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31 de maio de 2006

Ressaca Moral é responsabilidade social

Na manhã de hoje a nossa rede de computadores de última geração recebeu este e-mail encaminhado a nossa redação. Como o Ressaca Moral tem, antes de tudo, um compromisso com o bem-estar de todos os seu leitores, estamos repassado a mensagem a todos vocês.
Atenciosamente

Vladimir Cunha
Diretor Corporativo da Central Verificadora de Boatos do Ressaca Moral (Cenverborresmo)

ATENÇÃO:
SE VOCÊ RESEBER UM VÍRUS DE E-MAIL COM O TÍTULO "ESTOU COM SAUDADE DE VOSÊ", NÃO ABRA!!
SE VOSÊ ABRIR ELE VAI ENSTALAR UM VÍRUS EM SEU COMPUTADOR QUE VAI BAIXAR TODAS AS MP3 DA ANA CAROLINA QUE EXISTEM NA INTERNET. ALÉM DISO, ELE TAMBÉM VAI CADASTRAR VOSÊ NA LISTA DO MOVIMENTO ANARCOPUNK DE ITABIRA, QUE ESTÁ PROGRAMANDO UMA PASEATA CONTRA OS
TRANSGÊMICOS PARA O PRÓSIMO DIA 15.

E TEM MAIS: A PARTIR DO DIA DA ÁRVORE DESE ANO O ORKUT VAI SER PAGO. PARA CONTINUAR A ASESSAR SUA CONTA GRATUITAMENTE VOSÊ VAI PRECISAR SE LOGAR NUMA SEXTA-FEIRA DE LUA CHEIA EM UMA PERNA SÓ ENQUANTO PENDURA UMA FRUTA PÃO NO PESCOSO E LÊ DE TRÁS PARA FRENTE AS OBRAS COMPLETAS DA FERNANDA YOUNG. NESE DIA TAMBÉM AS TELEVISÕES SE COBINARAM DE MOSTRAR 24 HORAS SEGUIDAS DE ENTREVISTAS COM O XICO XAVIER E A DONA IVETE VARGAS. VAMOS EFRENTAR ESE MOVIMENTO E CONTINUAR COM O ORKUT GRÁTIS.

GERALDA PANTALEÃO
DOMÉSTICA - DRT 1892726455923 - RJ
GERALDAPANT@BOL.COM.BR

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Ana Carolina não está nem aí para os vírus de internet. "As pessoas têm que entender o papel da Rede Mundial de Computadores na divulgação da arte", disse ela à nossa reportagem. "E cada vez que eu te procuro eu me aproximo mais", disse Messias Jardan antes de fazer o trimegístrico click.

30 de maio de 2006

O Papa do P&B

Faleceu no sábado passado (27/05) Alex Toth, um dos gênios dos quadrinhos e dos desenhos animados norte-americanos. Ele tinha 77 anos e estava hospitalizado desde fevereiro. Para quem não sabe, Toth trabalhou com quase todos os personagens mais famosos dos gibis dos EUA, especialmente na DC. Mas, para gerações de adultos que foram crianças nos anos 70 e 80 ele está no imaginário por ter sido o criador dos designs dos heróis dos desenhos da Hanna-Barbera. Casos do Homem-Pássaro, Falcão Azul, Space Ghost, Galaxy Trio, Herculóides, Mightor, Jonny Quest, entre outros. O desenho clássico de Jonny Quest, sombrio até a alma e ainda hoje muito legal, é provavelmente sua obra máxima nesse meio.

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Questão, personagem da DC Comics no qual foi baseado Rorschach, de Watchmen

Giancarlo Berardi, genial escritor de Ken Parker, considerava Toth como o maior desenhista de quadrinhos em preto e branco de todos os tempos, e olha que ele trabalhou por anos com Ivo Milazzo, também dono de um traço soberbo.

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Torpedo, ainda sob os cuidados de Toth

Alex Toth foi o primeiro desenhista de Luca Torelli, o amoral protagonista de Torpedo. Mas, ele se desentendeu com o escritor Sanchez Abuli por não concordar com o rumo que o personagem tomou, sendo substituído por Jordi Bernet.

Faço aqui o registo simplesmente porque o cara foi muito importante na minha e na infância de muita gente.

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O Fantasma Espacial, personagem que já teve até Talk Show

29 de maio de 2006

Os filmes que eu não vi – O Código Da Vinci

Por Cruzmaltino Bandeco

Com enorme estardalhaço, chegou esta semana aos cinemas o longa-metragem baseado no livro homônimo do escritor Dan Brown. Ponto. E isso é tudo o que se pode dizer de agradável a respeito deste filme. Se, em geral, livros costumam ser melhores que suas adaptações para o cinema, temos aqui um caso bastante específico: livro e filme são ambos tão ruins que é impossível dizer qual é o pior. Na dúvida, fuja dos dois. Não pude assistir “O Código da Vinci”, mas seu Zé Maria, que fez a pintura externa aqui do meu prédio – e por isso entende tudo de pintores – assistiu e ficou chocado. Não exatamente com a história ou com as revelações que Dan Brown promete, mas com o preço do ingresso. Seu Zé Maria pagou caro demais para ser torturado em uma cadeira de cinema.

“O Código da Vinci” fala de supostos segredos do cristianismo que teriam sido guardados durante séculos e que o autor Dan Brown, que deve se achar um gênio, desvendou analisando as obras de Leonardo Da Vinci, pintor que ocupa uma nota de rodapé na História e cujo trabalho mais expressivo foi o de uma moça sem expressão. Francamente, quanta bobagem. Fazer barulho por causa de segredos de dois milênios é muita falta do que fazer. Se até crimes prescrevem com alguns anos, quem está interessado em saber o que um pintor desconhecido tem a dizer sobre a vida de Maria Madalena? Vai ser fofoqueiro assim no inferno.

Para embasar suas fofocas, Dan Brown recorre a uma mistura um tanto quanto indigesta: religião e arte – assuntos que nunca tiveram absolutamente nada a ver. O expediente espertinho dá a Brown tranqüilidade para afirmar, na maior cara de pau, detalhes a respeito da vida de Jesus e Maria Madalena a partir de um quadro irrelevante, a Santa Ceia. Se Da Vinci teve seus quinze minutos de fama justamente por causa da Mona Lisa – que sorri muito e não diz nada –, tirar qualquer conclusão a partir de sua obra é, no mínimo, charlatanismo.

Como já não bastasse o autor ser um malandro e a história uma bomba, o protagonista do filme é um ator de péssima reputação. Tom Hanks, que aguarda ansiosamente pelo sucesso desde “Um Dia a Casa Cai”, tropeça mais uma vez. Força, Tom, um dia você chega lá. Com um penteado que lembra uma peruca com gel vencido, repete a mesma atuação desastrosa que só não o baniu definitivamente da sétima arte porque sempre existirá um Dan Brown disposto a cometer qualquer atrocidade para chamar atenção – até mesmo escalar Tom Hanks para o papel principal.

