. Seu acervo, ainda relegado a segundo plano no audiovisual paraense, o torna o maior produtor individual de filmes (termo aqui utilizado para obra cinematográfica em qualquer suporte) comerciais do estado. Com o sucesso, veio também o aprimoramento técnico, o DVD e uma sensível melhora no nível do elenco feminino. A tirar pela capa de seu último lançamento (ainda não disponível comercialmente), as filmagens toscas e o festival de celulites ficaram para trás.


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Antônio Snake tranqüiliza Jô Soares. "Vamos assistir umas cenas 'lights' que eu separei." O melhor acabou ficando de fora: as mulheres mais depravadas de Belém do Pará deitam e rolam nos cartões-postais da capital paraense.

*Publicado originalmente no jornal O Liberal

3 de agosto de 2006

Curiosidades do Cirque du Soleil que você não está interessado em saber

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Durante dez anos, o Cirque du Soleil investiu perto de US$ 45 milhões em um projeto audacioso: criar uma sociedade dentro de uma garrafa de vodka. Para isso, convidou o russo com nome de mulher Eugene Ptro3 a botar alguns ovos e a esperar pelo processo evolutivo a partir das galinhas. O espetáculo tem 2 milhões de anos de duração, muita cor e é tudo muito bonitinho. O clique saltimbanco é de Messias Jardan

2 de agosto de 2006

Animais desempregados de SP protestam contra circo

São Paulo (Meu, cê num tem noção) – O mês de agosto realmente promete ser de desgosto na maior cidade do país. Além de sofrer apresentações do Cirque Du Soleil durante o mês, diversas organizações animais, criminosas ou não, preparam uma série de manifestações contra a presença da trupe circense em solo bandeirante.

O Cirque Du Soleil, notabilizado mundialmente por não apresentar espetáculos com animais, será duramente atacado por organizações pró-emprego animal. "É um bando de maricas (sic). Queria ver um desses afetados do Cirque du Soleil colocar a cabeça na boca do meu compadre Waldemar, o tigre mais famoso dos circos latino-americanos", reclama o leão Mombata, presidente da Cooperativa dos Animais Não Silvestres de Circo do Brasil (Coopansicisil). “Vamos fazer a maior cagada na Paulista! Os companheiros elefantes estão desde agora tomando laxante para interditar o trânsito em frente ao Masp até que esse circo de merda resolva contratar os colega (sic)!”, ruge Mombata.

E a polícia tem mais notícias ruins para o paulistano. Já foram interceptadas ligações entre chefões da facção criminosa conhecida como PCC (Pôneis e Cavalos da Capital), que comanda as principais áreas de pasto e terrenos baldios da região metropolitana. Os equinos pretendem parar as linhas de trem, colocando bois na linha, até que o famigerado circo blazé canadense aceite as exigências de incluir quadrúpedes em geral nas suas apresentações brasileiras.

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O macedônio Nelson McFurbish é um dos maiores talentos do Cirque Du Soleil. É capaz de soltar 23 tipos de arrotos com aromas florais variados enquanto dança frevo e equilibra um maracujá no mamilo esquerdo. O malabarístico retrato é de Messias Jardan.

1 de agosto de 2006

Spams que gostaríamos de ver

A PÁRTIR DO PRÓSIMO ANO A FESTA DE NOSSA SENHORA DE APARESIDA VAI SER PAGA – GENTE!!! O BILL GATES, DEPOIS DE COMPRAR O ORKUT, A REDE GLOBO E O GUARANÁ JESUS!!! COMPROU TAMÉM NOSSA SENHORA DE APARESIDA!!! PORISSO, ELE VAI ESTALAR UMA CATRACA ELETRÔNICA NA ENTRADA DA PROÇISSÃO E VAI COBRAR 1 (HUM) REAL DE CADA PESOA QUE FOR LÁ OMENAJEAR A NOSSA SANTINHA. ALÉM DISSO!!! VAI TER UMA TACHA PARA CADA PROMESA QUE FOR COMPRIDA!!! E AS PERNAS E OS BRASSOS DE CERA SÓ VÃO PODE SEREM COMPRADOS NAS LOJAS DA MICROSOFT!!! A ÚNICA MANEIRA DE PARA ISSO É MANDAR E-MAIL PARA TODO MUNDO QUE VOSÊ CONHESE. SE NÃO FIZER ISSO A FESTA VAI SER PAGA E O BILL GATES VAI FICAR MAIS RICO DO QUE JÁ É!!!

