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Vai rolar

Lúcio Ribeiro falou semana passada:

"Prova da fervilhante fase pela qual passa a cena indie-rock no Brasil, vem aí mais uma grande publicação voltada à música jovem. Revista em edição nacional, sempre sonhada e com pedigree respeitável, essa pedrada editorial deve chegar às nossas bancas ainda este ano."

Será que é o que estou pensando? (ou fazendo?)

***

Fui mais uma vez jurado do Jogos Br do Ministério da Cultura. E deu gosto ver o alto nível do negócio. Se no início a idéia de avaliar 40 projetos de games ricamente detalhados parecia um sofrimento, no final, ficou o saboroso gosto de "tem mais?". A impressão de que 90% das idéias traria a Amazônia como pano de fundo também se esvaiu a partir do décimo pdf analisado: dessa vez, foram apenas 6 de 40. Uma média boa. No ano passado, lembro bem: 25% dos projetos para os quais dei nota eram estrelados ou por um guerreiro indígena, ou por um ser fantástico do folclore nacional.

Tá certo que game também é cultura, mas há dias que só queremos empilhar bloquinhos, fazer gols, voar em carrões e fuzilar demônios. Não necessariamente nesta ordem.

***

Mestre e amigo Fábio Yabu lançou com requinte Uma Sombra na Água, segundo capítulo de sua trilogia infanto-submarina em quatro partes, Princesas do Mar. Não contente com um só, comprei dois. Um ficou pra mim, outro dei de presente para uma pequena leitora.

Não me lembrava de ter visto uma criança de 6 anos deixar de lado o Cartoon Network, o cachorro ou um bolo de chocolate para ficar lendo um livro sentada no chão gelado do quintal. No caso, um livro com muito mais textos do que ilustrações. Um livro de 80 páginas. Um livro escrito por um autor nacional, estrelado por personagens que não estão na televisão, nas bancas ou na embalagem do sucrilho. Não me lembrava. Mas foi o que eu vi.

Será essa a intenção, Yabu conseguiu. E é coisa para se orgulhar.

***

Desliguem seus rádios em respeito: morreu Fiori Giglioti.
Digo apenas que foi uma (para não dizer a única) grande razão para eu ter me tornado um aficionado-doente por futebol. Foi em 15 de dezembro de 1985, ao acompanhar sem piscar a transmissão da primeira vitória do São Paulo contra a Portuguesa, na final do Campeonato Paulista daquele ano. Me lembro como se fosse há vinte anos: daquele dia em diante, futebol pelo rádio tornou-se não só uma possibilidade, mas um vício dificil de largar. Graças a Fiori, do qual eu não perdia uma palavra através do 3 em 1 grandalhão da sala. Todo domingo era assim, e assim foi por muito tempo.

As cortinas se fecharam. Fim de jogo.

***

Vem, Copa do Mundo. Pode vir. Demorou.

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Comments (2)

Renato:

Agora sim! Pablo is back on the track!

Fábio Yabu:

Você! Tubaína! Quarta!!

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