Casa, comida, roupa lavada, dois mil paus por mês e não se fala mais nisso
Garotos, garotos.
Recentemente li um texto no excelente site nominimo que tratava sobre casamentos e suas agruras. O ganho da matéria do jornalista Roberto Kaz, "As letras miúdas do casamento", era o caso do casal estadunidense Travis e Ruth Frey. O figura formulou um documento in titulado "Contrato de expectativas quanto à esposa" antes de se unirem. Nele, entre outras coisas, ficava estipulado que "Ruth deveria raspar-se 'de três em três dias' (...) Determinava, também, o - digamos assim - 'corte capilar' que Ruth poderia utilizar: no formato retangular, 'centrado sobre a abertura da vagina, cuja altura não lhe exceda em mais de ¾', ou em qualquer formato, desde que 'centrado sobre a abertura da vagina e cuja área não exceda a de um triângulo eqüilátero de altura equivalente a ¾ da abertura vaginal'". Vai ser detalhista assim lá longe. Enquanto recomendava - e ainda o faço - a reportagem a amigos, fiquei matutando comigo mesmo o que incluiria num documento semelhante se fosse o caso do meu casamento.
É claro que seria um documento válido para os dois lados. A incauta que um dia encarar o altar com o Rei do Hidrovácuo terá seus direitos. Ao mesmo tempo em que exigiria algumas coisas ela também teria o mesmo direito. Por isso que acho que no meu caso o contrato seria bem chinfrim. Não que fosse exigir demais, o problema é que sou propenso a não ceder em porra nenhuma. Estaria criado o impasse.
Mas, vamos lá. Como pedir por rala-e-rola todo o dia seria besteira, já que ninguém que é casado faz todo o santo dia, exigiria um máximo de três dias de intervalo entre uma bimbada e outra. Acho que é de bom tamanho. Além do mais, tenho 55 anos e mais do que isso seria exigir muito de minha saúde. Seria de bom tom que tais relações se dessem logo pela manhã. Macacos me mordam se uma das melhores coisas do mundo não for um nheco-nheco logo quando começa o dia?

Santas exigências. Adam exigia que Burt depilasse as pernas e andasse por aí de sunga verde. Tudo estava descrito no contrato, por isso o amor foi eterno enquanto durou. O click das trevas é de Messias Jardan.
O que com certeza estaria no artigo segundo seria uma cláusula "anti-rodeios". Estaria proibido qualquer tipo de papo furado. "Poxa, você não me entende?". Claro que não entendo. Se entendesse seria o primeiro homem na história da humanidade. Por isso seja clara. "Tô triste por causa disso, daquilo e mais isso". Pronto. É difícil? Claro que não. Mulher emburrada dentro de casa só aceito a empregada, mas, em compensação ela cozinha, passa e lava o banheiro que é uma beleza. Encheção de saco não é comigo. Do mesmo modo procuraria ser direto. Diria que não usaria camisa tal que tá na moda nem que fosse pra erradicar a fome do mundo.
O que também não poderia faltar é um item que me eximiria de agüentar amigos chatos. Tenho os meus, tenha os seus. Não me peça para aturá-los. Eu mal suporto os meus, porque teria que adular os dos outros. "Meu bem, adoro seus amigos... longes". Evitaria brigas futuras.
Relacionamentos são sempre difíceis. Começar um com um pedaço de papel regulamento o que está por vir soa estranho. Para uns pode ser um complicador, para outros uma solução. Enquanto não embalo um vou preparando as minhas normas para que não seja criada nenhuma surpresa. A preferência é por moçoilas que não leiam as letras miúdas.
Abraços.

Lilly e Ed Munster se separaram após terem dois filhos. Começaram a se desentender depois que as exigências do marido ficaram cada vez mais monstruosas. O click e o trocadilho terríveis são de autoria de Messias Jardan, o fotógrafo gracioso.
Comentários
aff, vcs deveriam ter cumudahh duh irã!
eu tenho um trablho de esculah valenduh notah sobre o irã!! q site natah a vehh meuhhh!!
escrito por: num intereça u.u em 7/11/2006 às 19:30