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27 de fevereiro de 2006

Desfile no Sambódromo: Luana Piovani leva zero em harmonia e dez em chatice

Sapucaí (Baixada Fluminense) - Depois de passar os últimos dois dias desfilando em 159 escolas de samba e posando para 678 revistas de fofoca, a atriz, blogueira e fã do Pequeno Príncipe Luana Piovanni abandonou um desfile antes do seu início. A história começou depois que Luana entrou em rota de colisão com os carnavalescos do Grêmio Recreativo Unidos do Buriti Azedo (G.R.U.B.A.) , de Cabixi, Rondônia. Segundo Itaici Barreto - cabelereiro, representante da Avon e carnavalesco do G.R.U.B.A. - a confusão teve início depois que Luana fez tolice, se jogou no chão e ameaçou prender a respiração até ficar roxa caso a escola de samba não disponibilizasse em seu camarim, além de água mineral Perrier e 492 toalhas brancas, um pacote de cream cracker Ricosa, uma lata de manteiga Cabeça de Touro e três pacotes de quissuco sabor tamarindo. Logo depois disse que só pisava na avenida Coronel Francinaldo Boqueirão, onde fica o sambódromo de Cabixi, caso a escola demitisse a passista Marielza Cospe-Fogo. Segundo Barreto, depois de se chatear com o camarim, Luana teria se aborrecido porque Cospe-Fogo estava roubando as atenções dos integrantes da escola. Como Marielza, além de passista, é namorada do prefeito do local, que também é dono do posto, do garimpo e do depósito de bebidas, Barreto achou melhor mandar a atriz de volta para o Rio no primeiro Itapemirim que passasse. Nossa reportagem procurou a atriz para esclarecimentos mas saiu correndo assim que Luana começou a falar de sua próxima peça.

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Na Sapucaí, Luana tenta esquecer o incidente em Cabixi e brilha como destaque envergando a fantasia "Ela É do Tempo do Bob Burnquist Lá do Pina de Copacabana". Quando jovem, Messias Jardan era craque no hang-ten, daí não ter se intimidado na hora de fazer o horizontal click

26 de fevereiro de 2006

Apaixonada, Preta Gil se atira para cima de Bono Vox e quebra duas costelas do cantor

Salvador (É mara, mara, mara, maravilha ê) - Depois de traçar duas feijoadas, 12 caipirinhas, nove acarajés e um tupperware cheio de abará, Bono Vox quase traça Preta Gil. A confusão começou no bloco "Afoxé Opõn Nagô Ilê Iá Banzuê Ganzá Dandarruma Imbanda Sardinha Coqueiro" (pronuncia-se "Hklweqrtpywx"), agremiação carnavalesca formada por descendentes dos grumetes que afundaram a nau Henriqueta VIII - A Brieba em 1759 no Atol do Papagaio Caolho, costa atlântica do bairro do Pelourinho. De olho no cantor irlandês, Preta partiu para o ataque, segundo informantes do Ressaca Moral presentes ao evento, e quebrou duas costelas de Bono na investida. Abalado, o líder da banda U2 (que depois da estadia de Bono em Salvador anunciou que vai mudar o nome para "Até tu, meu rei?") só se pronunciou após fazer exame de corpo delito. "O Brasil é a minha segunda pátria. Antes de vir para Salvador, fui para Zé Doca, no Maranhão, distribuir uns cheques do Fome Zero junto com o Lula. Pena que nessa história um grupo de pivetes acabou comendo o meu empresário", declarou Bono antes provocar uma debandada na ala de emergência do hospital quando resolveu fazer um discurso sobre a divida externa brasileira.

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No carnaval de Salvador Preta Gil só quer saber de brilhar. Aqui, no click malandro de Mesias Jardan

Escândalo: descoberto mais um filho brasileiro de Mick Jagger

Rio de Janeiro (Samba, suor e cerveja) - Preocupada com os índices de audiência cada vez mais baixos, a equipe de jornalismo investigativo do Ressaca Moral (formada pelos repórteres Tizíu, Bob Gordo e Peixe Ensaboado) resolveu apelar para a baixaria e descobriu a existência de Clementino Jagger, o primeiro filho brasileiro de Mick Jagger, vocalista da banda de rock e ala geriátrica Rolling Stones. Clementino, nascido em 1965, é fruto de um rápido affair entre o milenar roqueiro e a cantora Aracy de D'Almeida, que o conheceu em uma performance teatral de Chiico Xavier e Paulo Francis no show de mulatas do Sargentelli durante a primeira passagem do roqueiro pelo Brasil nos anos 60. Procurado por nossa reportagem, o roqueiro disse que não se lembra do filho, muito menos de Aracy, pois aos 95 anos já está meio caduco e vive à base de ginko biloba e Gerovital. "Rapaz, se nem a letra de Satisfaction eu lembro mais, que dirá desse tal de Clementino...", declarou Jagger antes de entrar na farmácia do hotel para comprar uma caixa de Corega Tabs.

