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Sangue mau

F.



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Mais do mesmo

A tal entrevista na Simples, que não vai sair na íntegra - só um perfil e uma foto em que finjo (como de hábito) desenhar...

1 - Sou um gênio do mal! Ou um retardado do bem...

34 anos, torcedor do Flamengo.

Apesar de formado em jornalismo e trabalhar como webmaster, me apresento (e sou mais conhecido como) cartunista, profissão que não convence nenhuma mãe. Trabalho na Bizz, na Sexy, edito a revista F. (junto com Allan Sieber e Leonardo - na revista saem vários personagens meus) e acabo de lançar o livro "As aventuras do Capitão Presença" - esses dois últimos empreendimentos são publicados pela editora Conrad.

2 - Posso dizer que o Capitão Presença nasceu em laboratório: conheci Matias Maxx, observei seu superpoder de ter sempre unzinho em cima e o personagem estava criado, com o cavanhaque ralo do Matias e tudo. Isso foi em 2003, e juro que depois de duas piadas achei que a idéia estava esgotada - até começar a receber histórias do Presença desenhadas por outros cartunistas e perceber que o Preza, diferente dos Zumbis e do Alckmin, tinha vida própria. Então continuei a desenhar o Capitão para a revista - "Tarja Preta" - que o Matias lançou compilando as HQs do Preza de vários colaboradores que recebemos.

3 - Depois que o sucesso do Presença pegou mesmo, o Matias veio me dizer: "cara, já cobri turnê do Planet Hemp - em todo lugar que eles passavam ganhavam presença o tempo todo. Depois que vc inventou esse personagem, acontece o contrário comigo: os caras vivem me pedindo, é um saco".

4 - Foi meio pedreira, porque a Conrad me procurou depois de uma entrevista no Estadão em que eu dizia que estava produzindo um álbum - mas era mentira, só tinha prontas as 30 tiras publicadas nos quatro números da Tarja Preta e na F#3. Tive que correr, porque tenho um emprego de 9 as 6 e o prazo era só de seis meses para um livro de 150 páginas.

5 - Tem bem mais histórias inéditas, comecei com muito pouco material - e ainda bolei uns passatempos do Presença, rascunhos, e uma coisa inédita em um álbum de quadrinhos, páginas bônus com os "erros de gravação"...

6 - Ele já era open source mesmo antes d´eu conhecer o conceito. Sem combinar nada, depois que postei as primeiras tiras no meu blog www.gardenal.org/mauhumor, vários cartunistas (inclusive alguns ídolos de adolescência - portanto ídolos até hoje - que não conhecia pessoalmente, como o MZK e o Schiavon) se apossaram do personagem. A idéia do Creative Commons é perfeita, transforma em direito uma situação que já acontece de fato, que é a interação de outros artistas com a sua obra. O sampler é isso, as intervenções urbanas... ao invés de estabelecer uma relação paranóica tipo o Lars "meus fãs estão me roubando" Ulrich, o bacana é liberar o personagem para que o público, reproduzindo sua imagem por aí em criações próprias, te ajudem a divulgá-lo.

7 - O livro tem 20 páginas de histórias de vários colaboradores.

8 - Lendo "Breve história do espírito", do Sérgio Sant´anna, pra mim o melhor escritor do Brasil, e em matéria de filmes e música estou indo fundo no baú: o último filme que vi foi "Rififi" (1955, de Jules Dassin) e tenho ouvido muito dub dos anos 70, tipo Tapper Zukie.

9 - Escritores geralmente ficam ricos escrevendo sobre a época em que eram pobres, como Henry Miller, George Orwell e Bukowski - com os cartunistas é parecido, sem a parte de ficar rico depois. O mercado editorial parece desconhecer as leis trabalhistas, ou esteja tomando a iniciativa de modificá-las para poupar esse trabalho às autoridades constituídas. Portanto, se uma garota quer - mesmo contra a vontade de seus pais - namorar um cartunista, deve estar preparada para uma rotina de comida congelada e muitas reclamações.

10 - Webmaster de um site de notícias, mas estou tentando parar...

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Comments

ah, muito obrigado por nao citar minha banda na parte de musica.

seu GROSSO!

:~~~~

A mina perguntou o que estava ouvindo agora, não o que ouço sempre...

é incrível como vc consegue contar mil vezes a mesma história e não fica chato... pelo menos eu não me canso! hehehehe
bei!

Adorei a edição...:-)

e a mina é da hora? ou foi por telefone?

Capitão Presença é uma BOOOOSSTAAAAAAA!!!!

Aê, Total Alien, ou Rino Cerrone, só um toque. Deixe de usar internet discada, ou por rádio.

Este sistema de comentários xisnoveia seu ip - especialmente porque comentários tipo "tinha que ser piada de merda, que nem preto" (para uma tira do Joe Pimp meses atrás) costumam dar problema com a Polícia Federal...

Fica tranks que eu não costumo dedurar ninguém, mas vc deve ser do tipo que entra em comunidades do orkut naipe "molestadores de crianças anônimos" n´ shit.

Rino, vc é um zé ninguém!
O Capitão Presença já é um clássico!
Suas opiniões são absolutamente irrelevantes!

Legais as observações e seu modo de pensar em relação ao que vc produz. (Sou novo como leitor desse blog, na fase "de vez em quando" e estou ameaçando virar frequente). Achei a comparação com o Lars Ulrich mal colocada. Não concordei com a atitude dele, mas foi uma situação diferente da q vc citou. No caso dele não estavam refazendo a arte dele de uma forma diferente e inovadora, mas simplesmente "reproduzindo" e passando adiante. Depois de se dar mal com essa história ele mesmo desistiu do negócio todo e pediu desculpas.

Fala Luiz, seja bem-vindo,

Acho que a atitude paranóica do Lars não condiz com os novos tempos - e o próprio Metallica começou a ganhar fãs nos anos 80 graças a fitas cassete, cujo princípio - não o alcance, lógico - é o mesmo.

E depois de ver aquele documentário, Some Kind of Monster (muito, muito instrutivo), vi que paranóia é só uma das patologias mais leves do cara...

Esse lance das fitas não só teve o mesmo princípio como não foi só isso. Tenho gravada uma entrevista com o James Hetfield em q ele mesmo diz q quando começaram a ficar conhecidos no cenário "underground" eles tocavam músicas de outras bandas no show deles e não falavam q a música não era deles (tais bandas tb não eram muito conhecidas). O Some Kind of Monster é muito bom mesmo (tb tenho o DVD) e foi uma iniciativa muito interessante pq se preocupa exclusivamente em mostrar o quanto os caras são como todo mundo, cheios de problemas e até com problemas bem graves. Dá pra perceber aí q sou fã de Metallica, mas não sou fã cego. Não assino embaixo de tudo q os caras fazem, e se fizerem merda eu lenho mesmo.

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