Nos mínimos detalhes
Mal Necessário da semana.
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Me processa, Padilha Crimes of passion Eu tenho tanto pra lhe falar Perdeu, playboy? Eu só quero ver Sinfonia para portas se fechando, n. 1458 Terça que vem Total Flex Tabela Anarquivos setembro 2007agosto 2007 julho 2007 junho 2007 maio 2007 abril 2007 março 2007 fevereiro 2007 janeiro 2007 dezembro 2006 novembro 2006 outubro 2006 setembro 2006 agosto 2006 julho 2006 junho 2006 maio 2006 abril 2006 março 2006 fevereiro 2006 janeiro 2006 Sangue mau F. |
« julho 2007 | Main | setembro 2007 » agosto 30, 2007Nos mínimos detalhesMal Necessário da semana. agosto 29, 2007Me processa, Padilha
Tira antiga, pertinente Tinha aquele personagem de humorístico na TV com o bordão "vai pra casa, Padilha!". Depois dos protestos contra a pirataria do diretor de "Tropa de Elite", José adivinhem, o punchline muda, mas a cornitude implícita é a mesma. É bizarro - o cara me faz um filme que denuncia entre outras coisas a corrupção na polícia (na PM, o Bope é sagrado) e fica revoltado com a inoperância da corporação para coibir a circulação de cópias ilegais. Devia estar contando com a ajuda do Homem-Aranha. Vi "Tropa", algum maluco dividiu em 12 partes e botou no Youtube. Não compraria uma cópia ilegal e nem tinha interesse real em assistí-lo; mas assim, de bobeira na minha frente, a curiosidade venceu. Menos mal que achei sensacional e vou querer rever no cinema. Tem uma coragem suicida em comprar a história do Bope, mostrando os métodos radicais sem questionamento moral. A pena de morte e ações que não discernem trabalhadores de traficantes vão ganhar mais adeptos - não estou fazendo juízo de valor, estou debitando dos méritos cinematográficos; a história de vingança faz o espectador acompanhar os policiais pela favela com sangue nos olhos também. Tem uma cena durante uma manifestação de estudantes vestidos de branco pela paz (na PUC!) que vinga muita gente que sempre considerou esse tipo de coisa uma palhaçada inútil; grande performance do ator André Ramiro. O Wagner Moura faz um fascista por quem todo mundo torce, e até o humor de caserna, na parte da aula de Estratégia ("em inglês, strategy, em francês stratégie...") é absolutamente crível. Mas vamos ao problema: os maconheiros do filme. O Bope (e, por questões de estrutura, o roteiro também) precisa eleger um vilão e, claro, quem compra maconha financia o crime yadda yadda yadda. Mas os carinhas na tela têm o élan dos tipinhos das propagandas contra as drogas - que zoam quem não fuma e ficam doidões no primeiro tapa, uns cabeças vazias pela culpa evidente de serem usuários. Tem uma cena particularmente ridícula de um deles numa festa pedindo ao DJ (o mais solícito da espécie, creio, porque obedece na hora) para tocar "Polícia" dos Titãs com a intenção de constranger um dos membros do Bope. Outra vergonha alheia é a aula na faculdade de Sociologia em que se discute "Vigiar e Punir" do Foucault com uma turma inteira falando mal da polícia em um lero burrão para deixar claro que na classe média só tem idiota. Mas vejam o filme, de preferência no cinema, a telinha do Youtube prejudica. Muito bom. agosto 23, 2007Crimes of passionTira do Joe redesenhada pelo Leo para a Sexy.
