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29 de abril de 2006

Grandes momentos da pochete

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Durante as gravações de Malhação, Cabeção (o primeiro da direita pra a esquerda) se despede do elenco da novela para nunca mais voltar. Enquanto isso, um dos integrantes do grupo B'Ros brinca de esconder a pochete do ator enquanto, acidentalmente, passa a mão na bunda do diretor do programa (de shorts azul com listras brancas). Messias Jardan, que puxa ferro seguindo o Manual do Marombeiro de Paulo Cintura, é o autor do irrisório click

28 de abril de 2006

Eu quero é pochetar

Sem choro, vela ou negociação, em algum ponto do final da década de 90, as mulheres arbitrariamente decidiram que a pochete deveria sair de moda. Seu uso então passou a ser considerado um atentado estético e os donos de pochete que insistiram manter as mesmas nas cinturas não comeram mais nem mulher feia em fim de festa.

As pochetes se foram, mas os problemas que elas haviam conseguido resolver voltaram e ainda mais problemáticos, confira: no final dos anos 80, por exemplo, um homem de cerca de 25 anos carregava basicamente carteira, chaves, óculos, cigarros, isqueiro, etc. Observe que estes objetos continuam nas mãos do homem, mas agora têm a companhia do celular, do MP3 player e da câmera digital, no caso específico dos caras esquisitões que possuem fotolog.

Por serem de tamanho e peso reduzidos, tais objetos muitas vezes não justificam o uso de uma mochila ou pasta estilo carteiro, mas com a extinção das pochetes, os homens modernos se viram como podem para acomodar sua parafernália nos bolsos ou carregar tudo nas já citadas mochilas, que em grande parte dos casos, trafegam com mais de 70% de seu conteúdo não-preenchido.

A necessidade da volta das pochetes está mais do que provada. Público consumidor e intenção de compra existem, ou seja, que tipo de interesses estariam impedindo o progresso do conforto masculino? As grandes corporações multinacionais que dominam o mercado de transporte de objetos pessoais estariam cartelizadas impedindo o retorno da pochete? O provável sucesso de vendas dos pequenos bagageiros de cintura, mais baratos que as mochilas, diminuiriam os lucros dos grandes conglomerados bolso-mochileiros?

Estariam as pochetes sendo alvo de uma secreta organização feminina de alcance mundial apavorada com a possibilidade de estrago visual eminente em seus namorados, noivos, maridos, ficantes e paus-quebra-galhos?

Em um ato de extrema coragem e compromisso social, Ressaca Moral coloca a pochete pra frente (até porque para trás algum ladrão pode abrir o zíper) e assume mais esta luta por uma sociedade mais justa e com mais espaço para guardar coisinhas.


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Messias Jardan não contou conversa e sacou sua digital 3 em 1 (câmera, webcam e tesoura de unha) e clicou a dupla Xerxes e Xaxim, entusiastas pocheteiros de carteirinha.

27 de abril de 2006

O Alblérgh

Por Paulo Nazareno

Devido ao grande número de opiniões desfavoráveis sobre "O Albergue" acabamos pensando que o filme é o merda, mas quando assistimos...temos certeza! Mas não é uma merda qualquer, é uma merda que tem o aval de Quentin Tarantino, custou apenas 5 é já faturou 50 milhões. É ou não é um grande incentivo para aquele cineasta que existe dentro de você?

Mulheres heterossexuais que sentem gastura quando arranham o garfo no fundo do prato ou quando alguém coloca a pálpebra superior do avesso, não vejam o filme. É sério. Sou a favor de que nenhum filme deva ser evitado. Todos devem ser vistos para garantirem uma opinião, mas resguardo este grupo de pessoas, depois de considerar o alto valor do ingresso na atualidade e que o texto é de um cara que fez jornalismo apenas para entrar no cinema sem pagar, isto porque não sabia que a gratuidade não era válida em todos os circuitos...malditos capitalistas, detentores das salas de projeção.

Todos devem achar que "Crash" é um filme com questões raciais, preconceitos e tudo o mais. Mas é porque ainda não viram O Albergue. Se você procurar "xenófobo" no Aurélio, vai estar lá: "O Albergue, de Eli Roth". E acredite, este é um dos argumentos que fazem o filme ter graça (pelo menos um pouquinho). Enquadrá-lo como "terror", é o mesmo que dizer que "Zorra Total" é programa de humor.

Na historinha, Paxton e Josh são dois mochileiros americanos que passeiam pela Europa. Com a miscigenação e até mesmo intervenções, como Salma Hayek no mundo hollywoodiano, eu achava que os padrões de beleza americanos tivessem mudado um pouco. Parece que não, as americanas devem continuar as mesmas barangas de sempre, já que os caras foram se meter lá onde "o vento perdeu as botas e faz a curva" atrás de umas meninas gostosas. Eles ainda têm a companhia de Oli, um islandês, que está no filme para mostrar que além de comerem carne podre de tubarão e ouvirem Sigur Ross o dia inteiro, os islandeses são todos uns tarados babacas piores que os garotos que brigavam por figurinhas do campeonato brasileiro na 6º série.

albergue 1.jpgApesar de ter concluido o curso de Enfermagem no Instituto Rádio Técnico Monitor, Messias Jardan não pode ver sangue. Ao invés de fotografar O Albergue, preferiu desencavar de seu arquivo a meiga Shirley Temple no super-fofo Em Busca do Pássaro Azul. Nosso homem em Hollywood teve uma queda de pressão após fazer o gorduroso click

A motivação da viagem são drogas e sacanagem. Eles conhecem um cara que dá a dica onde encontrar as melhores xoxotas da Europa: Um ALBERGUE (mentira, é mesmo?) em Bratislava, na Eslováquia. Antes que eles comecem a sufocar por falta de oxigênio ou se perguntem como aquele raquítico narigudo conseguiu comer alguém por lá, o cara mostra umas fotos em que ele participa de um verdadeiro Gang-Bang com belas garotas.

A esta altura você percebe que Josh é um tanto sentimental, descarta os serviços de uma quenga (terei que me munir de todo o arsenal de sinônimos de "puta" para não tornar o texto repetitivo) em Amsterdã porque ainda não esqueceu da ex-namorada; Paxton é um latino-americano, que para não sair por baixo, dedicou-se aos estudos e aprendeu falar mais de duas línguas; e Oli é o primeiro que vai morrer.

