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Sangue mau

F.



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Mucho work, minus play

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Começo este mês a escrever na UM (Universo Masculino). A revista está na mão de feras como André Forastieri e Marco Lopes e parece que a idéia é fazer uma espécie de Esquire brasileira - não sei muito bem como me encaixo em um projeto desses, mas sure as hell fiquei lisonjeado com o convite. Se o Gay Talese daqui é assim, imagina o da Jamaica.

Minha estréia é com um perfil do fotógrafo e ladies man Antonio Guerreiro, recordista nos anos 70-80 do troféu Pussy of the Year: Sônia Braga, Silvia Falkenburg (Bandeira), Denise Dumont, Sandra Bréa... um trecho:

E como a linha da vida profissional de Guerreiro é um cordão de auges com pequenas diferenças de gradação, começou no Rio mais uma fase espetacular: montou um estúdio no segundo andar do lendário bar Zeppelin. Eram os anos da Swinging Ipanema e o fotógrafo estava instalado em um dos quartéis-generais do charme local. Quando nada parecia poder superar isso em termos de qualidade de vida, o editor Adolpho Bloch ligou para saber se Guerreiro gostaria de trabalhar com moda em Paris - e não era uma pergunta retórica. O ano, 1972.

Em Paris aproveitou sua expertise na arte de fazer amizades em prol do ofício. Enturmado com os grandes costureiros, tinha permissão para fotografar as coleções antes do lançamento - e aproveitava para publicá-las nas revistas da editora Bloch no Brasil. Em depoimento a João Carrascoza explicou o motivo da despreocupação dos mestres franceses: "Porque era para o Brasil. Eles pensavam: Ninguém vai ver essa merda lá, mesmo..."

Também escrevi uma coluna para a seção "contracorrente". Alguns vão reconhecer o tema - a falsa fama de bem-humorado do brasileiro - de outras colunas, mas o Marco pediu mesmo para bisar o assunto. Outro trecho:

Ficaria rico se ganhasse um centavo por cada entrevista em que li o clichê "o importante é saber rir de si mesmo", mas raras vezes vi um concidadão fazendo isso sem ajuda de entorpecentes. Só rimos de nós mesmos quando esquecemos de vestir a carapuça e não entendemos que a gracinha é conosco - e para isso basta o interlocutor disfarçar o verdadeiro sujeito da piada. "Estavam no avião um americano, um alemão, um francês e um habitante de um país em desenvolvimento..."

Olavo Bilac escreveu que somos a flor de três raças tristes, mas acho que ele quis dizer sérias. De Gaulle estava errado.

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Comments

Parabéns, rapá!

Parabéns, Arnie! Só fera, pow. Passarei a comprar. Abs

aproveita e avisa pros caras da revista q velozes é com Z

http://revistaum.uol.com.br/Edicoes/36/artigo64267-1.asp

Grande Arnaldo... daqui a um tempo fará frente até ao "grande" Diogo Mainardi!
=)

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