abril 16, 2008

Back to the Past

Na Alemanha, mais uma vez.

Desta vez - a quarta em 6 anos -, a ocasião era mais especial que simples férias profissionais. O bom amigo Guima decidira se casar com uma alemã nativa, Sissy, que ele conhecera durante um período estudantil na cidade de Flensburg, fronteira da Alemanha com a Dinamarca. O namoro começou no final de 2005 e, após alguns períodos afastados - Guima retornou ao Brasil após o final de seu curso, mas não demorou a se inscrever em outro, na própria Alemanha - agora em outra cidade, Hamburg. Tudo para saciar suas infinitas necessidades intelectuais e, naturalmente, ficar mais próximo da amada.

A oficialização do noivado aconteceu em 2006. O casamento, civil, aconteceu na última sexta-feira, na prefeitura da diminuta Bünenbuttel, onde o casal hoje mora, junto aos pais da noiva.

Fui um dos padrinhos no civil. Pela primeira vez na vida, assinei o meu nome em um documento oficial alemão. Não posso negar que me emocionei com o fato. Não é todo dia que isso acontece.

Difícil descrever em palavras a experiência de conviver alguns dias com a família de Sissy e seus amigos. Fui tratado como príncipe, praticamente. A casa onde fiquei hospedado, construída pelo bisavô da avó da noiva, data de 1898. Como toda boa residência de 110 anos de idade, é enorme. Perdi a conta das salas, saletas e salinhas, reentrâncias e passagens secretas. No segundo andar, contabilizei sete quartos, um maior que o outro. A mim, foi reservado o mais aconchegante, na minha opinião. Ali permaneci durante sete dias. Apesar do frio próximo ao zero grau na madrugada, era possível dormir de janela aberta, graças ao bem-vindo aquecimento central.

E a casa tem sotão, cheio de bagunças e ratoeiras, e porão com estoque de geléias feitas em casa, garrafas vazias e ferramentas de todos os tipos. Alemães adoram uma bricolagem. Do lado de fora, um estábulo gigante para os três cavalos da família (sim, eles criam cavalos) e, ao lado, o mais gigantesco ainda depósito de batatas (sim, eles plantam batatas - literalmente). Logo em frente, a garagem do trator, localizada logo em frente a uma bomba de diesel particular (funciona com senha). O terreno total da casa mais parece uma vila antiga, de tão espaçoso. Os carros, diversos, ficam estacionados em frente a um outro galpão, que acredito guardar mais que as bicicletas da família. E vale dizer que não há portões ou segurança. As cercas de madeira estão lá mais por decoração do que por medidas restritivas.

O vilarejo onde se localiza a casa, pelo que entendi, não possui mais de 120 pessoas - somando todos os moradores de suas cercanias. Estradas longas e sem curvas, cercadas de campos amplos e plantações indefinidas, pontuadas por árvores de copas nuas (o inverno, parece, ainda não acabou por aqui).

Poderia continuar descrevendo as cidades minúsculas com suas casinhas de Lego, a inesquecível festa pós-casamento (cheia de discursos emocionados), a reação dos convidados alemães à minha caipirinha, mas a preguiça abissal que me impede de escrever aqui com mais freqüência também não me permite continuar. Talvez uma outra hora. Não agora. Porque já estou em Barcelona, e o tempo melhorou.

| | Comments (0) | TrackBacks (0)



novembro 13, 2007

Impressões

Voltando de um bar em Perdizes pelo túnel que liga a Dr. Arnaldo à Paulista, olhei para cima e vi.

As primeiras luzes de Natal.

Hoje, contei mentalmente, é dia 12. Já passava da meia-noite. Poderia ser considerado 13.

42 dias para o Natal. E as luzes daquele prédio próximo à Consolação já brilhavam. Enxerguei um trenó. Uma rena. Um Nicolau. E umas estrelas de cores variadas. E o sinal abriu, e segui em frente.

Não vai demorar para o espírito contaminar o resto da avenida. E da cidade. E a televisão. E as pessoas.

E isso deve significar que o ano praticamente já acabou. Você já havia notado?

Eu confesso que não. Ando meio ocupado para olhar para cima o tempo todo.

| | Comments (4) | TrackBacks (0)



outubro 28, 2007

Road Trip

Como sou bastante preguiçoso, vou reciclar um post que publiquei no meu blog "profissional" (nem vou me dar ao luxo de colocar o link...)

Estou em Las Vegas agora. Primeira vez na vida. Achando tudo esquisito, cafona e divertido.