No trem para o puteiro, ops, albergue... eles conhecem um sujeito meio sinistro. Um cara que tinha fortes tendências homossexuais na adolescência mas escolheu ter uma família (esposa e filha) e comer salada com as mãos para não chocar a sociedade. O cara vem com um papo de baitola pra cima de Josh, que o põe pra correr.

Bratislava é um lugar que nem você, nem os mochileiros tinham ouvido falar até este filme, o que aguça a imaginação de todos...um lugar onde a belezura das meninas é diretamente proporcional a dificuldade de se pronunciar o nome delas.

Então, eles têm a sorte de encontrar Natalya (Barbara Nedeljakova) e Svetlana (Jana Kaderabkova). Natalya é ítalo-russa e Svetlana é de Praga, independente de onde são, já resumem que toda européia é puta. Sim, é isso mesmo. Elas dão para os americanos por 3 motivos:

1) Por que são gostosas e desinibidas e precisam mostrar os peitos.
2) Porque gostam de dar, porque é bom e precisam mostrar os peitos.
3) Porque os rapazes precisam de um instante de redenção antes de serem torturados, mutilados, mortos e etc...e porque elas precisam mostrar os peitos.

Para Oli sobra a recepcionista, não menos bela, mas que não precisou mostra os peitos.

No meio das européias safadas do albergue ainda aparecem duas japonesas. Não dá pra entender o que elas fazem ali, já que todo mundo vai lá só para catar as plocs européias que dão de graça. Provavelmente estão fazendo um intercâmbio para aprenderem a ser putonas também, ou então apenas para dar um toque tarantiniano de ser ao filme.

No outro dia, Oli desaparece. Ele saiu com uma das japas e não voltou. É nesta hora que você percebe que há mais suspense em se cortar as unhas dos pés com um alicate desamolado do que em "O Albergue". Você vê que o filme é um splatter, gore (ou outras denominações usadas por terrorcinéfilos) de SOPETÃO (hahah, eu sempre quis usar esta palavra)... alguém corta um dedo do pé da japonesa em algum lugar depois da câmera ter mostrado a cabeça de Oli separada do corpo...o que leva a crer que há pelo menos um maníaco assassino solto por aí e coisa e tal.

albergue 2.jpgEm respeito aos nossos leitores infantis, ao invés das imagens sangrentas de O Albergue mandamos Messias Jardan fazer uma foto de Barney, o dinossauro doidão. Emocionado com a imagem, Wilson Cremonse comprou um boneco falsificado do Goku para o seu neto bastardo
Os dois se preocupam com o amigo, mas como não o conheciam direito mesmo, decidem continuar curtindo a viagem e quem sabe possuírem as moças mais uma vez. Numa parte, Josh reencontra o cara do trem (acho que isso foi antes deles copularem com as biscates, é que lembrei só agora). O cara o alerta dos moleques perigosos do local, que atacam as pessoas que não lhes dão um agrado: dólares, chicletes, bolachas, etc. Josh pede desculpas ao cara que, com menos conversa mole, mostra-se amigável.

Na última noite, antes dos dois personagens que sobraram se fuderem de vez, Paxton e Josh são drogados. Só que Pax quer vomitar, fica preso no banheiro e adormece por lá mesmo. Josh não tem a mesma sorte, vai dormir em sua cama e só acorda... preso a uma cadeira, numa sala parecida aquela em que Oli foi decapitado.

Enquanto a sua priminha, que você levou ao cinema só de sacanagem, pensa numa forma do rapaz sair dessa porque ele é o único bonzinho, Josh é perfurado por uma furadeira elétrica quatro vezes, afoga-se na própria baba, têm os dois calcanhares abertos e a garganta cortada pelo carinha misterioso e amigável que encontrou no trem.

Paxton começa a procurar o amigo pela cidade, até encontrar as duas messalinas européias. Elas estão mais simples e sem maquiagem, tomando umas biritas numa espelunca. Como somos telespectadores e certamente vemos mais coisas que Paxton no filme, neste momento já percebemos o que o personagem vai descobrir minutos depois...que Natalya e Svetlana, além de putas...são umas filhas da puta! (hahahaha, ora vamos, eu levei dois dias para bolar este trocadilho inesperado).

albergue 3.jpgQue Albergue que nada. Terror mesmo é aguentar o padre Marcelo Rossi. Messias Jardan, que foi excomungado após peidar na missa, meteu a cara e fez o visceral click
Natalya resolve levá-lo até onde os amigos desaparecidos estão: "uma exposição de arte". Eles entram num grande prédio abandonado e Pax dá de cara com o carinha do trem terminando de brincar de com as tripas de Josh.

Pois é, a verdade é que uns doidões, executivos, empresários, jornalistas e outros profissionais, pagam altas somas para terem o prazer de torturar e matar turistas que por lá se aventuram. Todos no lugar, as putas, a polícia, os taxistas, e etc... recebem grana para atraírem os visitantes para um massacre particular. Bratislava é ou não é um lugar literalmente do caralho, heim?

Antes que Pax profira todos os xingamentos que conhece e arrebente Natalya no soco, uns grandões o capturam e o imobilizam numa cadeira, vejam só, semelhante a em que Oli perdeu a cabeça e Josh foi retalhado.

Confesso que durante a exibição do filme eu me tornei uma das coisas que mais abomino no cinema: os caras que falam alto. Por diversas vezes reproduzi em voz alta pensamentos de expressões propositadamente engraçadas e escrotas que conheço "Vocês estão gozando da minha cara?!". A dúvida é respondida no momento em que Paxton é preso à cadeira. É o momento divisor do filme. É quando o diretor quer que a partir de agora você se contorça na cadeira que nem o personagem...

Puxa, ele realmente conseguiu fazer isto comigo, mas não foi de terror nem de asco. Quando o cliente alemão, que pagou para torturar o rapaz, entrou em cena... não agüentei...espoquei-me como carapanãs sangrentos de tanto rir com as presepadas do torturador. Eu pagaria o preço do ingresso pela simples presença de um conhecido ao meu lado, para que eu pudesse apenas olhar sua cara e perguntar "MAS QUE PORRA É ESSA?!!".

Paxton implora num monólogo em alemão para o torturador, mas a equipe brasileira que compôs as legendas estava gargalhando demais no estúdio e esqueceu de traduzir o trecho inteiro. Depois de tapar a boca da vítima e de uma sessão de afogamento em vômito, o torturador fica puto e resolve livrar as algemas do rapaz com uma serra elétrica com direito a dois dedos decepados de brinde.

