Estou livre das responsabilidades e da obrigação de dormir tarde. Enfim. Tudo entregue e devidamente bem pago. Mas mesmo assim, nada mudou na rotina burra. Ainda não consegui marcar um drink com os amigos da faculdade, um happy hour com o povo da escola, um ensaio com os colegas de trabalho, um almoço com os amigos chegados, um café com os parceiros de longa data, uma reunião com os sócios, um brainstorm com os caras da banda, um jantar com a cara-metade.
Cá estou eu, apertando o botão direito do mouse com o dedo do anel, lutando contra um teclado cheio de migalhas e uma tela escura e levemente arranhada, xingando o nada por ter pressionado o insert acidentalmente, estragando a coluna na cadeira muito baixa, coçando a cabeça, esfregando os olhos por baixo da lente de grau bem menor. Fazendo porra nenhuma.
É isso que é vida? Ou a falta dela?
2014
Se o futuro for assim mesmo, vou pensar em procurar outra coisa para fazer da vida. Astro do rock, talvez?
Bundalelê
Como disse um ilustre comentarista no último post, o que seria de mim sem a ironia, minha grande aliada? Ela está sempre ao meu lado, de mãos dadas, tornando alguns comentários mais interessantes, engraçados e polêmicos.
Entretanto, seu uso exarcebado como ferramenta de apoio (a tal da muleta) gera declarações absurdas e impensadas, como por exemplo a escolha de Festa no Apê , do Latino, como a música do ano.
Claro, mas que equívoco, que gafe terrível. Peço licença para me corrigir. A música do ano não poderia ser outra senão Musa do Verão do boa-praça Felipe Dylon. Por hora, Festa no Apê se contenta com o segundo lugar, e olhe lá.
***
Tomei remédios e me cuidei. Não deveria doer mais.
E por que dói?