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« janeiro 2007 | Main | março 2007 » fevereiro 28, 2007fevereiro 26, 2007De luto por ObinaChances de ganhar na loteria - uma em 250 mil. Média que achei na rede: um pênalti perdido a cada 7 cobranças. Por que ainda falam que pênalti é loteria? A frase correta deveria ser: "O Vasco foi derrotado no bingo dos pênaltis"... Em outras notícias, imagem é tudo.
De orelha a orelha fevereiro 23, 2007Choro de perdedorParticipei esse ano do Salão Carioca de Humor, não ganhei. Foi melhor assim - pros caras da organização: tinha assumido o compromisso (o Dahmer me fez assinar) de devolver o dinheiro em forma de um puta churrasco para comemorar (antecipadamente) o meu aniversário, no evento chamado "Dinheiro Público Beef Combo X-travaganza", aberto pra geral - talvez com um ou outro mecanismo restritivo para evitar os leitores mais malas. Sei lá, obrigar os carinhas que usam internet discada a escrever o número de IP na testa, algo assim. Peguei duas menções honrosas, though. Sempre lembro daquela cena do "State and Main", do David Mamet, em que o Phillip Seymour Hoffman pergunta para um membro de uma equipe de filmagem: "o que é um crédito como produtor associado?" "É o que você dá para sua secretária no lugar de um aumento". Nunca senti nenhuma honra em ser mencionado, para mim parece coisa de processo criminal... mas enfim, no júri estavam Adão e Nani, mestres, e confio no julgamento dos caras. Mas aposto que pelo menos dois dos vencedores (conheço o trampo do Moa e curto) fizeram cartuns sem diálogo. Abaixo, a descrição (não escaneei antes de mandar) dos cinco cartuns (velhos, todos tirados do arquivo perdido - 2002-2005 - do Mau Humor) que concorreram. 1) Legenda: "Origem da Máfia Portuguesa". Uma mesa com vários sujeitos bigodudos e vestidos de preto, boinas, lápis atrás da orelha etc. Um deles diz: "Muito baim, que filão vamos a exploraire: drogas, contrabando, jogo ou padarias?" 2) Legenda: "Confissões de adolescente". Um militar torturando uma menina de uns 14 anos para obter dela, em miguxês ("ontem foi d+, kurti mtoooo!!!!", etc) o que ela fez no fim de semana com as amiguinhas. 3) Legenda: "Vidas molhadas". Paródia de Vidas Secas - uma família de peixes retirantes observando uma baleia morta e chorando. O pai diz: "Oh, não! CACHORRA morreu!". 4) Legenda: "Jesus, alegria de mamãe". Maria está ao pé do morro, olhando com outra mulher para a silhueta dos três crucificados contra o céu. Diz, lágrima no olho, orgulhosa: "O meu é aquele na cruz mais alta". 5) Esse não tem legenda. Um soldado baleado, caído no chão. Caído de sua mochila, um exemplar de "A arte da gurerra", de Sun Tzu. Ele pensa: "Gostei mais do livro". fevereiro 22, 2007Joga bonitofevereiro 21, 2007O negócio da almaColuna da Bizz, vocês sabem o caminho. fevereiro 16, 2007Resenhismo marromCartum para a Bizz.
fevereiro 15, 2007Atire no turistaA coluna da Bizz da semana. Como o site já carrega mal normalmente e hoje está particularmente impossível, vai reproduzida aqui. Tirez sur le touriste Rápida enquete com os leitores: o que é mais chato, quando uma pessoa nos conta um sonho ou uma viagem dela? Poucas coisas são tão aborrecidas do que ter que ouvir o desfiar de uma experiência que, não duvidamos, teve ter sido transcendente para a pessoa que a viveu - ou sofreu, mas definitivamente faz chafurdar no tédio o ouvinte que aspira simplesmente viver a própria vida nos próximos minutos. Alguns podem afirmar que a experiência de ouvir a descrição de um sonho é pior, porque como não tem o suporte de uma apresentação audiovisual - gravação em vídeo, registro em foto, sessão de slide (essa úlitma uma arte de que a tecnologia, às vezes tão daninha à vidas humanas e empregos, que aliás são duas coisas diametralmente opostas, piedosamente nos livrou) - obriga ao relato minucioso e demorado do seu desnrolar. Mas creio que as viagens são piores. Sou um turista desatento e particularmente desinteressado de paisagens porque não sou dado a contemplações de qualquer tipo. Toda vez que detive minha atenção sobre uma determinada coisa muito tempo não obtive maiores resultados em compreendê-la melhor ou em guardá-la mais tempo na memória. Daí que a famosa história do turista japonês que filma e fotografa tudo e diz que mal pode esperar para ver tudo aquilo em casa para mim soa menos como piada e mais como filosofia de vida. Sei que vou parecer superficial, até porque sou, mas pra mim a única coisa fundamental em um lugar a ser visitado é que possua um bar. Na verdade nem isso é necessário, basta que me hospede em um estabelecimento com geladeira. Todo viajante contumaz tende à chatice. Querem a prova? Visitam museus (já falei sobre a inutilidade da contemplação), fazem caminhadas no mato (não é a toa que a modalidade esportiva derivada dessa prática se chame cross country - a presença da palavra "cruz" remete mesmo ao calvário) e - o horror - curtem falar a respeito de tudo isso. Enfim, ninguém que admitisse na minha mesa de bar. fevereiro 12, 2007Bal masquéClique na imagem para baixar a sensacional máscara de carnaval do Capitão Presença. Só imprimir (em cartolina, acho que um bureau qualquer quebra essa), recortar olhos e nariz. E voilá. E dêem idéia no Allan para fazer uma do Bola Oito, do Dahmer para fazer um Malvadão, no Schiavon para mandar um Drogado Matador, no Sica para fazer um Cara de Plástico... fevereiro 9, 2007ProibidãoDesenho do Joe Pimp (do Leo, claro, graças à nossa parceria estou prestando um serviço público publicando os desenhos do cara - já que o pangaré se recusa a botar seu trampo pra jogo em um blog): vetado para wallpaper de celulares TIM.
