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21 de junho de 2005

Golinhos de sabedoria

A Skol é o Chico Buarque das cervejas.
Você pode até não gostar do Chico Buarque, nem gostar de MPB, mas jamais vai ter bons argumentos pra falar mal dele.

Djavan é a Nova Schin da MPB.
Todo mundo sabe que é horrível mas, na falta de qualquer coisa melhor, e não havendo como escapar, acaba escutando. E ainda cantarola junto.

Paulo Coelho é a Kaiser da literatura.
"A Kaiser é uma grande cerveja". O slogan todo mundo conhece, mas até hoje ninguém conseguiu explicar.

16 de junho de 2005

Tolerância zero: cerveja ruim dá cadeia

Hip Hip (Hurra) - Após meses de investigações cinematográficas cercadas de mistérios, perigos e propinas, o delegado Maria Bethânia, o Betão, anunciou ontem a prisão de mais de 60 envolvidos na fabricação da cerveja Nova Schin, condenados por, entre outros crimes, fabricar a pior cerveja que o Brasil conheceu desde a invenção da loira com biquini. Betão explica que decidiu efetuar as prisões depois de implantar a política de tolerância zero dentro da 26ªDP, seu escritório, segunda casa e eventual ponto de encontro entre amigos.

A idéia surgiu durante uma reunião entre Maria Bethânia, o Betão, e alguns dos mais

Eu bebo sim, estou vivendo

O clique ébrio de Messias Jardan denuncia o prejuízo
no combate ao crime causado pela Nova Schin

importantes criminosos da região. "Estávamos discutindo uma nova técnica de combate ao crime quando o [responsável pela distribuição de armas no bairro] Racha-Crânio trouxe uma caixa daquela tal Nova Schin. Na hora foi uma alegria só, toda a bandidagem desatou a abrir latinha. Foi só dar as primeiras goladas pra perceber que tinha maracutaia da braba no meio. Tive que fuzilar o Racha", emociona-se Betão. Apesar do abalo psicológico, o delegado diz que não se arrepende de ter perdido a amizade do contrabandista. "Dos outros a gente espera qualquer coisa, mas vindo de amigo a casa cai. Foi traição, sim", justifica.

O episódio acabou deflagrando uma verdadeira guerra contra a Schincariol, fabricante da cerveja Nova Schin. Minutos após desovar o corpo de Racha-Crânio, Betão e seus companheiros invadiriam a fábrica da Nova Schin utilizando granadas, pistolas e armas de uso exclusivo do exército israelense. Maria Behânia, o Betão, teria ordenado a ação ao lado de Jussara, seu inseparável fuzil AR-15 que quebra o coco e destroça a sapucaia.

Um dia após a empreitada, Betão ainda se divide entre comemorar o sucesso da operação e lidar com terríveis dores de cabeça. "Ainda não consegui me livrar de toda aquela porcaria que eu bebi", queixa-se. O importante, no entanto, segundo o delegado, é manter a ordem na sociedade. "Depois da conversinha que a gente teve ontem, quero ver aqueles filhos da puta voltarem a vender aquela merda. Experimentem!", ameaça Betão.

10 de junho de 2005

Delegado Betão lança arma não-letal

Cotriguaçú (MT) - Acumulando por décadas condecorações, hematomas e processos por abuso de autoridade, o delegado Maria Bethânia, o Betão, se considera um dos policiais mais experientes e eficientes do Brasil. A certeza é tanta que, após a tragédia de 11 de setembro de 2001, durante o auge da guerra de George Bush contra o terrorismo, enviou seu currículo para o FBI (Federal Bureau of Investigation), onde esperava seguir carreira após décadas de combate ao crime canarinho. Maria Bethânia, o Betão, jamais recebeu uma resposta do órgão americano, o que credita à tradicional proteção de mercado da maior economia do mundo. "Os gringos morrem de medo de que alguém melhor que eles tome seus empregos", argumenta. Para Kayleigh Dishwasher, funcionária do departamento de relações humanas no FBI, o motivo é outro. "Quando recebemos aquele monte de garranchos pensamos que fosse Anthrax. Foi direto pro lixo", explica.

