O Casa-mento
Natália Brabo *
Já existe uma corrente dentro dos profissionais de língua portuguesa requisitando o divórcio da palavra casamento. É porque a linguística, formada por símbolos: significados e significantes, precisa deixar claro ao indivíduo sequioso de casamento, a possibilidade do casa-mento, ou seja, o fato implícito da separação depois (ou até mesmo antes) de ambos os cônjuges chegarem na fase do chinelo e do bocejo. Daí quando o desejo de descasar for tão ou mais forte do que o de casar foi um dia, marido e esposa não podem reclamar que não foram avisados desde o ensino fundamental.
Por algum mistério que eu não quero nem saber qual é, proto-famílias se desgastam formalizando a união em cartórios, igrejas, templos, terreiros, porões e/ou Las Vegas. Como a morte está para a vida, o divórcio está para o casamento. É o que provam as enquetes recentes de institutos ligados ao assunto. As ONGs de apoio a mulheres recém-separadas-e-abatidas divulgaram nessa semana uma nota estatística indicando que de cada três casais, quatro se divorciam. O Instituto de Acolhimento a Futuros Pais e Maridos Sazonais (IAFPMSaz) avaliou que de cada dez homens prestes a contrair matrimônio, nove somam votos nulos, brancos e indecisos. Para piorar o quadro, a Associação e o Sindicato dos Detetives Particulares estimam que as chances de traição subiu, nos últimos decênios do século XX, em 30%, e para os casais que podem circular ao ar livre as chances sobem para 250%.
O Governo Federal, junto ao Ministério da Saúde, pretende fixar imagens cada vez mais agressivas dos resultados de divergências conjugais nos rótulos de preservativos e/ou outros tipos de produtos usados por quase-talvez noivos. A medida visa extinguir de vez as já quase nulas expectativas de união eterna e alertar os teimosos pretendentes a segundo ou terceiro matrimônio. Consequentemente o congestionamento de divórcios e briga pela tutela dos pirralhos na vara familiar seria reduzido.
O novo Papa, extremamente preocupado com a modernização da Igreja e dos assuntos sacramentais, lançou alterações no texto da missa casamenteira. Ficaria mais ou menos assim: "Irei amar-te e respeitar-te quando o estresse tornar isso possível, na saúde sim porque na doença chamarei enfermeiros, na riqueza talvez, na pobreza só com algum crédito no banco, até que a morte, a televisão, o fim de semana na casa dos seus pais, a gritaria das crianças, o seguro atrasado do carro, a luz acesa, a toalha molhada em cima da cama, a cueca/calcinha no chão do banheiro nos separe. Amém".

Comentários
Meu nome é lidiane estou me separando minha situação é delicada porque temos 4 filhos 1 c\ sindrome de down não posso trabalhar fora pois tenho que leva-lo as terapias 2x por semana, não sei por onde começar. Será que alguém pode me arrumar o telefone dessa ong de apoio as mulheres recém separadas? Meu tel64569183. meu email lidianelidiane@hotmail.com
escrito por: Lidiane em 29/11/2006 às 18:40
Ao Anonimo:
ah baby, os monstrinhos (está melhor assim?) aguardam sua visita a 7 anos. venha conferir a beleza que é.
Ao Marcelio:
Proposta de casamento aceita. Mas aviso: prazo de validade estimado em 5 ou 6 anos no máximo.
escrito por: natalia brabo em 5/04/2006 às 12:56
Considerando a não validez de seu casamento anterior... Não queres casar comigo? heheheh
Até hoje não entendo as mulheres, a toalha seca mais rápido em cima da cama...
Esse negócio de calcinha no chão do banheiro q eh fou...
O negócio é casar e morar separado... Um na nova zelandia e outro em Mossoró...
escrito por: Marcelio Leal em 5/04/2006 às 10:48
Concordo quase plenamente, exceto a parte que trata os meninos como "fedelhos" ou "pirralhos", adjetivos muito pejorativos para a beleza de meus seis anjinhos!!!
escrito por: [Anônimo] em 5/04/2006 às 09:29
Concordo quase plenamente, exceto a pare que trata os meninos como "fedelhos" ou "pirralhos", adjetivos muito pejorativos para a beleza de meus seis anjinhos!!!
escrito por: [Anônimo] em 5/04/2006 às 09:29