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janeiro 2006 Archives

janeiro 5, 2006

Quem me dera ser um peixe

Ano novo.

A virada sempre me enche de esperanças pueris, como se a simples passagem de um dia para o outro fizesse tanta diferença no destino das pessoas. E o pior é que faz. De certa forma. Eu acredito. Por isso, invisto nas crendices de sempre. Ondinhas, roupa branca, contagem, guardar a rolha da birita aberta à meia-noite. Não faz mal a ninguém.

Passei a virada em Fortaleza, ao som de Raimundo Fagner, primeiro e único. Ninguém se deu ao trabalho de fazer uma contagem regressiva. A prefeita preferiu discursar sobre os avanços na área social alcançados por seu governo ou qualquer demagogia do gênero. Triste. Éramos nós mais 150 mil pessoas, mas havia espaço sobrando para movimentar-se entre a montanha de garrafas e areia suja. Não vi uma única vela acesa. Iemanjá deve estar em baixa por aquelas bandas, só pode.

No mais, foi uma semana cheia. Cheia de repentistas, turistas suecos, tchecos, húngaros e alemães, lagostas caríssimas, artesanato mal-feito, castanhas, licor de jenipapo, tapiocas, canoas quebradas, sol a pino, nativos simpáticos ("não andem por aqui a pé que é cheio de ladrão!"), desapego e despreocupações. Se antes eu já queria que o mundo se explodisse, agora então...

Um feliz 2006 pra você. E pra quem for da sua família também.

***

Sem internet, sem computador, sem blog, sem celular. É como não existir. Ou é como viver. Depende do dia.

***

Este é o layout velho-novo. Dê boas-vindas a ele. Valeu, Furnari.

Agora sim, voltamos. Valeu a paciência.

[...]

Tem alguém aí?

janeiro 15, 2006

Disconnecting the Dots

O novo ano ainda não começou, pelo menos não para mim. Parece até metabolismo lento de pré-estágio de hibernação (os quilos a mais denunciam meu status quase inoperante). Mas já faço planos e marco compromissos para o Carnaval, para abril, para a Copa, para agosto, para o fim do ano. Maldita ansiedade infinita. Maldita incapacidade de dizer não, valeu, obrigado, nem vai rolar.

Passo os dias esperando aquele telefonema que não chega. Talvez seja porque quase ninguém tem meu telefone novo. Pois é, agora tenho um (me ligue que eu te passo). E um novo aparelho de celular. Aposentei o coitado do ultratac caídão. Valente, agüentou mais de cinco anos no meu bolso. O novo gizmo foi adquirido de forma quase ilegal e toca arquivos em mp3, de Outkast a New Order. Finíssimo.

2006 também começou com o rompimento da relação com diversos valores tecnológicos mundanos. O Speedy e o Terra foram pro saco, for good. Conseguir cancelar o famigerado serviço de internet banda larga foi tarefa heróica. Após 33 minutos, o simpático atendente aceitou meu argumento de que, como consumidor, eu tenho o direito de escolher o que é melhor para mim. Já cancelar o provedor foi mais simples - não houve contato humano-verbal. Rupturas são necessárias de vez em quando.

E após quase três anos, deixei de ser um usuário de Linux. Sorry, puristas, não sinto falta alguma.

E não falta muito. Matando um leão por dia, vamos longe.

***

Retomado o ritmo.

Textinhos sobre games na Folha da semana passada.
Coluna na Set.
Nova EGM nas bancas.
Últimas colunas de 2005 no Trama Universitário (volta semana que vem).

Eu e meus clones nem estamos cansados.

***

Quanto ganha um curador de exposição artístico-cultural? Precisava saber.

***

Espaço reservado para publicidade.

Sabe as Camisetas Gênio do Mal? Então, elas ainda existem (só o site que não - calma). Para os interessados, elas custam de R$ 20 a 25, em quatro tamanhos, opções Normal e Baby Look. Escreva para pablo [arroba] ofenomeno [ponto] com e faça sua encomenda. A taxa de envio é de R$ 10 para até quatro camisetas. E se pedir mais de cinco unidades, desconto de 10% do total.

Fotos e novos modelos em breve.

janeiro 27, 2006

Blu

É o quarto dia seguido com expediente de 15 horas. Estou especialmente cansado, mas estranhamente satisfeito.
Apesar dos pesares, parece até que valeu a pena passar tanto tempo no mesmo lugar.
Existe vida lá fora? Deve existir, mas quase esqueci.
Existe alimentos que não sejam esfihas ou pizzas? Não me lembro a última vez que comi arroz com feijão.
É possível dormir 12 horas seguidas, sem culpa e hora para acordar?

Amanhã é outro dia.
Sábado serei padrinho de casamento. Mais um sinal de que o tempo está passando rápido. E o amor continua sendo a solução de todos os problemas.

Segunda começo a tocar dois projetos paralelos que me farão rico até o fim do ano.
Piada.
Como se eu tivesse tempo para isso.

Depois, é depois.

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