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Sangue mau

F.



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dezembro 27, 2007

Between the cheeks

Sexysta de dezembro.

osexystanovodezembropeq.gif

dezembro 26, 2007

Astral Weeks

Geralmente poupo vocês de problemas desse naipe, mas vou abrir uma exceção para receber um pouco de solidariedade induzida. Esse mês está foda, quem faz aniversário é Jesus Cristo, mas quem ganha o inferno astral sou eu. Não bastasse estar esperando pagamento de vários empregadores para quem já enviei notas fiscais e paguei impostos relacionados há mais de mês, ainda fui arrumar um problema de coluna que vai me mandar para duas semanas de fisioterapia - a dois dias das minhas férias, que já tinham sido adiadas por causa de um projeto pendente aqui do trampo. Portanto, esperem menos posts, ou mais de reclamação como este.

elvisbluexmas.jpg

Fuck christmas I got the blues

dezembro 24, 2007

Cinema mudo e paralítico

Mundinho Animal, vai lá.

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dezembro 21, 2007

Problemas de coluna

Fiquei enrolando com esse texto do Mal Necessário uma semana. Acho que estou ficando sem assunto, e olha que acho esse tipo de problema frescura de cronista de jornal.

dezembro 20, 2007

Réquiem para uma idéia

fotonovelaleocarla.jpg

Escrevi esse roteiro para a fotonovela da F#5. Como vocês devem ter percebido, não rolou. Para, como dizem os gringos, adicionar insulto à injúria, o HD do Leo morreu e perdemos toda a sessão de fotos, com exceção das que ilustram esse post. Então está aí pra vocês, perdoem meu francês inventado. E saudades da Carlinha.


Os quadros de legenda tem fundo preto com letras em branco meio borradas como nos
filmes da nouvelle vague mesmo, tipografia na linha courier de máquina de escrever
meio falhada.

primeiro quadro (texto): F. Films Presentée

segundo quadro (texto):

Leo
como Jules

Carla Purcino
como Venérea

terceiro quadro (texto): FOTONOUVELLE VAGUE
un film de Pierre Derriére

quarto quadro (texto): Jules Bossal, artista do interior, chega a Paris.

quinto quadro: Léo de boina, lenço no pescoço e camisa colante com listras horizontais em
uma montagem com uma foto de Paris. Carrega um cavalete, ou uma tela.

Leo: Essa porra deve se chamar cidade das luzes porque todas essas bichas parisienses
vão no cabelereiro fazer balaiage.

sexto quadro: Leo em frente a uma tabuleta com o nome do estabelecimento: "Cafe des
mediocres"

Leo: - Vou conhecer a boemia local.

sétimo quadro (texto): Existencialismo.

oitavo quadro: dentro do bar só Arnaldo e Allan com cara de deprimidos olhando para seus
copos ou para o nada.

Leo (pensando): - O silêncio dos Intelectuais.

nono quadro: Legenda: o silêncio da Marilena Chauí.

Uma foto da Marilena Chauí (pode ser estourada mesmo, meio reticulada, como aqueles closes
que o Godard fazia de stills dos filmes dele) com uma tarja preta na boca. Embaixo da
foto, legenda entre parêntesis: Utopia.

décimo quadro (texto): Filosofia.

décimo-primeiro quadro:

Léo: - Um verdadeiro artista se conhece pelo vigor de suas pinceladas.

Arnaldo e Allan olham pra ele embevecidos, um balão de pensamento com o coração de apaixo-
nado sai da cabeça dos dois.

décimo-segundo quadro: Uma mulher está na mesa atrás da dos três. Leo olha para ela e
pergunta:

Leo: - Quem é?

Arnaldo: - Putain américain, o nome é Venérea Fischer.

décimo-terceiro quadro:

Léo: - Vou lá.

Allan: - Non! Você achou seu pau no lixo?

Léo: - Não sei, era muito novo pra lembrar...

décimo-quarto quadro (texto): Incomunicabilidade.

décimo-quinto quadro: Venérea e Leo sentados na mesma mesa, conversando.