Enquanto Pax se debate todo com a dor, uma perna também é cortada...a do alemão, que escorregou lindamente num sangue e descansou a serra elétrica em cima da coxa, alá Leatherface. Com as mãos livres, Pax alcança uma pistola na bandeja de ferramentas de tortura e queima o torturador, acabando com suas fetiches e frescuras.

Agora ele tinha que fugir do local, cheio de salas com loucos torturadores e vítimas... e cercado de seguranças sósias do Príncipe Adam. Ele se esconde no carrinho do faxineiro, fazendo-se de morto no meio de tantos outros pedaços de corpos. Pax arrebenta a cabeça do faxineiro-açougueiro com uma marretinha, depois de constatar que o mesmo destrinchava humanos como se fosse uma pescada amarela.

Depois disso ele encontra uma sala onde se veste com roupas bacanosas, terno e luvas pretas, para tentar sair se passando por um dos esbanjadores assassinos. Nisso aparece um dos clientes, um americano, que começa um diálogo para percebermos o quanto os americanos são as criaturas mais idiotas e doentias de todo o universo, e provavelmente Roth, deve ter achado que esta era uma das piadas mais sensacionais de todo o filme, como aquela em que os americanos são os mais caros no quadro de vítimas...rá-rá-rá...

O cara vai embora torturar alguém e Paxton tem a chance de fugir num carro, que algum dos clientes esqueceu com a chave na ignição. Mas ele ouve um grito asiático estridente e resolve voltar para o complexo da morte. Lá dentro ele mete bala no cliente americano, que tinha acabado de sacar o globo ocular da japonesa que tinha ficado sozinha sem a amiga, lá atrás...lembram?

Com um olho pendurado no meio da cara e um pouquinho desproporcional à beleza, a japa o tem completamente removido com a ajuda do rapaz e uma tesoura...tudo explícito, para a agonia daquela sua amiga que compra abadá todo ano e para a alegria do meu doentio senso de humor.

Ele consegue levar a menina aos prantos para o carro e fugir rumo à estação com os bandidões no encalço. No meio do caminho, Pax dá um saco de bombons para a gangue de molequinhos arruaceiros. Eles dão porrada nos bandidões – que só para constar, estavam armados e puxam ferro desde a infância...

Antes de chegar à estação, onde a japonesa vai se jogar na frente de um trem, depois de ter visto o reflexo da cara sem olho num vidro, Pax encontra Natalya e Svetlana conversando com aquele narigudo que o convenceu a chegar nesta terra linda de meu deus!! Esta parte é legal, porque ele faz exatamente o que todos no cinema gostariam...e na Natalya, ainda passa com o carro por cima duas vezes. Bem, o burburinho causado pelo suicídio da japonesa despista seus algozes e ele consegue entrar num trem qualquer para não sei onde, mas ninguém se importaria com isto depois de tudo... a não ser o assassino de Josh, que tem os dedos decepados e a garganta cortada por Pax no banheiro de uma estação próxima, depois que o sobrevivente percebeu que ele estava no mesmo trem. Fim...

albergue4.gifAqui na redação preferimos ver foto de mulher pelada na internet do que filme com um bando de macho se cortando. Expert no pandeiro de oito cravelhas, Messias Jardan prova que é do samba ao clicar a bela Viviane Araújo em toda a sua exuberância. "Deixa eu te amar, faz de conta que sou o primeiro", disse ele ante de fazer o cadenciado click
É isso, esta foi minha versão do filme. Não lembro de ter visto nenhum negão sendo torturado ou morto, o que achei uma viadagem da parte deles! A equipe deve ter ficado com medo dos negros americanos não terem senso de humor e dessem uma curra neles quando voltassem para os states.

Depois de foder com o mundo inteiro, o diretor quer se redimir de não ter colocado nenhum brasileiro roubando ou sacaneando com alguém na película, o que é um absurdo! Agora resta esperarmos por "O Albergue 2", que será num congresso de alunos de Comunicação no Brasil.

Quer saber...retiro minhas restrições em relação à quem tem gastura, todos devem ver o filme. Vejam logo esta porra e dêem mais grana para esses putos continuarem a fazer mais produções divertidas como esta! De repente, uma hora ou outra Eli Roth acerta de novo como em Cabin Fever – um verdadeiro divisor de amigos, alguns agradecem a indicação e outros mandam eu tomar no cu.

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Paulo Nazareno é um cara que dispensa comentários. Por isso mesmo não vamos escrever porra nenhuma a respeito dele

26 de abril de 2006

Grandes injustiças do mundo

A execração da pochete
Prática, confortável, charmosa, dinâmica, multifacetada. São apenas alguns adjetivos que podemos atribuir a uma das mais fantásticas e revolucionárias invenções do século XX, a pochete. O problema é que alguma editora de moda com raiva do ex-namorado que usava pochete, resolveu achincalhar com o objeto a ponto de bani-lo do que é considerado estilisticamente correto. Usar pochete hoje requer coragem e a ciência de que caso deseje fazê-lo, as probabilidades de comer alguém são reduzidas em até 80%, segundo uma pesquisa inglesa.

A impunidade de Mário Gomes
O intérprete do jogador de futebol Luca, da novela Vereda Tropical, foi responsável por um dos maiores atos de terrorismo artístico já protagonizados na América Latina e mesmo assim segue levando uma vida mais normal que a de um deputado desonesto. Mário, para quem não lembra (a mente humana tende a bloquear lembranças de choques e eventos traumáticos), aproveitou o auge do sucesso em 1985 para, em um lampejo de audácia e insensibilidade, lançar-se como cantor. Seu maior sucesso foi o “O dono da bola”, tema de seu personagem na novela. Eis um trecho: Na luta, na bola / Na corda, na cesta / Metido a besta / Malabarista agarrado no fio / Perdido no vagão de um trem, / E tudo por você, neném / No chão da sala / Joelhos em dor / Você me fala, me cala.

A falta de uma marretada na cara de quem manda scrap de festa pelo Orkut
Sabia que serão sorteadas duas caixas de cerveja Caracu na Vai Tomar no Rabo’s E-Party 3? Os primeiros 150 nomes na lista do 3º EletroPagoReggaeSalsa da galera de Direito da UNIFOSP ganham um emoticon exclusivo de MSN, você não sabia também? Sem falar que “Garanta já seu ingresso prá noite do Zebedel Louco! Drinkis de frutas de todos os tipos com muito Abisinthooo!!! Voçê não pode ficar de fora de mais essa da L.M Souza By Night Producões” é duro de agüentar.