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Nem aí para o mundo do showbusiness, Clementino Jagger esnoba o pai e só quer saber de tocar adiante a sua agência de sósias da Lady Francisco. O click abusado é de Messias Jardan

25 de fevereiro de 2006

Cala a boca viado!

No final do ano passado estava numa missa de batizado. Pra variar foi chatíssimo, mas era o padrinho e me orgulho de ter sido escolhido por um primo que é um amigão para essa função. Nunca gostei nada de igrejas. Só entro nelas pra velórios, casamentos e, dessa última vez, o batizado. Por livre e espontânea vontade, nem pensar! Nesse dia estava numa ressaca de dar dó. Pra piorar, o diácono que celebrou a ondinha avisou, às oito horas, que tudo só terminaria ao meio-dia. Misericórdia!

E o figura não parava de falar. "Vocês têm que ser assim, assado e mal passado". Com a atenção prejudicada pelo excesso da noite anterior e a desidratação que as ressacas trazem muitas coisas passavam pela minha mente. Não sei se queria ter uma lata de cerveja ou uma arma na mão, se miraria na minha cabeça ou na do mala. Mas, o que mais me dava vontade de fazer era gritar "CALA A BOCA, VIADO!!".

Claro que não o fiz. Não tenho peito pra tanto nem poderia pensar em estragar um momento que não me pertencia. A situação só veio confirmar que basta dar um pouco de poder a qualquer João Ninguém para ele se achar o máximo. A igreja necessita desses rituais, mas é um saco e isso afasta muita gente.

Seja no trabalho, na escola, num bar, em qualquer lugar, basta que a uma pessoa seja delegada alguma autoridade para que ela se revele. Acredito que todos, sem distinção, que sem encontram a mercê dessas figuras se revoltam. Quando posso ignoro. Cansei de assistir aulas na escola e faculdade por causa disso. Talvez venha daí meu precário histórico como estudante.

Isso é algo que não em solução. É da índole humana. Neguinho que sempre foi pisado não perde a oportunidade de pisar quando tem alguém abaixo dele. Assim como devia ter um garçom específico só para negociar contas em bar, devia haver alguém em todas as instituições com uma placa escrita "CALA A BOCA, VIADO!!" (para mulheres "CALA A BOCA, BARANGA!!" ) quando se confundisse autoridade com autoritarismo.


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"Se fosse eu o celebrante dessa missa colocaria todos pra dançar e distribuiria selinhos a granel", disse o alegre baiano Padre Pinto. A declaração foi dada ao retratista Messias Jardan que colocou sua Rollerflex tunada aos serviços do bloco de Luís Caldas no carnaval de Salvador.

21 de fevereiro de 2006

Não se pode sempre ter o que você quer

São Paulo (de Tarso) - O pequeno Lucas era o maior alvo das brincadeiras na escola. Mesmo aos cinco anos e no pré-escolar as crianças não davam mole. O lourinho também pedia por isso. Repetia sempre que o pai era famoso e que vivia em viagens, por isso nunca aparecia nas reuniões de Pais e Mestres. Quem o representava era a mãe que sempre cometia umas gafes. Ela brigava com o português (a língua, não o pai do Quinzinho) e queria tratamento especial só porque é gostosa, o que realmente é. A redenção veio na última segunda-feira, dia 20. O tal pai apareceu. Brincou em todas as gincanas, fez sucesso e calou a boca de todos.

No início das aulas Lucas Jagger penou com mais um barraco da mãe. A dona Luciana, como é conhecida, sempre reclama da lanchonete. Alega que não tem nenhum petisco dietético e a água mineral é de marca nacional. Mas, o que realmente a deixa puta da vida é que nunca é reconhecida pelos funcionários. O pobre do Lucas quer sempre se enterrar de vergonha, isso sem falar que é duro agüentar as gozações do seu Jásper, o porteiro, que o chama com o seguinte grito: "Ô Lucas, chegou a boazuda da tua mãe pra te levar pra casa".

Na segunda-feira o Lucas foi avisado que o pai ia visitá-lo na escola, justamente no Dia do Talento. Era a deixa que ele queria. Sempre ficava para trás quando via os colegas exibindo pais engenheiros, políticos, jogadores de futebol, advogados e afins. Era o dia da vingança.

Nove horas da matina e lá estava o Mick, parecia uma lombriga albina de meia idade toda serelepe no pátio da escola. As tias ficaram em polvorosa, os outros pais cheios de inveja e as crianças faziam piadas maldosas sobre o vetusto pop-star dar o rabo. Lucas nem ligava.

