Late show
Coluna da Bizz atrasada.
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Sell Out A imbatível combinação da falta de talento e do sobrenome Smash the mirror Sniff! Minha coluna Meet Gabriel Góes Apanhadão dois Working class anti-hero O martírio de Jesus Cristo faz aniversário, mas quem ganha o presente é você! Anarquivos junho 2007maio 2007 abril 2007 março 2007 fevereiro 2007 janeiro 2007 dezembro 2006 novembro 2006 outubro 2006 setembro 2006 agosto 2006 julho 2006 junho 2006 maio 2006 abril 2006 março 2006 fevereiro 2006 janeiro 2006 Sangue mau F. |
« março 2007 | Main | maio 2007 » abril 29, 2007Late showColuna da Bizz atrasada. abril 28, 2007Sell Out
abril 25, 2007A imbatível combinação da falta de talento e do sobrenomeCristo, alguém sabe onde fica o ninho de onde vem essas? Tira velha a respeito do caso. Ah, e já que estou cometendo a indelicadeza de comentar atualidades, e essa Operação Hurricane, hein? Lembrei de uma sugestão de nome que fiz em uma das ações do governo (aspas) Rosinha: Operaração Mãos Atadas. abril 24, 2007Smash the mirror
abril 20, 2007Sniff!
Sensacional. O Adão bolou um personagem que é tipo um contraponto do Capitão Presença, levando adiante uma idéia da Chiquinha, que tinha feito o Preza duelar com um certo Capitão Pó nos extras do DVD, digo, na seção de colaboradores do livro. O poder do Capitão Snifo, faixa preta (branca?) em karatê boliviano, é a empolgação idiota que a farinha dá. Ao invés de uma cabine telefônica, um reservado de banheiro é o lugar da transformação do pacato Clark Quem em Snifo - e, como os poderes do Incrível Hulk, os seus também são temporários. Aguardem futuras interações com o Presença. Snif (de emoção). abril 18, 2007Meet Gabriel Góesabril 12, 2007Apanhadão dois1) O rabisco abaixo é rascunho de uma série que tinha pensado em fazer, chamada "Adolf Hitler Jr.", com a turminha do Hitler (Goebbels seria um fofoqueiro, Himmler o cara que o pequeno Adolfo paga pra protegê-lo na escola, etc.). Nem pra fazer graça com um assunto polêmico, seria mais um lance anti-criança mesmo, hehe. Opa, update: O Benett teve essa idéia do Hitler (Hitler Kid) antes, e melhor ainda: efetivamente desenhou as tiras! Vem aí na Zongo # 2. Vai que é sua Benett, que eu tenha pensado na mesma idéia só mostra que estava no caminho certo.
2) Escrevi um artigo pra Folha de São Paulo! Saiu na Ilustrada de terça, resenhinha sobre os últimos lançamentos da Desiderata. Fico me imaginando naquela cena de Goodfellas em que o estreante marginal Ray Liotta sai dos tribunais e é cumprimentado pelos gângsters old skool: "you broke your cherry!" ("perdeu o cabaço" ou algo assim) - escrever na Folha é meio atestado de que você realmente exerce a profissão. Pai (Aloísio Gentil Branco, 1928-1987, jornalista desde os 17), me perdoa, eu não sei o que estou fazendo. Curioso que falei bem da coleção Sigmund, mas vieram me cumprimentar pela única ressalva que fiz, uma alfinetada no Bruno Mazzeo. Maldade está no olho do beholder. Ei-la: Apresentando o cartunista Bruno Drummond, "Gente fina" é uma compilação dos quadrinhos publicados toda semana na Revista do Globo, e o tema central é a classe média da zona sul carioca, da mais moderninha à mais tradicional, aquela dos cartuns de corno, de broxa e afins. Algumas piadas telegrafam o passe e você adivinha o desfecho antes da última fala, mas o resultado final é engraçado e visualmente agradável, já que o traço de Bruno não dá oportunidade ao erro. No prefácio, caso raro de um avalista com menos recursos que o beneficiário: assina o filho de Chico Anysio, Bruno Mazzeo, humorista por influência paterna (influência tem duplo sentido). 3) Last but you know what, minha coluna na Bizz. abril 11, 2007Working class anti-heroSei que isso aqui está devagar, e definitivamente estão faltando cartuns e quadrinhos, mas é que alguns frilas estão meio que absorvendo a força de trabalho. Esse texto abaixo, por exemplo, é de uma peça - de um famoso ator paulista, outro dia conto quem é - que ajudei a reescrever. É a história de um casal divorciado (ele sociólogo, ela rica) que sofre um assalto, o original tinha (ainda tem, mantive o tom) um teor de chanchada. A cena é toda minha (as pessoas vão reconhecer piadas que já meti em cartuns e roteiros, só tive dois dias para entregar o texto, sorry), mas deve mudar bastante porque vai ser mesclada com o texto de outro cara - um comediante carioca, depois conto quem é - que trabalhou comigo nessa. Ah, falando em trabalho absorvente. Chego amanhã 23 hs em Recife - com o Matias Maxx, que perigo o cara na capital latina da maconha... - para cobrir o Abril pro Rock, fico até segunda. Dicas do que fazer e convites para cervas na caixa de comentários, OK? Ah, e outra coisa, também aproveitando a caixa de comentários. Estou adaptando (em mais uma corrida contra o relógio - em que o relógio sempre ganha, ainda que ao contrário de mim trabalhe de graça) "O Beijo no Asfalto" do Nelson Rodrigues. Queria dicas de filmes, livros, etc. sobre linchamentos (morais que sejam); sobre pessoas que são punidas pelas suas virtudes (exemplos: "Fúria", do Fritz Lang, "Antígona", "O Homem Errado" do Hitchcock, "Um Inimigo do Povo" do Ibsen...). Desde já, obrigado, folks.
