Bai
Isso aqui anda pouco freqüentado, ou sou eu que não estou ajudando muito?
Acho que vou embora. Cansou.
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Isso aqui anda pouco freqüentado, ou sou eu que não estou ajudando muito?
Acho que vou embora. Cansou.
O assunto que rodou ontem foi a contextualização do tal "New Games Journalism". Pelo menos seis pessoas me indicaram o texto de Mario Lima Cavalcanti, que se baseou na matéria do NY Times, cuja pauta foi criada a partir de um manifesto, que foi inspirado por um texto bacana, "Bow, Nigger", enviado a mim pelo Marcel, um velho entusiasta do tema, no fim do ano passado.
A grosso modo, trata-se de uma nova forma de se escrever sobre jogos eletrônicos "caracterizada pela intensidade a primeira pessoa e com toque mais pessoal do jornalista, visando uma aproximação maior com seu público". Se em 1998 eu sugerisse que esse tema ganharia tanto destaque no futuro, soaria como uma piada sem graça.
Um pouco de história. Na metade da faculdade, consegui um emprego na base da sorte em uma editora de pequeno porte da zona sul de SP. Não me importei em saber que o público-alvo da empresa era formado por leitores com a metade de minha idade. Tinha orgulho de estar ali (não por coincidência, é onde estou até agora). Mas não era lá muito fácil. Confesso que passava segundos de timidez ao declarar aos colegas jornalistas que escrevia sobre joguinhos das 10 às 19h. Alguns tratavam como se fosse um emprego temporário. Outros fingiam não prestar atenção e mudavam de assunto. E claro, rolavam as piadas sobre a minha "vida boa de jogar o dia todo" (essas acontecem até hoje, naturalmente. Há um amigo que até hoje me pergunta como está meu emprego na Tec Toy. Nem tento explicar).
Isso foi em 1998, 99. Naquela época, escutava com prazer (e um tanto de inveja) as histórias de meus amigos jornalistas sobre suas carreiras emergentes e emocionantes em revistas semanais, emissoras de rádio e sites descolados. Por instinto de auto-preservação, não me colocava no foco do assunto. Falar sobre jornalismo de games naquela época era pedir para passar ridículo na mesa do boteco.
É 2005. E, sinceramente, sinto estranhamento ao ver tanta gente enxergando um banquete especial no meu arroz com feijão de todo dia. Escrever de modo passional, intimista e opinativo nunca me pareceu virtude jornalística, mas sim um vício difícil de largar após sete anos me dedicando a revistas de games. Já disse meu chefe atual em momento didático há alguns anos: "estilo é tudo aquilo que você não consegue evitar". Após anos lutando para redigir de maneira séria, seguindo regras, técnicas e manuais, desisti. Assumi minha incompetência de não saber criar um lead decente e de não conseguir ser imparcial. Adaptei o estilo pobre à minha vocação. Transformei a limitação em especialidade. Hoje, admito que deu certo. Enganei todo mundo. Há até quem me pague para isso. E agora, depois de tudo, vem nego dizer que isso é o novo estilo de jornalismo. Ah tá.
Hunter Thompson deve estar se contorcendo inteiro em seu caixãozinho barato.
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Ainda falando em jornalismo, um colega de profissão me alertou hoje de algo interessante. Chequei e comprovei.
Meu diploma universitário, emitido em uma universidade de origem católica, traz a assinatura de próprio punho de Dom Cláudio Hummes, futuro possível Papa do povo católico.
Dependendo do que vier por aí, já tenho meu indulto papal. Morram de inveja, pecadores.
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Hoje, 7 de abril, é dia do jornalista. Quem me avisou foi a cartinha do sindicato.
Garanto que a escolha do tema lá de cima foi a mais pura coincidência.
É dia de lembrar dos amigos.
O pessoal da Amauta sabe que a filantropia é, sim, o caminho do sucesso. A nova coleção de seis livros da editora, Muro de Tordesilhas, tem distribuição inteiramente gratuita em uma certa livraria de SP. Eu não li, mas o Barbão garante que são bons. E eu sou lá louco de duvidar do meu chefe?