Se Dan Brown tinha a intenção de conquistar o mundo futricando a vida alheia se escorando em Leonardo Da Vinci, falhou miseravelmente. Com suas lorotas, não foi capaz de animar nem sequer seu Zé Maria, um homem simples que nunca tinha ido ao cinema – e jura que não volta nunca mais. Seu filme está fadado ao mais vergonhoso fracasso. Só há um segredo de fato a ser revelado nessa história: que tipo de gente dá ouvidos a um chato como Dan Brown?

Nota: zero.

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Na pacata Mossoró (RN), Plínio Frederico Suassuna Magalhães, proprietário de um dos maiores cinemas locais, faz de tudo para convencer o público a assistir “O Código Da Vinci”. Momentos após este clique histórico de Messias Jardan, Plínio foi atropelado por quatro espectadores que exigiam seu dinheiro de volta.

Em visita à Polônia, Papa pede a Paz e uma pizza de calabresa

Polônia (Cu do Mundo) - Depois de peregrinar por Varsóvia e ver o que a polonesa tem, o Papa Chico Bento XVI causou um incidente diplomático ao decidir traçar uma pizza de calabresa. A polêmica começou quando Sua Santidade pediu para ligar para a pizzaria do celular do cardeal Marinaldo Krzwsknstz (pronuncia-se "Qwtrznkszw"), pois o seu telefone era pré-pago e ele estava sem dinheiro para comprar um cartão de recarga, que nos outros países europeus custa dez euros e na Polônia, por causa da crise econômica, é vendido por três milhões de zloytichs ou cinco cabras. Com fome, Chico Bento XVI queria cancelar a visita que faria à estátua de Lech Walessa. No entanto, acabou voltando atrás depois que um bispo local lhe pagou um pastel com caldo de cana, que na Polônia é feito com figo podre e esperma de enguia do Mar Cáspio. "Ei, Marinaldo, manda descer um leite de magnésia que essa porra me deu gastura", disse o Papa durante a coletiva de imprensa.

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Na sacada do seu quarto no Bielsko-Biala Praia Clube, Chico Bento XVI relaxa enquanto encara as lentes do performático Messias Jardan. "Segura na mão de Deus e vai!", disse o nosso homem no Leste Europeu antes de fazer o giroscópico click

28 de maio de 2006

Boa noite linda

Duas cervejas e vou embora. Beber sozinho é uma merda, mas depois de um dia de trabalho eu é que não vou voltar para casa de bico seco. A segunda já tá na metade e toca o celular. Número desconhecido.

- Oi, tudo bem? - Voz bonita, acho quer tô reconhecendo.

- Tudo jóia. E contigo?

- Comigo bem. Tô com saudade, sabia? - Carambas, não faço a mínima idéia de quem seja, mas posso jurar que a voz não me é estranha.

- Oras, vamo matar essa saudade. Tô aqui no bar na esquina de casa.

- Claro que tu estás aí! Sempre bates ponto no bar do teu amigo. Posso dar uma passada aí? - Pode até ser que eu não a conheça, mas ela sabe muito bem quem eu sou.

- Poxa, seria ótimo. Vem aqui que ficar só num bar é muito chato.

- Tô pertinho daí. Em cinco minutos eu chego para a gente se ver de novo.

Bacana isso. Uma noite sem nenhuma perspectiva e agora essa. Fico lá esperando. Toda menina que passa eu olho na expectativa que seja a moça do telefonema. Passam sete e não é nenhuma delas. Seis minutos depois um toque no ombro, dois beijinhos e um abraço.

- Oi, tudo bem? Essa é a tua mesa? Tava com saudade, viu? Blá, blá, blá, blá...

- Ô menina, bom te ver - Bom mesmo. Um caso antigo, agradável demais. Bom papo, bom beijo. O resto então, ulalá! Mas, peraí, como é nome dela mesmo? Putaquipariu eu e a minha memória de merda. Como é que ela se chama? Macacos me mordam, eu não lembro o nome dela!

O papo vai que é uma maravilha. Ela fala pra caramba, como a maioria das mulheres. Eu mando ver as respostas padrões dos homens que não tão nem aí para as palavras e sim para o invólucro de onde elas vêm: "Isso mesmo", "Que legal", "Tens razão", "Adoro Los Hermanos".

Nome, que é bom, nem pensar. Chamo-a de linda, garota, cara e, a partir da quinta cerveja que a gente bebe juntos eu tasco um gostosa. Oras, a gente tava lá pra isso. A conversa fica mais interessante. Não demora muito um beijinho. A noite promete.

Porém, se não lembrar o nome da bonita vai ser foda. Ou melhor, não vai ser. Que merda! Eu me lembro do nome de personagens obscuros de seriados mais obscuros ainda da década de 80, sei os afluentes das margens esquerda e direita do Rio Amazonas e quais são as Sete Maravilhas do Mundo, mas como ela se chama nem pensar.

Sei que é um nome complicado. Puta merda! Que moda essa das pessoas darem nomes esquisitos para os filhos. Algo como Katiúscia, Wladeglícia ou Glorielva. Não era nome estrangeiro? Jennifer, Maryanne ou Shannequa.

Foi então que me ferrei.

- Gosto da forma como tu dizes meu nome no ouvido - Égua, eu faço isso?! Fico estático. Chego perto da nuca dela e relembro das lições do Flor de Obsessão. Digo meia dúzias de pornografias. Das bem cabeludas.

- Adoro! Mas diz meu nome, diz.

Fico com cara de mané. Sem palavras. Mas o que dizer? É uma situação horrível. Tô em vias de me dar bem depois de um longo e tenebroso inverno. Lembro de toda as sinuosidades daquele corpo, inclusive duma tatuagem dum beija-flor que é horrível mas fica num lugar lindo, mas não lembro como ela se chama. Foi então que a casa caiu.

- Vem cá, tu não lembras do meu nome?

- Er..., é que eu..., sabe como é..., não, não lembro não. Olha, mil desculpas, realmente tô envergonhado. A gente teve lance bacana e hoje me deu essa branco. Sei que é imperdoável, mas é que teu nome é super complicado, desses diferentes e eu fiquei confuso. Juro que não lembro. Me diz teu nome e a gente esquece isso.

- Me chamo Maria.

- Mar... o quê? Repete aí por favor.

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"Rapaz, ela tava no papo. O que foi que aconteceu que ela foi embora e tu ficastes sozinho?", perguntou Messias Jardan, que coincidentemente estava no mesmo boteco. O retratista usou de sua Rollerflex tunada para fazer o click enquanto eu ainda estava bem com a menina. Logo em seguida tudo veio abaixo.

26 de maio de 2006

Nazareno e seu príncipe

Por Paulo Nazareno*

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*Paulo Nazareno é o primeiro blogueiro milionário da internet brasileira. Começou vendendo tiras toscas de blog em blog e hoje possui um império. Comanda do quadragésimo quinto andar de um prédio na Avenida Paulista um exército de mais de 15 mil consultores que vendem suas tiras em esquema semelhante ao Herbalife. Messias Jardan é um destes consultores e possui um adesivo em seu carro: "Quer achar uma piada sem graça agora? Pergunte-me como."