Começaram as provas de talento. Primeiro corrida do saco. A dupla dos Jagger ficou em terceiro. Pô, o filho de um lateral-direito do Palmeiras estuda lá e é complicado correr mais que essa raça. Depois veio o teste de gramática. Ele sabia que novamente seria o último. Assim como a mãe, ele mal aprendeu a ler e o pai só manja do inglês. "Boa noche Riiiiiio", foi a única frase que o Mick conseguiu proferir em um quase português.

Aí veio a prova do talento específico. "Vou calar a boca desses filhos da puta", pensou o Lucas. O tal jogador fazia embaixadinhas, o engenheiro fez um desenho de um prédio e o médico proctologista foi impedido de se apresentar. O Mick pegou o microfone e o Lucas chamou a atenção dos desafetos: "Prestem atenção bando de viados".

O Mick subiu ao palco e começou a cantar You Got Me Rock. Não fez muito sucesso. Todos queriam escutar Satisfaction. Ele desconversava e cantava a música do Voodoo Lounge, disco que ninguém em sã consciência ouve mais de uma vez. Foi aí que o seu Jásper aprontou de novo e marcou bobeira. "Canta aí aquela bacana, seu 'Aéromiiiisti'". O Mick ameaçou um pití, mas resolveu chamar as professoras ao palco e a festa engrenou de vez.

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No palco improvisado da escola Mick deu um show a parte. Chegou a puxar para cantar a diretora, Albertina Antunes, famosa na Freguesia do Ó como Tina Tunes. O clique visceral é de Messias Jardan.

Foi a última vez que o Lucas viu o pai. Um assessor informou que Mick tinha que ir embora. Dizem que o Stone emendou a noite com algumas professoras. Não se sabe. O seu Jásper, sacana como ele só, jurava que viu o magrelo saindo da escola junto com o Alcebíades, o professor esquisitão de religião.

O Lucas ficou brabo. Foi esperar a mãe no portão. Quando a madama apareceu ainda teve que suportar a mala. "Oi filhão, 'potinho de ouro' da mama. O que tu tem? Tá tão tristinho! Qué um lanchinho? Um iorgute, quer um iorgute?".

"Porra mãe, 'iorgute' não, 'iorgute' não".

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Mick deu uma esticada com duas funcionárias da escola do filho. Jacilene Albuquerque é ajudante da lanchonete e Esmeralda Pinto tem uma banca de bombom por lá. Messias Jardan subornou a camareira do Copacabana Palace para fazer o registro.

17 de fevereiro de 2006

Nada é tão ruim que os pais não possam deixar pior III

No final do primeiro texto dessa série prometi que publicaria um antigo que também falava dos meus filhos. O escrito perdeu-se com o back-up do Gardenal. Para minha satisfação o amigo Wilson Cremonese tinha uma cópia (coisa que eu não tinha, confesso). Para não repetir o texto por aqui ele o colocou num blog antigo, praticamente em desuso. Então, quem se interessar dá uma passada no link abaixo.

www.zinabre.blogspot.com/

Vida longa ao Rei do Hidrovácuo.

Manifestações que não deram em nada e por isso ninguém se lembra

A Terrível Greve de Fome - Mossoró (RN) 1977
Castigados por uma seca que já durava dois anos, Jessié, Jedeão, Jérson, Jeremias, Jênesis e Pablo, caçulas de uma família de dezoito irmãos, anunciaram que protestariam contra o descaso do poder público fazendo greve de fome sem tréguas até que alguém os alimentasse. Entoando o grito de guerra "Não quero nem saber / Passo fome até morrer", os seis irmãos chocaram os habitantes da cidade, que estavam mais preocupados em andar 100 km até a cidade mais próxima atrás de água e achavam aquilo tudo uma falta do que fazer. A greve acabou subitamente 40 dias após seu início quando uma terrível tempestade inundou o barraco onde a família morava. Todos morreram afogados e famintos.

A Assustadora Batalha do Tráfico - Rio de Janeiro (RJ) 2002
Irritados com a péssima mania carioca de fazer intermináveis passeatas pedindo paz, um grupo de traficantes do movimento "Chora que eu Rio" que brigava pelo direito de praticar o livre comércio de drogas nos morros da cidade entrou em conflito com um grupo de manifestantes pró-paz que insistiam na tese de que o tráfico é a causa da violência e prejudica o turismo. Armados com pedras, paus e facões, os pacifistas enfrentaram os traficantes desarmados durante várias horas. A pancadaria terminou quando alguns dos pacifistas passaram a encomendar maconha com os traficantes. Ambos os lados se declararam vitoriosos: os pacifistas por fumarem o cachimbo da paz e os traficantes por fornecê-los.