A mulher que não fode, mas também não sai de cima
Roupas jogadas pelo quarto, línguas se aventurando por territórios nunca explorados até então, respiração acelerada, língua, haja língua, vamos lá, mande a calcinha ir na cozinha tomar um café! Não, ela não vai. Fica ali, parada, às vezes retorcida para os lados, mas não deixa vocês a sós. Ordens da chefe lá em cima, ela diz. A negociação pela retirada da calcinha é válida devido ao elevado índice de primitivismo hormonal envolvido neste ponto da questão. Caso o “não” seja definitivo e você termine fazendo política com as próprias mãos, evite a opção pela expulsão sumária da senhorita com (ou sem) o dinheiro do táxi nas mãos, assim você nunca mais vai comer.


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Gleidianny manda scraps de festa pelo Orkut. Ela tenta embebedar os convidados para se dar bem, até agora já beijou um arranjo de flores, o cara que opera a máquina na gráfica onde ela imprime os flyers de sua festa e uma prima sua, “mas foi só um selinho”, garante. O clique abissal é de Messias Jardan.

25 de abril de 2006

Curiosidades para abalar estruturas

Não existe uma única celebridade internacional de peso nascida em Andorra. A bizarra nação encravada entre as gostosas espanholas e as peludas francesas, cuja população total (70 mil pessoas) cabe na Marquês de Sapucaí, não foi capaz de gerar uma banda de rock esquisita, nem um ator de segundo escalão para atuar como terrorista basco em filmes de ação americano e nem ao menos uma única herdeira milionária, jovem, gostosa, loira e vagabunda.

O Lev é a moeda oficial da Bulgária. Para comprar 1 Euro, você precisa de 1 Lev e 95 Stotinkis. Para 1 dólar, bastam 1.57. Já 1 real vale 74 Stotinkis. As notas em circulação na Bulgária são de 1, 2, 5, 10, 20, 50 e 100 Levs. Estas taxas de conversão não fazem a mínima diferença para Hristo Stoitchkov, búlgaro que ficou rico jogando pelo Barcelona e ganhando em dólares. Até onde a reportagem apurou, Stoitchkov também nunca atuou por nenhum time da primeira divisão andorrana, nem mesmo pelo de maior torcida: o glorioso FC Don Pernil Santa Coloma, quatro vezes campeão da liga nacional.

A Festa do Pernil à Pururuca realizada em Farol, no Paraná, celebra os pioneiros colonizadores da região, que costumavam deliciar-se com este achado culinário do sul do Brasil. Entre os atrativos da Festa do Pernil está o Concurso de Pega Porco na Lama, do qual certamente, Hristo Stoitchkov jamais participou.

O Sambódromo da Marquês de Sapucaí no Rio de Janeiro foi inagurado em 1984. Possui capacidade para pouco mais de 80 mil pessoas, superando os 900 lugares nas arquibancadas do Estádio Comunitário de Andorra La Vella, onde o Don Pernil manda seus jogos. Hristo Stoitchkov também não chegou a participar de nenhum desfile de carnaval na Marquês de sapucaí, mas seu ex-companheiro de Barcelona, Romário, é habitueé do local e era visto com frequência na companhia não de herdeiras ou milionárias, mas de jovens, gostosas, loiras e vagabundas.

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Brad é um pombo skinhead que não perdoa nordestinos. Quem pagou o pernil e sofreu na pele a ira da ave foi Abra Gegrnov, empregada doméstica de Letdrev, nordeste da Bulgária. Messias Jardan estava em seu banho de leite de cabras montanhesas, mas decidiu que nada era mais importante que seu seborréico clique. Parabéns, MJ.

"Poxa, você não me entende"

Claro que não entendo. Se entendesse escreveria um livro de auto-ajuda e ganharia tanto dinheiro que poderia não fazer mais porra nenhuma pelo resto da vida. A frase que dá título a esse texto é presença infalível em qualquer relacionamento. Na maioria das vezes ela tem origem na parte feminina para a masculina, mas não é uma regra. Eu falo desse ângulo. Uma das coisas mais absurdas que já ouvi na vida é uma mulher esperar que um homem a entenda.

Assim como muitas pessoas seguem padrões de conhecimentos, todas, mas todas mesmo, têm suas pequenas particularidades e idiossincrasias. Então, pedir que a gente entenda o outro é exigir demais. Por mais que se conheça alguém desde a mais tenra idade, se conviva e a ame por anos afins, sempre haverá coisas que farão com que nos surpreendamos. Talvez aí esteja um dos grandes baratos de uma relação.

Pode ser que a gente descubra essas coisinhas com o convívio, pode ser que não. Acredito que seja natural. Mas, também creio que gostar de outra pessoa é facilitar em tudo a relação. Se a gente se prontifica a arredar toda a mobília pela casa para depois deixá-la onde estava ou até abre mão de uma farra pela garota que se gosta, por que diabos temos que esconder algo que não nos agrada, engolir situações que nos enche o saco? Aí, depois ela vir com o papo de "poxa, você nem notou". Ah, não! Isso não cola!

Se quiser dizer algo, diga. Se tem alguma coisa que te aporrinha, desembucha. Segurar essas porcarias com temor de ferir quem estiver ao lado só piora as coisas. Não sou ninguém para dar conselhos e nem pretendo fazê-lo, mas isso é tão óbvio que chega a ser risível a sua não prática. É claro que a sinceridade pode machucar suscetibilidades, mas é ferida rasa e que não demora a sarar.

Um amigo com o mesmo senso de humor doentio e machismo (do bem) não perdeu a oportunidade e me sacaneou ao ler em primeira mão esse texto. "Tá apaixonado ou dando o rabo?", perguntou. Nenhum dos dois, juro. Tudo surgiu de uma conversa descompromissada, mas acalorada, entre grupos de homens e mulheres. Realmente acredito nas coisas diretas, sem rodeios. Acho que se perde tempo e a graça quando o floreio é sem necessidade. Um charme aqui e acolá deixa a maioria das garotas irresistíveis, seja honesta e, provavelmente, ficará mais satisfeita.

"Poxa, você não me entende". Não, não entendo. Seja direta, não amole e venha cá meu bem.

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Rock e Doris raramente se desentendiam, mas quando acontecia é porque ela reclamava que ele escondia algo. Tudo indica que ele levou para o túmulo um grande segredo. O click é de Messias Jardan, o retratista das estrelas.