Rafy - Engraçado... esses ladrões de filme que fogem para o Brasil não tem medo de assalto? Flora - Eles botaram essa TV alta para parecer que está tudo normal na casa mas esse filme tem tanto tiro que parece que estamos sendo assaltados... (Surge Nélio com a empregada, uma toalha nas mãos em forma de trouxa com a prataria) Nélio - Que porra de tiros são esses?! Ah... (vai até a TV e muda de canal) Rafy - Ah, não na aberta é horário político! (Deputado na TV: "Vote em mim, Nicolau Simplício, número 6868! Fui deputado cassado, exilado e ex-guerrilheiro! Fui barbaramente torturado na ditadura, mas não entreguei meus companheiros. Nicolau Simplício, o herói da resistência!") Rafy - Mas como falam que foram torturados esses caras que foram torturados e não falaram! Nélio - Eu votei no Clodovil, o resto é tudo ladrão (desligando a TV). E cala a boca! Vamos brincar de Rio de Janeiro: vocês me levam pros pontos turísticos do mocó aqui e eu vou catando a grana e as jóias! Empregada - Moço, eu precisava ir ao banheiro... Nélio - Caralho... porra, te levo, mas se tentar alguma coisa, vai abrir uma vaga aqui na mansão. (Dá um tapa na nuca de Rafy, sai com a empregada) Rafy - Mansão, pff... é engraçado, você é quem é rica de berço e quem ouve "burguês" o tempo todo sou eu. É mesmo uma sociedade machista, todo mundo pressupõe que o homem é o provedor... Flora - Não é você quem defende esses tipos? Rafy - Eu? Defendo que tipos? Flora - Você! Sociólogo... blá blá blá melhoria no sistema carcerário... Rafy - Qual o problema em melhorar o sistema carcerário? Sempre ouvi dizer que é um excelente lugar para tomar gosto pela leitura. Flora - E blá blá blá tortura nas delegacias... e a gente? E a classe média que sofre com a violência? Rafy - A gente também tem culpa! Qual é a diferença entre um Secretário de Segurança que vai para a TV dizer pela milésima vez que "Todas as previdências estão sendo tomadas" e a gente, que manda carta pela milésima vez para a Veja para dizer que "estamos todos indignados"? Ninguém toma nenhuma atitude nunca, a não ser as erradas! Flora - Está querendo me culpar agora? Rafy - Estou culpando também! Lembra quando você demitiu a Márcia? Flora - Ela chegou três vezes atrasada na mesma semana! Rafy - Foram três chacinas na área dela na mesma semana! Só a gente que "sofre com a violência"? (fazendo um aparte, bem calmo, dando um intervalo no discurso virulento) Queria estar com as mãos desamarradas para fazer o gesto de aspas nesse "sofre com a violência". (Volta ao discurso inflamado) A gente quer que os pobres morem bem longe da gente, em um conjunto habitacional lá na putaqueopariu, mas que estejam as oito na nossa porta pra receber salário mínimo! Flora - Mas o que tem a Márcia com esses marginais? Você acha que é só pobreza que justifica esses bandidos agirem assim? Se fosse isso, estávamos lascados, os serviçais iam cortar nosso pescoço quando a gente fosse dormir! Rafy - (parecendo cansado, respirando pesado) É, acho que você também tem razão... Cristo, preciso da minha homeopatia. Flora (ainda continuando o discurso, mas diminuindo de velocidade quando percebe que Rafy deu razão a ela, uma experiência inédita no casamento) - O problema é que vocês de esquerda compram o pacote todo, por que é que você foi assinar aquele manifesto que chamava o José Dirceu de injustiçado...? Você está se sentindo mal, Rafy? Rafy - É, aquilo foi uma vergonha mesmo ...um pouco, obrigado por se preocupar... é melhor mudar de assunto, não estou podendo me exaltar. Flora - Rafy, eu... droga, Rafy. O que você veio fazer aqui hoje? Rafy - Quer saber? Nem sei... sabia que não ia conseguir argumentar com você. Sabia que você tinha me superado. E acho até que esse dr. Reinaldo tem mais a ver contigo, um profissional liberal sessentão, o cara tem 'status' escrito na testa, a