Eu Quero Uma Crítica Só Pra Mim!

Cansado de ouvir gente afirmar que Lenny Kravitz merece respeito e que o Capital Inicial é uma banda de rock'n'roll, Ressaca Moral inaugura uma nova campanha em prol da reformulação da crítica musical mundial fornecendo seis fundamentos essenciais de uma nova era:

1. Parar com a mania dos críticos de falar dos "caras". Essa expressão desgastada e genérica só demonstra falta de tato com o assunto. E muita gente se ofende. A exceção fica para Ana Carolina, Zélia Duncan e Simone, que, segundo fontes, pedem para ser chamadas assim.

2. O mesmo vale para "a cena": impressões babacas sobre lugar nenhum. O sujeito não sabe quem era o que, e por quê, e diz que tudo fazia parte da cena. Mossoró (RN), por exemplo, possui uma promissora cena cover de sósias do Ivan Lins, o que tem gerado protestos por parte de entidades de defesa dos direitos humanos e de ONGs de combate ao terrorismo.

3. Enterrar de vez a idéia de que todo velho é bom de música. Basta passar dos 65 para a Dona Suleide, que passou a vida inteira fazendo pão caseiro e canta mal à beça, virar a Dona Sinhá do Morro e pronto: a nata artística carioca vai toda lá, saber qual é o feitiço da malandra. Pelo andar da carruagem, Chorão será lembrado como o sujeito que revolucionou toda uma geração.

4. Retirar o Lenine de cena (olhaí). Além de assustar crianças e adultos com seu olhar perturbador, ele tem provocado o recrudescimento da MPB da poética fácil, algo do qual imaginávamos estar livres. Nas palavras do jornalista Leonardo Aquino, de Belém, sua melhor definição: Lenine é o Alceu Valença metrossexual.

5. Parar de acreditar em bandas que voltam à ativa. A História registra apenas um retorno triunfal: a da banda Fax Anônimo, de Mossoró (RN), que encerrou a carreira nos anos 1980 por causa de uma crise de hepatite de seu vocalista, Cornelius Drão. A banda aproveitou a onda trash 80's para retornar tendo nos vocais o fígado de Cornelius, que fora armazenado em formol pela esposa do vocalista após sua morte. A crítica tem digerido bem o trabalho do fìgado, considerado ácido por setores mais conservadores.

6. Enterrar de vez o Grammy, prêmio voltado para sócios dos Asilos dos Artistas de todo o planeta. Dividir o palco com Shakira e gente envolvida com tributos e shows em prol da paz e da vida não pode ser bom pro currículo de ninguém. Além disso, é a única premiação do mundo a contemplar artistas sem nenhum fã, como é o caso de Ivan Lins.

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Flavinho do Itajaí indignou-se com a atual tendência de idolatrar sambista velha e pediu um crítico inteirinho só pra ele. Messias Jardan, que só critica o cabelo da Míriam Leitão, atendeu ao pedido e fez o clique.

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Comentários

O Ivan Lins não tem nenhum fã?
Pô... Pensei que tivesse!
Hiohiohio...

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