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junho 2006 Archives

junho 4, 2006

Mea culpa

Prometo não atrapalhar mais ninguém. Vou tentar. Prometo, mas não garanto êxito em mais nada.

Está frio e há uma crise. Diversas delas. E eu me preocupo demais.

Berlin - 30 dias e contando. Falta-me uma rota.

junho 8, 2006

Vai rolar

Lúcio Ribeiro falou semana passada:

"Prova da fervilhante fase pela qual passa a cena indie-rock no Brasil, vem aí mais uma grande publicação voltada à música jovem. Revista em edição nacional, sempre sonhada e com pedigree respeitável, essa pedrada editorial deve chegar às nossas bancas ainda este ano."

Será que é o que estou pensando? (ou fazendo?)

***

Fui mais uma vez jurado do Jogos Br do Ministério da Cultura. E deu gosto ver o alto nível do negócio. Se no início a idéia de avaliar 40 projetos de games ricamente detalhados parecia um sofrimento, no final, ficou o saboroso gosto de "tem mais?". A impressão de que 90% das idéias traria a Amazônia como pano de fundo também se esvaiu a partir do décimo pdf analisado: dessa vez, foram apenas 6 de 40. Uma média boa. No ano passado, lembro bem: 25% dos projetos para os quais dei nota eram estrelados ou por um guerreiro indígena, ou por um ser fantástico do folclore nacional.

Tá certo que game também é cultura, mas há dias que só queremos empilhar bloquinhos, fazer gols, voar em carrões e fuzilar demônios. Não necessariamente nesta ordem.

***

Mestre e amigo Fábio Yabu lançou com requinte Uma Sombra na Água, segundo capítulo de sua trilogia infanto-submarina em quatro partes, Princesas do Mar. Não contente com um só, comprei dois. Um ficou pra mim, outro dei de presente para uma pequena leitora.

Não me lembrava de ter visto uma criança de 6 anos deixar de lado o Cartoon Network, o cachorro ou um bolo de chocolate para ficar lendo um livro sentada no chão gelado do quintal. No caso, um livro com muito mais textos do que ilustrações. Um livro de 80 páginas. Um livro escrito por um autor nacional, estrelado por personagens que não estão na televisão, nas bancas ou na embalagem do sucrilho. Não me lembrava. Mas foi o que eu vi.

Será essa a intenção, Yabu conseguiu. E é coisa para se orgulhar.

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Desliguem seus rádios em respeito: morreu Fiori Giglioti.
Digo apenas que foi uma (para não dizer a única) grande razão para eu ter me tornado um aficionado-doente por futebol. Foi em 15 de dezembro de 1985, ao acompanhar sem piscar a transmissão da primeira vitória do São Paulo contra a Portuguesa, na final do Campeonato Paulista daquele ano. Me lembro como se fosse há vinte anos: daquele dia em diante, futebol pelo rádio tornou-se não só uma possibilidade, mas um vício dificil de largar. Graças a Fiori, do qual eu não perdia uma palavra através do 3 em 1 grandalhão da sala. Todo domingo era assim, e assim foi por muito tempo.

As cortinas se fecharam. Fim de jogo.

***

Vem, Copa do Mundo. Pode vir. Demorou.

junho 11, 2006

Microreviews

Da série Se arrependimento matasse:
os 10 objetos de consumo fabricados por marcas consagradas que jamais compraria novamente (não necessariamente nesta ordem):

1. Ipod Vídeo Apple - Moderno, porém burocrático; elegante, porém desengonçado; vibrante, mas a bateria não dura nada. A compra por impulso mais perigosa dos últimos anos (quase empatado com o PSP da Sony).

2. Nike Shocks 12 molas - Bonito por dentro, mal feito por fora. Se sujar, não tem limpeza. Fora que deve ser fabricado por trabalhadores escravizados na baixa Ásia.

3. Celular Motorola V300 - Bonitinho, mas ordinário. Só carrega se estiver de muito bom humor. E é surdo: falo, grito, urro, mas não escuto nada. Ou venceu o prazo de validade? Que saudades do Ultratac...

4. Sony PSP - Sem exagero, joguei mais games no Ipod do que neste... videogame portátil. Em contrapartida, escutei mais mp3 com ele do que no próprio Ipod. Crise de identidade ou a pior ergonomia jár projetada na história da engenharia?

5. Handcam Sony HC-32 - Sony de novo. Imagem tremida e granulada, som estourado (mesmo sem saída para microfone - custava ter incluído uma?), tela de cristal líquido verde, azul ou rosa (depende do dia e do humor). Então este é o mundo maravilhoso das filmadoras digitais? Quero minha JVC estropiada de volta.