O Estrondoso Festival de Samba - São Paulo (SP) 1995
Anos suportando brincadeiras e piadas maldosas sobre seu pouco traquejo para dançar incitaram a revolta do grupo "Samba, Sampa, Samba Já", que organizou um grande festival com o objetivo de mostrar ao mundo que o túmulo do samba é coisa do passado. A festa reuniu cerca de duzentos manos e minas e contou com a participação de grupos de rap da periferia. Cerca de duas horas após o início, entretanto, o festival precisou ser cancelado porque ninguém se inscreveu para o concurso de samba-enredo e duas mulatas quebraram a bacia tentando imitar a Globeleza.

O Profano Ataque Terrorista - Belém (PA) 1984
A rivalidade entre amazonenses e paraenses chegou ao seu limite quando os amigos Otacílio e Jesus Clay saíram da periferia de Manaus em um ônibus com destino a Belém para tirar do papel seu plano terrorista: passar cerol na corda utilizada para proteger a imagem da Santa durante o Círio de Nazaré. Para realizar a empreitada sem despertar suspeitas, Otacílio e Clay alugaram uma casa em Belém e montaram uma venda de açaí para servir de fachada. Durante três semanas, moeram dezesseis toneladas de vidro e produziram vinte e dois mil litros de cola artesanal na falsa loja. Dois dias antes do Círio, contudo, um grupo de jovens turistas de Manaus que promovia pequenos atos de vandalismo em Belém confundiu Otacílio e Jesus Clay com caboclos paraenses e os espancou até a morte, impedindo involuntariamente o ataque terrorista.

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Messias Jardan adora uma festança e por isso não perde o carnaval de São Paulo, onde fotografou essas duas belas passistas.

16 de fevereiro de 2006

Contos da Passagem Coelhinho: Fair-Play, futebol arte e umas bolinhas

Mal conseguia acreditar que tinha sido tão fácil. Saiu da farmácia depois de comprar três caixas de Revitam e não fora nem admoestado pelo farmacêutico. Ou era um simples balconista? Laurindo Mascarenhas, de nome pomposo, era conhecido como "Jacaré". Técnico do Batalhadores da Matinha, equipe tradicional que não aceitava essa história de fair-play. Troféu de time mais disciplinado era insulto para o escrete.

No entanto, nos idos de 1969, não possuia uma formação das melhores. Havia se classificado heróicamente para a decisão do Torneio Gregório Mascarenhas, o mais importante da Passagem Coelhinho. A competição homenageava o herói local campeão paraense de porrada de 1917 (o campeão morreu no mesmo ano e, como segundo colocado, assumiu o título). Gregório vinha a ser tio de Jacaré, mais um motivo para o Batalhadores vencer o Gregorão.

O problema era o adversário. O Atlético Jabaroca era o favorito absoluto. Dono de uma campanha irretocável, aliava bom toque de bola com futebol força. Foi essa inferioridade que fez Jacaré seguir o conselho do compadre Biroba. Comprou umas "bolinhas" para deixar a equipe mais ligada. Legítimo caso de doping.

Biroba, entendido em todas as artes de se entorpecer, deu a dica: tomar as drágeas milagreiras 40 minutos antes do apito inicial. Isso porque primeiro ela dá um banzo para depois fazer efeito. E assim foi. Os jogadores chegaram e comungaram do das pílulas de bom futebol. Todos, menos o goleiro Bandalheira. Malandro das antigas, tomou todas antes e chegou somente na hora, quando se entupiu do remédio.

E assim foi (mais uma vez). O Batalhadores entrou com tudo. Chegava junto, atacava e levava perigo ao Atlético. A diferença que todo chute ao arco defendido por Bandalheira era gol. Parecia que o goleiro estava com quebranto. Ele mal conseguia se mexer. Todo chute tinha endereço certo.

Os gritos de Jacaré não surtiam efeito. As broncas dos companheiros menos ainda. Mofino, Bandalheira se movia em câmera lenta.

Com o apito final o placar não deixava dúvida de que o título fora merecido. Nove a um. Os Grenás de Jabaroca foram os campeões. Aos poucos comissão técnica e elenco se dirigiram ao gol para acabar com a raça do goleiro. Mas foram surpreendidos. "Urúúúúúúú!!! AGORA EU QUERO VER. EU TÔ COM TUDO. PODE CHUTAR. AQUI NÃO PASSA NENHUMA BOLA. DEIXA COMIGO!!!". O arqueiro gritava e corria com um gás nunca antes visto. Ele correu tanto que nunca mais se ouviu falar do Bandalheira pelas redondezas.


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"Yo lo quiero mucho", disse El Pibe sobre o grande amigo, Biroba. Messias Jardan teve que ser submetido a um exame antidoping para fazer o retrato.

