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Apesar do tempo livre diminuir a cada instante, sempre há momentos de puro júbilo proporcionados pelo maravilhoso mundo do entretenimento. Afinal, a vida não é só trabalhar. Como se eu realmente levasse isso ao pé da letra...

Sin City
É esquisito. é surpreendente. É para poucos.
Tem sangue branco, preto e vermelho. Machadadas no crânio, cabeças cortadas, enforcamento, murros doloridos no estômago, carne bastarda e amarela esfacelada no chão. E é tão idêntico ao quadrinho que chega a assustar.

O Selvagem da Motocicleta, o John McClane e o Rei Arthur são os grandes heróis da história. O Frodo, o Nexus 5, o Kingpin e o John Connor são os vilões fdp. Tem ainda a Dark Angel loira e exuberante, a mina do Eminen e a esposa do Alexandre o Grande - todas putas pagas. E o genial Robert Rodriguez transportando as páginas em preto e branco para a tela em preto e branco. É o Frank Miller sem tirar nem pôr. Tudo digital e embasbacante. Cultura pop em estado bruto.

O Rubão Ewald Filho assistiu na poltrona em frente à minha. No dia seguinte, o ouvi dizer que o filme é uma porcaria e que "cinema é cinema, quadrinho é quadrinho".
Não acreditem nele. Cinema é quadrinho, que também pode ser cinema. E vice-versa. E Sin City é demais.

Falando em Frank Miller...

Batman Begins
Batman sempre foi e será meu herói de quadrinhos favorito. Alguns gostam de PC, outros de Mac. Uns adoram Mc, outros só comem no Bob´s. Uns curtem GM, outros Volkswagen. Nos anos 80, eu preferia DC a Marvel (hoje, obviamente, isso mudou). Durante quatro anos, gastei muitas mesadas em graphic novels, miniséries (O Messias é a inesquecível) e coletâneas bem velhas caçadas em sebos. 1989, você deve lembrar, foi o ano do morcego. Só se falava nisso. Eu, fã bobo, comprei tudo. Bilhões de tranqueiras, copos da campanha da Pepsi, relançamento do gibi em formato americano, figurinhas e brinquedos. Era uma criança feliz, que queria ser desenhista e que achava o Frank Miller muito mais genial que o Maurício de Souza. Li mais vezes o Cavaleiro das Trevas do que o Feliz Ano Velho.

Batman Begins não tem nada a ver com nada escrito por Frank Miller. Jogaram o roteiro de Ano Um fora, adaptaram a origem, misturaram com umas minisséries, pescaram uns vilões mais obscuros (Ra´s Al Ghul e Espantalho não são chavões como Coringa e Pingüim) e capricharam no elenco. Christian Bale é esforçado e psicótico o bastante para fazer o melhor Bruce Wayne desde o Adam West barrigudo do seriado. Gary Oldman é o Comissário Gordon do Ano Um, cuspido e escarrado. A Joey Potter, opa, Katie Holmes é uma graça e ilumina um pouco o breu que é Gotham City (bem melhor que a do Tim Burton, fácil). O Morgan Freeman faz papel de Morgan Freeman - o que é bem legal. E tem o Liam Neeson, dando uma de Qui-Gon Jinn, com espada e tudo. Perfeito.

De resto, é um filmaço. Comemore: o uniforme do morcegão não tem mamilos; não há sinal do Robin; o Batmóvel é sensacional. E eba, terá continuação. Com o Coringa. Falei demais?

Não é uma obra-prima nem melhor filme baseado em HQ na história. Mas para quem espera por esse filme há 16 anos, nem precisaria chegar a tanto.

São Paulo 4 x 0 Tigres
Não ia ao estádio desde as eliminatórias da copa de 2002. Acho que dei sorte. Melhor não abusar.

Amanhã
Que White Stripes que nada. Eu estarei aqui. Prestigie você também.

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