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Sangue mau

F.



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Clash of Titans

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Quadrinho da história em que Joe Pimp se encontra (quer dizer, mais ou menos) com o Capitão Presença - desenhada pelo Leo, você vai ler na já mítica Tarja Preta #5. Falando em Presença, mais uma entrevista, no portal Comunique-se, por Tiago Cordeiro. Íntegra nos comments, já que nem todo mundo vai ter paciência para se cadastrar.

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Comments

1) Como você e Matias Maxx se conheceram? Fale um pouco dele e em como ele inspirou a criação do Capitão Presença.

Uma amiga em comum achou que o Matias, que sempre teve veleidades de editor - leia-se: era fanzineiro - ia gostar dos meus quadrinhos. Fomos apresentados e acho uns três meses depois criei o Capitão Presença, impressionado com a capacidade do Maxx de ter sempre um beque em cima, em qualquer circunstância.

Usei os traços dele, um uniforme verde e surgia o primeiro super-herói de cavanhaque ralo da História. Pouco depois o Matias, aproveitando o sucesso do personagem na internet (vários desenhistas enviaram colaborações espontâneas estreladas pelo Preza), lançou o número um da revista Tarja Preta com o Capitão na capa.

2) Como o Arnaldo jornalista convive com o Arnaldo cartunista? Quem é mais importante?

Sou formado em jornalismo, mas exerci pouco: só em frilas e na condição de estagiário na ABI (muito divertido). De certa forma, sempre encarei as duas funções como hobbies, talvez por isso ainda esteja magro e com cabelo, pois como diz o grande Xico Sá, "jornalismo embaranga".

3) Você poderia fazer um pequeno resumo da sua carreira profissional? O “Preza” é sua primeira publicação de quadrinhos?

Comecei tarde, um pouco por preguiça, um pouco por bom-senso: não estava pronto. Até minha estréia "oficial" (a tira "Os Pretos de Preto - Blackmen in Black" para o informativo do grupo Afroreggae, de Vigário Geral) fiquei lendo bastante, assistindo muitos filmes e desenvolvendo argumentos para convencer minha mãe de que aquela vagabundagem era alguma espécie de laboratório.

Não deu certo e tive que dividir o tempo de bolar tiras com alguns subempregos até tirar segundo lugar em um concurso de quadrinhos da Folha de São Paulo (com a tira "Mundinho Animal" http://www.tonto.com.br/tiras/arnaldo.htm) - não ganhei nada, só alento, mas foi o que bastou pra não parar mais.

4) Como é criar um personagem e ter ele desenhado por lendas como Alan Sieber?

Muito bom, cara. Como o Mario Sergio Conti escreveu sobre Truman Capote outro dia, artista (quadrinho é a nona arte, não é? Ali na zona de rebaixamento, mas arte - então dá pra assinar "artista") quer mesmo é o reconhecimento de seus pares.

5) A discussão sobre a legalização das drogas inclui argumentos que falam de violência, responsabilidade, educação, saúde etc. Em contrapartida, o “Preza” não parece muito preocupado com isso. Isso é um ponto de vista ou simplesmente uma forma de rir de um assunto polêmico?

Humor é julgamento sumário, tribunal de exceção: se for parar para discutir a sério alguma questão, você perde o bonde da piada. No livro do Capitão Presença, sobra até para a bancada pró-liberação. Mas pessoalmente sou a favor da legalização e da implantação de uma política de redução de danos.

Agora: ridendo castigat mores. Acredito que esse livro seja mais um jab curto (como são as argumentações sóbrias de gente como o Gabeira e Luiz Eduardo Soares, como foi a carreira do Planet Hemp) na idéia bem plantada no crânio do leitor médio da Veja de que as drogas são o demônio. Quanto mais se tratar o assunto com naturalidade, com mais naturalidade ele será discutido a sério.

6) Os quadrinhos nacionais vivem um momento decisivo em sua história. Dependendo de como as leis e o projeto em tramitação correrem, podemos ter uma geração de autores e de histórias garantida ou a permanência das dificuldades que a nona arte brasileira encontra. Como você enxerga isso?

Acho que a política ideal na área de cultura, em todos os setores, é a Condescendência Zero. Não acho que se deva abrir espaço para os quadrinhos por decreto. É verdade que o mercado editorial brasileiro parece desconhecer o período da pós-Revolução Industrial, em que se reduziu a jornada de trabalho e se proibiu a patronagem de pagar salários em amendoim - mas se você está interessado em uma carreira que tenha incentivo governamental, sugiro o funcionalismo público.

7) Os artistas nacionais têm uma longa trajetória de sucesso na paródia. O Capitão é apenas mais um numa linha que contém personagens como “Superomão”, “Overman” etc. O que você pode dizer a respeito?

Esse universo de super-heróis é altamente zoável. Sujeitos marombados de uniformes colantes... bem, até aí estou descrevendo os surfistas, outro grupo bem sacaneável... enfim, sempre se brincou com essa idéia de perfeição e ideais impolutos dos defensores da justiça. Mas acho que o Presença levou esse lance de anti-herói para um outro nível, quase para o lado da marginalidade. Afinal, ao invés de defender, ele combate a lei - não a Lei como definição genérica do Código Penal, mas uma lei específica - a número 6.368, de 21 de outubro de 1976: Entorpecentes...

Deuzulaivre! Que Pimp mais classudo! Alto tipão!Posso ou vir um Sly na cortina
Sim,essa tarja 5 é uma lenda,nem lembro direito o q a Chiquinha mandou, haueh!

A moça no fundo parece figurante de historinha do Laerte.

eu discordo do cara funcionário público.

fiz estágio na prefeitura. "Fiz". Meu serviço eu fazia em 10 minutos. E as outras 3h50min eu ficava sem fazer NADA. Porque não tinha serviço.

e na prefeitura conheci outros funcionários. Posso dizer. Funcionário público ganha por ócio, exceto por um ou outro, que trabalha feito doente.

Talvez esses façam o serviço dos que fazem pouco. Mas ninguém dirige serviço nenhum lá.

Acho que metade (ou mais) dos funcionários públicos não precisaria existir.

Arnaldo,

Depois do correio ter mandado meu livro do Preza para umas quatro agências diferentes, tive a ótima surpresa de descobrir que ele veio autografado e com um ex-cru-si-vo desenho seu! Valeu a espera, com certeza.

Meu exemplar d'"As Aventuras do Capitão Presença" agora se encontra do lado do "Quadrinhos e Arte Sequencial" do Eisner, também autografado.

Abraço!

http://www.stripgenerator.com

já viu essa parada? pra vc q não sabe desenhar pode ser uma boa, hahaha

sobre sacanear héróis: www.superdickery.com/seduction/1.html não sei se vc já viu, tem que fazer sobre o Presença também.

hauahuaha
mto bom seu comentários sobre o mercado editorial brasileiro!!
hauah...
soh fico meio trsite por saber que em breve eu vou entrar nesse mercado também, e num fico muito otimista ao ler isso...
mas fazer o que né! melhor que trabalhar em escritório!

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