De Ivete a literatura, we've got it all
Minha coluna na Bizz atualizada.
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Comments
Não entendi nada... rsrsrs
Não deu pra comentar na Bizz então corri pra cá.
Gostei do texto. Só não conheço o "famoso caso do escritor q errou as questões sobre seu próprio texto"
Dá pra ser mais específico? Ou é só lenda urbana?
Posted by: Bastian Hawkins | fevereiro 7, 2007 11:40 AM
Sempre ouvi essa história com o Drummond não conseguindo responder uma questão de múltipla escolha com 4 interpretações possíveis de um texto dele - não sei se poema ou crônica. Mas depois li em algum lugar que teria acontecido com o Rubem Braga e fiquei cafuso.
Falando em interpretação de texto, lembro uma que aconteceu comigo na oitava série, foi a única vez que se ouviu minha voz em sala de aula e tb a grande lição que aprendi no colégio: fique de boca fechada.
O livro em questão era "Encontro Marcado" e a professora queria que a turma respondesse o que queria dizer a frase (do livro, acaciana barbaridade) "o homem na juventude é um incendiário e na velhice um bombeiro", algo assim.
A profa. defendia que queria dizer: na juventude somos uns idiotas e na velhice uns budas iluminados. Sempre desconfiei que imbecilidade não tem idade, mas achava que no contexto do livro (o narrador é um fodão - campeão de natação, pândego, etc. - na juventude e um bosta na maturidade - casamento de merda, deprimido e tal), outra interpretação cabia. Nunca me esqueci o olhar de ódio da sujeita.
Posted by: Arnaldo | fevereiro 7, 2007 12:13 PM
haha, olha o que achei no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=OQ-7rK4APc8
Posted by: Anonymous | fevereiro 7, 2007 12:27 PM
Er... eu explico. Esse era um piloto de um Videocast para a Bizz chamado "Maraca Connection", com o braço carioca da Bizz (M.Maxx, Pedro Só, Ricardo Schott e eu) falando merda em um bar. Nessa edição aí só aparecem a minha participação e a do Matias.
E sobre fazer esteira (que flagrante, hein): eu fazia, ué, corria na Lagoa tb. Mas meu joelho is long gone now.
Posted by: Arnaldo | fevereiro 7, 2007 12:34 PM
Não tem a ver com a matéria, mas queria dizer que você lavou minha alma com piadas do Seu Jorge. Porra, achei que era só eu! Vem cá, você não tem nenhuma do Los Hermanos na cartola?
Posted by: Marcus | fevereiro 7, 2007 1:38 PM
Seja quem for o escritor é uma cena deliciosa de imaginar... O cara botando a maior mala ao escrever e depois não saber nada de nada.
Tb sempre me dei mal em interpretação de texto. Sei lá, acabo vendo a versão mais maluca das coisas. Imaginação fértil, sacumé?
Posted by: Bastian Hawkins | fevereiro 7, 2007 1:46 PM
Danou-se, I've got no quarrel against Los Hermanos...
Tem aquela cena de "Annie Hall" nunca suficientemente homenageada, em que o Woody Allen pega o Marshall McLuham pelo braço para desmentir um teórico chato que só fala merda sobre a obra dele.
Posted by: Arnaldo | fevereiro 7, 2007 2:02 PM
Putz nunca vi... Mas é a materialização do desejo de muitos.
Eu gostaria de fazer isso com o Diogo Mainardi.
Sobre ele não tem nenhuma piada?
Posted by: Bastian Hawkins | fevereiro 7, 2007 2:25 PM
Essa parada do erro de interpretação do próprio texto aconteceu com o Drummond mesmo,na década de 70.Me lembro do meu professor de literatura falando sobre isso em umas das poucas aulas que tive saco pra assistir.Qual era a obra em questão e em que faculdade aconteceu isso eu não sei,mas já procurei saber.Sei que de acordo com o gabarito da prova,ele não teria alcançado uma nota satisfatória para passar.O cara errou a maioria das questões porque,segundo ele mesmo,as respostas àquelas famosas perguntas "O que o autor quis dizer com a frase?" não eram nada do que ele queria dizer.Essa maneira que professor avalia a compreensão que cada um teve da obra é meio estúpida;querer que todo mundo tenha a mesma opinião é absurdo.Sem contar que exigir um padrão de resposta é assassinar a criatividade.Enfim,só sei que depois desse acontecido com Drummond,pelo menos em Minas ficou raro ver nos vestibulares indicações de livros de autores vivos,pra não ter quem desmentisse os gabaritos.
