Grandes
malacos da história
Galeria
dos grandes malacos
Figuras inesquecíveis
que ajudaram a dar uma entortada no mundo
ATARI
- Durante boa parte dos anos 80, a trajetória futura
de toda uma geração estava sendo traçada com a
ajuda de uma caixa preta com seu nome japonês escrito em letras
prateadas: ATARI. Se não, vejamos. Apesar dos insistentes protestos
de nossas mães (que pregavam ser aquele tal de videogame um horror
para as cores da televisão), o bando de pirralhos que nós
todos éramos na época ensaiavam com aquele console nossos
primeiros atos de malaquice. O mais inocente era matar aulas e atravessar
madrugadas acordados, jogando cartuchos como o Decathlon, o
supremo destruidor de joysticks.
Não podemos nos esquecer ainda
que o mercado de fitas falsificadas foi, na maioria das vezes, nosso
primeiro contato com a receptação de produtos não
exatamente legais. Essas cópias piratas podiam tanto ser uma
alternativa mais barata aos jogos que podiam ser encontrados em qualquer
loja (muitos não acreditam, mas eu juro que joguei uma versão
de Freeway rebatizada como BR-101) ou ainda significar
algo mais raro: o único acesso possível aos jogos proibidos.
O mais famoso deles era X-Man, uma incitação
à boa e velha putaria. Basicamente o jogo era um cara pelado
fugindo de uma tesoura voadora em um labirinto tipo Pac-Man.
O detalhe estava na premiação, pois quem alcançasse
a saída sem ser capado pela tesoura se divertia com uma beldade
feita de pixels (não que a gente conhecesse essa palavra na época)
em três fases. A primeira era o boquete, a segunda uma curra e
a terceira o papai-e-mamãe. Atari não tem uma tradução
exata para o português, é só um grito de vitória
de um tradicional jogo japa, algo assim como um xeque-mate. Mas bem
que podia significar Malaco...
Romeu Martins