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dezembro 2004 Archives

dezembro 4, 2004

Nerd

Tenho alguns passatempos favoritos.

Um deles, quem me conhece sabe: criar bandas imaginárias. O interessante é que elas não são meramente imaginárias na hora em que as crio. Pra mim, parece fácil juntar duas ou três pessoas com gostos semelhantes e vontades parecidas para fazer música, nem que por uma vez só. Ou nenhuma. A maioria de minhas bandas imaginárias não passa da fase da criação do nome ou dos títulos de algumas canções e do primeiro disco.
E a culpa não é de ninguém. Simplesmente, não é tão fácil quanto parece. Ensaiar dá trabalho, marcar ensaio é uma questão caótica, levar o lance para frente é tarefa árdua. Tocar mesmo, todo mundo junto, acaba sempre sendo divertido - mesmo que não saia muita coisa. Mas simplesmente não acontece, apenas porque não é assim tão simples quanto deveria ser.

É uma pena, porque algumas das bandas - ou pelo menos os nomes delas - tinham bastante futuro em meu palco imaginário. Wasabis, Barbão e seus Barbudos, Peludo & Rústico, The Ments, Sublanos... já toquei em todas elas, durante o tempo de existência de cada uma. Algumas semanas, alguns minutos. Sem contar as dezenas de outras que nem nome tiveram. Já devo ter montado bandas com 10% dos meus contatos no orkut em algum momento dos últimos 6 anos.
Mas eu não desisto. Talvez um dia dê certo. Ou já está dando.

Alguém aí topa montar mais uma banda comigo?

***

O outro passatempo legal é bolar planos de dominação mundial para um futuro breve. Um mês, uns dias, para o ano que vem, não importa: a idéia é criar algo tão mirabolante e interessante que o resultado só podera ser um, ou dois: grana e fama. Ou muita fama e um pouco de grana. Ou, o ideal, um balanço perfeito entre os dois quesitos.
Só esse ano, foram mais de 15 reuniões a respeito de planos infalíveis para tirar o pé da lama e me tornar meu próprio patrão. Nem todos dependem de esforço. A maioria requer a existência de um interesse de um público, um cliente, ou de um suposto "dono da grana" que queira sustentar a proposta. Já pensei em tudo que se pode imaginar com amigos e sócios diferentes. No momento, está tudo guardado numa gaveta bem ampla e organizada, para ser usado num momento oportuno. Ou quando a disposição surgir de verdade. Infelizmente, é assim que lido com a maioria de meus projetos - inclusive a compra de meu apartamento, a abertura de minha própria empresa e outras decisões que prefiro deixar pro dia seguinte (afinal, hoje está tarde e estou com sono). Não sou um picareta, apesar de ter dúvidas sobre isso vez ou outra. E o tempo não pode mais ser desculpa pra nada. Esse tempo aí já passou.

Sócios, recentes ou antigos: em 2005, alguma coisa vai. Nem que seja pra jogar tudo fora e começar de novo.

***

Simples:
Fato: um barulhinho estranho no carro torna-se logo um barulhão.
Mito: deve ser a correia dentada ou uma pecinha solta. Pega nada.
Verdade: se ferrou, é o motor fundindo.
Realidade: um milhão de reais a menos. Tá, nem foi tanto. Mas quase isso.

***

Old school
O Nintendo DS é genial. O problema é que quanto mais jogo, mais quero jogar. Isso não é normal.
Ah, é sim. Nos tempos do Tetris e do Game Boy tijolão era a mesma coisa.

***

Música do ano
Festa no Apê - Latino
Sem dúvida.

dezembro 8, 2004

Click

Estou livre das responsabilidades e da obrigação de dormir tarde. Enfim. Tudo entregue e devidamente bem pago. Mas mesmo assim, nada mudou na rotina burra. Ainda não consegui marcar um drink com os amigos da faculdade, um happy hour com o povo da escola, um ensaio com os colegas de trabalho, um almoço com os amigos chegados, um café com os parceiros de longa data, uma reunião com os sócios, um brainstorm com os caras da banda, um jantar com a cara-metade.
Cá estou eu, apertando o botão direito do mouse com o dedo do anel, lutando contra um teclado cheio de migalhas e uma tela escura e levemente arranhada, xingando o nada por ter pressionado o insert acidentalmente, estragando a coluna na cadeira muito baixa, coçando a cabeça, esfregando os olhos por baixo da lente de grau bem menor. Fazendo porra nenhuma.

É isso que é vida? Ou a falta dela?

2014
Se o futuro for assim mesmo, vou pensar em procurar outra coisa para fazer da vida. Astro do rock, talvez?

Bundalelê
Como disse um ilustre comentarista no último post, o que seria de mim sem a ironia, minha grande aliada? Ela está sempre ao meu lado, de mãos dadas, tornando alguns comentários mais interessantes, engraçados e polêmicos.
Entretanto, seu uso exarcebado como ferramenta de apoio (a tal da muleta) gera declarações absurdas e impensadas, como por exemplo a escolha de Festa no Apê , do Latino, como a música do ano.
Claro, mas que equívoco, que gafe terrível. Peço licença para me corrigir. A música do ano não poderia ser outra senão Musa do Verão do boa-praça Felipe Dylon. Por hora, Festa no Apê se contenta com o segundo lugar, e olhe lá.

***
Tomei remédios e me cuidei. Não deveria doer mais.
E por que dói?

dezembro 9, 2004

Drive

Do que adianta ouvir bandas que ninguém conhece, assistir a seriados obscuros puxados no Kazaa, ler clássicos da ficção científica esquecidos pelo tempo, comprar dvds muito baratos, jogar games esquisitos, visitar países cujas moedas pesam menos que papel... se não tivermos alguém para compartilhar tudo isso depois?
No fundo, lá dentro, é disso que precisamos: alguém legal para papear sobre coisas que pouco importam na prática, mas que tornam as teorias da vida mais interessantes.
A conclusão veio agora, em um raro momento de reflexão e auto crítica construtiva. Costuma acontecer quando o dia começa bem e termina melhor ainda.

Feliz, eu?

Verse, Chorus, Verse
Entre as coisas indispensáveis que preciso me obrigar a fazer esses dias, destaca-se a famosa reunião da banda. Nela, decidiremos o que fazer com toda a barulheira gerada nos encontros de duas horas que exageradamente chamamos de ensaio. Não pode ser chamado de ensaio, já que nunca tocamos o mesmo som mais de uma vez. E se o fazemos, dificilmente as versões saem idênticas. Vai ser dia de aprender melodia difícil, juntar versinhos singelos e tentar encaixar palavras rimadas em refrões curtos demais. Ainda não estou 100% confiante de que rock possa ser feito em português sem parecer ridículo. O que falta é eu escrever uma letra que não me envergonhe. Quando isso acontecer, talvez eu a publique aqui primeiro antes mesmo de cantá-la num ensaio qualquer.

O show é em breve.

Vencendo
Minhas amigas Garotas que Dizem Ni vão lançar um livro em 2005. O pessoal do Homem Chavão lançou um. O Fabio Yabu também (está vendendo sem parar). O Bruno Natal levou o segundo lugar em um prêmio internacional de melhor blog em português. O livro do Alex Antunes vai virar filme logo mais. E nem citei todo mundo.

Se Gardenal não cura, pelo menos ajuda.

Fuckin' Hostile
Dimebag Darrell, ex-Pantera, está morto.

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