April 2006 Archives
Ei, Matias Maxx, cadê a Tarja 5? A cobertura em quadrinhos que fiz do FIQ vai caducar... move your ass hombre!

Respostas a uma entrevista do Diego Assis para a revista da Volkswagen. A matéria é sobre humor na internet e ficou excelente. As perguntas estavam em um e-mail separado e fiquei com preguiça de copiar, mas dá pra sacar do que estou falando.
34 anos, Rio de Janeiro, sou formado em jornalismo mas só trabalhei com internet (webmaster, hoje inclusive trabalho dentro de uma redação) e em vários subempregos: balconista, vendedor, estagiário - que é um escravo com status de boy).
Publico o Mau Humor desde o final de 2002. A de audiência é de 700 visitantes por dia, média que acho baixa se comparada com a do Dahmer ou a do Allan, for instance.
Mais de um cara já comentou que eu sou tipo o "humorista dos humoristas", pq outros quadrin(h?)istas estão sempre falando de mim mas meio que continuo um segredo bem guardado. O que me lembra o que o Larry David disse uma vez sobre quando fazia stand up comedy e tinha essa fama, de só ter outros cômicos na platéia: "isso quer dizer que eu era uma merda".
Eu só gosto de humor com algum grau de inteligência, um dos motivos porque nunca gostei de palhaços é que quando moleque pensava: "cair de bunda no chão... essa merda eu também sei fazer". É, eu era um moleque chato assim.
Dito isso, acho Hermes e Renato, South Park, irmãos Farrelly - caras que a princípio parecem só apelativos - sagazes pra caralho. E, claro, Allan Sieber, Leonardo (meus parceiros de F.), André Dahmer, Bennett, Chiquinha, Rafael Sica - só ficando com a nem tão nova geração de quadrin(h?)istas.
O Capitão Presença foi meio como descobrir plutônio por acaso. Em uma conversa com o Allan Sieber ele chamou um amigo nosso, a mítica figura de Matias Maxx, de Capitão Ganja - porque o cara parece estar abastecido mesmo em situações que nem os falcões ousariam, if you know what i mean. Na hora bolei o personagem, com a cara do Matias e o poder de ter sempre uma presença em cima, "salvando" o povo despossuído desse meu Brasil.
E, como sou uma péssima Mãe Dinah, fiz duas tiras e disse: "Ok, esse personagem já cumpriu o seu ciclo - é IMPOSSÍVEL fazer mais piadas sobre um sujeito com um uniforme verde e uma capa que leva bagulho para gente pra quem o produto está em falta". Botei essas tiras no meu site www.gardenal.org/mauhumor e saí de férias. Quando voltei, vários cartunistas tinham desenhado histórias com o Capitão e me enviado por e-mail. Foi aí que percebi que carisma não se compra em farmácia e que o personagem ia render muito ainda.
Vai sair um álbum pela Conrad, está na boca (no bom sentido) de sair. Tem tiras inéditas, textos, jogos e passatempos.
Joe Pimp foi apelação total. Eu queria fazer um personagem que fosse total na contramão desses personagens que foram criados para gigolar a crise da mulher de trinta anos, da Radical Chic à Maitena. Queria um monstro machista que batesse (literalmente) de frente com esse tipo de humor a favor que a Maitena faz em causa própria e o Miguel Paiva provavelmente pra ganhar minas na base da bajulação. Aí foi só me inspirar nos clips cheios de mulheres gostosas de rappers dessa geração bling-bling pra quem a revolução sexual e o feminismo vingaram tanto quanto o comunismo ou a escova de dente elétrica. Fiz o cara como cafetão pra deixar claro que sexo é o nome do jogo.
Não sei desenhar, claro que gostaria, mas para parecer que estou acima dessas questões mundanas, digo que pincel, ecoline, gramatura, essas porras, são coisa de metrossexual. Ademais, sempre gostei mais do texto do que da arte. Você não gasta muito tempo apreciando o desenho do Wolinski (cartunista francês tosco - na real subproduz seu traço, porque sabe desenhar bem), por exemplo, mas guarda as piadas pra sempre.
Estou publicando na Tarja (Capitão Presença e Tarja Preta, os remédios do mal), editando a F. (Futebol-Força Futebol Clube, Entrevistas em Quadrinhos, Joe Pimp e Presença também), fazendo uma tira pro Diário da Manhã de Goiânia (de nome "Mau Humor", com todas essas séries que citei + Mundinho Animal, que sai também no site www.tonto.com.br), publicando uma coluna na Bizz ("O mau humor de Arnaldo Branco") e fazendo a série "A Ilha de Sexy" - paródia para a revista Sexy da "Ilha de Caras" - dividindo os pincéis (no meu caso a caneta Futura) com o Allan Sieber e o Leonardo, meus parceiros de F.
* - Pra homenagear o Guilherme de Brito, vai nessa véinho.
Cartum que fiz para uma exposição organizada por essa cartunista, a Julia Wertz (curti bastante o trabalho dela), que me foi apresentada virtualmente pela Mauren. O tema era "bicicleta", algo bem difícil de desenhar, quanto mais fazer de piada sobre. Nem sei se ela usou. Para monoglotas tradução nos comentários.

