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Between the cheeks
Astral Weeks Cinema mudo e paralítico Problemas de coluna Réquiem para uma idéia Psycho Grato pela compreensão Fashion victims I've been working like a dog Desculpem a letra Anarquivos janeiro 2008dezembro 2007 novembro 2007 outubro 2007 setembro 2007 agosto 2007 julho 2007 junho 2007 maio 2007 abril 2007 março 2007 fevereiro 2007 janeiro 2007 dezembro 2006 novembro 2006 outubro 2006 setembro 2006 agosto 2006 julho 2006 junho 2006 maio 2006 abril 2006 março 2006 fevereiro 2006 janeiro 2006 Sangue mau F. |
« novembro 2007 | Main | janeiro 2008 » dezembro 27, 2007dezembro 26, 2007Astral WeeksGeralmente poupo vocês de problemas desse naipe, mas vou abrir uma exceção para receber um pouco de solidariedade induzida. Esse mês está foda, quem faz aniversário é Jesus Cristo, mas quem ganha o inferno astral sou eu. Não bastasse estar esperando pagamento de vários empregadores para quem já enviei notas fiscais e paguei impostos relacionados há mais de mês, ainda fui arrumar um problema de coluna que vai me mandar para duas semanas de fisioterapia - a dois dias das minhas férias, que já tinham sido adiadas por causa de um projeto pendente aqui do trampo. Portanto, esperem menos posts, ou mais de reclamação como este.
dezembro 24, 2007dezembro 21, 2007Problemas de colunaFiquei enrolando com esse texto do Mal Necessário uma semana. Acho que estou ficando sem assunto, e olha que acho esse tipo de problema frescura de cronista de jornal. dezembro 20, 2007Réquiem para uma idéia
Escrevi esse roteiro para a fotonovela da F#5. Como vocês devem ter percebido, não rolou. Para, como dizem os gringos, adicionar insulto à injúria, o HD do Leo morreu e perdemos toda a sessão de fotos, com exceção das que ilustram esse post. Então está aí pra vocês, perdoem meu francês inventado. E saudades da Carlinha.
primeiro quadro (texto): F. Films Presentée segundo quadro (texto): Leo Carla Purcino terceiro quadro (texto): FOTONOUVELLE VAGUE quarto quadro (texto): Jules Bossal, artista do interior, chega a Paris. quinto quadro: Léo de boina, lenço no pescoço e camisa colante com listras horizontais em Leo: Essa porra deve se chamar cidade das luzes porque todas essas bichas parisienses sexto quadro: Leo em frente a uma tabuleta com o nome do estabelecimento: "Cafe des Leo: - Vou conhecer a boemia local. sétimo quadro (texto): Existencialismo. oitavo quadro: dentro do bar só Arnaldo e Allan com cara de deprimidos olhando para seus Leo (pensando): - O silêncio dos Intelectuais. nono quadro: Legenda: o silêncio da Marilena Chauí. Uma foto da Marilena Chauí (pode ser estourada mesmo, meio reticulada, como aqueles closes décimo quadro (texto): Filosofia. décimo-primeiro quadro: Léo: - Um verdadeiro artista se conhece pelo vigor de suas pinceladas. Arnaldo e Allan olham pra ele embevecidos, um balão de pensamento com o coração de apaixo- décimo-segundo quadro: Uma mulher está na mesa atrás da dos três. Leo olha para ela e Leo: - Quem é? Arnaldo: - Putain américain, o nome é Venérea Fischer. décimo-terceiro quadro: Léo: - Vou lá. Allan: - Non! Você achou seu pau no lixo? Léo: - Não sei, era muito novo pra lembrar... décimo-quarto quadro (texto): Incomunicabilidade. décimo-quinto quadro: Venérea e Leo sentados na mesma mesa, conversando. Venérea: - Sei pouca coisa de francês. Léo: - O que você sabe de francês? Venérea: - Sei que francês é tudo viado! décimo-sexto quadro (texto): ENCULERS DU CINEMÁ (Jules tenta romper a barreira do idioma e do esfíncter) décimo-sétimo quadro: Léo está com a mão no pescoço de Venérea, por trás, como se a Léo: - Sabia que pescoço em francês é "cu"? Venérea: - Pra vocês tudo é cu! Viades! Tira a mão! Léo: - Pedala Robinho! décimo-oitavo quadro: Léo e Venérea em um apartamento, um quadro pendurado na parede. Legenda: Mais tarde, no quarto de pensão de Jules... Venérea: - Acho que me apaixonei por você. Léo: - Você não se apaixonou por mim, mas pelo artista. Venérea (apontando o quadro): - Você pintou isso? Não, acho que o negócio é contigo mermo. décimo-nono quadro (texto): Formação Cinematográfica. Vigésimo quadro: Léo está na cama, olhando para Venérea em primeiro plano, de costas para a câmera com o rosto perto da cintura dele, insinuando um boquete. Léo: - Essa cena me lembra aquele filme... Blow... Blow... Venérea: - Blow up, de Antonioni? Léo: - Blow job, de Stagliano. Vigésimo-primeiro quadro (texto): Angústia pós-coito. Vigésimo-segundo quadro: Na cama, Léo com uma cara angustiada e Venérea entediada. Léo: - Sabia que orgasmo em francês significa "pequena morte"? Venérea: - Achei que fosse o apelido do seu pau. vigésimo-terceiro quadro: Os dois deitados olham o teto, deprês. Venérea: Qu'est-ce que c'est? Léo: C´est la vie. Venérea: Vie de merde... Vigésimo-quarto quadro: Despedida. Vigésimo-quinto quadro: Leo segura um bilhete, com a mão na testa e cara angustiada. O Vigésimo-sexto quadro (texto): Jules e Gin. Vigésimo-sétimo quadro: Leo no bar sozinho, com um copo de gin (rodela de limão e tal). Léo: - Nenhuma mulher está a minha altura. Daqui pra frente só punheta. Embaixo da imagem do Léo, legenda: Les raisins sont verts (as uvas estão verdes). Vigésimo-oitavo quadro: uma foto bem granulada de umas gaivotas sobrevoando uma praia.