23 de abril de 2006

Novas utilidades para o Jack Johnson (já que a música dele é uma merda)

Gíria para maconha – Você deu tanta bandeira que a essa altura os seus pais já sabem que o filho deles é o maior maconheiro. Principalmente quando você se tranca no quarto e fica ouvindo Planta e Raiz a tarde inteira ou chega de madrugada naquela larica e come biscoito passatempo com mostarda e sanduíche de pão com macarrão. “Ponta”, “baseado”, “fino”, “beque”, “charo”...não adianta porque eles tão ligados que isso significa só uma coisa: maconha, a erva que o bem-te-vi não fuma. Sendo assim, quando for combinar de dar um rolé com os amigos e estiver sem nenhum, peça para eles levarem o “Jack Johnson”. “Caralho, agora o Jack Johnson bateu!”, “Pô, Tuneba, me vê dois Jack Johnson pernal”, “Tá a maior seca de Jack Johnson, mas parece que tem uma tia lá na Cremação que tem”. Seus pais nunca vão desconfiar do que se trata e você pode tirar a bronca dizendo que vai pedir emprestado o CD do bardo havaiano para fazer uma cópia e ouvir no IPod que eles compraram na Galeria Pajé e lhe deram de aniversário. O único problema vai ser quando eles lhe tirarem pra veado de tanto que você fala no cara.

Marca de curativo – Daqui a uns anos, quando os playboys e as patricinhas estiverem curtindo o próximo disco do Rappa ou o acústico do Inimigos da HP, Jack Johnson estará inevitavelmente fora de moda. Com os milhões de dólares que ganhou às custas dos apreciadores da música ruim, ele poderá migrar sem problemas para a indústria farmacêutica. Em sociedade com o astro de Miami Vice Don Johnson, outra celebridade decadente, ele montaria a Jack Johnson & Johnson’s. Seria só uma questão de tempo para as prateleiras das farmácias estarem lotadas de band-aid, cotonete, mertiolate, modess e óleo de bebê com a marca da dupla. A Jack Johnson & Johnson’s poderia ir mais além e investir também no ramo de alimentos lançando uma linha de temperos, a Miami Spice.

Sanduíche do MacDonald’s – Depois de Super Size Me comer no MacDonald’s virou a maior roubada. Para limpar a sua barra com a geral, bem que a rede de fast food poderia lançar o McJohnson Feliz, o sanduíche feito por quem enfrenta problemas de peso e precisa controlar o colesterol. Inspirado na obra de JJ, ele viria sem sal, sem gordura, sem calorias e sem carne, ele não teria gosto de porra nenhuma. Igualzinho à musica do cantor havaiano, tão sem graça quanto uma consulta ao oftalmologista.

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Pelas ruas de Honolulu, Jack Johnson e sua patota barbarizam geral a bordo de sua picape envenenada. Apesar de ter trabalhado como figurante em Menino do Rio, Messias Jardan dropou de pé trocado e quase não consegue fazer o metanfetamínico click

21 de abril de 2006

O departamento de acidentes da Delegacia do Trabalho informa:

Faz 45 dias que Caetano Veloso não dá opinião em nenhum veículo de comunicação.

20 de abril de 2006

Eu nunca vi

Bigorna
O objeto fez parte do imaginário infantil de boa parte dos que foram crianças até a década de 80. Artefato de metal muito pesado que volta e meia caía na cabeça de algum desafortunado, a verdadeira função de uma bigorna era e ainda é desconhecida para a maioria dos brasileiros. Dizem que são utilizadas por ferreiros para ajustar o metal ainda em brasa (Surgiu a cena na cabeça? Um ferreiro martelando a espada na bigorna?), mas a verdade é que poucas ainda conseguem colocação no mercado formal de trabalho devido ao abandono progressivo das espadas como arma de massa. Hoje, muitas bigornas tentam a vida nas ruas das grandes cidades tocando flauta peruana ou vendendo DVDs piratas com a primeira temporada completa de Lost. Ainda existem as que enveredam sem sucesso pelo mundo do crime, pois quando tentam praticar um assalto, invariavelmente aplicam o golpe de cair sobre a cabeça da vítima, matando a mesma em 100% dos casos.

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Reginele já se masturbou com bigornas. “Não me arrependo de merda nenhuma nessa vida, só não venha me falar de cabos de frigideira”. O clique recoberto de chocolate com avelãs é do inesperado Messias Jardan.

Suzanne engana o Fantástico mas não engana o Ressaca

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Flagrada em pleno xadrez, Suzanne Von Richtoffen hostiliza nosso fotógrafo e avisa que só irá posar para foto ao lado de Odnalro, o seu periquito de estimação. Messias Jardan - que tem um VHS de Fuga de Alcatraz e, portanto, sabe como sobreviver na prisão - não se intimidou e fez o metafísico click

19 de abril de 2006

Grandes mitos da história brasileira - Parte I

Juca Chaves é engraçado - Você conhece alguém que ri do Juca Chaves? Eu não. Um sujeito com cabelo de Ted Boy Marino, que toca um instrumento da época das Grandes Navegações e faz piadas com referências que somente quem foi adulto no tempo do Simca Chambord consegue entender. Quando vejo ele na TV me vêm à mente os filmes do Charles Chaplin. Um dia alguém inventou que aquilo tinha graça. Com o tempo o pessoal se esqueceu de desmentir e ficou por isso mesmo. Deu no que deu.

Jô Soares é o cara mais inteligente do Brasil - Essa é uma daquelas frases que a gente está sujeito a ouvir de vez em quando em mesa de bar ou em confraternização de fim de ano da empresa. A julgar por esse tipo de afirmação Jô é o próximo elo evolutivo da Humanidade, um ser superior feito de pura luz e inteligência, capaz de escrever, desenhar, tocar bongô, entrevistar e fazer reproduções de cristais venezianos nas horas vagas. Se bobear dia desses ele descobre a cura do câncer ou uma nova fórmula de cola de dentadura. Tudo bem, se eu tivesse um ponto eletrônico no ouvido, o Max Nunes e uma equipe de produção gigantesca me auxiliando talvez as pessoas achassem o mesmo de mim.

