May 2006 Archives
Esse lindo bottom é a contribuição da espetacular Chiquinha para a campanha a presidente do Preza. Se você não lembra, mal do hábito, o Capitão concorre à Láurea Máxima da Nação, e pra concorrer a um livro "As Aventuras do Capitão Presença" é só você fazer a arte de algum item de material de campanha - camiseta, banner, etc - e mandar para preza.presidentearrobagmail.com.

Chiquinha, a cartunista que quebra paradigmas e te faz rir não só do punchline no último quadrinho, mas desde o primeiro, contribuiu na seção "Cúmplices" do livro, que traz as melhores histórias do Presença desenhadas por outrem. A da Chiquinha está hilária e repleta das suas onomatopéias amestradas, além de introduzir no Universe Hemp do Preza os geniais Super Lisérgico e Capitão Pó. God bless her.

J.J. Blóide, o inimigo do Capitão Presença, em carreira solo.

Então vai começar a Copa, tempo de total dedicação. Antes de me retirar para a minha caverna com TV de plasma e geladeira frost free abarrotada, algumas considerações.
Estou impressionado com o número de carinhas que dizem estar pensando em torcer contra o Brasil. Mas eu manjo esses pélas, são tipo aqueles teus camaradas que falam que nunca vão casar: são os primeiros a. Depois estão lá incomodando os vizinhos com gritos de "Cafu!", caso sério.
Antes de 1958 Nelson Rodrigues dizia que, por não termos um campeonato mundial, sofríamos do complexo de vira-latas - agora, que temos cinco e com razoáveis chances de levar mais um, sofremos de nostalgia do complexo. É ser muito indie abrir mão de torcer por uma das únicas instituições nacionais que, afinal, fuciona (lembrar que antes das CPIs o escrete só perdia em confiança para os Correios).
Sobre o Parreira. Nunca fui exatamente fã do cara - quando disse sua famosa frase "o povo é só uma caixa de ressonância" meu comentário foi "até aí, teu crânio também". Mas neguinho tem que perder a mania de malhar 94 - com aquela entressafra fodida de camisa 10 (Raí era de uso exclusivo do Telê), Parreira fez o que pôde - ou seja, voltar de lá com a taça depois de uma fila de 24 anos e acabar com o papo chato dos caras que tinham visto o Brasil ser campeão em 70 e ficavam numas de "eu tenho, você não tem". Vocês garotinhas de 14 anos que constituem o público médio desse blog não sabem o que é isso.
E essa porra de "tem que dar show!"? Esse pessoal torce pra Seleção ou pros Harlem Globetrotters?
Continua a pré-venda do livro "As Aventuras do Capitão Presença" no site da Conrad - agora eles botaram pra jogo alguns trechos - vão lá checar!

Torci a mão direita (por favor sem mais piadas sobre punheta, em cada ser humano há um Kibe Loco em potencial) e estou no gesso, irmãozinhos. Digitar está difícil. Fiquem com um desenho (clique para ampliar) que estou fazendo - tive que interromper por conta da minha lamentável contusão - para minha amiga Mauren. Mau, mando quando fechar a página.
Nesta sexta, terceira edição da Soul Baby Soul, a festa black multicor. De novo Sir Dema, Peixinho, Leandro e Lucio Branco (a.k.a. Negão Watusi) vão botar todos para suar no bem refrigerado Cabaret Kalesa. Meu irmão inclusive acatou minha sugestão e vai tocar "I can´t get next to you" dos Temptations, primeira música a que vi associada a expressão "racha assoalho" em uma crítica. Life is a Cabaret, burn baby burn.
A equipe do Fantástico vai estar lá filmando uma matéria, ou seja, contra todas as previsões a Revolução será televisionada. Sempre lembrando que tem a lista amiga para entrar a 5 reais até a meia-noite - e ganhando uma caipirinha. Certo, mano?

"As aventuras do Capitão Presença" dia 19 de junho nas lojas - mas já em pré-venda no site da Conrad. 25 PILAS, FRETE GRÁTIS. Go for it.

Mundinho Animal perdido na mesma gaveta. Zimbres, semana que vem retomo.

Desenho que fiz pra um curso de quadrinho e cartum na Estácio (desisti na primeira aula, o professor era retardado). O exercício era: fazer uma piada com abacaxi, mar de lama ou pizza - taí a explicação porque os chargistas não viram o disco - eles aprendem isso. Ah, Brasil.


Rabu Gonzales, na foto vestido de Joe Pimp, está para lançar disco depois da Copa. Rabu é o cara - como ele mesmo diz, o sexto Jackson 5. Em um país decente seria platina quíntupla e o 50 cent já o teria ameaçado de morte.
O autor da sinfonia inacabada "Shut up biaaatch!" comenta seu trabalho neste video release. Agora: porra Rabu, de "batatinha quando nasce" até Drummond, vou te contar, que ESCOPO...
Já sabem, não é? Colaborações para a campanha do Presença em preza.presidentearrobagmail.com. Caixa dois em pvt.