Comentários, postagem, tudo muito difícil de funcionar por esses dias. Só avisando. agosto 22, 2007Eu tenho tanto pra lhe falar1) Mal Necessário da semana. 2) Entrevista sobre O Beijo no Asfalto no site do Sidney Rezende (saiu ontem, não estranhem a convocação para o lançamento - que foi do caralho, se alguém tiver fotos favor mandar) e outra para o Quadro Mágico. 3) Já que o pessoal gostou do roteiro de animação abaixo, mais um projeto que não vai ser realizado por pura preguiça mental e física do idealizador. O programa de TV "Suicídio Comercial", que ao contrário de todo programa para jovens, parte da premissa correta - a de que o jovem é débil mental. Seria apresentado pelo Roberto Maya - quer dizer, pela imagem dublada do Roberto Maya apresentando o Documento Especial (o ideal é que fosse dublado pelo próprio Roberto Maya mas não se pode ter tudo) com o nome de Hunter Thompson (só pela psicodelia da coisa). Ele apresentaria os quadros e faria comentários a respeito dos assuntos em pauta. Rolariam quadros como o Jornalismo Preguiçoso, onde um carinha chamado Enviado Especial ao Google passaria adiante todas as informações mal apuradas que se consegue através dessa maravilhosa ferramenta de busca. E um talkshow em que o entrevistador e o entrevistado fossem obrigados a beber (quantidade em hectolitros pré-estipulada) antes - com legendas, claro. Seria o conceito Jackass aplicado a uma grade inteira de programação. Enfim, trechinho da introdução abaixo. Episódio do Dr. Kildare dublado - Dr. Kildare conversando com acompanhante de uma paciente. - Doutor, o problema cerebral dela é grave? - Sim. É caso de amputação. - Mas doutor, ela vai conseguir viver sem o cérebro? - Sim, mas vai precisar de uma programação de TV especialmente adaptada. Fade. Roberto Maya, do Documento Especial, dublado. - A MTV diz que não trata o jovem como débil mental. Mas na minha opinião, o jovem ainda tem que fazer por onde. Eu sou Hunter Thompson e vocês estão assistindo "Suicídio Comercial". Vinheta de abertura. Roberto Maya, dublado. - O maior comentarista social no nosso tempo não é a Fernanda Young. É o diretor de elenco da MTV. Sendo um profundo conhecedor do ser humano, escolheu... (começaram a aparecer na tela uma série de VJs - novos e antigos - por ordem de retardo mental, fico na dúvida se a sequência deve acabar com o Marcos Mion, o Rafa ou o Edgar. A narração continua em off) ...entre os nossos jovens indivíduos representativos do material humano disponível nos dias de hoje. Percebe-se um padrão em sua crítica dos valores de nossa sociedade pela escalação de perfeitos exemplos da figura que melhor simboliza a juventude: o zé ruela. E segue assim, com os quadros e tal. Acho que vou precisar de um gaveteiro novo... agosto 21, 2007Perdeu, playboy?
O delegado Cunha adianta o que vou fazer com quem não aparecer hoje, 19hs, no lançamento de "O Beijo no Asfalto", na La Cucaracha (R. Teixeira de Melo 31-H, Ipanema). agosto 20, 2007agosto 18, 2007Sinfonia para portas se fechando, n. 1458E-mail que mandei para o editor de um site pra onde ia fazer uma animação por semana. Bolei um roteiro que me possibilitasse fazer episódios curtos, que não dessem muito trabalho. Bem, não vou ter nenhum, não vai rolar, mas taí pra vocês. Usei de novo uma piada das Entrevistas em Quadrinhos e um personagem que fiz ainda na faculdade, o Patrulheiro Ideológico Rodoviário. Enjoy. agosto 16, 2007Terça que vemReiterando: muita bebida, muita comida. Quem não for é oficialmente meu inimigo figadal e estomacal. Apareçam pois.