O Barão Vermelho é uma banda de rock - Er...bem...vejam a categoria na qual a banda está supostamente inserida: rock. Um estilo habitualmente ligado a grupos como Ramones, Stooges, Mötorhead, AC/DC e Nirvana, bandas cujos músicos, ao menos, ficam suados quando estão tocando. Agora tentem ligar isso aos caras do Barão Vermelho, uma banda tão interessante quanto um filme do Cacá Diegues e cujo legado para o mundo se resume a "clássicos" como Beth Balanço, Pense e Dance e Puro Êxtase. O Barão Vermelho é tão rock, mas tão rock, que eu nunca vi alguém dar um mosh, fazer chifrinho com o dedo ou abrir uma roda de pogo num show deles. É mais fácil, sei lá, rolar isso num show do Roupa Nova. Ou mesmo da Ana Carolina.

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Durante a Feira do Maxixe Bravo em Pontal do Peba, Alagoas, o vocalista do Barão Vermelho, Roberto Frejat, encanta os presentes com uma versão xaxado para Ela É Puro Êxtase, transformada em Essa Bixinha É da Mulesta. Messias Jardan, que passou 90 dias perdido dentro da gruta de Ubajara, é o autor do acalorado click

18 de abril de 2006

Manual anti-broxante - Coisas que você nunca deve dizer na cama para uma mulher

Por Luly Mendonça*

Membros da classe masculina, hoje estou aqui para dar uma mãozinha àquilo que, segundo alguns de suas espécies, vocês já fazem muito bem! Sim, sabemos que vocês são máquinas de sexo e gostam de falar - espertinho, eu sei que você conta tudo para os amigos, mas não é disso que estou falando.

Os homens gostam de falar na cama. Por vezes, inibem-se na dúvida se nós, mulheres, iremos ou não gostar de ouvir. Muitos preferem conter a vontade achando que não iremos gostar. Ledo engano, meus caros. Somos todas umas safadas, todas, incluindo as vossas mães. Mas seja lá a máquina de sexo que você for, é preciso não cair em deslizes ao sinal de que a parceira o deixou livre para falar. Você pode acabar cometendo pequenas-grandes gafes, irreversíveis. Sim, bobagens, bobagens, mas que fariam qualquer ser de cromossomo XX com um mínimo de bom gosto sexual vestir suas roupas e ir pra casa. Traduzindo: não façam mais as mulheres broxarem! E você, mulher, caso não se enquadre em algumas das alternativas abaixo, por favor, reveja os seus conceitos (recomponha-se!).

Portanto, machos-alfa, tentem seguir as cinco regrinhas básicas abaixo, Elas irão salvar sua noite ou, no mínimo, evitar que vocês se tornem personagens que irão causar gargalhadas ensurdecedoras nas rodinhas femininas – claro, nós também falamos, você não sabia?

1. "Ai, meu amor, tô ereto”
Meu, amor, tô ereto? Não, querido, o problema não é o “meu amor”. Meu amor é até legal se você já tiver um nível de sentimento, carinho. O problema é o ERETO! Diga que está com tesão, que está duro! Não, não, não diga que o seu membro está duro! Membro são braços e pernas, e o que você tem embaixo do umbigo não anda, sapateia, nem tem polegar. Diga que está duro, apenas. Mas... Ereto??? Você não vai querer ser lembrado como o Homus Erectus da sua parceira. Até porque você até podia estar ereto, mas a essa altura, ela já broxou.

2. “Nossa, como você tá úmida”
Olhe bem pra sua amada deitada na cama e me responda: ela tem cara de toalha? Então, não diga mais que ela está úmida! Mulher não é lenço umedecido, além do mais, que cerimônia é essa? Na posição em que vocês estão não há mais espaço para cerimônias. Seja direto: molhadinha, meladinha, excitada. Ou não fale nada e garanta a tão desejada “umidade” de sua donzela.

3. “Vem cá, preta”, “meu anjo, vem docinho, princesa linda”
Este é um caso de análise mais aprofundada. Vamos à primeira hipótese: ela é sua namorada e o apelido de vocês é “neném”. Ok. Pode até gemer neném em estéreo e acordar o prédio inteiro. Ela não vai broxar, porque é algo de vocês, ela está acostumada e até gosta. Segunda hipótese: ela não é sua namorada e vocês não tem nenhum apelidinho. Então, esqueça! Princesinha, meu chuchu, fofinha, bonequinha e outros inhas só vão torna-lo brega. Por favor, não mele o momento. Ela vai pensar que você chama todas assim. Imagine sua “bebezinha” no auge do prazer, ouvir um “vai, coelhinha!”. É broxa na certa!!!

4. “Seu mamilo é lindo”, variação, “sua auréola é linda”
Bem... Sem comentários

5. “Vou te penetrar”
Primeiro: quem penetra é porque não foi convidado. Quem foi convidado, entra! Acredite, sua parceira não vai reclamar se você disse que quer meter, enfiar. Pode confiar. Agora, se você tentar penetrar, aí pode acabar sendo barrado na porta. Segundo: será que você ainda não entendeu que não existe mulher santa e que toda essa sua educação pode ficar do lado de fora da festa? Epa, mas também não precisa arrotar depois de comer!

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*A paraense Luly Mendonça tem 23 anos, é publicitária e, mesmo após uma crise de sapinho, não tem papas na língua. Puritana, pretende casar virgem após uma operação de reconstitução prevista para o final deste ano. É fã de Wilson Cremonese, a quem enviou cartas apaixonadas ainda pequena, tem o sonho de virar tema de funk proibidão e distrai-se ao atravessar a rua.

17 de abril de 2006

Delegado Maria Bethânia estréia sistema de cobrança

Mossoró (RN) — Inspirado por uma reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo — que no dia 16 de abril mostrou restaurantes em que os clientes pagam a quantia que considerarem justa pelo que consumirem — o delegado Maria Bethânia, o Betão, estreou nesta semana seu sistema de cobrança flexível. Através do novo sistema, infratores, bandidos, traficantes e foras-da-lei em geral poderão pagar a Betão o quanto quiserem como propina ou, nas palavras do delegado, “estímulo para relaxamento de punição”. O valor cobrado anteriormente, estipulado de acordo com uma tabela e que variava de R$ 50,00 para porte de drogas a R$ 15.000,00 para homicídio em flagrante, era considerado alto e, por causa disso, muitos criminosos preferiam ser detidos a pagar pelos serviços de Betão.

Enquanto sorvia no café-da-manhã uma garrafa de uísque black label ao lado de Jussara, seu fuzil AR-15 que não aceita propina para se calar, o delegado Maria Bethânia, o Betão, recebeu em seu triplex em Mossoró (RN) um repórter do Ressaca Moral para falar sobre esta inovação no trato com os criminosos.