25 de maio de 2006

Terrorismo em SP: PCC ameaça patrocinar shows de Vanessa da Mata

São Paulo (Bexiga) - Depois de tocar o terror nos presídios paulistas, o Papo Cabeça Chamegoso (PCC), anunciou o seu próximo ato de terrorismo: shows gratuitos da cantora Vanessa da Mata Virgem Porque o Vento É Fresco em vários pontos da cidade. Segundo o líder da organização, o traficante e esquimó Marcola Polar, as ações vão acontecer caso o governo não libere nas cadeias as visitas íntimas, o suborno de agentes prisionais, a compra de advogados em 12 prestações e drogas como o crack, a maconha, o Boa Noite Brasil e o Charlie Brown Jr. Nos bairros de São Paulo a notícia caiu como uma bomba, provocando uma onda de terror, gases e desvirginações coletivas. "Porra, primeiro foi a Luana Pioavani que estreou o Pequeno Príncipe no teatro aqui da esquina, agora é essa história de PCC. Tá cada dia mais difícil morar em São Paulo", reclamou a aposentada Geralda Curiaçu antes de ser internada às pressas vítima de um ataque de erisipela.

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Vanessa da Mata é só alegria enquanto toma um banho de chuva. Messias Jardan, que se recupera de uma overdose de Kolene, foi só simpatias ao fazer o enlouquecido click

24 de maio de 2006

Pegue aqui sua resenha de show

selo_critico_ressaca_selinh.jpg Em prestativo serviço à comunidade crítica nacional, Ressaca Moral disponibiliza um modelo de resenha para shows adaptável para as mais diversas apresentações, confira.

"Já era madrugada de (sábado/domingo/segunda) quando (Samuel Rosa/Dinho Outro preto / Joelma) começou a entoar os primeiros versos de (clássico da década de 60/70), levando pais e filhos presentes a cantarem juntos um dos hinos da juventude da década de (60/70) que agora ressoa com novo fôlego pelos acordes da guitarra de (Rosa / Yves Passarell / Chimbinha).

Após as fortes emoções (sessentistas/setentistas) provocadas pelo clássico dos (Beatles / Rolling Stones / Reginaldo Rossi), foi a vez da açucarada balada (Acima do Sol / Primeiros Erros / A Lua Me Traiu) abalar os corações apaixonados presentes no (Credicard Hall / Canecão / Praia da Tíbia Fissurada). O público sentia que o show, iniciado cerca de hora e meia antes, estava próximo de seu final. Aqueles últimos momentos eram especiais para os (cinco / dez / quinze) mil fãs que testemunhavam a memorável apresentação de sua banda preferida.

“Boa noite (São Paulo / Rio de Janeiro / Caixará Mirim)”. Agora sim parecia que (Samuel / Dinho / Joelma) realmente se despedia da multidão que havia acolhido tão carinhosamente seu grupo nesta típica e (fria / quente / gasosa) noite (paulistana / carioca / caixariense). Ledo engano. (3 / 5 / 10) minutos depois, todo o (Skank / Capital Inicial / Calypso) voltava ao palco para uma triunfal sequência de 5 hits, terminando com a apoteótica (Garota Nacional / Natasha / Cavalo Manco).

Extasiada, a massa humana que interpretava empolgada o papel de público, deixou o local do show com uma grande certeza: o sonho não acabou. Ao menos até a próxima apresentação dos (mineiros / brasilienses / paraenses) por estas paragens novamente."

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Samuel Rosa se diz satisfeito com o seu George Foreman Grill apesar de ter deixado o churrasco queimar em festa na casa de Luís Melodia. “Era o negro gato, hihihi”, brinca. O pacato clique é do indefectível Messias Vestidinho Preto Jardan.

23 de maio de 2006

Eu Quero Uma Crítica Só Pra Mim!

Cansado de ouvir gente afirmar que Lenny Kravitz merece respeito e que o Capital Inicial é uma banda de rock'n'roll, Ressaca Moral inaugura uma nova campanha em prol da reformulação da crítica musical mundial fornecendo seis fundamentos essenciais de uma nova era:

1. Parar com a mania dos críticos de falar dos "caras". Essa expressão desgastada e genérica só demonstra falta de tato com o assunto. E muita gente se ofende. A exceção fica para Ana Carolina, Zélia Duncan e Simone, que, segundo fontes, pedem para ser chamadas assim.

2. O mesmo vale para "a cena": impressões babacas sobre lugar nenhum. O sujeito não sabe quem era o que, e por quê, e diz que tudo fazia parte da cena. Mossoró (RN), por exemplo, possui uma promissora cena cover de sósias do Ivan Lins, o que tem gerado protestos por parte de entidades de defesa dos direitos humanos e de ONGs de combate ao terrorismo.

3. Enterrar de vez a idéia de que todo velho é bom de música. Basta passar dos 65 para a Dona Suleide, que passou a vida inteira fazendo pão caseiro e canta mal à beça, virar a Dona Sinhá do Morro e pronto: a nata artística carioca vai toda lá, saber qual é o feitiço da malandra. Pelo andar da carruagem, Chorão será lembrado como o sujeito que revolucionou toda uma geração.

4. Retirar o Lenine de cena (olhaí). Além de assustar crianças e adultos com seu olhar perturbador, ele tem provocado o recrudescimento da MPB da poética fácil, algo do qual imaginávamos estar livres. Nas palavras do jornalista Leonardo Aquino, de Belém, sua melhor definição: Lenine é o Alceu Valença metrossexual.

5. Parar de acreditar em bandas que voltam à ativa. A História registra apenas um retorno triunfal: a da banda Fax Anônimo, de Mossoró (RN), que encerrou a carreira nos anos 1980 por causa de uma crise de hepatite de seu vocalista, Cornelius Drão. A banda aproveitou a onda trash 80's para retornar tendo nos vocais o fígado de Cornelius, que fora armazenado em formol pela esposa do vocalista após sua morte. A crítica tem digerido bem o trabalho do fìgado, considerado ácido por setores mais conservadores.

6. Enterrar de vez o Grammy, prêmio voltado para sócios dos Asilos dos Artistas de todo o planeta. Dividir o palco com Shakira e gente envolvida com tributos e shows em prol da paz e da vida não pode ser bom pro currículo de ninguém. Além disso, é a única premiação do mundo a contemplar artistas sem nenhum fã, como é o caso de Ivan Lins.

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Flavinho do Itajaí indignou-se com a atual tendência de idolatrar sambista velha e pediu um crítico inteirinho só pra ele. Messias Jardan, que só critica o cabelo da Míriam Leitão, atendeu ao pedido e fez o clique.