Arte seqüencial
fevereiro 8, 2007IlustraçãoPara a embalagem das sedas ALeda, de uma série que deve sair em breve, com o trabalho de vários cartunistas.
fevereiro 7, 2007De Ivete a literatura, we've got it allMinha coluna na Bizz atualizada. fevereiro 6, 2007Gostosona mas ordináriaNessa nova Bizz - quase nas bancas - tem resenha sobre aquele show da Ivete Sangalo de que falei antes. Um pedaço aí embaixo. Pena que usaram minha segunda opção de título ("Macumba para nativo") ao invés da que preferia: "Coitus Interruptus". Enjoy. "Eu sou muito apaixonada por vocês!" - Ivete Sangalo, dezembro de 2006, Maracanã. "O nosso amor é tão bonito / ela finge que me ama / e eu finjo que acredito" - Nelson Sargento. Ela é a última representante da era de ouro (em valores movimentados) das gravadoras, quando, apostando no axé, gênero de que Ivete Sangalo é rainha, emplacavam vendagens similares com cantoras sem um décimo do seu carisma. Natural que ganhasse essa festa de aniversário tardia (fez 34 anos em maio) digna de uma filha predileta. E que o palco fosse o estádio até pouco conhecido como "Maior do Mundo". O Maracanã, onde times cariocas simulam um campeonato de futebol, foi o lugar perfeito para Ivete fingir fazer um show ao vivo. Porque não era bem um show - era, como lembrou várias vezes o sujeito escalado para ensaiar com a "galera" uma música inédita ("sha lá lá lá lá", dizia o primeiro de uma série de refrões em sílabas da noite), "a gravação de um DVD". Ao que o público respondeu: "Arerê-ê, estou na gravação do DVD, ê-ê". Mais: mandou que todos erguessem os braços para a foto da capa sem nem ao menos um playback para dar um clima. E fez várias recomendações para garantir que quando Ivete subisse ao palco não houvesse nenhum defeito na empolgação - exemplo, pediu que as pessoas reagissem com o mesmo "oh!" de surpresa se algum artista convidado tivesse que voltar para cantar a música de novo. Meu sangue gelou, Alejandro Sanz estava na lista... Isso mesmo, as músicas seriam repetidas - como em um filme pornô, as cenas poderiam ser interrompidas para que a ação ficasse mais fotogênica na sala de edição. Além disso, para que o tempo quente e o suor não prejudicassem a beleza natural da cantora, maquiador e cabelereiro tinham acesso livre ao palco . Torci bastante pela entrada do depilador. fevereiro 5, 2007A quick none
fevereiro 2, 2007Joe Le PimpAquele que tinha desenhado em stick figure...
LegendasPor conta desse quadrinho da Classe Média Apavorada, recebi uma série de comentários e e-mails de gente com síndrome de déficit de atenção. As pessoas não entendem nem quando você desenha, e deve ser o cúmulo do fracasso em comunicar uma idéia ser obrigado a botar legenda em cartum, imagino o drama diário do Chico Caruso. Então: Não posso dizer que sou exatamente contra a pena de morte porque, apesar de ontem ter assistido "O Homem Errado" do Hitchcock e pensado em como o filme terminaria se a trama se passasse no Brasil, tenho a tendência darwinista de acreditar que quem escolhe viver pela violência merece morrer. Só acho ela uma bobagem porque 1) não serve como intimidação (quem está no crime sabe que está pela bola sete - seria mesmo como dizer: "homens-bomba! Esses canalhas tem que morrer!") e 2) não resolve a questão da relação candidato-vaga (mata um, entram dois). O que me motivou a desenhar o quadrinho foi uma constatação: boa parte dos sujeitos que querem um Rio mais pacífico através do assassinato em massa de bandidos são uns molóides que não conseguiriam extrair uma confissão de uma mosca. Para saber se podem posar de justiceiros, gostaria de antes vê-los desossar um frango. São tão machos como, bem, um comentarista anônimo de blog - é o que são na essência. Toda vez que vejo um cidadão de bem defendendo o faroeste, lembro daquela cena do Woody Allen em "A última noite de Boris Grushenko", em que ele, de óculos e sem o menor jeito para a coisa, tenta empunhar uma pistola com duas vezes o seu tamanho. E aproveito para dizer de público: Dahmer, seu gênio. |