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dezembro 2006 Archives

dezembro 8, 2006

Rainy

E foi assim que os últimos 20 dias se passaram:

Enfim conheci o Mauricio de Souza em pessoa. Faltou o Bidu e o Cebolinha, mas já valeu.

Passei um tempo em entrevista com o Sylvester Stallone ao telefone. Ele parecia um tio, de tão bacana. Minha vida mudou para melhor desde então.

No domingo passado, era quase meia-noite quando toquei a campanhia do prédio do Zé do Caixão. A esposa dele veio e me entregou um CD com imagens. Acabei não vendo a lenda. Ainda bem - poderia estar de pijamas.

Nokia Trends, tempestade. The Bravery, 2 Many Djs, Ladytron. E o resto não me lembro, estava escuro. Quando saí estava bem claro.

Reencontrei pelo menos umas 50 pessoas que não via há meses, anos.

Me emocionei em um casamento. Como sempre.

Recebi ligações inusitadas no celular (tomei vergonha, comprei outro). Até o famoso Inagaki me ligou, veja só.

Vi Borat, o filme mais grosseiro de todos os tempos. Adorei. Torço para que a Fox resolva lançar por aqui.

Vi também o Rocky Balboa duas horas antes da entrevista. Assisti com mais 2 pessoas bem conceituadas que pareceram ter gostado tanto quanto eu. Filmão.

O Gamer.Br está bombando, dizem.

Fechamos a terceira edição da Rolling Stone. E eu fui um dos poucos que não dormiu no chão, perdeu o controle ou foi para o pronto-socorro. Dia 15 deve chegar às bancas. Talvez.

Deve ter mais, mas ou não posso dizer, ou eu me esqueci.

E no sábado vou pra Buenos Aires, tchau. Mas não demoro.

dezembro 25, 2006

É, Natal

Então é Natal.

É televisão coletiva, normalmente em volume muito alto. É comer de empanturrar (no meu caso, família japonesa, é dia de sekihan). É comer mais do que se deve. É abraçar a tia. E o tio. É jogar papo furado com os primos. É prometer aos primos e tios que logo "vamos combinar alguma coisa" (que acaba nunca acontecendo). É querer abraçar todo mundo de uma vez só. É receber ligações estranhas, e achar ótimo. É receber mensagens queridas no celular. É enviar mensagens queridas, e não receber respostas. É ver fogos, e tentar imaginar de onde eles estão saindo. É estourar champagne (espumante ou algo que alguém tenha trazido) tomando cuidado para a rolha não acertar o lustre (ou voar na cabeça da irmã). Ou não derramar tudo na toalha de mesa. É se oferecer para lavar a louça. E quebrar um copo daqueles bem caros. É assistir à missa do galo e falar mal do papa. É assistir aos filmes religiosos mais chatos do mundo. É reclamar que a TV nunca passa A Última Tentação de Cristo num dia como esse. É beber cerveja direto na lata, mesmo quente. É não comprar presente pra ninguém, nem para sua tia mais querida que até hoje lhe trata como se você tivesse 8 anos. É não ganhar presente de ninguém e nem se importar muito. É perceber, horas depois, que ninguém mencionou o Papai Noel, e perceber que você é, provavelmente, a pessoa mais nova da casa no momento. É querer chorar por algum motivo, provavelmente por lembrar de alguém que morreu. É dar feliz natal coletivo quando alguém telefona para dar "feliz natal" para todo mundo. É falar frases desconexas de júbilo e exaltação na hora de brindar com as pessoas à meia-noite. É ficar feliz de estar ali, mesmo que você não saiba o motivo. É querer ir embora logo, mesmo que seja para ir direto para casa. É comer ameixa, daquelas que espirra na camiseta e na toalha de mesa. É comer uva passa com comida salgada e achar fino. É misturar o rachi com garfo e faca. É falar "comi demais", e abrir o botão da calça. É se despedir dos primos e tios com promessas e bons votos. É pensar que no almoço do dia seguinte, você verá quase as mesmas pessoas, para limpar o soborô de ontem. É lembrar dos brinquedos que ganhou em 1985 e achar a vida atual muito sem graça. É querer se dar um presente, mas ter a maior preguiça de gastar o dinheiro. É lembrar do Natal do ano passado e se confundir com o do ano anterior. É lembrar do ano passado e ficar melancólico, porque a vida era diferente. É começar a contar os dias para o reveillon. É se dar conta de que não sabe para onde vai no dia 31. É encontrar um presente em cima da cama. É jogar fora papel de embrulho (ou as embalagens de papelão do Submarino). É se prometer dormir até tarde, mesmo sabendo que precisa viajar logo cedo.

É isso. Isso porque nem acredito tanto assim em Natal.

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