20 de maio de 2006

Garrafa Marron movimenta Mossoró ao escolher a sua nova musa

Mossoró (Caatinga Central) - Foi um rebuliço, mas finalmente a sociedade mossoroense conheceu a identidade da nova musa da Garrafa Marrom, promoção tudo de bom do Refresco Gasoso São Cristovão (o único nos sabores exclusivos Groselha, Damasco e Barbecue). O concurso atraiu mais de 4 milhões de pessoas à praça Alferes Tangerino Babosa, no centro de Mossoró, e contou com performances exclusivas dos grupos de forró Agrião com Pitomba e Ferradura no Pinguelo. Depois de muito deliberar, os jurados, todos cidadãos mossoroenses criados pela avó, escolheram a ex-chacrete Gerusa Cambalhota, 48 anos, como a nova musa do Refresco Gasoso São Cristovão (o único nos sabores exclusivos Groselha, Damasco e Barbecue). Bastante emocionada, ela saiu do palco direto para o hospital Frei Marcelino Codó após ser esfaqueada por Thainá Roberta, sua rival no concurso e sobrinha do coroné Vibrião Macambira. "Não vou deixá quenga nenhuma bulir comigo. Na minha família só tem cabra macho, inclusive entre as mulheres. Essa tar de Gerusa tava merecendo mesmo uma facada no bucho. Se fosse homem eu capava", declarou Thainá enquanto era contida por Frederico Lumiado, promoter do evento que desmaiou ao avistar um rapaz bronzeado e musculoso fazendo a segurança dos camarins.

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Messias Jardan foi só amores com Gerusa Cambalhota. "Você é luz, é raio, estrela e luar", disse ele antes de fazer o perolado click e levar um pescoção do namorado da moça

19 de maio de 2006

Mossoró em festa com a Garrafa Marrom

Mossoró-RN - Iniciativa que já nasceu vitoriosa, a promoção do Refresco Gasoso São Cristóvão (o único nos exclusivos sabores Groselha, Damasco, Cereja e Barbecue) teve no último domingo dia 14 sua festa de lançamento oficial. Cerca de 150 mil pessoas compareceram ao evento na praça central de Mossoró para assistir o lançamento oficial do site O Que Tem na Garrafa Marrom, promoção do Refresco Gasoso São Cristóvão (o único nos exclusivos sabores Groselha, Damasco, Cereja e Barbecue) O cálculo de público foi feito pelo Tenente-Coronel Jebedão Mirandinha, comandante-chefe da briosa Polícia Militar mossoroensse.

"Foi lindo, lindo, lindo. Foi a noite mais porreta que o sertão já viu", comentou Thabata Macambira, filha do coroné Vibrião, dona da boutique Coquete e que possui o único blog de Mossoró, o www.asmossoretes.blogspot.com , site que por justeza está entre os 500 mais acessados no concurso do Refresco Gasoso São Cristóvão (sabores Groselha, Damasco, Cereja e Barbecue). De fato Mossoró não via um espetáculo tão grandioso desde a grande seca dos anos 80. Na ocasião, a população em peso também se uniu, só que daquela vez era para saquear os caminhões pipas.

Entre os destaques locais figuraram Nezinho do Pandeiro, O Coral das Ceguetas da Caatinga, Mamonas Assassinas Cover, Patrick Dimon (atração internacional) e Sarapatel do Corno Flambado, conjunto que mistura rock-xaxado-MPB. "É muito bom tocar para a nossa gente e na nossa terra. Aqui a nossa energia é revitalizada. Olha só, tô todo 'arrupiado' com essa efervescência", salientou Marinaldo Cactus-Joe, responsável pela azabumba no SCF.

A principal atração da noite foi Alcione, a Marrom, garota propaganda há 27 nos do Refresco Gasoso São Cristóvão (sabores Groselha, Damasco, Cereja e Barbecue). Quando a cantora maranhense entoou a clássica “Você gosta de mim”, de Raimundo Soldado (Agora / A festa vai começar / E nós vamos se amar / Até a madrugada chegar), mais de 100 mil vozes emocionadas encheram o sertão com um momento de êxtase.

Frederico Lumiado, promoter responsável festança e sete vezes vencedor do concurso de fantasia do Baile dos Artistas de Mossoró, garante que novos shows virão. "É claro que sim meu bem. Estamos apenas começando", disse. De acordo com Lumiado artistas como Mara Maravilha, Os Mutantes, Jurumum Muquiado, Raimundo Fagner, Os Fevers, Moptop, Os Sirigüelas, entre outros, já acertaram a participação da caravana em comemoração ao Refresco Gasoso São Cristóvão (sabores Groselha, Damasco, Cereja e Barbecue). Quem viver verá.

O vereador Tibério Nonato ressaltou a importância do evento pra a coletividade mossoroense. “Olhe, antes os minino daqui de Mossoró tomá o que vem dentro da tal garrafa marrom eles tava tudo doente. Era impinge, pano branco, piolho, disenteria, barriga d’água e dente podre. Hoje tão tudo eu é uma beleza, já trabalhando na roça e fortes como meu jegue tancredo”.

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Messias Jardan quase não consegue o bronzeado click de tão fã da Alcione que é.

17 de maio de 2006

Ressaca é Top 500 no Cristóvão Ring

São Paulo (SPCC) – Um dos blogs mais conhecidos da zona leste da internet brasileira, o Ressaca Moral acaba de entrar na lista dos 500 sites mais acessados no concurso de blogs promovido pelo Refresco Gasoso São Cristóvão (o único nos exclusivos sabores Groselha, Damasco, Cereja e Barbecue). “Esta é mais uma prova do reconhecimento do trabalho jornalístico compromissado com a verdade promovido pelo Ressaca ao longo destes quase um ano e meio de existência do blog”, declara orgulhoso Paulo Guedes, coordenador-chefe do núcleo de explanações genéricas do site e embaixador ressaquista na subcomissão de eventos da ONG Moforo - Moleque Pobre Tocando Tambor na Favela é Mais Seguro do Que Moleque Pobre Fazendo Graça no Semáforo.

A promoção do Refresco Gasoso São Cristóvão (o único nos exclusivos sabores Groselha, Damasco, Cereja e Barbecue) visa escolher o que está sendo produzido de melhor na blogosfera nacional (sempre quisemos usar a palavra blogosfera, mas ainda não tínhamos tido a oportunidade). “Sabemos que não seremos fácil (sic), mas o grupo está unido e sabemos que podemos atingirmos (sic) nossos objetivos de ficarmos (sic) ao menos entre os 5 melhores” diz Jílson Rojério, bancário que estava passando em frente ao prédio do Ressaca no momento da reportagem.

O Cristóvão Ring, nome da rede de blogs participantes do concurso promovido pelo Refresco Gasoso São Cristóvão (o único nos exclusivos sabores Groselha, Damasco, Cereja e Barbecue), premiará os vencedores com 100 rádios de bolso Telefunken AM, 1 galo do tempo e uma viagem ida e volta com acompanhante para o concurso de karaokê de Mossoró (RN).


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Messias Jardan ficou puto por não ter feito a foto desta garrafa.

Vai uma campanha de marketing aí?

O falso absoluto é aquilo que parece mas não é. E ainda assim acaba vendido como se fosse. É a velha mutreta do capitalismo em empurrar goela abaixo o que a gente não precisa. Mas que você, um sujeito pressionado pela necessidade em se sentir especial, acaba comprando de um jeito ou de outro.

Por exemplo: você leva a menina que acabou de conhecer semana passada para jantar fora no restaurante mais badalado da cidade. Para impressionar, pede um "California Sunset - Um estonteante filé de frango com o cintilante molho especial do chef, crocantes batatas douradas, uma resplandecente farofa tudo de bom e um arroz celestial
polvilhado de charme". Na verdade, o prato não passa de peito de frango com creme de leite, farofa de ovo, batata palha da Elma Chips e arroz com alcaparras em conserva. Você poderia até fazer o mesmo prato em casa por cerca de 10 reais, gastando seis vezes menos. Mas aí seria um peito de frango com creme de leite e não um California Sunset.