O guia definitivo para situações inesperadas

Sábado à tarde na casa da namorada nova. Vocês estão abraçados no sofá zapeando a TV. Você prefere o Atlético Jabaroca x Jequitinhonha, decisão da Taça Mossoró, mas ela vence a disputa e vocês param numa reprise de Will & Grace. De repente, a bebedeira da noite anterior manifesta-se no intestino.

- Amor, seu celular vibrou, é mensagem?

Você sabe que não é o telefone. As duas dúzias de cerveja e mais o caldinho de feijão consumido às 5:30 da manhã não lhe deixam mentir.

- Benzinho, vou ao banheiro.

- Mas amor, é o último espisódio da terceira da temporada.

Leve corrida ao banheiro, porta trancada. Ah, o trono. Aqui você é rei. O diálogo com o vaso não será dos mais silenciosos, melhor ligar a torneira para abafar o ruído do bombardeio. Tudo nos conformes e os Tomahawks caem violentamente sobre Bagdá. Alívio.

Ele deveria estar ali, o papel, o maldito papel. Nervos sob controle, não temos papel, mas ao menos temos o...chuveirinho, não, não temos. No lugar dele apenas um cano tapado com uma rolha. Ela mudou com a vó para esse apartamento há pouco tempo, ainda não tem chuveirinho no banheiro. Agora sim podemos nomear a situação de crítica. O namoro é recente, não existe intimidade suficiente para que se abra a porta clamando por socorro.

- Amor, você vai demorar muito? Você tá respondendo a mensagem do celular, é? É a vagabunda da Fernanda te procurando? Ai, eu sabia! Eu sabia!

- Benzinho, não, você não está entendendo...

- Então sai daí e explica porque eu quero entender, porra, bem que a Jú me avisou que você ainda gostava daquela piranha, mas nãããooo, a idiota aqui resolveu tentar porque achava você isso, você aquilo, não, Jú, ele esqueceu a pilantra, eu sei, ele me jurou isso, esqueceu é o caralho, cafajestefilhodaputa, e o Diogo no meu pé, apaixonado, apaixonado, sabia disso, ô seu bosta, mas lembra da semana passada quando você disse que não podia me pegar na faculdade, pois é, ele podia e quer saber, dei, dei mesmo, fiquei toda arrependida achando que tinha feito merda, e a Jú, sim, a Jú, sua melhor amiga, deu apoio, sabia, ele é um cuzão, não te merece, chifra mesmo, aliás, ela também escondeu o meu porre e o meu vexame no churrasco do seu irmão, aquele gostoso, ah, que por sinal me comeu no banheiro enquanto você tava puxando o saco do seu chefe, o mesmo que vai te demitir na segunda quando eu contar quem foi que enviou aquele e-mail com a montagem dele pelado dando a porra da bunda pro cavalo, seu bosta! Seu bosta! Aproveita que você é um merda mesmo e te enrola todo com a porra do papel que tá no caralho do armário azul em cima do espelho! Vou sair, vou pra puta que pariu e se quando eu voltar te encontrar aqui, juro que te jogo pela janela com aquela porra de CD do Emmerson Nogueira que você me deu de presente e eu dizia que gostava só pra te agradar!

Problema resolvido. Com sorte você ainda pega o segundo tempo do jogo. Parece que a Vó dela torce pelo Jabaroca.

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Sem vogais em seu nome, Skqtw Yfgr, é um entusiasta da palavra cocô, a qual considera muito fofinha. O clique é de Messias Jardan, fotógrafo e florista intestinal.

15 de fevereiro de 2006

Corra, lá vêm as tiras do Nazareno!

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Coisas que você precisa saber antes de sair na revista CARAS

- Não seja negro. A exceção vale para ex-namoradas de famosos, jogadores de futebol, sambistas e garotos adotados por holandeses em um orfanato carioca durante a década perdida.

- Se for mulher, esteja grávida e vivendo o melhor momento de sua vida. Comente o quanto é bom estar ao lado de Orlandinho Orleans de Bragança e que você o admira e respeita as diferenças entre vocês, como a paixão dele pelo balé e decoração de interiores.

- Ao contrário do que possa parecer, a Ilha de Caras também tem seus problemas. Como pode-se comprovar nas fotos estampadas na revista, não há banheiros e as pessoas são obrigadas a utilizar a velha tática da folha de bananeira. A revista não esclarece, no entanto, que o único exemplar da planta - dividido a tapas por gente do naipe de Carolina Dieckman, Aécio Neves e Lacraia - está localizado junto a um urtigueiro antigo, de propriedade do caseiro da Ilha de Caras, seu Setúbal, um homem misterioso com tatuagens de presidiário espalhadas pelo corpo.