A recusa do governo americano marcou a vida de Maria Bethânia, o Betão. Durante meses, o delegado esteve tão deprimido que passou a tomar todos os remédios de tarja preta que apreendeu em diversas operações contra a falsificação de medicamentos. "Era Prozac, Gardenal, Lithium, LSD, bala, o que viesse eu metia pra dentro, até Viagra e rebite (risos)", conta. O trauma foi superado recentemente, e hoje o consumo de Betão se limita a pequenas doses diárias de Benzitrat. Betão conta que recebeu o incentivo de muitos amigos para melhorar, mas nada foi tão importante quanto enfrentar o problema de frente. "Resolvi montar meu próprio FBI", revela.

No pequeno apartamento que divide com Jussara, seu fuzil AR-15 que não distingue raça, sexo ou classe social, Betão mantém um modesto escritório em cuja porta se lê "MBI - Maria Bethânia Investigatiom (sic)". Patrocinado por investidores anônimos ("Se eu contar quem me banca, amanheço com a boca cheia de formiga", brinca o delegado), o MBI reúne algumas das mais conceituadas personalidades do crime da região onde se situa a 26ªDP. "Cooptei a bandidagem. Afinal, quem entende melhor de crime que os criminosos?", questiona Betão.

E foi do MBI que saiu, há poucas semanas, uma das mais revolucionárias invenções na área do combate ao crime desde a invenção do estilingue. Betão apresenta o que garante ser uma das armas não-letais mais eficientes de todos os tempos: a técnica da "balinha sabor água-por-favor". Consiste numa

Em seu laboratório caseiro,
Betão pesquisa tecnologia
para combater o crime
pequena guloseima feita de goiabada e doce de leite e uma garrafa de água. "O segredo é o recheio. Tem mais de 100 gotas de pimenta por dentro da goiabada", confidencia. O uso da arma, ensina, é extremamente simples. Com a ajuda involuntária de um rapaz argentino detido durante uma blitz no centro da cidade ("Desacatou, vai pro xadrez", justifica Betão), Maria Bethânia, o Betão, mostra o funcionamento da balinha.

Após três dias trancado numa cela escura, sem alimentação, o argentino está faminto e aceita o doce. Em poucos segundos, o suspeito, desesperado, implora por água. É nesse momento que Maria Bethânia faz justiça. "Pode chorar o quanto quiser, que enquanto não confessar não toma a água", ameaça Betão.

A técnica é tão eficiente, assegura o delegado, que só na última semana foi possível solucionar mais de 20 assassinatos ocorridos na região nos últimos trinta anos. "Quase todos quem matou foi o moleque argentino", surpreende-se o delegado. "E usando uma das minhas armas!", revolta-se. Orgulhoso, Betão vê em seu invento uma nova era na guerra contra o crime. "A partir de agora ninguém mais precisa ficar se preocupando em não deixar hematoma, queimadura, fratura, trauma psicológico, essas bobagens", comemora. "Afinal de contas, que bandido vai querer dizer pros comparsas que apertaram ele usando água?", conclui com uma estrondosa gargalhada.

1 de junho de 2005

Ex-BBB se queixa de abandono

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Jean discursa para o alegre Messias Jardan
São Paulo (Pelotas) - Durante a concorridíssima Parada Gay de São Paulo, em que quase dois milhões de pessoas chamavam atenção por seu visual descolado e comportamento liberal, pelo menos uma pessoa passou completamente despercebida. O professor baiano Jean, ex-BBB, foi ignorado por todos os foliões. Cabisbaixo, Jean ainda tentou — em vão — ser entrevistado por qualquer uma das inúmeras equipes de reportagem que acompanhavam o evento, sendo desdenhado até pelo repórter Vesgo. Por fim, o professor, que virou celebridade ao assumir publicamente que empurrava a janta, decidiu ler um discurso em que se queixava de preconceito. "Vocês me ignoram só porque eu sou BBB", acusava. O protesto acabou gerando uma pequena confusão, que durou pouco mais de 15 segundos. Para Jannette Veruska, drag-queen que participava da organização da festa, o problema com Jean não tem nada a ver com preconceito, e sim com a superexposição à mídia. "O pessoal cansou. O Jean é pior que bagalhota! Ele já deu o que tinha que dar", explica a bela.

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