O falso absoluto está em todo lugar. Antigamente, quando alguém da família fazia aniversário, a primeira providência era encomendar um bolo em uma doceira. Mas hoje em dia é mais fácil você encontrar um torcedor do América do que alguém que exerça essa profissão.

Afinal, como todo mundo sabe, doceira agora se chama "cake designer". Ela continua fazendo bolo, brigadeiro e casadinho, só que com um "toque" a mais, uma coisa inexplicável que até hoje eu não consegui entender, mas que lhe dá o direito de cobrar muito mais caro pelo mesmo serviço que a prima da empregada da sua casa faz para a sua família desde a época em que André de Biase ainda tinha cabelo.

A moda pegou. Do mesmo jeito que uma comida banal passa a custar uma fortuna só porque algum gênio da raça lhe deu um nome fresco, florista virou "flower designer", manicure agora é "personal nail caretaker" e pôr umas gostosas com calça de lycra distribuindo panfleto pelas ruas ficou conhecido como "ação direta de trade marketing".

Então, meu amigo, se você está por baixo e quer mudar de vida, reinvente-se. Não importa que você venda coxinha de galinha em porta do colégio, ainda assim dá para ganhar o mundo e os salões da alta-sociedade se apresentando como "snack designer" ou "gerente de alimentação rápida e nutrição educacional". Vai ser só uma
questão de tempo para que você vire moda entre artistas, socialites, patricinhas alternativas chegadas num pé sujo e "formadores de opinião" (essa raça que, assim como o controle "eject" do DVD, não serve para nada). Logo os seus quitutes estarão em algum restaurante da moda, custando uma fortuna e vendidos como "sensuais bolinhos de frango envoltos na mais perfeita massa de batata, temperados com um desconcertante maço de cheiro verde e fritos em óleo de canola virgem extraído ao pé das figueiras da Ilha de Malta".

Eu mesmo já decidi que mudar de vida é a minha próxima missão. Nos próximos meses eu devo largar tudo para me dedicar ao ramo da "Consultoria Social". Minha função será vender qualquer coisa para qualquer um apenas utilizando nomes criativos e soluções mirabolantes. É só uma questão de tempo para que o meu escritório vire um "bureau de idéias" e passe a lançar no mercado "produtos com personalidade". Mesmo que seja só um paninho para pôr em cima do fogão. Pode crer que existe alguém disposto a pagar uma fortuna por ele. Desde que, é
claro, tenha o nome apropriado e seja supostamente chique. Tão chique quanto peito de frango com creme leite.

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Na casa de Messias Jardan só se come do bom e do melhor. Em um caramelado click nosso homem no guia Michelin criou junto com Alex Atala a versão nouvelle cuisine para o tradicional churrasquinho de gato, que virou sensação nos estádios mais chiques da Europa. Jardan, que odeia essa coisa de brasilidade, mandou avisar que é para chamar o petisco de "Grillade De Chat".

13 de maio de 2006

5 músicas do metal farofa que eu gosto

O metal farofa dos anos 70 e 80 foi uma das quatro coisas mais absurdamente irrelevantes que aconteceram na música do século 20 (as outras três foram o grupo MPB4, o disco ao vivo de Oswaldo Montenegro e o casamento do mesmo com Paloma Duarte). Apesar de essencialmente ridículo e obtusamente estúpido, o metal farofa ou hair metal, é um gênero especialmente divertido, principalmente para quem foi criança ou adolescente na década de 80.

Este colunista, sem vergonha de assumir seu passado descerebrado e onanista, até mesmo porque as coisas não mudaram muito deste passado pra cá, elege deliberadamente e sem critério algum, cinco canções significativas do gênero heavy-farofeiro que o fazem ir às lágrimas ou baldear.

We’re not gonna take it – Twisted Sister
O refrão cantando em tradicional corinho-de-banda-metal-farofa é um dos mais empolgantes da década. Dependendo do seu estado etílico ao escutar o hit de 1984, seu rompante de euforia roqueira pode ser tão forte que você pode até acreditar que o rock’n’roll ainda salvará o mundo ou que um time carioca conseguirá novamente ser campeão da primeira divisão. É o tipo de música que você precisa ter no seu computador, vá baixar agora!

The Final Countdown – Europe
Uma das introduções mais bregas e legais de toda a história (que sob efeito de cigarros esquisitos pode durar mais de 46 minutos), a canção foi utilizada até mesmo em propaganda de alistamento das forças armadas, sim, forças armadas brasileiras. Para completar a cafonice, a banda possui nome de motel de segunda e seu vocalista parecia um travesti de terceira, como era comum aos conjuntos farofeiros da época.

Jump - Van Halen
Os teclados da clássica introdução de Jump, ao mesmo tempo que são fofos, também possuem o efeito de despertar um sorriso em quer que seja. Um sorriso sincero e nostálgico por um lado, debochado e envergonhado por outro. Já que, depois de marmanjo, você assiste a um clipe do Van Halen e tem a impressão de que a banda era uma espécie de É o Tchan da época. O vocalista David Lee Roth não deixa nada a dever à Carla Perez do início de carreira em matéria de ridicularidade capilar e falta de senso rebolativo, sem falar dos figurinos. Ao menos Eddie Van Halen se vestia melhor que Compadre Washington.

Lick it Up – Kiss
Veteraníssimos da picaretagem, o Kiss nunca se levou a sério e, por isso mesmo, continuará sendo ótima trilha sonora para o ápice de animadas festas de apartamento, excelente para as horas onde ninguém mais está ligando para a beleza da pessoa que acordará ao seu lado pela manhã. Lick it Up é o primeiro hit da fase esquecível da banda, quando resolveram tirar a pintura do rosto e sorrateiramente assumir o visual traveco-drag vigente na época. A letra, apesar de infame e cara-de-pau, é um petardo de ingenuidade perto das acefalias do R&B e Hip Hop americano de hoje em dia. Pelo amor do seu Deus, você precisa ver o clipe desta música, baixe na internet.

Liar – Yngwie Malmsteen
Malmsteen é um daqueles guitarristas virtuosos que podem dedilhar 359 notas por segundo em solos mais enfeitados e cheios de penduricalhos que um carro alegórico da Mocidade Independente de Padre Miguel. Liar é um exemplar empolgante e dos mais farofáveis do sueco (Viu? A suécia também deu ao mundo algo além do Abba e de atrizes pornôs lindas e gostosas), a música pode ser encontrada no disco Trilogy de 1986 e abrindo o alegre registro ao vivo Trial By Fire, de 1989. Um outro asterisco para Malmsteen no quesito capa: o orçamento apertado de produção do guitarrista certamente não deixou grana suficiente para contratar um bom capista.

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O metal farofa não era para qualquer um. Além de saber tocar como músicos clássicos, os integrantes de banda precisavam de fôlego extra para correr, saltar e firular pelo palco. Muitos vocalistas não agüentavam o tranco e são inúmeros os casos de roscas queimadas entre eles. Messias Jardan, fã do Motley Crue e possuidor de shortinho de lycra com a bandeira americana igualzinho ao do Axl Rose, é o autor deste agradável clique.