Como bem dizem, é dando que se recebe. No bom sentido, naturalmente.
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Vivi, Flá e Clá mandaram dizer: a festa é neste sábado. Dois anos de Garotas que Dizem Ni. O convite está aqui. Será melhor que a do ano passado, garantem. Eu acredito.
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Falando nelas, o iBest, prêmio mais chato da internet brasileira, divulgou suas famigeradas listas de Top 3. Se clicar aqui e procurar, verá que 66,6% dos indicados na categoria Blog Pessoal são sites com a marca Gardenal.org - o Garotas e o Pensar Enlouquece do Alexandre Inagaki.
Olhando mais embaixo, surgem os blogs indicados pela "Academia" iBest. Ali, as Garotas ressurgem, acompanhadas pelo Noblat e o Tas.
Nem vou fazer campanha, mas se quiser votar, vai lá. A gente sabe que é uma picaretagem sem graça, mas quem sabe não dá em algo dessa vez?
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Já viu o 360?
É legal.
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Review de God of War, um dos melhores games que tive o prazer de explorar nos últimos três, seis, doze meses.
Concordo, esse prazer de explorar soou bem esquisito.
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O filme
Kung Fu Hustle.
Alguém já viu? E aí?
Recebo muitos currículos, pelo menos uns cinco por semana. Alguns são claramente dirigidos a mim. Outros, são enviados a quem interessar possa, na base do spam desesperado, sem muito critério (dava pra fazer uma lista engraçada com os melhores).
Nunca enviei um currículo aleatoriamente (respeito quem o faz), e imagino que, assim como o spam, algum resultado deve dar. É disparar 300 e torcer para pelo menos um editor bonzinho responder. No que depender de mim, garanto que o método dificilmente funciona. Primeiro, porque não tenho tempo ou paciência de ler um por um (eu tento, mas sou preguiçoso e desorganizado). Segundo, é que dificilmente há vagas disponíveis. É mais fácil demitirem que contratarem. E se milagrosamente houver vaga, é quase certo que não procurarei a solução em uma pilha de currículos de origem desconhecida. A vaga certamente será preenchida por algum bom amigo da enorme pilha de profissionais competentes e desempregados (que cresce a olhos vistos).
Admitir isso é honesto. É assim que funciona em 90% dos casos. A vida não é lá muito justa, por isso vale o conselho bacana: cerque-se de amigos generosos. Essa é uma das dicas que eu dava aos leitores que pediam ajuda para ingressar nessa profissão calhorda. Talvez um dia eu faça um livro sobre o assunto (auto-ajuda picareta está na lista de coisas a fazer até 2008). O estudo se basearia nestes dez mandamentos:
1. Tenha sorte.
2. Faça marketing pessoal. (tomar banho todos os dias, por exemplo)
3. Faça faculdade. Qualquer uma no período noturno.
4. Freqüente o bar ao lado da faculdade. E os outros mais distantes também.
5. Colecione mais amigos do que faz inimigos.
6. Anote o telefone e e-mail de todos. Dos amigos e dos inimigos.
7. Fale (bem) dos outros antes que falem (mal) de você.
8. Leia, escreva, aprenda idiomas, especialize-se em temas estranhos e junte dinheiro.
9. Sorria sempre.
10. Tenha sorte. E viaje sempre que possível.
Não que tenha dado perfeitamente certo para mim. Mas continuo tentando assim mesmo.
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Explico.
Tamanha reflexão a respeito da profissão está diretamente relacionada à vontade de largá-la imediatamente.
Ou não.
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Mas tem um lado bom: as festas.
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A propósito,
Festa de dois anos do Gardenal.org.
28 de maio de 2005. Por enquanto.
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O Weezer deve vir para o Curitiba Pop Festival em setembro, dizem. Mas alguém sabe o é isso?
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O melhor momento do conclave foram os cinco minutos de dúvida que torturaram a imprensa brasileira: será o Benedito? Assim ficou por uns instantes. Aí, a Globo decidiu: "vai Bento mesmo". E foi todo mundo atrás.
A parte que me toca: o Dom Cláudio perdeu. Agora é que o meu diploma da PUC não tem validade nenhuma mesmo.
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