cast & crew dezembro 17, 2007dezembro 12, 2007Grato pela compreensãoNa íntegra a coluna da UM (contém tema recorrente) que mencionei aqui. Mores castigat ridendo É mais fácil erradicar o analfabetismo no Brasil do que ensinar matemática para os garçons. Aposto que o roubo na conta de bar onera mais o brasileiro que a dívida pública ou o cinema nacional. Mas nosso grande problema na área da educação é na verdade o analfabetismo funcional - que é a incapacidade de decodificar uma informação lida, também conhecido como nome científico da burrice. Os cursos de alfabetização deveriam ter também disciplinas tipo Ironia, Contexto, Subtexto, Sutileza etc. Aqui você não só é obrigado a repetir o final da piada, e devagar, como também explicar tecnicalidades do início que o ouvinte não entendeu da primeira vez, como o que o português estaria fazendo em uma ilha deserta ou porque alguém levaria um papagaio para uma suruba. Trabalhar com suposições é um exercício de abstração muito pesado para a cabecinha do brasileiro, mas também também atrapalha o piadista a nossa opção preferencial pela seriedade. Se você afirma que "a turma lá da frente é bicha" é melhor ter provas substanciais ou testemunhas isentas. Não é a toa que no morro os traficantes chamam vacilão de "comédia". OK, todo mundo quer ser levado a sério, e não só quando está pedindo aumento ou em um tribunal se defendendo de um crime inafiançável, mas aqui chega a ser ridículo. Deve ter gente que acha que o Tom Cavalcanti é alcóolatra, o Jorge Loredo bonito e a Heloísa Perissé engraçada. dezembro 10, 2007dezembro 5, 2007I've been working like a dog1) Mal Necessário da semana. 2) Tinha esquecido de linkar, saiu a nova UM com outra matéria assinada por moi, sobre olheiros de modelos. Trechos: O leigo talvez acredite que a beleza não precisa ser descoberta, já que está na cara (e em outras partes do corpo anexado a ela), e somente portadores de deficiência visual não estariam qualificados para o trabalho. É um equívoco comum a quem só pratica a observação de mulher bonita por lazer - há vários tipos de lindeza e nem todas são comercializáveis. (...) Alienados do universo da moda - para quem o termo booker deve lembrar algo vagamente associado ao agenciamento de apostas - devem estranhar a distinção, mas ela existe: booker é quem cuida da imagem e da agenda da modelo, scout é o caçador de talentos, o batedor para quem um dia de praia equivale a um passeio por uma mina de ouro em potencial. Abidon é um caçador em proveito próprio, porque acumula as duas funções. (...) Orlando concorda: "É um lance de ser paizão mesmo, a gente aconselha bastante". Também é contra misturar as coisas e usar a profissão para se dar bem. "Quem faz isso geralmente é mal intencionado, e a garota que cai nessa é mal assessorada, veja aquele caso do motoboy que prometia fotografar as meninas e levava para o mato", diz, usando o exemplo mais radical possível de assédio predatório, o caso do maníaco do Parque Estado. (...) Para algumas fotos da sessão Catarina precisa tirar a blusa. O ambiente profissional se mantém nas condições normais de temperatura e pressão, o que é mais do que pode se dizer do repórter... e quando o trabalho envolve nudez? Orlando: "Menor de idade não faz nu sob hipótese alguma". Lembro do caso da atriz Flávia Monteiro, que protagonizou aos 15 anos um remake disfarçado de "Lolita", o filme "A menina do lado", cheio de cenas com figurino zero. "Mas hoje isso não aconteceria, as coisas são organizadas, antes não tinha muito produtor de elenco, não tinha uma agência que cuidasse da imagem da pessoa - Xuxa, Luiza Brunet levavam o book debaixo do braço".
dezembro 4, 2007dezembro 2, 2007Força de vontadeJoe da Sexy de novembro.
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