6. Aparelho de Som Volcanic Gradiente - Quando pifou no dia seguinte ao final da garantia de 1 ano, fiquei esperando o Sérgio Mallandro aparecer gritando "pegadinha, glu glu!". A bandeja de 3 CDs jamais funcionou, e nem os técnicos autorizados descobriram o porquê. A embalagem dizia "4 em 1", mas conosco sempre foi 1, 2, no máximo.

7. Caixas de som para PC Clone - Se é para ser clone, poderiam ser de alguma marca boa, para variar. Dá para escutar ondas curtas e médias com nitidez.

8. Guitarra Epiphone Explorer - A CCE das guitarras, a Epiphone realmente o que aparenta: uma versão vagabunda da Gibson. Ou talvez seja eu que não saiba tocar direito.

9. Baterias Automotivas Moura - Incrível: elas descarregam sozinhas em menos de doze meses de uso. Troquei duas em pouco mais de um ano. Imagine se não tivesse a foto do Emerson Fittipaldi na embalagem.

10. DVD Player Gradiente - Mais um bicampeão. É quase hors concours entre as porcarias tecnológicas: trava os discos sem motivo, mesmo os novinhos; só aceita os filmes que gosta, quando tem vontade; e também pifa um dia após o vencimento da garantia. Só pode ser de propósito.

E no próximo bloco:
as 10 empresas prestadoras de serviço que jamais terão meu dinheiro novamente - no melhor estilo Scarlet O'Hara.

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Podcast da redação. É divertido, pode ouvir sem medo.

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Aspando: na Exame deste mês e no Yahoo!, semana passada.

junho 15, 2006

She's back

Que dia.

E esse vazio no estômago não é fome.
De novo? Não pode ser.

junho 17, 2006

Sem graça

Bussunda morto?

Parece piada de mau gosto. Ele, que não perdia a chance de tirar onda com tudo que é levado excessivamente a sério no país, fez sua última grande pegadinha. Dessa vez, nem ele mesmo foi poupado. Não foi nada engraçado.
O pior é que o Brasil jogar mal e perder contra a Austrália, já sei o que dirão - "estamos de luto". Mas aí até eu daria razão. Bussunda era rei.

"Rá, sacaneei!"

Que o pouco que resta de nosso senso de humor não vá embora assim tão facilmente.

junho 18, 2006

Foi pouco

Eu assisto aos jogos sozinho, porque assim posso quebrar tudo. Xingar quem merece. Berrar pela janela. E eu berrei.

E para poder escutar o Galvão Bueno. Sem ele, não é Copa. É assim há 20 anos, para quê mudar agora?

Minha preocução maior: Dia 5 de julho, semifinal. Como e onde verei o jogo? Começando a planejar.

junho 20, 2006

Phantasies

Vai entender o porquê: agora, de uma hora para outra, começaram a visitar isso aqui de novo.
Provavelmente, há uma relação direta entre a quantidade de textos escritos e visitas. Quanto mais publico, mais gente lê. O que não faz lá muito sentido, mas tudo bem. É um mistério sem importância.

Mas a vida vai se desenrolando como um fio dental. Isso é bom.

***

No sábado, participei do corpo de jurados do World Cosplay Summit. É difícil de acreditar que isso exista, mas é verdade: um desfile de pessoas fantasiadas de personagens de desenhos animados e videogames. Com direito a interpretação, música e cantoria. Tudo muito saudável, para quem está acostumado.
Bizarrices à parte, foi divertido. Só não pode ser levado a sério. É provável que ninguém ali se levasse a sério, e aí é onde está a graça. Mesmo assim, havia capricho, luxo e frescura em doses regulares. Não foi difícil avaliar os participantes, apesar de ser a primeira vez que me meto a julgar este tipo de coisa. Se me convidassem novamente, provavelmente eu não recusaria.

As fantasias da dupla vencedora, aliás, usavam plumas verdadeiras costuradas à mão. Os personagens eram de um anime obscuro que eu nunca tinha ouvido falar. Mas não fez diferença. Como prêmio, eles vão para o Japão representar o Brasil no campeonato mundial de cosplay. Sim, isso existe.

Colecionar experiências esdrúxulas é uma arte.

junho 26, 2006

Learn to Fly

Segura as pontas, Varig. Pelo menos por mais uns dias, sem capengar. Depois, na volta, prometo que te pago um doce.

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