Aí, hein, seus paulistinhas de merda, perderam o cabaço...

* - MZK
Mãe só tem uma. Pai é quem cria.
E depois querem que a gente assuma alguma responsabilidade...
Contribuição do Sica para a campanha do Presença: este belo santinho.

Cartum da última Bizz.

Arte do Dahmer para a campanha do Preza. Continua a promoção para ganhar o livro "As aventuras do Capitão Presença", com data de lançamento marcada (mas vou fazer um suspense). É só você, cartunista ou designer amador ou profissa, mandar uma arte conclamando o povo a votar na Chapa que chapa. Vale bottom, camiseta, whatévis, como diria o Mussum. Para: preza.presidentearrobagmail.com

Amanhã (quarta, 10/05) vou estar na I Semana de Quadrinhos da UFRJ, no campus da Praia Vermelha. Fazendo? Isso:
9h – Charges: humor nas páginas de jornal
Aroeira (O Dia)
Leonardo (Extra)
Arnaldo Branco (Revista F.)
Alviño (Jornal dos Sports)
14h – Publicações independentes: do Pasquim ao cenário atual
Sérgio Cabral (Pasquim)
Luimar (Banda Grossa)
Arnaldo Branco (F.)
Matias Maxx (Tarja Preta)
Renato Lima e Lobo (Mosh)
Tinham me encaixado em duas mesas, humor político (não faço) e humor gráfico (não sei desenhar), mas mudaram essa última para humor independente, menos mal - embora, com seis anos de carteira assinada aqui na rádio, indepedência é o cacete, viva o correio aéreo nacional, ou algum desses slogans idiotas do MV-Brasil. Mas podem deixar, tenho duas ou três opiniões a respeito de política e independência.
Ilustração para a tal matéria da revista da Volkswagen sobre humor na internet.

Breve recesso aqui, motivo viagem. Povo de São Paulo, procurem pelo staff da F. de quinta a domingo, estaremos nas cercanias.

Editando aqui a entrevista do Fausto Wolff, tirada do vídeo que gravamos na casa do cara. Bicho, que ridículo se ver tentando manter a coerência com todo aquele uísque na cabeça. Pra vocês um trechinho, vejam como é promissora...
Léo – ...você é de Santo Ângelo, a sua cidade, não é? Você ainda tem ligação, você voltou lá?
Fausto – Eu voltei lá, me convidaram, me chamaram para um negócio chamado "Diáspora". Esse negócio de diáspora é negócio de judeu... meu pai e minha mãe saíram daqui porque estavam sem grana... então não foram corridos (risos). Tudo bem. Aí eu vou fazer a palestra e tinha que receber uma Comenda do prefeito. Aí eu dei a palestra e eu pergunto "onde está o prefeito"? O prefeito tinha ido embora. Teve um cara que era um santangelense que aparentemente tinha se dado bem na vida, um cara que era microcirurgião. Aí veio o microcirurgião "ah, mas a minha carreira é difícil, microcirurgião e tal, mas eu também escrevo poesia". Aí ele disse duas ou três poesias. Aí me chamaram no palco, e eu "meu nome é Fausto Wolff, eu escrevo poesia, mas nas horas vagas eu sou microcirurgião (risos). Se vocês não acreditam, se alguém tem algum problema..." (risos). É claro que eu não sou uma pessoa muito bem querida em Santo Ângelo (risos).
"Forget it Jake, it´s Chinatown". É a frase final de, oras, Chinatown (Polanski), quando o oficial Walsh diz a um Jake Gittes (Jack Nicholson) puto e sendo arrastado para fora da cena do crime que não há nada que ele possa fazer: o mundo é corrupto e tudo o que aconteceu (veja o filme, ou reveja) não tem remissão porque é isso mesmo, isto é Chinatown.
Tem coisas que a gente sabe há muito tempo, mas que precisam de um episódio bizarro demais para marcar: "OK, você já sabia que a fronteira tinha sido ultrapassada, mas agora é a hora de você saber quanto". Em 1992 eu sabia que a tal rebeldia do rock´n´roll estava há décadas do seu falecimento, mas mesmo assim não estava preparado para o que vi: a MTV anunciando a promoção "quebre o camarim com o Pantera". Foi um marco para mim. Fiz até um cartum pra Bizz com o episódio, talvez saia daqui a umas edições.
Agora tem essa da greve de fome do Garotinho. Por mais que esteja acostumado a comemorar os aniversários da falência do Rio, eu não estava preparado para isso. Forget it Jake, it´s Rio de Janeiro.
Em outras notícias bizarras, o caflito entre Brasil e Bolívia.
Bem, acho que finalmente encontramos um adversário no nosso nível. E, no caso de uma guerra e a perdermos, vamos sempre poder botar a culpa na altitude.