11 de maio de 2006

O bar da vala vai até de manhã

1) Despedida de um bom amigo. Dentro do bar pelo menos mais uns 20 esperando o cara. Tudo bem planejado. O figura ia embora (e foi, maldito!) e a surpresa estava armada. Infelizmente um mané resolveu sair um instantinho para guardar uns gibis no carro. Ele dá de cara com o amigo. "Porra, sabia que era uma surpresa, o Tylon estragou tudo", disse o tal, rindo e dando um abraço. O mané era eu. Nada que estragasse a noite. Ela continuou naturalmente, se estendeu para, na época, as tradicionais saideras no posto de gasolina sob a benção da foto em tamanho natural de Vivi Fernandes. De lá todos para o supermercado tomar café de manhã. Mais despedidas e até breve.

2) Eu e um dos três melhores amigos que tenho. Fomos a um bar perto de casa, um dos piores lugares em que poderia me imaginar. Recanto de pagodeiros, o que é auto explicativo. Meio de semana. Acho que uma quarta-feira. Fomos assistir ao show da banda de outro melhor amigo. Bbanda de rock, que fique claro. Iluminação da pior qualidade, som idem, cerveja nem tão gelada e um porra dum hippie chato pedindo cigarro e bebida a todo instante. Um mico sem tamanho. Depois saimos os três para tomar outras em outro lugar.

3) Amigos num final de semana em Algodoal, vila de pescadores descoberta nos anos 60, antigo refúgio dos bichos-grilos. Hoje já com uma estrutura bem legal. Dois anos atrás, no meio da farra que era para durar cerca de quatro dias. a maioria dos amigos vai embora, quase toda ela formada por familiares. Ficamos apenas eu e uma prima. Um olhou pro outro. "Queres ir embora?". "Eu não". "Ótimo". Foram mais dois dias bem legais. Enchemos a cara, rimos, fomos para festas. Ela se deu bem. Eu, pra variar, fiquei nas várias tentativas. Mas valeu a pena. Pior pra quem foi embora.

4) Maldita insegurança. Em Belém foi instituído um limite para o funcionamento dos bares. De segunda a quinta-feira eles só podem ficar abertos até meia-noite. Para quem estava acotumado a começar os "trabalhos" nesse horário a sensação é de desalento. Na boa vontade alguns bares iam até duas horas. Não dava nem pra esquentar.

Foi aí que uma portinha, portinha mesmo, foi aberta a dois quarteirões do local onde trabalho. Ainda não tem nome, conforto ou luxo. Mas, tem uma cerveja sempre gelada e um tratamento vip que só uma simpatia estritamente natural poderia proporcionar. Duas mesinhas, uma roda de amigos, várias garrafas, a músicas que a gente quer e papo que vai embora. O bar do Jaime ainda não foi batizado. Para gente será sempre o Bar da Vala. E, ao contrário dos demais, vai até de manhã.

5) Eu e um dos melhores amigos, aquele mesmo do show de rock no bar de pagode, voltando de um carnaval no interior. Não sou muito fã desse feriado, mas se é pra vagabundear, tudo bem. Três dias depois voltamos. Fomos pegar uma balsa e ficamos na fila de oito da manhã até 19 horas. A ressaca era do tamanho da fila e por perto não tinha um filho da mãe pra vender umas latinhas. Às 23 horas saimos da balsa e pegamos a estrada. No meio do caminho, na interseção entre o nada e o lugar algum, o pneu fura. Lá vamos nós para a troca. Eu na verdade. O amigo deu apoio moral, o que a bem da verdade não valeu de muito. Chegamos duas horas depois em casa. "Amanhã a gente toma umas", combinamos.

Não tenho muito amigos, mas os que tenho para mim são muitos. Quando eu era criança meu pai sempre enfatizava que além de pai era meu amigo. Só depois que a gente conquista amizades de verdade é que se nota o quanto elas são importantes. Não importa qual for a situação, o local ou o horário, se a gente estiver entre amigos tudo melhora. Até para se gostar de alguém tem que rolar amizade, pelo menos se a intenção for mais do que uma noite. Procuro cultivar as amizades que tenho. Espero que elas durem bastante. Elas têm que funcionar como o Bar da Vala, o único de Belém do Pará que vai até de manhã em plena segunda-feira.

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Esse aí não é meu amigo não, e sim do preclaro retratista Messias Jardan. "Posso homenagear meu chapa?", perguntou. Claro Messias, amigo é pra essas coisas. Mas, roda de violão, comigo não.

10 de maio de 2006

Dercy Gonçalves faz greve de bom senso em apoio a Garotinho

Purgatório (RJ) - Às vésperas de entrar no livro dos recordes ostentando o título de idosa mais desbocada do mundo, a centenária atriz Dercy Gonçalves deixa de lado o bom senso que lhe é peculiar e, em apoio a Anthony "O Faquir" Garotinho, ameaça se vestir de noiva. Mesmo depois de quase um século de sacanagem, Dercy Gonçalves garante se sentir à vontade trajando as vestes associadas à castidade. "Ah, caralho, essas vagabundas de hoje casam tudo arrombada (sic), porque eu não posso?", questiona a musa da oitava idade. Nem a malícia de seus netinhos, que a apelidaram de noiva-cadáver, a fizeram mudar de ideía. "Eu encho esses pivetes filhos da puta de porrada que acaba a putaria", brinca.

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Dercy, a noiva-cadáver, não poupa elogios a seu vestido de noiva. "Essa porra tá do caralho!", comemora entusiasmada. O clique fúnebre é de Messias Jardan.

9 de maio de 2006

Expressões que você deve evitar

“Meus dezessete leitores” – Essa é uma expressão marota, metida a engraçadinha, que no fundo quer dizer algo como “sei que não tenho tanta audiência assim, mas um dia chego lá”. Perdeu a graça que tinha no início e hoje não passa de uma bobagem pretensiosa. Afinal de contas ninguém perderia tempo escrevendo para apenas dezessete pessoas e, francamente, não há escritor que aceite orgulhoso o triste fato de que a internet tem milhões de usuários e somente dezessete deles se dão o trabalho de lê-lo. Referir-se aos seus leitores, sejam dezessete, sejam 500, como “meus dezessete leitores” é uma falta de respeito. Mais ainda: falta de criatividade. Também é mesquinho, pois significa que você está o tempo todo aferindo com precisão (ou fingindo aferir) a medida de seu sucesso. Deixe essa tarefa pro Gugu. Por fim, é completamente sem graça. Se você pensa que as pessoas riem ao ler isso está redondamente enganado. Fuja dessa expressão. Prefira algo como “meus bilhões de leitores”; além de cínico é mais divertido. Ou, melhor, esqueça a quantidade de leitores e concentre-se em escrever. Você pode.