- Evite falar sobre algum assunto. Não interessa se ele tem importância; ele passará a ter assim que você o omitir ou fizer mistério sobre algo.

- More em um loft, flat ou apart. A exceção fica para a kitnet.

- Supere uma doença grave e fale dela como uma experiência positiva. Ex: "A gonorréia me ensinou a valorizar o sorriso das crianças."

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Orlandinho Orleans de Bragança curte a flora privilegiada da Ilha de Caras. O clique high-society é de Messias Jardan

10 de fevereiro de 2006

Contos da Passagem Coelhinho: o pai, o filho e as pernas do centroavante

Lá onde moro, na Passagem Coelhinho, aconteceu uma situação meio estranha há uns seis meses atrás. Meu vizinho da direita, o pai de Hermes, desconfiava que o filho era afeminado demais. Dezoito anos e nunca teve uma namorada sequer. Sabedor disso e para não ter problemas com o pai, que o ameaçava deserdá-lo, combinou com Samira uma visita à família. Menina moça e sempre apaixonada por Hermes, ela não pensou duas vezes. Colocou a roupa de ir à missa aos domingos para fazer bonito.

O paizão era um orgulho só. Já chamava Samira de nora. Deu um charuto pro Hermes e, no cantinho da sala, dizia para o filho: "Olha aí, essa é moça direita. Não vai abusar dela!". "Papi, que é isso? Quáquáquá", ria Hermes.

Estavam todos lá. Primos, tias, agregados, vizinhos e o chefe do pai. Todos cumprimentavam Hermes. E haja tapinhas nas costas. "Isso aí garoto!", ouvia.

A situação só ficou preocupante quando todos se reuniram na sala para assistir ao jogo das eliminatórias. Samira não entendia bulhufas do assunto. Hermes menos.

Adepto do jogo de queimada, ele teve que sentar ao lado do pai, tomar cerveja, comer salame com azeitona e complementar os comentários. "Que jogão, hein?". "Ôôôô", respondia Hermes. "Que é que foi que aconteceu, querido? Foi escanteio? O que é escanteio?", perguntava Samira. Complicação dos diabos. Para ele impedimento e cesta de três pontos era tudo igual.

Era um suplício. Ficava reparando nos presentes para não fazer feio. Tinha que saber quando comemorar ou xingar o juiz. Até palavras ofensivas saíram de sua boca. "Juiz bobão. Cara-de-melão", ele gritou e fez cara de mau, já com um palito no canto da boca.

Hermes cometeu algumas falhas, mas com Samira ao lado o pai relevava a tudo. "Aí coroa, vou pegar uma gelada lá dentro", disse o garotão. Era a glória. Ele estufou o peito saiu da sala. Mentalmente cantarolava Maria Bethânia.

No entanto, aos 45 do segundo tempo, ele se entregou. "Olha as pernas desse Adriano, que escândalo!!", gritou em êxtase Samira. O dublê de namorado e machão veio correndo da cozinha, tropeçou, derramou a cerveja e derrubou o prato de fios. Mesmo assim perdeu a imagem do dito cujo. "Samira, se não tiver replay tá tudo terminado entre a gente!!". Hermes nunca viu a cor da herança.


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Além de não entender nada de futebol o Hermes era meio travado na dança. Até nisso o pai teve que dar uma força. O clique sacolejante é de Messias Jardan.

Os grandes da música de raiz

Lena Ney - Reemesh Kee é Boom (1972)
Pioneira do funk estilo “arrebita, mas não caga”, Lena mostra maturidade neste álbum, sucessor do desconhecido, porém aclamado, Eu Quero Me Atolar No Boneco do Posto (1970). O ponto alto de Reemesh fica por conta de “Meia-bomba também entra”, um funkcore típico onde a cantora mostra toda a sua capacidade vocal, indo do Ré ao Cré com extrema facilidade e grande maleabilidade.

Girinos de Baudelaire – E agora a hora que Nietzsche chora (1991)
Primeira banda brasileira de Philosophy Metal cantado em húngaro, logo em seu trabalho de estréia os Girinos mostraram que não estavam para brincadeira. A faixa de abertura “Egyetlen, érintetlen, lefordíthatatlan!” soa como uma britadeira desligada na orelha, revelando todo o peso da banda que inaugurou a cena Philo paulista na década de 90, marcando para sempre os corações metaleiros com o clipe de “Megjegyzések, a honlap fordítása, oldal 7”, que durava 8 dias e era protagonizado pelo vocalista Jílson lendo “Guerra e Paz” no vão do Masp.