Ressaca Moral: Delegado, o senhor anunciou que nesta semana passa a cobrar propina através de um sistema inovador e ousado. Você pode falar mais pra gente sobre como ele funciona?
Delegado Maria Bethânia: Veja bem, não se trata de propina, não diga uma besteira dessas dentro da minha casa. Estamos falando de estímulo, incentivo, relaxamento de punição. Não é a mesma coisa. O sujeito ia preso, por exemplo, por porte de drogas, ia pra cadeia apanhar e virar moça, eu permito a ele que se arrependa e relaxo a punição.

RM: Mas como funciona esse sistema? Do que se trata o relaxamento?
DMB: Nesse caso aí do maconheiro eu fico com a parada dele e libero o cara. Sempre foi assim (risos). O que muda agora é só o preço.

RM: O que mudou?
DMB: Pois é, antes tinha uma tabela, era 50 conto pra maconha, 150 pra quem não usava cinto de segurança, 500 para assalto a mão armada... Agora não, cada um paga o quanto quer.

RM: Cento e cinqüenta para cinto de segurança? Mas fiscalizar o trânsito não é uma função da guarda do município?
DMB: É. E daí? (risos).

RM: E todo mundo pagava?
DMB: Mas quando. Tinha uns palhaços que diziam que eu tava subornando eles e preferiam ir presos. Eu mandava direto pra 26 (26ª DP, onde trabalha Betão) e ainda metia desacato à autoridade na ficha do cara (risos).

RM: Quais foram as reações à nova cobrança?
DMB: Parece que os clientes gostaram. Agora todo mundo paga.

RM: Mas o senhor não teve prejuízo? Afinal muita gente pode preferir pagar menos do que pagaria normalmente.
DMB: Mas quando! (risos). Quem pode mais, paga mais. Quem pode menos, paga mixaria e leva esculhambação (risos). Eles sabem da importância do meu serviço. E se alguém quiser dar uma de otário eu mostro logo a Jussara. Como diz aquele reclame: liberdade... não tem preço (risos).

RM: Pra terminar nossa entrevista, delegado: qual foi o maior valor que o senhor já recebeu?
DMB: Sabe esse triplex onde a gente tá? (gargalhadas).

Paulo Nazareno vê a TV

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Paulo Nazareno é grunge, fudido e mal pago. Colabora com o Ressaca Moral pela fama que o sítio proporciona aos que dele participam. Até agora, já conseguiu entrar de graça em uma festa de rock onde ele mesmo iria tocar, alugou um terno com desconto para um casamento lésbico entre duas hienas e tentou comer uma bananeira por trás, mas a mesma o denunciou por assédio. Nazá, para os íntimos, insiste em possuir um blog: http://quandoabaratavoa.blogspot.com

14 de abril de 2006

Quem aguenta levanta a mão - Cinema

Laranja Mecânica
Citado por 11 em cada 10 pseudo-cults que acham que entendem de cinema, o filme é muito comentado, mas pouco visto. Metade dos fãs declarados da película assistiram somente até a parte em que o interfone tocou avisando da pizza. A outra metade viu, não entendeu e catou uma resenha na internet para formar uma opinião própria a ser exposta na próxima rodinha de maconha.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
O filme é um caso de sucesso no campo dos clichês: campeão de adaptações em nicks do MSN (*O fAbuLosO DeStiNo de CaRolZinhA PolAn*-SuuuuPer Felissssss!!! Ti Amuuu AdélSoooonnn!!!) e de tentativas de garotas em reproduzir a clássica foto da protagonista lançando um olhar sapeco-sarcástico ao espectador.

Diário de uma paixão
Última porcaria a fazer estrondoso sucesso na rica seara de porcarias dos tais “romances”, a produção americana utiliza-se de clichês mexicanos com o escuso objetivo de fazer com que, namoradas/noivas/esposas, quebrem o maior pau com seus pares masculinos simplesmente por estes terem emitido sua mais sincera opinião: “achei uma bosta”.

Pulp Fiction
Tudo corre bem no animado barzinho onde você escolheu passar a noite de sábado, exceto pela banda cover presente no recinto, que logo após uma torturante versão do Rappa (oh, lah, lah, lah / oh, lah, lah, lah / yeaaahhh) inicia os acordes surf music “daquela do Pulp Fiction”, fazendo com que 25% dos presentes executem a dancinha dos dedos em formato de V passando pelos olhos. Pesquisas inglesas comprovam também que 100% das pessoas que executam a dancinha dos dedos em formato de V passando pelos olhos costumam fazer chifrinhos nos outros na hora do foto.


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Jack Johnson, o Emmerson Nogueira de Honolulu, não perde uma reprise de “Caçadores de Emoção”, o bizarro filme onde o cara que morre no Ghost dá uma de Dani Monteiro vestido de Ronald Reagan. “Içáááá, olha a lua mansa a se derramar” disse Messias Jardan ao revelar o exponencial clique.

Waldez passa a bola na Copa

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8 de abril de 2006

Tipos de mulher com os quais você deve tomar cuidado

A branquela altona: Feia porém esforçada, a branquela de dois metros de altura não consegue disfarçar pneus e dobras excessivas. Possui temperamento amigável, cede com facilidade, mas guarda rancor. Gosta de óculos escuros e de música sofisticada. No seu carro, não faltam jorge Vercilo, Vanessa da Mata e algumas coisas da poperô. Diz que gosta de homens mais baixos porque na verdade não encontra alguém à sua altura.

A loira enjoada: Chata pra cacete, mas faz bons amigos no colégio porque é gostosa. Sabe que todos falam dela e usa isso a seu favor quando sabe como. Desperta ódio nas simpáticas e desprazer nas meninas inteligentes. Por esse motivo, só anda com mulheres feias, que a auxiliam na conquista de garotos surfistas ou de regueiros de apartamento. Não compreende o humor negro.

A magrinha calada: Levanta poucas suspeitas porque pouco se expõe, mas curte sexo à beça e varia nas posições. Compra livros de contos eróticos, gosta de novelas e acha caras horrivelmente magros como ela sem personalidade. Admira o pai e perde fins de semana dormindo. Não usa roupas chamativas.

A gordinha assanhada: Baixinha, faz amizade fácil e adora falar de sexo, reprovando-se por isso com risadinhas. Gosta de dançar, sabe fazer doces e curte Astrologia. Pensa estar em depressão toda vez que termina um rolo. Escuta Titãs como forma de auto-ajuda e ainda consegue lembrar das letras do Legião Urbana. Escreveu quatro diários inteiros na adolescência.