agosto 13, 2007Total FlexMais um post multiuso. 1) "Curtindo a morte adoidado", meu texto (sem revisão e portanto com erros vários, divirtam-se) sobre os 30 anos do desparecimento do Elvis. Ia sair na versão impressa da Bizz, mas como é finita, leiam no site. Não se preocupem, me pagaram pela colaboração... 2) Minha coluna no site da Zé Pereira. Entreguei semana passada, reclamem com o webmaster. E Zé: botar aspas em nome de publicação é muito Manual de Redação e Estilo... 3) Semana que vem - dia 21 (terça) - vai ter a festa de lançamento de "O Beijo no Asfalto" na La Cucaracha (Teixeira de Melo, 31-H, etc etc) - como demoramos a descolar uma data que conciliasse as agendas muito loucas do Gabriel, minha e do Matias, imagino que perdemos o elemento surpresa e vai ser mais difícil constranger os amigos a comprarem o livro. Mas ainda podemos suborná-los com a INACREDITAVEL QUANTIDADE DE BEBIDA E COMIDA que a Nova Fronteira gentilmente cedeu. Sério, a coisa lembra a provisão que o Hunter S. Thompson levou para Las Vegas naquela fatídica viagem. Apareçam ou se arrependam. 4) E os trinta segundos que abalaram o mundo. Um veemente desmentido. Tabela
agosto 10, 2007Mais estranho que a ficçãoFechando a colaboração para a Zé Pereira 2, taí minha coluna ("Mal Necessário") e o cartum fiz para a primeira edição.
A função da arte Hoje em dia os melhores ficcionistas brasileiros trabalham no cinema - na área de captação de recursos. Não é nada fácil tentar explicar para algum funcionário do MinC porque o governo deveria arcar com o inevitável prejuízo monetário da sua obra de arte, mas alguns abnegados se prestam ao trabalho quando preenchem a lacuna "justificativa" no edital de incentivo a cultura. A menos que você entenda por responsabilidade social não deixar seus amigos desempregados na mão, é mesmo complicado arrumar desculpas para descolar um financiamento - aliás, em qualquer setor, quem já tentou comprar uma casa sabe. Houve até uma época em que o ramo imobiliário e o cinematográfico experimentaram um convênio através da Embrafilme, espécie de BNH de cineasta. Nesses casos, a verdade não faz bem a ninguém, como quando se declara imposto de renda. É preciso mentir com a proficiência de um aluno relapso explicando para a professora mais uma vez porque não fez o dever de casa. Pensando nisso, vão aqui algumas dicas para o requerente driblar a natural desconfiança do mítico sujeito que libera a verba em Brasília: 1) Arte pela arte - não bom. Amor sincero pelo cinema pode ser um bom motivo (aliás, o único) para começar a rodar, mas com certeza não vai impressionar burocratas treinados para identificar utopistas com vínculos frágeis com a realidade, portanto despreparados para lidar com um mercado feito evidentemente para executivos empreendedores. Arte, não mencione a palavra. 2) Adjetivação Quando for descrever o tema do seu filme em resumo (que é a palavra chave, quanto menos puder entregar da trama melhor), enfatize o papel social de cada personagem através da adjetivação. Se houver uma dona de casa na história, por exemplo, chame-a de oprimida dona de casa. E se houver um servidor público, faça-o um consciente servidor público. Não tem erro. 3) Geração de empregos Deixe claro que seu filme vai gerar empregos (o governo sempre fica feliz em se ver aliviado de uma obrigação constitucional, e conta com todos os setores da sociedade, o crime organizado não é uma exceção), mesmo que os beneficiários sejam seus tais amigos sem trabalho. Enumere cargos que podem ser facilmente acumulados por um só membro da equipe, mas sem mencionar esse detalhe. Isso nos leva à questão do orçamento. 4) Dinheiro não é problema Cinema é investimento e não filantropia, portanto não economize no orçamento. Você vai parecer tão mais bem intencionado quanto mais cara for a sua produção, vai dar impressão de profissionalismo e de metas mais elevadas. E é natural que suas boas intenções lhe garantam algum bônus das sobras do financiamento, mas também não mencione isso. Presto! Você está pronto para colher os recursos necessários para realizar sua obra-prima. E, quem sabe, para me encaixar como consultor executivo no elenco. "I´m gonna dance and dance"Amanhã mais uma Soul Baby Soul - no flyer o grande Muhammad Ali (façam esse favor a si mesmos, cliquem, é de chorar), aquele que só não tinha treta com nenhum vietcong.