sua família deve estar em festa, nada mais de discussões políticas constrangedoras no almoço de domingo... Flora - Doutor? Como você sabe que ele é médico? Rafy - Er... ah, azar. Eu mandei investigar. Flora - Rafy! Rafy - Mas isso não importa agora. Essa situação me mostrou que prefiro te ver bem, viva, com outro cara, do que em perigo. Fiz um estudo de campo para o meu próprio trabalho, que ridículo... Flora (relutante) - Eu também. Rafy - Também o que? Flora - Percebi a mesma coisa. Morri de medo que algo acontecesse contigo. Rafy (durante toda a discussão está um tanto arquejante, cansado) - Isso é muito bom... muito bom mesmo. Muito bacana da sua parte dizer isso. Flora (bem relutante) - E queria dizer que "ter superado você" é uma expressão muito forte. Rafy - Hummm... Flora, sabe o que reparei? Essa foi a nossa primeira discussão de relação que não se deu durante alguma transmissão de jogo de futebol. Ou de fórmula 1. Flora (achando graça) - Ah, você mesmo me confessou que só assiste futebol para ver porrada e fórmula 1 para ver acidente... (entram Nélio e a empregada) Nélio - Porra, tu demorou pra caralho! Empregada (falando errado) - É que eu tenho xistite! abril 5, 2007O martírio de Jesus Cristo faz aniversário, mas quem ganha o presente é você!Update: o código não estava funcionando, plz, tentem agora. A grande Pati, da Conrad, manda essa dica de cupom virtual para quem quer levar um livro do Presença para casa com desconto: O cupom pode ser usado por várias pessoas, restrito a uma compra por pessoa* 1. Acesse www.lojaconrad.com.br/cupomdados.asp * Cupom válido até 27/04/2007 para apenas um pedido por pessoa. E breve no site da Tim, wallpapers do Presença e do Joe Pimp para baixar no celular. Quem curte os personagens e não acha que devo me envergonhar por ganhar dinheiro com o meu trabalho - como os meus leitores católicos penitentes da Idade Média -, saiba que esse é o canal. Aviso quando começar a campanha.
abril 4, 2007Apanhadão1) Minha coluna na Bizz, atualizada. 2) Notinha que saiu na coluna "Gente" do JB (dia 2 de abril, thanxs, Zé) , sintam o DRAMA do pobre Barretinho: Santo de casa não faz milagres. Mesmo. Que o diga o cineasta Bruno Barreto. O próximo projeto do diretor, 174 - inspirado no documentário sobre a tragédia ocorrida na linha 174 Central-Gávea, em 2000 - foi reprovado por três editais de seleção pública de projetos cinematográficos. "Dois, pelo BNDES, e um, pela Petrobras. Estou pensando seriamente em colocar nos créditos iniciais: 'Este filme foi inteiramente realizado com investimento privado'", sugere Bruno, que marcou para o dia 30 de julho o início das filmagens de 174, cujo roteiro é assinado por Bráulio Mantovani. 3) Essa é a a maior notícia da semana, deixa o Chico Caruso com essas desimportâncias de caos aéreo e gol mil. Leo fez um blog. Agora o sistema cai. 4) Serviço da nova festa do meu irmão este sábado: Festa TREPIDANTE Na TREPIDANTE só rola o que tem de melhor no “lado B” da História do rock, ou seja, aquelas faixas que a lógica aleatória e arbitrária das gravadoras e da mídia condenou à injusta condição de “hits em potencial”, desconsiderando a sua capacidade de embalar a pista do mesmo modo ou até mais. Comparecem nas carrapetas Gene Vincent, Rolling Stones, Beatles, Bob Dylan, Doors, Kinks, Zombies, Sonics, Ventures, Steppenwolf, Velvet Underground, David Bowie, Roxy Music, Modern Lovers, Faces, Cramps, Clash, Police, Talking Heads, Jam, Birthday Party, Devo, Specials, Maytals, Bob Marley, Fatback Band, Jimmy Castor Bunch, Meters, Baby Huey, Tim Maia, Tony Bizarro, Dom Salvador, etc. A TREPIDANTE é comandada pelos DJs Lucio Branco (festa SOUL, BABY, SOUL!) e Marcelo Callado (baterista do CANASTRA, do LAFAYETTE E OS TREMENDÕES e da banda de apoio de CAETANO VELOSO).
Dois botafoguenses do barulho abril 2, 2007 |