“A rede mundial de computadores” – Ora, faça-me o favor. Alguém que, a essa altura, não conhece o significado da palavra “internet” provavelmente não sabe nem ler. Expressão ainda bastante utilizada por revistas semanais, ao invés de informar subestima os leitores. Sem contar que é desnecessária, já que não se fala em, por exemplo, “rede brasileira de computadores”. Da mesma forma que não se vê expressões como “o aparelho que transmite imagens” para explicar o que é um televisor, o fim do “a rede mundial de computadores” já devia ter sido decretado há bastante tempo.

“O Orkut já registra 398 comunidades sobre o assunto” – Sabe-se lá porque, a mídia largou de mão o Ibope e outras ferramentas mais confiáveis para citar exclusivamente o número de comunidades no Orkut para medir a popularidade de qualquer coisa. Talvez porque seja mais barato. Ou porque dá menos trabalho. Ou, ainda, porque os repórteres passam o dia acessando o Orkut e não conseguem falar de outro assunto. Seja como for, o Orkut não serve de base para estatísticas sobre absolutamente nada. Recheado de falsos perfis, personagens fictícios e usuários engraçadinhos que teimam em dizer que nasceram no Camboja, falam iídiche, seguem a cientologia e não perdem o programa Vídeos Incríveis, o Orkut é um antro de desinformação e dados estatísticos fantasiosos. Matérias que confiam no site não merecem um pingo de confiança.

Faça como Romeu Orlando
Romeu Orlando Macambira possuía um blog na internet, a rede mundial de computadores, em que falava sobre sua operação de redução de estômago e sempre fazia a gracinha de citar seus “dezessete leitores”. O blog era um fracasso, e Romeu desistiu definitivamente dele quando descobriu que tinha apenas quatro leitores. Desde então, faz contorcionismo em sinais de trânsito e já possui mais de dezessete admiradores. No Orkut não há nenhuma comunidade dedicada a ele. O clique acrobático é de Messias Jardan.

6 de maio de 2006

Coisas que deverão acabar no decorrer da evolução humana

Pipoca no cinema – Não adianta. Você busca um lugar solitário, até mesmo um ângulo ruim mas sem babacas para lhe importunar, e eis que alguém decide surgir com um saco de 4 litros de pipoca para mastigá-la bem ao seu lado. É possível sentir na espinha a resistência do milho queimado sendo triturada por paredões de dentes inconvenientes que, obviamente, nunca se perguntaram quem foi que disse que pipoca combina com cinema. E enquanto o público mastiga óleo e gordura, coxinhas, pães-de-queijo e outras delícias silenciosas dormem solitárias no abandono frio dos caixas.

Balões de festa – Esse é um assunto que vale a pena ser retomado. O homem atravessou, com sucesso, a Era Glacial. Superou a peste negra, inventou a penicilina, a pílula anticoncepcional e as duas grandes guerras. Um dia, um criminoso decidiu fazer o balão de festa, considerado, ao lado da cantora Simone, uma das invenções mais pavorosas do nosso tempo. Mas alguém convocou todas as senhoras de meia-idade do mundo e disse que era bonito, que ia bem de quinze anos a inauguração de conjunto habitacional e que não havia restrição quanto à combinação de cores. E assim foi feito.

Reggae de apartamento – Se estivesse vivo, Bob Marley provavelmente estaria chapado o suficiente para perceber, mas sua música havia virado um pagode de três acordes sincopados na mão de gente que protesta contra os males do mundo a bordo de uma Ecosport cheia de maconha. Saem os dreads cuidadosamente ensebados pelo desleixo, entra o louvor a Jah a 30 reais, sem consumação.

E o que voltará, em breve:

A pochete – Por motivos já expostos nesse site, o recrudescimento da pochete tem ares de uma nova e imbatível tendência mundial. Na França, ela é tida como nova sensação dos cafés e dos protestos estudantis, servindo de abrigo para pedras e coquetéis molotov. Ronaldinho já foi visto desfilando na noite barcelonesa com sua pochete, onde carrega seu eterno lustrador de dentes incisivos. Na Islândia, ela é defendida por gente bacana como Björk e Sigur Rós, as únicas criaturas islandesas que perderam o medo do mundo. No Brasil, uma nova era se inicia, agora.


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Sucesso: O Mister Pochete Universo 2006, Prungo Flávio, desfila um exclusivo modelo confeccionado com pele de famílias do Camboja. O charme fica por conta do chaveirinho de cabeça humana empalhada preso ao lado direito da bolsa bossa. Messias Jardan ganhou uma pochete de estudos na Ásia e fez o clique

Arianno Suassuna adere a campanha pela volta da pochete

Logopochete.jpg Aos 173 anos de idade, o escritor e nome de cobra venenosa Ariano Suassuna é a mais nova celebridade brasileira a aderir à campanha do Ressaca Moral pela volta da pochete. Sensibilizado com a nossa luta, Suassuna enviou para a nossa sucursal em Caruaru o poema de cordel "A Luta de Lampião e Sua Pochete Contra Satanás no Reino do Inferno". O poema, que em breve vai ser transformado em filme pelos mesmos produtores de O Auto da Compadecida, você confere em primeira mão aqui no Ressaca Moral.

Quer força seria esta
Que causou apreensão
A quem achava ter o
Mundo na palma da mão
Foi ela um cabra-da-peste
Este El Cid do Nordeste
VIRGULINO, LAMPIÃO

Na caatinga e na mata
Viveu muitas aventuras
Enfrentando os poderosos
Com aquela bolsa na cintura
Comia calango assado
Junto com pão baguete
E carregava a peixeira
Dentro da sua pochete

Lampião era hype,
Era fashion e proposta
Não usava mochila
Nem nenhum peso na costa
Quando tinha tiroteio
Ele não entrava no mato
Sem levar presa na cintura
A sua pochete Anonimato

Quando morreu em Anjicos
Ele foi ter com Satanás
Que disse logo a ele
“Com pochete aqui
Não entrarás”
Lampião cabra da peste
Seja verão ou inverno
Fez a pochete virar moda
Entre os demônios do inferno

Por isso meu amigo
Não se acanhe se alguém
Disser que de pochete
Você não vai comer ninguém
Lembre-se de Virgulino
Home de grande valentura
O nosso herói do sertão
E sua pochete na cintura

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Nos anos 70, ao ser preso em Attica, Suassuna passou maus bocados. Por ser ao mesmo tempo nordestino e Ariano nunca conseguiu decidir em qual gangue da prisão entrar. Hoje em dia, além de escrever livros e colaborar com o Ressaca, ele ganha a vida animando festas infantis com o espetáculo De Volta Para O Futuro cover, no papel de Dr. Emmet Brown. Messias Jardan tinha acabado de fumar um baseado ouvindo Alceu Valença quando fez o armorial click

O Data-Ressaca informa:

Os níveis de chatice na televisão brasileira subiram 37.9 na Escala Amarante após a entrevista de Luana Piovani a Jô Soares na última sexta-feira, cinco de maio.

