Acabei de voltar de uma pequena maratona. Foi o primeiro dia do festival Coachella, no meio de um deserto seco e incandescente na Califórnia. Palmeiras frondosas cercam o campo de polo que abrigou o evento. Cinco palcos, mais uma porção de atrações no meio disso tudo. Estimadas 60 mil pessoas, vagando de lá para cá em busca de um lugar à sombra, água fresca e um pouco de música. É o velho oeste autêntico, sem muitos índios ou cowboys.
O som estava ótimo. O duro é o pouquíssimo tempo para conseguir assistir a tudo que se quer. Perdi mais shows hoje do que ganhei. Paguei mico e fui ao palco errado. E abri mão de ver uns dois shows por pura preguiça. Ou exaustão mesmo, porque não é mole. Em certo momento, na hora de enfrentar a fila de entrada, chuto que a temperatura chegava perto dos 38 graus. Só faltou o mar ali perto.
Hoje, rolou The Noisettes (porrada), Satellite Party (a nova banda do Perry Farrell), Of Montreal (afetado), Amy Winehouse (bombando), Arctic Monkeys (incrível), Jarvis Cocker (do Pulp, pra meninas), Jesus & Mary Chain (de volta, emocionou), Interpol (sério), Peeping Tom (Mike Patton vive), Björk (diva descalça) e Gogol Bordello (melhor show até agora). Sem contar os que eu perdi (me dei ao luxo de não ver o Sonic Youth).
Amanhã tem Red Hot, Arcade Fire e The Good, The Bad and the Queen, além de mais 40 atrações. E domingo, Kaiser Chiefs, Lily Allen, Happy Mondays, Klaxons, Air, Placebo, Mika. E um tal de Rage Against the Machine, não sei se alguém aí já ouviu falar.
Amanhã coloco umas fotos aqui. Já são 3 da manhã, e só agora o pessoal do hotel resolveu nos devolver o quarto. Longa história.