Delegado Maria Bethânia estréia sistema de cobrança
Mossoró (RN) — Inspirado por uma reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo — que no dia 16 de abril mostrou restaurantes em que os clientes pagam a quantia que considerarem justa pelo que consumirem — o delegado Maria Bethânia, o Betão, estreou nesta semana seu sistema de cobrança flexível. Através do novo sistema, infratores, bandidos, traficantes e foras-da-lei em geral poderão pagar a Betão o quanto quiserem como propina ou, nas palavras do delegado, “estímulo para relaxamento de punição”. O valor cobrado anteriormente, estipulado de acordo com uma tabela e que variava de R$ 50,00 para porte de drogas a R$ 15.000,00 para homicídio em flagrante, era considerado alto e, por causa disso, muitos criminosos preferiam ser detidos a pagar pelos serviços de Betão.
Enquanto sorvia no café-da-manhã uma garrafa de uísque black label ao lado de Jussara, seu fuzil AR-15 que não aceita propina para se calar, o delegado Maria Bethânia, o Betão, recebeu em seu triplex em Mossoró (RN) um repórter do Ressaca Moral para falar sobre esta inovação no trato com os criminosos.
Ressaca Moral: Delegado, o senhor anunciou que nesta semana passa a cobrar propina através de um sistema inovador e ousado. Você pode falar mais pra gente sobre como ele funciona?
Delegado Maria Bethânia: Veja bem, não se trata de propina, não diga uma besteira dessas dentro da minha casa. Estamos falando de estímulo, incentivo, relaxamento de punição. Não é a mesma coisa. O sujeito ia preso, por exemplo, por porte de drogas, ia pra cadeia apanhar e virar moça, eu permito a ele que se arrependa e relaxo a punição.
RM: Mas como funciona esse sistema? Do que se trata o relaxamento?
DMB: Nesse caso aí do maconheiro eu fico com a parada dele e libero o cara. Sempre foi assim (risos). O que muda agora é só o preço.
RM: O que mudou?
DMB: Pois é, antes tinha uma tabela, era 50 conto pra maconha, 150 pra quem não usava cinto de segurança, 500 para assalto a mão armada... Agora não, cada um paga o quanto quer.
RM: Cento e cinqüenta para cinto de segurança? Mas fiscalizar o trânsito não é uma função da guarda do município?
DMB: É. E daí? (risos).
RM: E todo mundo pagava?
DMB: Mas quando. Tinha uns palhaços que diziam que eu tava subornando eles e preferiam ir presos. Eu mandava direto pra 26 (26ª DP, onde trabalha Betão) e ainda metia desacato à autoridade na ficha do cara (risos).
RM: Quais foram as reações à nova cobrança?
DMB: Parece que os clientes gostaram. Agora todo mundo paga.
RM: Mas o senhor não teve prejuízo? Afinal muita gente pode preferir pagar menos do que pagaria normalmente.
DMB: Mas quando! (risos). Quem pode mais, paga mais. Quem pode menos, paga mixaria e leva esculhambação (risos). Eles sabem da importância do meu serviço. E se alguém quiser dar uma de otário eu mostro logo a Jussara. Como diz aquele reclame: liberdade... não tem preço (risos).
RM: Pra terminar nossa entrevista, delegado: qual foi o maior valor que o senhor já recebeu?
DMB: Sabe esse triplex onde a gente tá? (gargalhadas).
Comentários
Sei que existem alguns filhos da puta que denigrem a imagem da corporação, caro Fred, mas em mim você pode confiar.
escrito por: Delegado Maria Bethânia em 18/04/2006 às 00:31
Como não é de verdade?
escrito por: Ressaca Moral em 17/04/2006 às 18:17
tava lendo no rss e custei a me tocar de que não era uma notícia de verdade, hehehe.
escrito por: Fred em 17/04/2006 às 16:24