A bonitinha xarope: Tem excesso de estilo e enche o saco com sua auto-afirmação. É engraçada, mas enjoa fácil e pensa que entende da vida. Dá conselhos para amigas frustradas, está em todas as festas e diz que Marketing dá futuro.

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Tipinhos como esse precisam tomar mais cuidado nas ruas.

7 de abril de 2006

Brasileiro vai para o espaço e não desiste nunca

Marcos Pontes está apressado. O primeiro cosmonauta brasileiro da História se prepara para voar em direção ao carrancudo Cazaquistão, país onde o bigode ainda está na moda e ninguém nunca escutou uma poesia. Na velha mochila da Company emprestada do filho sem pedir, leva experimentos que alçarão o Brasil ao seleto grupo nas nações que criaram problemas para resolvê-los em um ambiente sem gravidade. Para milhões de pessoas que cresceram escutando a voz enjoada de Lucas Silva e Silva e não entendiam como uma nave em forma de bola conseguia propulsão nas histórias do Astronauta, de Maurício de Souza, era chegada a hora de cutucar as fronteiras do Universo.

Em terra, o brazuca faz os últimos preparativos, pensa em frases de auto-ajuda para suas palestras, cria uma metáfora que relaciona o sucesso empresarial à reprodução das amebas. No caminho para a nave, sente saudade do sabor da jaca e faz uma canção sobre isso, mas agora é hora de partir. Lá de cima, os russos se assemelham a pequenas baratinhas comunistas, a terra parece maior que nos livros de Geografia e a muralha da China é uma bela merda vista daqui, pensa o astronauta.

Pontes está próximo da Estação Espacial Internacional. Distraído, arremessa um papel de bala pela janela da nave e estaciona em fila dupla. Liga o pisca-alerta e joga-se contente na poeira cósmica. É recebido por russos em plena adrenalina, provocada pelas emoções de uma partida de xadrez que já dura 3 dias. Convidado a se manter em silêncio, impulsiona o corpo em direção ao quarto e tem dificuldades para empilhar os CDs de MPB. O brasileiro está eufórico e liga no CD player um pirata do Los Hermanos. "Vamos quebrar esse gelo!", dança, apontando para a Antártida.

O gracejo não funciona e a tripulação se dispersa. Alguns passam mal, o alarme é ligado e o CD atirado em direção ao Sol. Pontes ignora o aparente mal-estar e puxa papo com um entristecido Ravil, que a essa hora brincava com sua cadelinha Ivan, que acompanha a missão. Apaixonado por animais e adestrador experiente, Marcos faz um gesto rápido e a cachorrinha morde o seu braço, engolindo em seguida a réplica do chapéu Panamá de Santos Dumont. Bem-humorado, ele deixa Ivan de lado e se oferece para ajudar a pilotar a nave. "Er, pode deixar, estamos seguros", diz Ravil, ao que Pontes, cutucando-o com o cotovelo, lembra: "Rá! Igual o Kursk!!". Lula é obrigado a intervir, depois de receber a notícia de que uma bandeira brasileira flutuava como um casulo no espaço sideral. Pontes está, enfim, voltando para a Terra.


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Pontes exagerou nos experimentos com a cadelinha Ivan, no clique galáctico de Messias Jardan

4 de abril de 2006

O Casa-mento

Natália Brabo *

Já existe uma corrente dentro dos profissionais de língua portuguesa requisitando o divórcio da palavra casamento. É porque a linguística, formada por símbolos: significados e significantes, precisa deixar claro ao indivíduo sequioso de casamento, a possibilidade do casa-mento, ou seja, o fato implícito da separação depois (ou até mesmo antes) de ambos os cônjuges chegarem na fase do chinelo e do bocejo. Daí quando o desejo de descasar for tão ou mais forte do que o de casar foi um dia, marido e esposa não podem reclamar que não foram avisados desde o ensino fundamental.

Por algum mistério que eu não quero nem saber qual é, proto-famílias se desgastam formalizando a união em cartórios, igrejas, templos, terreiros, porões e/ou Las Vegas. Como a morte está para a vida, o divórcio está para o casamento. É o que provam as enquetes recentes de institutos ligados ao assunto. As ONGs de apoio a mulheres recém-separadas-e-abatidas divulgaram nessa semana uma nota estatística indicando que de cada três casais, quatro se divorciam. O Instituto de Acolhimento a Futuros Pais e Maridos Sazonais (IAFPMSaz) avaliou que de cada dez homens prestes a contrair matrimônio, nove somam votos nulos, brancos e indecisos. Para piorar o quadro, a Associação e o Sindicato dos Detetives Particulares estimam que as chances de traição subiu, nos últimos decênios do século XX, em 30%, e para os casais que podem circular ao ar livre as chances sobem para 250%.

O Governo Federal, junto ao Ministério da Saúde, pretende fixar imagens cada vez mais agressivas dos resultados de divergências conjugais nos rótulos de preservativos e/ou outros tipos de produtos usados por quase-talvez noivos. A medida visa extinguir de vez as já quase nulas expectativas de união eterna e alertar os teimosos pretendentes a segundo ou terceiro matrimônio. Consequentemente o congestionamento de divórcios e briga pela tutela dos pirralhos na vara familiar seria reduzido.

O novo Papa, extremamente preocupado com a modernização da Igreja e dos assuntos sacramentais, lançou alterações no texto da missa casamenteira. Ficaria mais ou menos assim: "Irei amar-te e respeitar-te quando o estresse tornar isso possível, na saúde sim porque na doença chamarei enfermeiros, na riqueza talvez, na pobreza só com algum crédito no banco, até que a morte, a televisão, o fim de semana na casa dos seus pais, a gritaria das crianças, o seguro atrasado do carro, a luz acesa, a toalha molhada em cima da cama, a cueca/calcinha no chão do banheiro nos separe. Amém".

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Natalia Brabo tem 21 anos, seis filhos naturais e outros quarenta e quatro filhos adotivos, formando uma prole cabalística de cinquenta fedelhinhos. Vive trancafiada no seu barranco às margens do rio Tapajós, é escritora de folclore e fabricante de seda para tabaco a partir de papel higienico reciclado. Casou-se uma única vez para conseguir um visto neo-zelandês, mas recusaram sua certidão porque o marido se tratava de um canguru fêmea. De volta à vida amazônida, ela pode ser encontrada aqui.

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