Corporativismo é uma prática muito feia que só acontece nas outras profissões.
Podem me citar com essa.
Segunda edição da Soul Baby, Soul! no Cabaret Kalesa. O time forma com Peixinho e Dema (o sidekick do Big Boy e o seu principal discípulo), Leandro (herdeiro do talento do BB) e Lucio (my funk soul brother). Allan Sieber na filipeta. Saiu essa matéria n´O Globo - que, claro, só se interessa por um "fenômeno" se ele pode ser visto a olho nu da Zona Sul. De qualquer, forma, não confundir com festas que se anunciam "soul", "black" porque tocam Sex Machine e I Feel Good do James Brown e "aquela do Pulp Fiction", Jungle Boogie. Lá você ouve coisas como:
"Hold On, I´m Coming", Sam & Dave
"M'Lady", Sly & the Family Stone
e sai dançando como os manos do Soul Train.
Estarei lá, lembrando que tem a lista amiga para entrar a 5 reais(!) até a meia-noite.

Esse saiu na F#3, no Arnaldo´s Crapbook.

Esse saiu na Bizz.

E essa tira do Mundinho Animal saiu no DM, reciclagem de uma série que ganhou o segundo lugar de um concurso da Folha de São Paulo, back in 99.

Estava bolando aqui uma premiação pra correr paralela ao Pulitzer (ou à nossa versão dele, o "Troféu Imprensa", hehe), o Prêmio PULHITZER, concedido aos maiores canalhas da profissão. Com várias categorias, tipo o troféu David Nasser para repórteres; o Hildegard Angel (escreveu que o Rogério Sganzerla estaria simulando um tumor para ganhar uma pensão meses antes da morte do cara) de colunismo social; o Cora Rónai (que disse que a Cássia Eller, como era cheiradora, tinha mais que morrer vítima de erro médico - entre duzentas outras considerações desse naipe) para a área de informática; o troféu Leleco Barbosa de jornalista musical - que entregaria amarradão ao Mario Marques, se o júri fosse honesto...
Sugestões de nomes nos comments.
* - Barão de Beaverbrook
Genial, tirado do stumble do Alexandre Soares Silva. Detalhe é que o verbete é "Relacionamentos"...

E nem sei se o Diário da Manhã tem publicado na buena essas paradas que eu mando...

Trabalho é como a prisão, inclusive na parte da sodomia e das facadas nas costas.
Camus dizia que a única questão filosófica é o suicídio. Na vida corporativa a única questão filosófica é o almoço.
O cara que disse que "o que não nos mata nos torna mais fortes" nunca teve pólio.
Ator é um sujeito que a gente acha genial porque sabe de cor várias frases de outras pessoas.
Comecei a escrever o tal monólogo.
* - "O trabalho liberta" - inscrição do portal de Auschwitz.