Não vim exatamente para jogar, mas não dão para evitar a vontade... ontem, o ônibus que eu estava passou em frente ao Villagio e estacionou na porta do Paris. Ambos são hotéis equipados com mega-cassinos ridiculamente suntuosos. Juro, foi uma daquelas vezes que você acha que está dentro de um filme ruim. Não, o Ocean's Eleven não passou pela cabeça. Tá bom, talvez só um pouquinho.

Ontem foi o primeiro dia do festival Vegoose (um trocadilho de Vegas com Goose, já que estamos perto do Halloween). Me surpreendi ao notar que eu era um dos poucos caras vestidos normalmente entre os milhares de espectadores. Parece que a onda do Vegoose é ir fantasiado, como em um baile de monstros. E como americanos exageram em tudo que podem... dá para ter uma idéia do que presenciei ali. Queria ter tirado mais fotos, mas fiquei constrangido só de olhar... mas tinha desde gente fantasiada de Flintstones até robôs feitos de caixotes de papelão, garotinhas seminuas a la dominatrix e índios, muitos índios. E claro, monstros, zumbis, personagens de quadrinhos. Tudo kitsch e bizarro. Em que mundo estou mesmo? Ah é, em Las Vegas.

Os shows sim, foram sensacionais. Um esquema meio Coachella, três palcos, céu aberto, calor na moringa, canseira e correria totais para conseguir ver tudo. E foi isto que eu vi:

Mastodon, os novos reis do metal furioso. Eles tambem estavam na onda do Halloween: tocaram fantasiados. Gozado;
Public Enemy, mandando um fuck para George Bush e seus amigos;
O indie pop teatral do The Shins - tambem fantasiados, de arlequins do inferno, acho;
A singalesa funkeira M.I.A. (os gringos pronunciam "em-ai-ei", e não "maia");
O favorito da casa Queens of the Stone Age, abrindo com "No One Knows", muito punch e peso. Josh Homme é foda;
O imortal Iggy Pop com os Stooges, chamando todo mundo pro palco em "Real Cool Time", quebrando tudo, quase pelado;
E o não menos inacreditável Daft Punk e sua trilha sonora para um futuro não tão distante. Quase chorei de emoção.

Sei lá como, sobrevivi até o final disto. Hoje tem mais:
Muse (que ninguém gosta, mas estou bem curioso);
Mais um monte de nomes do rap (e o Infected Mushroom, mais legal);
E o Rage Against the Machine fechando a noite.

Isso porque pego um avião amanhã às 6h30... ninguém dorme!

Meus dias anteriores aqui foram assim:

Quase me atraso para o check in, mas cheguei em tempo. E me ferrei. Quase que nem chego a voar, mas voei. Quase que nem chego a entrar no país, mas entrei (via Houston - o aeroporto, não por coincidência, se chama George Bush). Quase perdi o vôo de conexão - quase nada, acabei perdendo mesmo. E quase fui esquecido por duas horas no aeroporto - também sem "quase" aqui. Eu fui mesmo.

Poderia ficar um post inteiro descrevendo os problemas que tive e deverei ter nos próximos dias, mas vamos pensar positivo e valorizar as coisas legais. Rolou um lançamento interessante que pude participar. No evento, vários shows, entre eles o Crystal Method, Cut Chemistry, o Common e o Linkin Park. Não sei dizer se gosto, mas respeito. Foi legal vê-los em um lugar que não deveria ter mais de 400 pessoas... a banda, pelo menos, parecia feliz de estar tocando ali. O cachê deve ter sido ótimo, suponho. E o show, acredite ou não, foi ótimo. E eu nem curto Linkin Park. Mas a sua filha provavelmente gosta.

E é isso. Amanhã, vou pra outro lugar, que acho que nem posso revelar ainda. E depois, outro, e outro. E um dia, se a companhia aérea assim permitir, eu volto.

Mas deixa eu ir lá curtir Vegas. Fazer uma fezinha, talvez?

| | Comments (3) | TrackBacks (0)



agosto 25, 2007

1, 2... 1, 2

Este é um teste para mostrar que o Gardenal e seus blogs ainda podem funcionar...

Mas eu volto logo com mais e mais.

| | Comments (4) | TrackBacks (0)



julho 22, 2007

When I'm 29

Então...

... aliás, não é só paulista que começa frase com "então", conforme um gaúcho me alertou. Aliás, é um período bom para analisar diferentes sotaques. Oportunidades não estão faltando.

Esse mês foi quase uma semana no Rio. No fim do mês, tem debate em Belém. Em setembro, debate em Goiânia. E o caos aéreo rola em tempo real, no céu, na tevê e no aeroporto. Sorte, nunca peguei nenhum atraso. Nem desastre.

