Road Trip
Como sou bastante preguiçoso, vou reciclar um post que publiquei no meu blog "profissional" (nem vou me dar ao luxo de colocar o link...)
Estou em Las Vegas agora. Primeira vez na vida. Achando tudo esquisito, cafona e divertido.
Não vim exatamente para jogar, mas não dão para evitar a vontade... ontem, o ônibus que eu estava passou em frente ao Villagio e estacionou na porta do Paris. Ambos são hotéis equipados com mega-cassinos ridiculamente suntuosos. Juro, foi uma daquelas vezes que você acha que está dentro de um filme ruim. Não, o Ocean's Eleven não passou pela cabeça. Tá bom, talvez só um pouquinho.
Ontem foi o primeiro dia do festival Vegoose (um trocadilho de Vegas com Goose, já que estamos perto do Halloween). Me surpreendi ao notar que eu era um dos poucos caras vestidos normalmente entre os milhares de espectadores. Parece que a onda do Vegoose é ir fantasiado, como em um baile de monstros. E como americanos exageram em tudo que podem... dá para ter uma idéia do que presenciei ali. Queria ter tirado mais fotos, mas fiquei constrangido só de olhar... mas tinha desde gente fantasiada de Flintstones até robôs feitos de caixotes de papelão, garotinhas seminuas a la dominatrix e índios, muitos índios. E claro, monstros, zumbis, personagens de quadrinhos. Tudo kitsch e bizarro. Em que mundo estou mesmo? Ah é, em Las Vegas.
Os shows sim, foram sensacionais. Um esquema meio Coachella, três palcos, céu aberto, calor na moringa, canseira e correria totais para conseguir ver tudo. E foi isto que eu vi:
Mastodon, os novos reis do metal furioso. Eles tambem estavam na onda do Halloween: tocaram fantasiados. Gozado;
Public Enemy, mandando um fuck para George Bush e seus amigos;
O indie pop teatral do The Shins - tambem fantasiados, de arlequins do inferno, acho;
A singalesa funkeira M.I.A. (os gringos pronunciam "em-ai-ei", e não "maia");
O favorito da casa Queens of the Stone Age, abrindo com "No One Knows", muito punch e peso. Josh Homme é foda;
O imortal Iggy Pop com os Stooges, chamando todo mundo pro palco em "Real Cool Time", quebrando tudo, quase pelado;
E o não menos inacreditável Daft Punk e sua trilha sonora para um futuro não tão distante. Quase chorei de emoção.
Sei lá como, sobrevivi até o final disto. Hoje tem mais:
Muse (que ninguém gosta, mas estou bem curioso);
Mais um monte de nomes do rap (e o Infected Mushroom, mais legal);
E o Rage Against the Machine fechando a noite.
Isso porque pego um avião amanhã às 6h30... ninguém dorme!
Meus dias anteriores aqui foram assim:
Quase me atraso para o check in, mas cheguei em tempo. E me ferrei. Quase que nem chego a voar, mas voei. Quase que nem chego a entrar no país, mas entrei (via Houston - o aeroporto, não por coincidência, se chama George Bush). Quase perdi o vôo de conexão - quase nada, acabei perdendo mesmo. E quase fui esquecido por duas horas no aeroporto - também sem "quase" aqui. Eu fui mesmo.
Poderia ficar um post inteiro descrevendo os problemas que tive e deverei ter nos próximos dias, mas vamos pensar positivo e valorizar as coisas legais. Rolou um lançamento interessante que pude participar. No evento, vários shows, entre eles o Crystal Method, Cut Chemistry, o Common e o Linkin Park. Não sei dizer se gosto, mas respeito. Foi legal vê-los em um lugar que não deveria ter mais de 400 pessoas... a banda, pelo menos, parecia feliz de estar tocando ali. O cachê deve ter sido ótimo, suponho. E o show, acredite ou não, foi ótimo. E eu nem curto Linkin Park. Mas a sua filha provavelmente gosta.
E é isso. Amanhã, vou pra outro lugar, que acho que nem posso revelar ainda. E depois, outro, e outro. E um dia, se a companhia aérea assim permitir, eu volto.
Mas deixa eu ir lá curtir Vegas. Fazer uma fezinha, talvez?