Randy & Rafael – Piroga da Catiroba (1967)
Dupla sertaneja de emocore indígena que lançou o gênero, Randy & Rafael abalaram as estruturas do mainstream ao entoar versos como os de “Peço a Tupã” e “Yara, não te quero mais”. Infelizmente o sucesso durou pouco. Em um show da turnê Acre-Rondônia 68, Rafael foi atacado e morto por um grupo de índias Guajijaras enlouquecidas com seu requebrado conhecido como “vai na manteiga, manteiga, manteiga”. Após a perda do companheiro, Randy entrou em depressão e se afogou no Santo Daime. Hoje em dia ainda faz alguns shows em clubes do interior do país, geralmente em confraternizações de senhoras da terceira idade.

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Skqtw Yfgr, primeiro brasileiro a não ter vogais no nome, era vocalista do Los Germanos, banda de loser-rock-deprê com influências alemãs, precursora do movimento no país. Messias Jardan estava com caganeira após ter comido muita gordura no meio de seu tratamento com Xenical, mas não deixou escapar o retrato, afinal, a merda passa, mas a foto fica.

8 de fevereiro de 2006

Rápido guia de como permanecer solteiro quando você mudar de cidade

Como você leitor de Ressaca Moral não tem a mínima obrigação e interesse em saber, Eu, Doda, mudei de cidade recentemente. Vim morar em São Paulo em busca de uma vida fácil, tranqüila e sem os problemas que tanto afligem o cidadão urbano ocidental.

Entre outros obstáculos impostos por uma mudança de cidade, está a questão afetiva. Como arrumar mulher em uma cidade onde você conhece apenas 8 ou 9 pessoas de um universo de 18 milhões? Eu, como é perceptível, ainda não descobri, daí surgiu a idéia deste pequeno guia. Uma despretensiosa exposição de como não se dar bem em uma nova cidade baseada em minhas experiências pessoais, servindo também de continuação do guia de Como não pegar ninguém na balada.

Vamos lá! Qualquer um pode ser mané, basta querer, veja o meu caso:

1 – Mude com pouco ou nenhum dinheiro
Dinheiro não serve para os objetivos deste manual. Com dinheiro você tem a possibilidade de sair para lugares legais, se divertir, conhecer pessoas e, com algum papo, também conhecer mulheres que consequentemente podem ir com a sua cara e acabar caindo na sua conversa ridícula. Venha com a grana contada somente para necessidades básicas, como a cerveja barata do supermercado e a diária dos filmes da Silvia Saints na locadora da esquina.

2 – Seja tímido
Para o cara que realmente deseja ficar sozinho nada melhor que a timidez. Essa história de encarar a garota na boate e ir lá bater papo e pedir telefone é coisa de quem quer se dar bem. Em caso de saídas noturnas, permaneça encostado em um canto escuro com a sua cerveja na mão. Não arrisque dançar, mesmo que esteja gostando da música. Se você dançar minimamente bem (ou mal), aumenta a possibilidade de chamar atenção de alguém, inclusive de pessoas do mesmo sexo, dependendo da maneira como você dança. Pare de mexer esse pé, coloque uma das mãos no bolso e faça cara de imbecil, você consegue, pode acreditar. Também não é aconselhável permanecer encostado no balcão. Por ser um local de grande trânsito de pessoas, mulheres inclusive, você corre o risco de ser paquerado e acabar no maior amasso dentro do banheiro. É isso que você quer por acaso?

3 – Curta os lugares onde ninguém pega ninguém
Festas onde todo mundo dança, conversa e se diverte são péssimas para quem quer se dar mal. Evite forrós, micaretas, samba-rock, bares de paquera e concentrações de jovens felizes. Para terminar com a cerveja e outras coisas na mão, o negócio mesmo é investir no rock alternativo ou nos lugares “cool”, onde o povo está mais preocupado na escolha do sapato ideal, na arrumação do cabelo e no capricho do ar blasé. Pegação e sexo estão em segundo, ou melhor (?), em terceiro ou quarto plano.

4 – Fique afim justamente da mulher que não vai lhe dar bola
Ela achou que você tem cara de amigo? Ela é muita areia para o seu caminhão? Ela é mais alta? Perfeito! Não saia do pé da garota, apaixone-se, cola na mina, mano! Não desperdice a grande oportunidade de permanecer com essa sua cara de servo-croata perdido em show de grupo folclórico nordestino! O máximo que pode acontecer é você quebrar a fuça, tomar um porre, chorar como uma mocinha de novela das seis e no final tentar cortar os pulsos ou sufocar a si próprio com o saco do supermercado (o mesmo utilizado para embalar as cervejas do item 1 deste guia, viu como sempre é válido investir em cerveja?).