Venérea: - Sei pouca coisa de francês.

Léo: - O que você sabe de francês?

Venérea: - Sei que francês é tudo viado!

décimo-sexto quadro (texto):

ENCULERS DU CINEMÁ

(Jules tenta romper a barreira do idioma e do esfíncter)

décimo-sétimo quadro: Léo está com a mão no pescoço de Venérea, por trás, como se a
acariciasse.

Léo: - Sabia que pescoço em francês é "cu"?

Venérea: - Pra vocês tudo é cu! Viades! Tira a mão!

Léo: - Pedala Robinho!

décimo-oitavo quadro: Léo e Venérea em um apartamento, um quadro pendurado na parede.

Legenda: Mais tarde, no quarto de pensão de Jules...

Venérea: - Acho que me apaixonei por você.

Léo: - Você não se apaixonou por mim, mas pelo artista.

Venérea (apontando o quadro): - Você pintou isso? Não, acho que o negócio é contigo mermo.

décimo-nono quadro (texto): Formação Cinematográfica.

Vigésimo quadro: Léo está na cama, olhando para Venérea em primeiro plano, de costas para a câmera com o rosto perto da cintura dele, insinuando um boquete.

Léo: - Essa cena me lembra aquele filme... Blow... Blow...

Venérea: - Blow up, de Antonioni?

Léo: - Blow job, de Stagliano.

Vigésimo-primeiro quadro (texto): Angústia pós-coito.

Vigésimo-segundo quadro: Na cama, Léo com uma cara angustiada e Venérea entediada.

Léo: - Sabia que orgasmo em francês significa "pequena morte"?

Venérea: - Achei que fosse o apelido do seu pau.

vigésimo-terceiro quadro: Os dois deitados olham o teto, deprês.

Venérea: Qu'est-ce que c'est?

Léo: C´est la vie.

Venérea: Vie de merde...

Vigésimo-quarto quadro: Despedida.

Vigésimo-quinto quadro: Leo segura um bilhete, com a mão na testa e cara angustiada. O
bilhete diz: Fui! P.S.: no verso, receita de Benzetacil.

Vigésimo-sexto quadro (texto): Jules e Gin.

Vigésimo-sétimo quadro: Leo no bar sozinho, com um copo de gin (rodela de limão e tal).

Léo: - Nenhuma mulher está a minha altura. Daqui pra frente só punheta.

Embaixo da imagem do Léo, legenda: Les raisins sont verts (as uvas estão verdes).

Vigésimo-oitavo quadro: uma foto bem granulada de umas gaivotas sobrevoando uma praia.
Sobre a imagem, com a mesma tipologia "falhada" a palavra: FIN.

fotonovelanois.jpg

cast & crew

dezembro 17, 2007

Psycho

Mundinho da semana.

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dezembro 12, 2007

Grato pela compreensão

Na íntegra a coluna da UM (contém tema recorrente) que mencionei aqui.

Mores castigat ridendo

É mais fácil erradicar o analfabetismo no Brasil do que ensinar matemática para os garçons. Aposto que o roubo na conta de bar onera mais o brasileiro que a dívida pública ou o cinema nacional.

Mas nosso grande problema na área da educação é na verdade o analfabetismo funcional - que é a incapacidade de decodificar uma informação lida, também conhecido como nome científico da burrice. Os cursos de alfabetização deveriam ter também disciplinas tipo Ironia, Contexto, Subtexto, Sutileza etc.

O mau desempenho nessas matérias torna quase insuportável o trabalho do ficcionista, que precisa contar com a colaboração da imaginação do público e por isso tem por aqui o mesmo status do mentiroso patológico, sem a desculpa da doença. Mas uma subcategoria sofre mais do que as outras: a dos humoristas.

Para melhor compreensão do humor, à parte Zorra Total e Teletubbies, é necessário algum conhecimento sobre figuras de linguagem como a metáfora ou a sinestesia, grande problema em um país em que ninguém consegue entender direito o uso da crase ou as regras de acentuação tônica.