Por falar em TV, os micos televisivos foram muitos nos últimos meses. Teve desde abraço do Faustão a aparição relâmpago no Vitrine. Daí, seis horas de comentários ao vivo no Live Earth transmitido pelo Multishow. Uma entrevista longa e ao vivo em um programa de auditório do JBTV no Dia Mundial do Rock. E uma outra entrevista pro Multishow, que ainda não deve ter ido ao ar. Tudo por conta do trabalho diário, claro.

O qual está interessante, apesar de tudo. Não dá para reclamar. Seria injusto.

Agora, só falta tirar férias. Porque viajar a trabalho não é férias. Where to este ano?, eis a questão.

Enquanto isso, os amigos se casam. Desde fevereiro, foram seis casamentos. Destes, fui padrinho em três. Até o fim do ano, rolam mais dois. Serei padrinho em um.

E também vão embora do país. Este ano, um casal já foi. Em agosto, vão mais dois, mais uma sozinha, cada quais para continentes diferentes. Em outubro, mais dois casais e mais um sozinho, que vai para formar um casal. Sem contar os diversos que já estão por lá. De Melbourne a Londres, de Paris a San Francisco, de La Coruña a Lisboa, de Berlim a Buenos Aires, de Barcelona a Chicago.
Um dia todos voltam, dizem.

Todas as pessoas acima estão na casa dos 30, pra mais ou pra menos. E eu também. Sinal dos tempos? E que tempos são esses exatamente?

Pelo menos, já tenho onde morar. Pelo menos.

Não estou em crise. Só constatando.
Aliás, isso me fez bem. Devo retornar mais vezes por aqui.

| | Comments (2) | TrackBacks (0)



julho 3, 2007

High Times

Agora voltarei a escrever. Estava fora do ar não só por vadiagem - um defeito técnico também me impedia de postar. Coisas da tecnologia. Está tudo normal, aparentemente.

A caminho do Rio, se a crise aérea deixar. Eu estou duvidando que ela irá deixar. Para o Prêmio Multishow. E daí volto pra lá no sábado, pro Live Earth. E na semana seguinte... deixa rolar.

Corro, daqui a pouco volto.

| | Comments (3) | TrackBacks (0)



abril 29, 2007

Contra a máquina

Postando direto do Coachella. Aqui o Wifi funciona, e bem.
Dia movimentado. Rolou um bate-papo descompromissado com o vocalista do Kaiser Chiefs, uma entrevista improvisada com o Adriano Cintra do CSS e uma conversa legal com o rei do mashup, o Girl Talk.

Hoje, já teve Mika, Tapes ´n Tapes, Grizzly Bear e Explosions in the Sky. Daqui um pouco tem Klaxons, Cansei de Ser Sexy, Kaiser Chiefs, Air, Damien Rice, Happy Mondays, Lily Allen. E daqui umas 6 horas, mais ou menos, sobe ao palco uns caras que um dia se chamaram Rage Against the Machine.

Pensei que fosse estar mais cansado do que estou... o sol não dá trégua, mas um ventinho insiste em soprar. Talvez eu vá resistir a essa maratona, no fim das contas. Ontem, no fim do segundo dia, após o show do Red Hot Chilli peppers, eu estava quase arregando e pedindo pra sair. Hoje, acho que aguento mais um pouco. Só um pouco mais.

Terça eu volto.

| | Comments (3) | TrackBacks (0)



abril 28, 2007

Coachella o meu, que eu Coachello o teu

Acabei de voltar de uma pequena maratona. Foi o primeiro dia do festival Coachella, no meio de um deserto seco e incandescente na Califórnia. Palmeiras frondosas cercam o campo de polo que abrigou o evento. Cinco palcos, mais uma porção de atrações no meio disso tudo. Estimadas 60 mil pessoas, vagando de lá para cá em busca de um lugar à sombra, água fresca e um pouco de música. É o velho oeste autêntico, sem muitos índios ou cowboys.

O som estava ótimo. O duro é o pouquíssimo tempo para conseguir assistir a tudo que se quer. Perdi mais shows hoje do que ganhei. Paguei mico e fui ao palco errado. E abri mão de ver uns dois shows por pura preguiça. Ou exaustão mesmo, porque não é mole. Em certo momento, na hora de enfrentar a fila de entrada, chuto que a temperatura chegava perto dos 38 graus. Só faltou o mar ali perto.