Evo viu a uva

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Enquanto todos temem a escassez do gás boliviano, nosso homem em La Paz, Wilson Cremonese, está mais preocupado é com a falta de mulher. Enquanto assobia um rock balada de Adelita Curriola y Los Mimilocos, Cremô estoca uma boa quantidade de especímes do sexo oposto em seu Kharman Ghia tunado com hidrovácuo digital movido a óleo de semente de biribá. "Todo dia era dia de índio", cantarolava Messias Jardan ao fazer o hormonal click

4 de maio de 2006

Com fome, Garotinho devora programa de governo

Fuzilândia (RJ) - A cúpula do PMDB está preocupada com a greve de fome de Anthony Garotinho, iniciada no último domingo após uma crise de birra do ex-governador. Tristonho, 42 quilos mais magro e parecido com o Alex Kid, Garotinho prometeu radicalizar o ato caso o partido não atenda à sua exigência de disputar a presidência. Na companhia de seus 312 filhos adotivos dos quais não lembra o nome e da mulher, a indigesta Rosinha Garotinho, o ex-governador queimou todos os seus bonecos do Comandos em Ação, apertou a campanhia dos apartamentos vizinhos, deu pum e cuspiu pela janela, numa clara atitude de desrespeito às regras de seu partido. "O Garotinho sabe que no PMDB a putaria é só de gente grande", afirmou um assessor do partido que não quis se identificar.

Na noite de ontem, Garotinho negou-se a tomar sopa pela quarta vez e ficou sem videogame e sobremesa. Em uma crise de fome, devorou as páginas de seu programa de governo e teve uma infecção intestinal aguda com escoamento recorde da produção. "Isso já estava previsto, o nosso programa é uma merda", admitiu, enquanto assava dois de seus filhos em uma sanduicheira. Entretanto, a junta médica que o examinou concluiu que o episódio se trata de manha e sugeriu enviá-lo para um acampamento em Atibaia, no interior paulista.


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Garotinho só se animou com a presença de seus doadores de campanha, com quem ensaiou músicas do Trem da Alegria.

3 de maio de 2006

Em rio que tem piranha canguru usa pochete

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Mundialmente famoso por causa das falsificações de pinturas rupestres do tempo das cavernas, Waldez ficou sensibilizado com a campanha pela volta das pochetes. "Eu uso três para levar todos os meus apetrechos", conta. Por isso mesmo ele meteu a mão no pincel para dar sua contribuição ao retorno dessas caçapas.

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2 de maio de 2006

Traficantes e usuários iniciam boicote ao pó Boliviano

Bagdá (RJ) – Leonardo Silva, o Lelê do Mal, líder da facção criminosa Comando Grená, uma dissidência radical do antigo Comando Bordô, anunciou apoio ao governo em retaliação à decisão boliviana de utilizar os contratos da Petrobrás no país como papel higiênico.“Geral aqui no morro num vende mais farinha boliviana, mané que quiser agora só tem da Colômbia e misturada”, informa Lelê.

“Sempre confundo Bolívia, Peru e Equador, a Colômbia eu sei qual é por causa daquele presidente doidão, o Chavéz, mó astral o cara”, declara Funga, ex-ator participante de uma novela adolescente da maior rede de tv do país, que preferiu manter seu nome em segredo. “Da boliviana eu não cheiro mais desde que eles cortaram o gás, ontem mesmo fui surfar e não tive gás pra passar da arrebentação, mó sujeira”, completa Funga. “Essa aí serve pra mostrá pros préibói que além da auto-suficiença no pretróleo, a gente também precisamo da auto-suficiença na farinha, pô, pó importado custa caro pô.”, falou em tom de queixa um indignado Lelê.

Funga diz ainda que “Cheirar pó da Bolívia agora é tão anti-brasil quanto dar a bunda pra argentino, não que eu tenha dado a minha, quer dizer, bem, deixa pra lá, tem um cartão de crédito aí?”.

Consultado sobre o inusitado apoio dos traficas e consumidores à causa brasileira, o presidente Lula primeiro disse que não sabia de nada, mas logo depois enviou nota através de sua assessoria e declarou estar “absolutamente convencido de que, nunca antes na história deste país, outro governo fez tanto pelas camadas mais irrelevantes da sociedade. É como se nós estivéssemos marcando gols mesmo com a partida já terminada”, concluiu.

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“É, a gente não está com a bunda exposta na janela pá passar mão nela”, disse Evo Moralez, antes de aspirar duas carreiras e meter o pé na porta da sede da Petrobrás em Bogotá, Lima ou Caiena, seja lá qual for a capital do Equador. O latin photographer Messias Jardan é o autor do neoliberal click.

1 de maio de 2006

Pochete, eu uso

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Ressaquinha (MG) - O número de adesões à campanha Eu Quero Voltar a Usar Pochete é surpreendente. Gente de todo o Brasil tem procurado as várias sucursais do Ressaca Moral no país e no exterior para manifestar o apoio a causa. Para nossa felicidade pessoas públicas, artistas principalmente, não têm se furtado a gritar para todo mundo ouvir que usam ou usaram pochete. Seja você também mais um a dar um tapa na cara da sociedade de consumo que tenta renegar esse tão precioso utensílio do vestuário masculino e mande para cá seu depoimento. Abaixo estão as bonitas palavras de algumas celebridades que ousaram não se calar. Os clicks são todos do não menos famoso Messias Jardan, o retratista pocheteiro.

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"Eu usei pochete durante vários anos e sempre me dei muito bem com ela. Íamos ao colégio, ao shopping e à academia. Fiquei muito triste quando ela saiu de moda. Queria continuar usando-a, mas a sociedade passou a recriminar os usuários. Certo dia me vi num morro em busca da liberdade de usar minha pochete. Espero que ela volte a ser legalizada e com ela retorne minha felicidade"
Cid Moreira, jornalista e símbolo sexual

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"Porra, caralho, quando eu cheguei na cidade grande todas as cocotas usavam essa merda. Então eu usei. Usei mesmo. Mas era cara pra porra e tive que poupar o dinheiro de vários espetáculos no teatro rebolado. Quando finalmente eu consegui a minha ela saiu de moda. Ora, vá a merda"
Dercy Gonçalves, comediante e reserva moral do Brasil

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"Divido minha vida entre São Paulo, Nova Yorque e Munique. Nessas cidades produzi centenas de espetáculos com sucesso de crítica. De público, nem tanto. Eu, como um judeu brasileiro descendente de alemães, sempre procurei peças que atestassem a falta de lucidez da humanidade em face da pós-modernidade. Nas peças, em todas é bom ressaltar, utilizo de um coro do teatro grego e os personagens sempre usam pochetes de lã turcomenistã. É básico"
Gerald Thomas, dramaturgo e chato

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"Pochete..................... Eu uso pra encher de biscoito.............. Caso contrário teria que levantar da rede pra ir na despensa..................... Cansei"
Dorival Caymmi, compositor e triatleta

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"Ô louco, meu. É a maior peça do vestuário já feita até hoje na história da moda. Se voltar a ser usada será o maior retorno dos últimos tempos"
Fausto Silva, apresentador e bajulador

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"Olha meu bem, a pochete já foi uó, mas hoje, bem aproveitada, pode muito bem ser combinada com muitas peças de roupa. Se ela foi feita com Tafetá ou Crepe Madame, nem se fala. Fica um luxo"
Clodovil Hernandez, estilista e afetado

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"Os mano usa/ As mina pira"
Mano Brown, rapper e cara sensível

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