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bem-vindos ![]() Compre a graphic novel "O Beijo no Asfalto" ![]() Compre o livro "As Aventuras do Capitão Presença" Últimos posts Short-term memory
You can talk the talk, but can you walk the walk? Sutilezas Soberba Consciência crítica Não se pode vencer todas Desejo e reparação Gun for hire The singer, not the song Departamento de vendas Anarquivos maio 2008abril 2008 março 2008 fevereiro 2008 janeiro 2008 dezembro 2007 novembro 2007 outubro 2007 setembro 2007 agosto 2007 julho 2007 junho 2007 maio 2007 abril 2007 março 2007 fevereiro 2007 janeiro 2007 dezembro 2006 novembro 2006 outubro 2006 setembro 2006 agosto 2006 julho 2006 junho 2006 maio 2006 abril 2006 março 2006 fevereiro 2006 janeiro 2006 Sangue mau F. |
maio 15, 2008Short-term memoryMundinho Animal que não vai para o G1 por causa de uma diretriz que esqueci de respeitar. Clique. You can talk the talk, but can you walk the walk?Entrevista para a revista Wave. No “Mundinho Animal”, do G1, que eu acho fantástico, sua proposta é tirar sarro da nossa classe artística. O mais interessante é que você expõe geralmente o ridículo do artista anônimo, daqueles que procuram um lugar ao sol. O que você acha que acontece com o país? Os novatos são patéticos realmente ou não existem condições de se criar arte decentemente no país? Na verdade, falo de todo tipo de artista, os em ascensão, os em queda, os do panteão e os ancorados ao solo, que nunca irão a lugar nenhum. Talvez a confusão seja porque não nomeie os consagrados diretamente. Não acho que aqueles que estão buscando lugar ao sol sejam melhores ou piores por definição, só acho que o talento nunca é pré-requisito para o reconhecimento aqui no Brasil - e o encontro dele com o sucesso é um evento bissexto. Que não há condições, isso é óbvio. Nosso mercado editorial é ridículo, a indústria do cinema inexiste, nem vou falar de teatro, que, se não é um anacronismo, aqui é tratado como um, entretenimento para a terceira idade. Funcionando mesmo temos a TV, que nivela por baixo por uma questão de sobrevivência, isso nem é uma crítica. SutilezasClique para o Mundinho da semana. SoberbaSaideira de "Seja na terra, seja no mar", pra não passar em branco, como o Souza.
Consciência críticaMundinho da semana, clica e vai nessa. Não se pode vencer todasCancelaram a tira "Seja na Terra, seja no mar" em tempo recorde. Alguém da editoria, creio que do Lance, disse que era muito "pra baixo" - isso porque não houve nenhum briefing para dizer que o quadrinho tinha que ser só a favor (o que seria fatal para a graça da coisa), ou alguma recomendação nesse sentido depois que mandamos o primeiro lote. Uma pequena compensação saber que nem falando sobre o nosso time puderam nos acusar de fazer um trabalho chapa-branca ;). As tiras estão abaixo, só clicar nas imagens. Mas quem se importa? Mais uma vez ofereço a faixa de campeão pros botafoguenses enxugarem as lágrimas. E Obina é melhor do que o Messi. Mengo! Valeu, cara. Desejo e reparaçãoMundinho Animal, go for it. Gun for hireEsse é o briefing do editor: Histórias (inventadas) da televisão - é a última página da revista, pra terminar de um jeito engraçado e despretensioso. a idéia é pegar um fato histórico da tv e contar uma história paralela a ele totalmente inventada. Dá pra ser maldoso, mas sendo vinculada à corrente do humor engraçado já está bom. 3 mil toques. Essa é a primeira coluna que escrevi para a MONET: Histórias (inventadas) da televisão Festival Internacional da Canção, Rede Globo, 1968. Todos sabem a história do discurso de Caetano Veloso em resposta às vaias para "É proibido proibir" na eliminatória paulista, da preferência do público por "Para não dizer que não falei de flores", da vitória contestada pela platéia de "Sabiá" (Tom Jobim e Chico Buarque). Mas não sabem da história de uma música perdida que o júri resolver eliminar para evitar problemas. Theofilo Moura Durão era cabo do Exército, lotado no 26º Batalhão de Infantaria Pára-quedista. Era um sujeito revoltado com o que ele chamava de "polarização à esquerda da juventude brasileira", especialmente de Sandra, ex-namorada que agora