Personagens que poderíamos passar sem
A falsa magra
Ora bolas, magra é magra, se não é magra é gorda. Se tal lenda existisse, toda gorda poderia se auto proclamar como falsa magra, já que estaria, neste caso, dizendo a verdade.
O amigo sensitivo
Vocês aguardaram a semana toda de trabalho e finalmente chegaram na casa que alugaram na praia. Tudo certo, número de homens igual ao número de mulheres, mas aquele amigo do seu amigo que é meio esquisitão e na viagem escutava Beyoncé no discman, mal entra na casa e fala “ai gente, senti um negócio...tem alguma coisa negativa aqui”. A partir de então, qualquer copo quebrado ou mordida de inseto vira um “eu não falei?”. Ignore o panaca, se ele insistir na conversinha tranque-o no banheiro com um sapo ou besouro, o mané vai se borrar.
O vocalista de banda cover
A tentativa de fazer pose e agir como um rockstar escrotão são características que o identificam. O cara berra música dos outros como se fossem suas e acha que é o veículo oficial de propagação da revolta da juventude e portador das transformações de pensamento da sociedade. Não importa qual seja o repertório do grupo, ao menos uma música do(a) Legião Urbana deve estar inserida, de preferência após uma do Cazuza.
O taxista falador
Não importam seus óculos escuros, cara de mau humor e a conversa séria no celular, assim que você desliga vem o primeiro comentário. “Calor, hoje não?”. Esconda qualquer objeto e evite comentários que possam revelar seu time, essa é a informação que todo taxista chato precisa para falar, falar e falar até o momento de anunciar o preço da corrida.
A voz da indignação
Personagem genérico que pode surgir em qualquer roda de conversa ou mesa-redonda na TV. Geralmente solta um comentário bombástico e definitivo sobre um determinado assunto, tipo “o que esse país precisa é de vergonha na cara, coisa que nenhum destes que estão aí possuem!” E as clássicas tiradas indignadas de futebol, “onde está o amor à camisa?! Hoje só jogam pelo dinheiro, é um absurdo!”. A voz da indignação é uma síntese/reprodução de manchetes de jornais e comentários rasos feitos em portarias e balcões de padaria, se a discussão ficar séria e melhor argumentada, o indignado recolhe o rabo e procura outra rodinha. Jorge Kajuru é um exemplo bem-sucedido do personagem em questão.