bem-vindos
ao mundo
de mau_boro

Últimos posts

Anarquivos

fevereiro 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
novembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006

Sangue mau

F.



preza_selo_mh.gif

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

« Só preto sem preconceito | Main | Petit Monde Animale »

Recadinho do coração

Mais uma chamadinha, esta para amanhã - outro evento tão imperdível quanto o de baixo. Exposição do Dahmer, para quem escrevi o texto de apresentação, embora ele a dispense. Apareçam lá na Cucaracha, dizem que o cara vende autógrafo baratinho.

convmalvdahmerexp.gif

TrackBack

TrackBack URL for this entry:
http://www.gardenal.org/sistema/mt-tb.cgi/3410

Comments

Conheci o trabalho do André Dahmer na internet, esse catálogo telefônico com status de Bíblia. Até então (2002), achava do meio aquilo que o Millôr Fernandes dizia nos anos 60 da então incipiente aldeia global: "Praticamente todas as teorizações filosófico-políticas já tinham sido feitas há 2.000 anos, na Grécia. Os grandes meios de comunicação foram inventados quando ninguém tinha mais nada a dizer". Vi que com as tiras dos Malvados, Dahmer tinha algo a dizer, diariamente, e com um senso de humor absolutamente foda. Estava fisgado, e estou desde então (4 anos!) sendo puxado todos os dias pela órbita gravitacional da url www.malvados.com.br.
As pessoas limitam as prováveis influências de um artista àquilo que conhecem - então é natural que muita gente tenha apontado as Cobras do Luís Fernando Verissimo como principal fonte de inspiração para os Malvados, com suas duas figuras de poucos traços e muitas falas. Mas agora, conhecendo melhor o trabalho e o homem (de uma distância razoável, o cara é casado), posso ir além e dizer que Dahmer é o que é apesar das influências. Conhecer a obra de outros artistas faz pouca diferença para ele, porque sua visão de mundo é única - e chega ao papel através de um método de trabalho muito pessoal, provavelmente o fenômeno mais parecido com geração espontânea que observei entre os desenhistas que conheço.

Exemplo: não tem um CD em casa e faz um quadrinho sobre música na revista Bizz que é o melhor retrato/crítica dos fãs xiitas de rock. Dahmer é um pouco mesmo como alguns músicos, a educação formal não tem importância, tem ouvido perfeito para o humor.

E depois que vi seu excelente trabalho como artista plástico, percebi que na verdade subproduz seu traço quando vai fazer os quadrinhos, à moda do francês Wolinkski (outra influência importante e irrelevante para ele), talvez pela urgência em entregar sua mensagem.

"Deus sabe que não faço esses quadrinhos por mal", ele diz, e concordo. Acho que é mesmo uma necessidade física - se não é uma manifestação sobrenatural que temos a sorte de acompanhar todos os dias.

Um gênio, sem mais.

texto lindo e merecido pro cara mais genial de todos os tempos. salve.

Post a comment

(If you haven't left a comment here before, you may need to be approved by the site owner before your comment will appear. Until then, it won't appear on the entry. Thanks for waiting.)