o chamava de gorila, logo ela que era a sua pituquinha. Sabendo do teor político radical dos Festivais da Canção, e arranhando um cavaquinho razoável, sentou-se um dia para escrever uma música que expusesse tudo o que pensava. Em dois minutos e meio, exatamente o tempo do intervalo do programa que assistia, Teatrinho Troll, compôs o sambinha "Corte esse cabelo ridículo", que na gravação ficou em 8min:27seg - era realmente um desabafo. Tinha versos como "gente de bem tem que ter um sustento / no próximo dia quinze compareça à junta de alistamento" e a citação a "Blowin' in the wind", de Bob Dylan: "A resposta, meu amigo / você vai me dar no interrogatório". Theofilo juntou alguns parceiros de dormitório e formou o conjunto "Reaça Negra", embora todos fossem brancos: o violonista Ademilson "Torniquete" Louzada, Jão "Recruta Zero" das Dores no surdo, Marcelo Pezão no tamborim. Gravaram em um estúdio improvisado na garçoniére de Torniquete e mandaram a fita para a consideração do Júri do III FIC. A comissão julgadora não sabia o que fazer com a música. A harmonia, melodia e letra pareciam horríveis, mas era 1968, a imaginação estava no poder e sabe lá se aquilo era alguma coisa hippie genial que os membros da banca não estavam preparados para entender. Já tinham desclassificado Hermeto Paschoal em uma edição anterior achando que o multiinstrumentista estava de sacanagem com a cara deles por fazer um arranjo para flauta e cadáver de cachorro, e dessa vez não queriam cometer outra gafe. Apelaram para uma solução política e passaram a questão para os superiores de Theofilo no Batalhão. Por sorte o comando interino estava na mão do Coronel Edmundo Cerqueira, homem austero porém de hábitos finos, que achava samba "coisa de pobre, comunista e de cantoras de hábitos sáficos". Cerqueira proibiu a participação do Reaça Negra no Festival e ainda mandou os músicos para uma temporada na cadeia, "excelente lugar para se tomar gosto pela leitura". Theofilo nunca mais compôs, embora ainda guarde o cavaquinho e os restos de acetato da fita, que deteriorou com o tempo e não pôde ser digitalizada. É casado com Sandra, que reencontrou nos porões do Cenimar, em 1972. The singer, not the songMundinho da semana, clique. Departamento de vendasAlguns cartuns e a coluna "Mal Necessário" da revista Zé Pereira número 4.
Love of gold Em tese são a inércia e a gravidade que fazem o mundo girar, mas vocês sabem o que é na verdade: o amor. "O amor pelo ouro", completa o Gene Hackman naquele filme do David Mamet. Hoje compreendo isso, mas nem sempre foi assim. Lembro que quando era adolescente duvidava que alguém realmente casasse por dinheiro. Talvez fossem só os hormônios trabalhando em excesso, mas acreditava que dinheiro e tudo mais que havia no mundo eram só pretextos e estrategemas para chegar até a recompensa por todas aulas de trigonometria que fui obrigado a assistir: SEXO. Que alguém abrisse mão da satisfação sexual por grana não fazia o menor sentido pra mim, que era um ingênuo e, claro, virgem, mas a verdade é que ainda acho difícil de acreditar. O que diz muito a respeito da minha escala de valores e explica porque ainda sou pobre. Também fui metaleiro quando adolescente, e naquela época essa história de não se vender era um caso sério; um dos slogans do - ahn - movimento era "morte aos falsos", embora não me lembre muito bem como era mesmo um metaleiro de verdade. Imaginava que esse papo de vendido estava tão velho como a defesa do celibato enquanto método contraceptivo, mas a internet está aí para mostrar que velhos hábitos não morrem de resfriado. Conheço, e só de ouvir falar, poucas pessoas que podem se declarar realmente independentes (por hierarquia, financeiramente, etc), sendo que contra algumas delas existem processos penais que questionam a retidão de suas trajetórias até a independência. E duvido que elas sejam as mesmas que escrevem em blogs ou comentários de blogs que tal fulano "se vendeu". Essa patrulha da pureza um tanto incoerente e tardia lembra a minha adolescência. Ou seja, quando vier alguém pro seu lado com esse discurso, pode ter certeza: o carinha ainda não amadureceu sexualmente. |