7 de fevereiro de 2006

O Diário de Dulce Skatistinha: 07 fev


Dulce Skatistinha em clique ninfomaníaco de Messias Jardan
Mossoró (RN) - Dulce Skatistinha, à primeira vista, é como qualquer jovem de sua idade. Gosta de tomar sol, é fã do Big Brother e coleciona pôsteres do Fábio Assunção. Nos finais de semana, passeia nos shoppings da cidade e vai a shows de forró. “Gosto tanto de dançar que um dia ainda aprendo”, explica Dulce. Pouca gente sabe que Dulce Skatistinha é apenas o nome artístico de Patrícia, cuja profissão a obriga a se manter anônima. Seu drama nasceu de problemas familiares. “Na minha festa de 15 anos, meu pai prometeu chamar o Fábio Assunção pra dançar a valsa. Contratou um sósia do Mocotó. Fugi de casa e fui ganhar a vida nas ruas”, conta Patrícia, que nunca perdoou o pai pela brincadeira de mau gosto.

A vida de prostitutas de classe média nunca esteve tão em evidência. Livros e revistas se renderam aos encantos de garotas de programa que revelam a intimidade de sua profissão com riqueza de detalhes da internet. Dulce, que diz sempre ter sido vanguardista, garante que é precursora na arte de relatar as aventuras do mundo da prostituição. “Muito antes dessa tal Bruna Surfistinha fazer sucesso, eu já tinha um blog. Só que ninguém lia”, pondera. A convite do Ressaca Moral, um site que não discrimina nenhuma profissão e precisa desesperadamente de audiência, Dulce Skatistinha comanda a partir de hoje a ousada coluna que leva seu nome e promete relatar “sem um pingo de vergonha” o duro cotidiano das prostitutas ricas e bem-sucedidas. “Um dia ainda vou ser uma”, promete Dulce, que no último mês teve prejuízo de cerca de dois mil reais se prostituindo e ainda quebrou um braço.

21:15 Acabou a novela. Começo a me arrumar pra sair de casa. Estou tensa; a vida fácil pode ser também emocionante. Como acontece com um amigo, Itamar, que leva pedrada e implora por spray de pimenta no rabo quando aguarda nas esquinas. Itamar, ou Shammahrah, teria ido longe se não tivesse feito a operação de troca de sexo duas vezes, após esquecer que havia se submetido à primeira. Ele diz que se prepara para mais uma cirurgia, mas jura que, dessa vez, não vai trocar de sexo.

22:50 Ligo para Itamar. Ele ainda não voltou do salão. Na certa, está ouvindo aborrecimentos de alguma cliente. Eu fico preocupada, porque meu amigo já responde por dois homicídios, mas vai dar tudo certo.

23:05 Itamar me liga, ofegante. Havia ido ao médico retirar um tubo de desodorante Axe que se escondeu perigosamente em seu corpo. “Já estou bem”, garantiu, enquanto peidava. Tomo um banho e tento limpar minhas feridas.

23:15 Vou pra rua atrás de macho. Cansada, sento num banco. Com um graveto, faço um poema no chão de areia. Um homem de meia-idade, cabelos grisalhos e covinha no queixo lê e se aproxima. Ele me dá um tapa na nuca e me explica que çonho se escreve com s. Respondo que, se o çonho é meu, çonho como quiser. Levo outro tapa, na orelha, grito horrores, mostro a que vim, eu sou mulher! Acordo com o queixo dolorido e me recomponho.

0h00 Como que um presente dos deuses, à meia-noite, vejo na penumbra o vulto de meu primeiro cliente. Mas é Baltazar, O Mendigo, a lenda. Dizem que engoliu dois sapos mortos em uma noite de fome, mas na verdade só havia perdido a escova de dentes. Itamar se atira sobre ele. Mais uma vez, sairá no prejuízo.

3h00 Jogando cobrinha em meu celular, percebo que três horas já se passaram e Itamar ainda não voltou. Preocupada com meu amigo, fiquei também sem meus clientes. Justo hoje, que eu comprei meu desodorante novo da Portuguesa de Desportos, meu time do coração. Volto para casa. Deixo Itamar com suas manias apaixonadas e sua história de amor com Baltazar. Um dia eles se casam, no civil ou no viaduto.

Paulo e Rafael Guedes

2 de fevereiro de 2006

Nada é tão ruim que os pais não possam deixar pior II

A tira abaixo é a que me referia no post anterior. Não tive como procurar nos meus livros do Calvin. Estão todos encaixotados e me deu a maior preguiça. Agradecimentos ao Moziel, que deu a dica do blog Depósito do Calvin. Vale a pena dar uma espiada.

Agradecimentos também ao confrade colunista Paulo Guedes, diretor de informática, códigos binários, lanternagem, metalurgia e customização do Ressaca Moral. Não fosse ele eu já teria mandado esse site pro espaço pelo menos duas vezes.

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