SÁBADO 11 DE AGOSTO NA GAFIEIRA ELITE Rua Frei caneca, 04 - Centro. Nas carrapetas: Peixinho - Baile da Pesada No telão: Na pista: R$ 15 e R$ 12 c/ flyer agosto 7, 2007A verdade dos fatos
Foto - Fernando Quevedo Legenda - Arnaldo: "o negócio é distorcer" Saiu um artigo hoje na Megazine chamando Allan, Dahmer, Leo e eu de Los Nuevos 3 Amigos, o que é uma injustiça com os 3 Amigos originais (que como nós são na real 4) e com o termo "Nuevo" - o mais novo tem 32 anos e pulmões e fígado comprometidos. O repórter ficou chocado com o que viu e ouviu e tentou salvar nossa barra com uma matéria perfunctória, mas é preciso restabelecer a verdade dos fatos. Eis o que se disse na noite fria e abjeta: Allan - Estou nessa pelo dinheiro, esse lance de ideais é muito anos 60. (...) Arnaldo - O problema com o Chico Caruso é a certeza da impunidade, e o do Miguel Paiva é a sensação de impotência diante da situação. (...) Dahmer - Não deixo meu alcoolismo interferir no meu trabalho, mas confesso que não tenho feito o mesmo pelo meu casamento. (...) Leonardo - Quero ser reconhecido pelo meu esforço intelectual, e não pela minha beleza interior. Na atual conjuntura está difícil. agosto 6, 2007Cérebro de tanquinho
Não aceito desculpas
A quarta capa que escrevi para o livro do Dahmer: A GRANDE AMEAÇA NEGRA Quando você trabalha num meio em que a maior parte do pagamento vem em forma de vaidade autoral, é difícil assimilar o golpe na auto-estima que representa a entrada em cena de um talento imbatível como o Dahmer - o cara que veio para acabar com a esperança de todos os aspirantes ao título. Mas a alegria de ser seu contemporâneo e no futuro poder contar que só perdeu para o campeão ninguém pode tirar de seus desafiantes. O "Livro Negro de André Dahmer" é o Grande Romance de Geração disfarçado em HQ, uma ratoeira armada para a Crítica, má apostadora notória. O Muhammad Ali dos quadrinhos. Ainda bem que não pediram para escrever nada para o livro do Allan, porque diria basicamente a mesma coisa e perderia em credibilidade. Bem, amanhã (07/08) tem lançamento dos dois na livraria da Travessa de Ipanema (Visconde de Pirajá, 572 - Ipanema - Rio de Janeiro). Como vocês podem ver pelo programa, vai rolar uma mesa de debates comigo na mediação. Pior que entrei no lugar do Jaguar, me sinto como aquele moleque falsa promessa que recebou a chuteira do Zico no jogo de despedida - peraí, despedida é o caralho, Jaguar é Highlander e vai superar essa fase sem birita. Na última vez em que estive em uma mesa de debates com o Allan parecia show de banda punk, voaram latas de cerveja no palco. A conferir, espero todo mundo lá. agosto 1, 2007Mal NecessárioO site da Zé Pereira está no ar. Entre várias coisas mais interessantes, lá você também pode ler a minha coluna (em tese toda semana). Now get the fuck outta here. Opa, aproveitando esse post para dar uma dica. O melhor sebo do Rio, o Beta de Aquarius (Rua Buarque de Macedo, 72 - Catete), está vendendo livros novos do Capitão Presença por 10 reais. Os caras volta e meia compram o estoque da Conrad, portanto você acha vários livros da editora por esse preço. Suehiro Maruo, Allan Sieber, quadrinho a dar com o pau. Corram! |