Foda-se o Chuck Norris. Fausto Wolff sobre seu derrame:
Outro dia quase bati as botas. Fechado o expediente, fiquei bebendo uísque enquanto olhava o mar. À medida que bebia, mais o mar se agitava, me agitando também. Tive uma idéia genial e voltei ao computador, mas - vejam só - não conseguia escrever as frases direito. Era sempre aprotaledo pelas pavrolas. Retornei à janela, fiquei vendo o mar e tendo idéias geniais. Bebi mais algumas doses de uísque e, quando minha mulher voltou do trabalho (é, meus filhos, alguém tem de prover), contei-lhe o que ocorrera. Ela: ''Você teve um princípio de enfarte ou um princípio de isquemia'', e, sob meus discretos protestos, arrastou-me ao hospital.
Colocaram-me num leito ao lado de muitos outros, separados por um lençol. Braços furados por mil agulhas, fui vítima de um clister e do resultado do clister, tudo isso em meio a dezenas de pessoas que fingiam ignorar minha indiscreta performance. Lá pelas nove da manhã fugi do hospital e fui caminhando por Ipanema. Acabei num boteco em frente ao estúdio do Millôr, na Gomes Carneiro. Tomei um conhaque, comi um sanduíche de pernil e fumei um cigarro. Bateu-me a vontade de escrever um poeminha. Pedi lápis e caneta, mas as mãos não obedeciam ao cérebro.
Só depois de desenhar mentalmente a letra é que conseguia reproduzi-la no papel e ainda assim muito mal. Desisti do poema e fui pedir a opinião do Millôr, que há 50 anos é uma espécie de irmão mais velho. Aconselhou-me a voltar ao hospital, o que fiz de táxi desta vez. As enfermeiras me receberam de braços abertos e nem me torturaram. Tivera mesmo uma isquemia. Três dias depois, feitos todos os exames, me mandaram embora e proibiram-me de fazer as três coisas de que mais gosto: ver Mannhattan connection, discutir com adolescentes e ler originais não solicitados.
Caíram nessa? Não acredito. É isso mesmo que vocês pensaram. Estou proibido de fumar, beber e procriar, pois, no meio de uma dessas atividades, o sangue pode derrapar na veia e sair da pista da minha vida, que pode não ser grande coisa mas é minha. Por isso nunca mais fumei, bebi e procriei ao mesmo tempo. Tudo tem seu tempo certo.
Eu, Léo, Dahmer, Allan e João estamos chegando na casa dele agora às 16hs, para finalmente entrevistarmos o bruto para a F. Com duas garrafas de uísque, que ele vai achar pouco, como sempre.
Viva cada dia como se fosse o último, um dia você acerta, dizia o Verissimo.
Nunca acreditei muito em horóscopo (Shakespeare: "eu seria o que sou mesmo que a estrela mais virginal do Universo iluminasse minha bastardia"), principalmente porque meu signo, Áries, é o signo dos conquistadores, ditadores e great achievers em geral, e eu não consigo ganhar uma partida de biriba sem culpa. Talvez eu seja Áries com ascendente em Educação Católica.
A real é que sempre achei esse lance de ascendente um puta back up: "seu signo é tal? Hummm... você deve ser um manipulador compulsivo, retentivo anal e com tendências edipianas" "Ah, nem." "Bem, isso depende do seu ascendente...". Então sempre foi meio difícil pra mim levar a sério a coisa toda, a não ser com interlocutoras gatinhas que não pareciam mesmo aparelhadas para uma conversa interessante sobre qualquer outro assunto.
Mas este ano, oficialmente, passei a acreditar em inferno astral. Esse mês foi foda, tudo deu errado. Mas tranks, só um pequeno desabafo, on with the show, born to raise (astral) hell. E, ademais, sou o sujeito que melhor se adapta a adversidades que conheço. Se acabasse na situação do carinha em "Johnny vai à guerra", provavelmente ia continuar ditando posts em código morse.
E na real esse post é mais uma oportunidade de lembrar que domingo é meu aniversário para quem quiser mandar sugestões de lugares para encher a cara em comemoração, presentes, congratulações e todo seu amor...
Ainda está rolando o concurso para ganhar o livro do Capitão Presença (ainda sem data de lançamento). São dez, mas vou descolar um extra para o Bruno, o cara que bolou o slogan acima, achei bom demais e vou usar na campanha. Então é isso: bole uma arte (camiseta, santinho, banner, etc) para ajudar a eleger o Preza presidente, e mande para preza.presidentearrrobagmail.com. Como diz o Matias Maxx, arriba los que luchan! Abajo las que chupam!

Meu comentário sobre "Falcão, Meninos do Tráfico": que bom que esse rapaz negro e sofrido, o MV Bill, finalmente conseguiu um ganha-pão. Por que de rapper ele só tinha as tatuagens horríveis.
Lembro de quando o cara convocou, em 2003 (?), uma coletiva (!) para falar mal do filme do Fernando Meirelles: "pra Cidade de Deus só vai sobrar um Oscar, o de cidade mais violenta do mundo". E anunciou esse tal projeto, "Falcão". Não entendi na época, só ele tinha direito de queimar o filme das comunidades carentes?
Ainda bem que ele é Mensageiro da Verdade, não é? Porque se fosse da Coerência...
Well, entrando na brincadeira:
Um maluco editou "Cassino" ao essencial: manteve só as cenas em que o Joe Pesci fala "fuck" e derivados.
Curta que o Scorsese fez ainda na faculdade, "The Big Shave" , 1967. Não assista se você não gosta de ver imagens de gente se cortando.
Bruce Springsteen, 1972, cantando "Growin´ Up" (letra nos comments) no Gaslight, um boteco onde o Bob Dylan também começou a carreira. Reparem que pelas palmas deviam ter umas 20 pessoas no local.
Woody Allen na cena clássica do encontro às escuras de "Play it again, Sam", me identifico total com a performance do sujeito, não me apresente nenhuma garota se você tem amor pela mobília. Com legenda em português.
Mais Woody Allen, no filme que o Godard fez sobre ele. Em francês e com som péssimo, uma tortura pra mim cujo estudo da língua parou na letra de Frère Jacques. O encontro dos dois cineastas com o maior índice de rejeição quando eu era balconista de locadora.