Hoje, rolou The Noisettes (porrada), Satellite Party (a nova banda do Perry Farrell), Of Montreal (afetado), Amy Winehouse (bombando), Arctic Monkeys (incrível), Jarvis Cocker (do Pulp, pra meninas), Jesus & Mary Chain (de volta, emocionou), Interpol (sério), Peeping Tom (Mike Patton vive), Björk (diva descalça) e Gogol Bordello (melhor show até agora). Sem contar os que eu perdi (me dei ao luxo de não ver o Sonic Youth).

Amanhã tem Red Hot, Arcade Fire e The Good, The Bad and the Queen, além de mais 40 atrações. E domingo, Kaiser Chiefs, Lily Allen, Happy Mondays, Klaxons, Air, Placebo, Mika. E um tal de Rage Against the Machine, não sei se alguém aí já ouviu falar.

Amanhã coloco umas fotos aqui. Já são 3 da manhã, e só agora o pessoal do hotel resolveu nos devolver o quarto. Longa história.

| | Comments (2) | TrackBacks (0)



abril 5, 2007

Orkut Buyukkokten

Das coisas bizarras que fiz nos últimos 15 dias, a mais digna de post (no sentido bizarro da coisa) foi o encontro/entrevista com o sr.Orkut em pessoa. Sim, ele existe e está aqui, aproveitando prazeres brasileiros e dando palestras de motivação. Cara bacana, o sr. Orkut Buyukkokten. Menos nerd do que eu pensava. O gosto por camisas estampadas, porém, permanece duvidoso.

(guardo a foto para um momento oportuno)

Agora vou ao show do Yann Tiersen, então não dá tempo de comentar o fato. Talvez vire matéria, talvez se torne só um post curioso... mas não é sempre que se encontra uma pessoa que dá nome a alguma coisa. Seria como um encontro com o sr. Bombril, ou sr. Coca-Cola, ou o sr. McDonald's.

Você entendeu.

| | Comments (5) | TrackBacks (0)



março 12, 2007

Drops

Termina uma, começa a outra. Eu poderia estar falando das garrafas de cerveja que não tomei, mas infelizmente não é algo tão gelado, nem tão agradável. Paciência.
A próxima edição chega no dia 16, provavelmente. A matéria de capa tem dedo meu, de alguma forma. É um monte de letrinha impresso em papel couchet, embalado com grampos e dobrado de maneira precisa e milimétrica. Alguns chamam de revista. Eu nunca sei como chamar. Depende do dia, da hora, do humor.

***

Fiz 29 recentemente. Nada mudou de imediato, mas alguns sábios conselhos me fizeram querer correr logo para os 30. Dizem que a vida (re)começaria mais divertida. Eu botei fé e estou contando os dias.

***

Mas não posso reclamar das atividades profissionais e pessoais. Definitivamente, a vida se agita sozinha, quer queira, quer não. Nada que possa ou deva ser documentado por aqui, mas se a gente costuma conversar fora do virtual, eu provavelmente te contei algumas dessas coisas.

***

No mês que vem, casam-se dois casais muito amigos em um mesmo final de semana. Serei padrinho dos dois. Será que posso ir com o mesmo traje de gala nas duas festas?

***

Dei umas entrevistas para uns veículos, falando sobre o Gardenal.org (saiu no Jornal do Nikkei do sábado, 3 de março). Uma referência ao site, aliás, saiu até na Folha de S.Paulo, em razão da criação do novo projeto do Inagaki, o Interney. O Ina, aliás, foi um lorde (como sempre) ao fazer um belo post de despedida e sempre citar o Gardenal como o "primeiro portal de blogs do país", em entrevistas e no release para a imprensa que ele soltou por causa do Interney. Aliás, esse release saiu em um monte de lugar, se é que você não viu. A equipe do Gardenal.org deseja muita sorte e sucesso à empreitada.

***

Agora, mais um mês sem atualizar,,, :)


| | Comments (4) | TrackBacks (0)



Meses velhos

abril 2008
novembro 2007
outubro 2007
agosto 2007
julho 2007
abril 2007
março 2007
fevereiro 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
novembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
agosto 2005
julho 2005
junho 2005
maio 2005
abril 2005
dezembro 2004

Antigas

Back to the Past
Impressões
Road Trip
1, 2... 1, 2
When I'm 29
High Times
Contra a máquina
Coachella o meu, que eu Coachello o teu
Orkut Buyukkokten
Drops
Vamos?
2.0
O buraco é ali ao lado
É, Natal
Rainy
Preciso...
Best
Gardenal.org, sim
Roll my bones
Random Notes

CV

Podcast Gameworld Gamer.br
O Fenômeno
Set
Trama Universitário

Turbinado por