Posted by: Juliana Machado | fevereiro 7, 2007 2:41 PM
Fico com a sua versão então, Juliana.
A cena:
MAN: It's the influence of television. Now, now Marshall McLuhan deals with it in terms of it being a, a high-- high intensity, you understand? A hot medium--
WOODY ALLEN: What I wouldn't give for a large sock with horse manure in it.
MAN: -- as opposed to the truth which he [sees as the] media or--
WOODY ALLEN: What can you do when you get stuck on a movie line with a guy like this behind you?
MAN: Now, Marshall McLuhan--
WOODY ALLEN: You don't know anything about Marshall McLuhan's work--
MAN: Really? Really? I happen to teach a class at Columbia called TV, Media and Culture, so I think that my insights into Mr. McLuhan, well, have a great deal of validity.
WOODY ALLEN: Oh, do you?
MAN: Yeah.
WOODY ALLEN: Oh, that's funny, because I happen to have Mr. McLuhan right here. Come over here for a second?
MAN: Oh--
WOODY ALLEN: Tell him.
MARSHALL McLUHAN: -- I heard, I heard what you were saying. You, you know nothing of my work. How you ever got to teach a course in anything is totally amazing.
WOODY ALLEN: Boy, if life were only like this.
Posted by: Arnaldo | fevereiro 7, 2007 4:34 PM
Pois é, a culpa dos autores ininteligíveis não saberem responder às questões sobre o próprio livro pertence aos mesmos; mas os pobres autores que tentam não ser ininteligíveis não têm culpa, a culpa é dos fazedores de prova!
Isso me aconteceu quando fui dar uma palestra sobre o "No shopping" numa escola. Um aluno me fez uma pergunta que obviamente tinha caído numa prova: "o que você quis dizer com X?". Eu respondi, e o aluno: "ah! então com X você não quis dizer tal e tal...". Nisso a professora que tinha feito a questão interrompe, suando em bicas... E olha que eu tinha acabado de fazer o vestibular (e passado).
Não lembro se falei pros guris, mas o truque é: esquece o autor. Esquece o livro. Se concentra em descobrir quem faz a prova e qual a doença dele.
Quanto aos que "entendemos perfeitamente", pensei em arte naïf, não sei porquê...
E veja isso aqui: http://www.aomirante.com/?p=340
Posted by: Simone | fevereiro 8, 2007 2:19 AM
Duvido que você consiga praticar a incominucabilidade e apostar no hermetismo porque poderia de antemão justificar o fracasso. Você pensa que isso é fácil? Eu acho que é tão difícil quanto a ironia loquaz das charges.
Posted by: wave | fevereiro 8, 2007 11:32 AM
Duvido que você consiga praticar a incomunicabilidade e apostar no hermetismo porque poderia de antemão justificar o fracasso. Você pensa que isso é fácil? Eu acho que é tão difícil quanto a ironia loquaz das charges.
Posted by: wave | fevereiro 8, 2007 11:32 AM
offtopic: Quero ver não virar classe média apavorada depois de ler sobre o moleque de 6 anos arrastado por um carro aqui nesta cidade.
Posted by: Thr Body Electric | fevereiro 8, 2007 1:28 PM
Alguns dias antes teve aquele carinha que trampava na Sucam escolhido aleatoriamente, pq era de uma favela rival, para tomar 24 tiros.
Essa a classe média deixou passar, vê que ela nem é tão apavorada assim! Ah, esse pânico seletivo...
Posted by: Arnaldo | fevereiro 8, 2007 1:37 PM
O Rio Body Count já está repercutindo lá fora:
http://www.brazzilmag.com/content/view/7853/54/
http://www.boingboing.net/2007/02/07/brazil_rio_body_coun.html
Posted by: Bruno | fevereiro 8, 2007 3:10 PM
Aposto que você resolveu escrever isso após as reações dos fãs dos raimundos, né?
Posted by: Bruno | fevereiro 8, 2007 3:14 PM
Não, Bruno, eu não decido nada. A resenha da Ivete foi escrita antes de sair a Bizz dos Raimundos...
Posted by: Arnaldo | fevereiro 8, 2007 3:23 PM
O Mário Prata tb tem uma crônica sobre não saber responder perguntas de vestibular sobre um texto dele mesmo...
Posted by: Paulo Torres | fevereiro 8, 2007 10:46 PM