Ajude a pequena Débora Taiana – Depois da paralisia infantil, da meninjite e do insêndio que consumiu três quartos do seu corpo, a pequena Débora Taiana, de nove anos, preciza agora de um transplante de cartilagem. Na verdade, atualmente ela não pasa de uma orelha que respira por aparelhos. Mais vosê pode salvala. Para cada e-mail que vosê enviar para outra pessoa contendo essa mensagem, o Hotmail, o Google e o Banco Nacional de Mossoró vai depozitar 3 (três) centavos na conta do pai dela. Não podemos ficar parado, vamos luta para que a pequena Débora Taiana volte a ser uma menina felis.


Entre na Corrente Esotérica do Jesus Mimoso – Em todo o mundo, mais de nove bilhões de pesoas já mudaram de vida depois que passarão adiante a Corrente Esotérica do Jesus Mimoso. Em Vala do Albuquerque, Ceará, um agricultor de mandioca, que só se alimentava de barro assado e mingau de chifre de cabra, mandou a corrente para nove visinhos e hoje em dia vive no bairro da Aldeota, em Fortalesa, de onde dirige um próspero negócio de turismo sexual e bingo clandestino. Em Poró de Dentro, Paraíba, o cabelerero Risaldino Pacoval mandou a corrente para todos os seus colega do curso de dansa de salão e, no outro dia, acordou a cara da Pámela Anderson. Mais cuidado!!! No bairro da Marambaia, em Belém do Pará, o ourives Francinaldo Lamarão rasgou e jogou fora o envelope com a corrente e, inexplicavelmente, desmaiou e recobrou a consiênsia em uma sala sem ventilassão e mal-iluminada onde tocava 24 horas por dia o último disco da Marisa Monte. Não se esquessa de passa adiante a Corrente Esotérica do Jesus Mimoso. É por sua conta e risco!

Cuidado quando sair do xópin – Acontesseu com um primo em segundo grau do cunhado de amigo meu!!! Ele estava saindo de um xópin no centro da cidade quando foi abordado por três homens fantaziados de Clodovil. Ele e namorada forão postos na mala do carro e rodarão com o casal durante mas de seis horas. Depois, forão levados para uma casa e submetidos a terríveis torturas: enquanto um dos bandidos tocava o último disco do Chico Buarque outro lia em voz alta para o casal as obras completas da Bruna Surfistinha. Depois, forão levados para uma loja do centro da cidade onde forão obrigados a comprar no cartão 176 carnês da Telecena. Eles só forão liberados porque o primo em segundo grau do cunhado do meu amigo mandou uma mensajem pelo celular e açionou a polissia. Porisso muito cuidado quando for ao xópin!!! A próssima vítima pode ser vosê!!!

Saudades de vosê – Meu lindo, ainda não eskesi a nossa noite no velório do Padilha. Até hoje guardo todo manchado o naris de palhaso que vosê usou com tanta sabedoria enquanto fasíamos amor. Prova disso é que estou mandando para vosê todas as fotos que tiramos naquele dia. Para vêlas basta clicar em http://virusdainternet.se/clonagemdecartão. Não se esquessa: estou pensando em vosê.

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Em Mossoró, o estudante Geraldinho Robilota não levou a sério a Corrente Esotérica do Jesus Mimoso. Por causa disso, seu pênis caiu e outro orgão sexual brotou no seu queixo. Geraldinho foi expulso da cidade e hoje ganha a vida fazendo shows pornôs na periferia de Recife, onde é conhecido como "Queixo de Rôla". Messias Jardan, que já fez tudo na vida, menos dar o cu e chupar pica, foi o autor do priápico click

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