Quem somos

Nós não somos ninguém

A história é a seguinte: existia um e-zine chamado O Malaco, feito por nós durante uns dois anos. Teve muita coisa boa (nem tudo), mas a preguiça descomunal da bugrada impediu a continuidade de um site com grandes edições fechadas.

Agora resolvemos fazer este aqui, mais fácil de atualizar. Marca diabo, para quem não está familiarizado, é uma expressão usada em algumas partes da Região Sul que denomina coisas sem marca definida, produto de fundo de quintal, pirata ou feito por uma empresinha qualquer. Aquele CD do camelô? Marca diabo. Os produtos de limpeza vendidos numa kombi que passa na tua rua? Marca diabo. O revólver do teu bisavô, que não era Colt Cavalinho nem Smith & Wesson, mas estava cheio de riscos no cabo? Legítimo marca diabo.

Os assuntos são os de sempre: cultura underground, quadrinhos, músicas, cinema e qualquer outra coisa que julgarmos digna de registro. A "Galeria dos Grandes Malacos" continua, não poderíamos dispensá-la tão facilmente.

Depois das matérias iniciais prontas, percebemos que elas estão com um clima anos 60-70. Zap Comix, Rolling Stone pirata, Pasquim, período da ditadura - disso tudo um pouco para começar. Um erro já detectado é a profusão de altas cotações distribuídas nas primeiras resenhas. Compreensível, já que havia muita coisa boa acumulada e não dava para deixar de falar bem. No futuro, pretendemos falar muito mal de muitos. Por enquanto, vamos despejando o mau humor no blog associado "O mal venceu".

Críticas e sugestões são bem-vindas, assim como novos colaboradores. Basta enviar um e-mail para marca_diabo@yahoo.com. Se a gente achar legal, publica.

Um de nossos primeiros entrevistados na nova fase, Luiz Carlos Maciel, pergunta-se se ainda existe imprensa alternativa no Brasil. Achamos que não, mas também não custa tanto assim tentar. Fracasso, aqui vamos nós.

Florianópolis, dez/03


P.S: O arquivo com as 13 edições d'O Malaco continua no ar em www.omalaco.hpg.com.br . Aos poucos vamos resgatar algumas velharias para cá. Quem quiser conferir agora vai encontrar algumas reportagens, toneladas de resenhas e uma dúzia de entrevistas com um naipe de figuras que vai desde o mutante Sérgio Dias a Ota, símbolo da Mad nacional. Do músico que queria cobrar a perna mecânica de Roberto Carlos numa dívida a, praticamente, Zé do Caixão.