February 2006 Archives
Opa, finalmente um Mundinho Animal pro site da Tonto. Novo formato, pra ficar no padrão de jornal - quem sabe a profecia do Fabio Zimbres no site ("o Arnaldo nunca vai publicar em jornal, etc. etc.") não acabe caindo por terra? Sonhar não custa nada, mas também não paga o aluguel. Oh, my.
Enquanto o Fabio não atualiza lá, deixo a tira aqui no Mau Humor mesmo, depois atualizo o link.
Cartum da Bizz.

Calma, Zimbres, já te mando o Mundinho da semana (hehe, da semana, boa piada, da semana... haha) que vem...

Ontem saí pra uma cerveja com o Matias Maxx (que está prestes a fazer história no Rio de Janeiro com um empreendimento GIGA sobre o qual não sei se posso falar e no momento estou com preguiça de perguntar se posso) e o grande Pedro Só, sujeito com várias horas extras por receber de duzentas redações a que prestou serviços por aí. Consegui embebedá-lo a ponto de ganhar na faixa o seu livro (em parceria com o também jornalista Edmundo Barreiros) "1985 - o ano em que o Brasil recomeçou".
Não costumo fazer isso, e nem acho que o cara esteja precisando dessa "força", mas corram atrás desse livro. Não consigo parar de ler - e olha que estou lendo outro livro que não consigo parar de ler, "Cão come cão", do Edward Bunker - , engraçado demais, uma análise política e cultural de uma época, mas sem análise: só os fatos e a sua bizarrice inerente. Finalmente o revival dos anos 80 deu em alguma coisa decente...
Ediouro, 209 págs.
Trecho:
A primeira cena do filme ("Senta no meu que eu entro na sua", de Ody Fraga, N. do B.) é impagável, resume 1985 de forma lapidar. Um homem pega o jornal para ler a respeitável Folha de S. Paulo. Na primeira página, aparece a manchete "Tancredo reafirma fé nos ideais de 1964". O homem exclama: "Puta que o pariu! Tamos fodidos!"
Fotos para a apresentação do livro do Presença. Criador e criatura. O mascarado é a criatura, by the way.

Expectativa de vida M/F: 73/78 anos
Analfabetismo: menor do que 5%
Força de trabalho: 3 milhões para 5 milhões de habitantes
Renda per capita: US$ 33.040
Imagino que a vida de um cartunista dinamarquês deva ser meio desprovida de assunto mess.
Pior que os cartuns sobre Maomé eram realmente bons, imagino o que os caras não fariam por aqui. O Chico Caruso nasceu no país errado...
O prazo para a entrega do livro do Presença é quarta que vem. Vou conseguir, mas nas últimas 3 semanas meu método de trabalho tem sido o seguinte: tomo um balde de café quando chego do trampo às 19 e trabalho até 5, 5 e meia da manhã; daí tomo um anti-depressivo tarja preta chamado Alprozalam (se se chamasse Aloprazam ia ser bem mais legal) para conseguir dormir até oito e meia, e depois pegar de novo no batente. A caixa do remédio diz "altamente viciante" - será que existe um algum programa de desintoxicação à base de metadona? Ia me achar total um personagem do Burroughs.
Enfim, estou me sentindo o Raymond Chandler escrevendo o roteiro de "A Dália Azul".
Tinha prometido não botar mais nada do álbum, mas só tenho basicamente feito isso, sem tempo pra fazer nada exclusivo pro Mau Humor. Então uma amostra da "História da Maconha" contada pelo Preza e de uma paródia da fábula da Cigarra e da Formiga narrada pelos "Irmãos Green" - nada mais que o Presença e o Super-Aba usando barretes...


Ah, e claro, continuo no Diário da Manhã, com a Bizz e com a Sexy. Haja. Uns Joe Pimps pra vocês.