Aqui você não só é obrigado a repetir o final da piada, e devagar, como também explicar tecnicalidades do início que o ouvinte não entendeu da primeira vez, como o que o português estaria fazendo em uma ilha deserta ou porque alguém levaria um papagaio para uma suruba.

Trabalhar com suposições é um exercício de abstração muito pesado para a cabecinha do brasileiro, mas também também atrapalha o piadista a nossa opção preferencial pela seriedade. Se você afirma que "a turma lá da frente é bicha" é melhor ter provas substanciais ou testemunhas isentas. Não é a toa que no morro os traficantes chamam vacilão de "comédia".

OK, todo mundo quer ser levado a sério, e não só quando está pedindo aumento ou em um tribunal se defendendo de um crime inafiançável, mas aqui chega a ser ridículo. Deve ter gente que acha que o Tom Cavalcanti é alcóolatra, o Jorge Loredo bonito e a Heloísa Perissé engraçada.

Ficaria rico se ganhasse um centavo por cada entrevista em que li o clichê "o importante é saber rir de si mesmo", mas raras vezes vi um concidadão fazendo isso sem ajuda de entorpecentes. Só rimos de nós mesmos quando esquecemos de vestir a carapuça e não entendemos que a gracinha é conosco - e para isso basta o interlocutor disfarçar o verdadeiro sujeito da piada. "Estavam no avião um americano, um alemão, um francês e um habitante de um país em desenvolvimento..."

Olavo Bilac escreveu que somos a flor de três raças tristes, mas acho que ele quis dizer sérias. De Gaulle estava errado.

dezembro 10, 2007

Fashion victims

Le Petit Monde Animal, clique.

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dezembro 5, 2007

I've been working like a dog

1) Mal Necessário da semana.

2) Tinha esquecido de linkar, saiu a nova UM com outra matéria assinada por moi, sobre olheiros de modelos. Trechos:

O leigo talvez acredite que a beleza não precisa ser descoberta, já que está na cara (e em outras partes do corpo anexado a ela), e somente portadores de deficiência visual não estariam qualificados para o trabalho. É um equívoco comum a quem só pratica a observação de mulher bonita por lazer - há vários tipos de lindeza e nem todas são comercializáveis.

(...)

Alienados do universo da moda - para quem o termo booker deve lembrar algo vagamente associado ao agenciamento de apostas - devem estranhar a distinção, mas ela existe: booker é quem cuida da imagem e da agenda da modelo, scout é o caçador de talentos, o batedor para quem um dia de praia equivale a um passeio por uma mina de ouro em potencial. Abidon é um caçador em proveito próprio, porque acumula as duas funções.

(...)

Orlando concorda: "É um lance de ser paizão mesmo, a gente aconselha bastante". Também é contra misturar as coisas e usar a profissão para se dar bem. "Quem faz isso geralmente é mal intencionado, e a garota que cai nessa é mal assessorada, veja aquele caso do motoboy que prometia fotografar as meninas e levava para o mato", diz, usando o exemplo mais radical possível de assédio predatório, o caso do maníaco do Parque Estado.

(...)

Para algumas fotos da sessão Catarina precisa tirar a blusa. O ambiente profissional se mantém nas condições normais de temperatura e pressão, o que é mais do que pode se dizer do repórter... e quando o trabalho envolve nudez? Orlando: "Menor de idade não faz nu sob hipótese alguma". Lembro do caso da atriz Flávia Monteiro, que protagonizou aos 15 anos um remake disfarçado de "Lolita", o filme "A menina do lado", cheio de cenas com figurino zero. "Mas hoje isso não aconteceria, as coisas são organizadas, antes não tinha muito produtor de elenco, não tinha uma agência que cuidasse da imagem da pessoa - Xuxa, Luiza Brunet levavam o book debaixo do braço".

olheirosmodelominas.jpg

dezembro 4, 2007

Desculpem a letra

Mundinho particularmente difícil de ler, clique.

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dezembro 2, 2007

Força de vontade

Joe da Sexy de novembro.

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